Estação esquecida sob Botafogo expõe décadas de abandono do metrô carioca

A Estação Morro de São João, localizada entre Botafogo e Cardeal Arcoverde, nas proximidades do Shopping RioSul, é uma das mais emblemáticas obras inacabadas da infraestrutura de transportes do Rio de Janeiro. Escavada há mais de três décadas para integrar a Linha 1 do metrô, a estação teve parte significativa de sua estrutura construída, mas nunca foi concluída nem aberta ao público. O espaço permanece oculto sob a cidade, como um retrato do desperdício de recursos e da descontinuidade das políticas públicas voltadas à mobilidade urbana. O tema está longe de ser novidade para este blog. Ao longo dos anos, temos denunciado repetidamente o abandono da Estação Morro de São João e defendido sua conclusão como uma medida estratégica para ampliar a capacidade do sistema metroviário. A reportagem do Diário do Rio reforça aquilo que já mostramos diversas vezes: a(Leia mais)

Botafogo: a rua que não há

Uma área pública em Botafogo voltou ao centro das atenções neste fim de semana e reacendeu o debate sobre o seu destino. O terreno pertencente à Rio Trilhos, alvo de diferentes propostas de ocupação nos últimos anos, motivou uma manifestação de moradores que defendem uma solução definitiva para o espaço, considerado estratégico para o bairro. Atualmente utilizado como estacionamento e depósito de viaturas policiais fora de operação, o local tornou-se símbolo de uma discussão que envolve segurança pública, mobilidade urbana e o aproveitamento de uma área que, para muitos moradores, permanece subutilizada há décadas. Ironicamente, a utilização da área pelo 2º Batalhão da Polícia Militar ocorreu devido à venda do terreno Próprio Estadual onde a instituição funcionava, na Rua São Clemente, para o mercado imobiliário. Atualmente existe no local um conjunto de prédios residenciais. Este site defendeu a manutenção do(Leia mais)

Ônibus novos, modelo velho: Rio troca a pintura, mas mantém o mesmo padrão

Segundo notícia publicada no jornal O Globo, a chegada de 102 novos ônibus ao Rio de Janeiro — sendo 77 viabilizados por acordo judicial — é apresentada como “um avanço na modernização do transporte público”. De fato, há melhorias concretas: veículos zero quilômetro, com ar-condicionado, sistemas eletrônicos, monitoramento e padrões ambientais mais avançados, como o Euro VI, que reduz significativamente a emissão de poluentes. No entanto, este espaço urbano-carioca entende que a questão central não está apenas no fato de serem novos, mas no tipo de ônibus adotado, o que leva a uma dúvida relevante: esse padrão realmente mudou? Com base nas informações disponíveis, não há indicação de ruptura com o modelo tradicional. A matéria e os dados complementares destacam conforto, tecnologia embarcada e gestão, mas não mencionam alterações no conceito estrutural dos veículos. Isso sugere a continuidade do padrão(Leia mais)