Após décadas simbolizando um modelo arquitetônico fechado em si mesmo, o prédio da Dataprev, no Cosme Velho, entra em uma nova fase — mais aberta, integrada e alinhada às demandas contemporâneas de convivência urbana. A proposta de retrofit marca não apenas uma atualização estética, mas uma mudança de mentalidade: sair da lógica de isolamento para se reconectar com a cidade, com o entorno e com as pessoas que circulam diariamente pela região.
A transformação de um espaço antes introspectivo em um ambiente de uso compartilhado, com praça pública, café e áreas culturais, sinaliza um movimento importante de valorização do espaço urbano e de resgate da relação entre arquitetura e vida cotidiana. Finalmente uma intervenção para dar valor às áreas públicas. Aguardemos.
Urbe CaRioca
Prédio da Dataprev no Cosme Velho vai ganhar praça pública, café e galeria após retrofit
O edifício da Dataprev, no Cosme Velho, passará por retrofit e deixará o perfil isolado que marcou sua história desde a inauguração.
Quintino Gomes Freire – Diário do Rio

Depois de quase cinco décadas com perfil fechado e pouca relação com o entorno, o edifício da Dataprev, no Cosme Velho, vai passar por uma transformação que promete mudar a forma como o prédio se conecta com a rua e com o bairro.
Conhecido por sua arquitetura brutalista e pela imagem de fortaleza isolada, o imóvel abriga um dos principais datacenters da estatal. Ao longo dos anos, a estrutura marcada por escadaria, jardim elevado e pouca interação com pedestres acabou reforçando esse afastamento da vida urbana ao redor.
A proposta agora é outra. Em projeto de retrofit assinado pelo arquiteto Rodrigo Azevedo, o prédio vai ganhar uma praça pública integrada à calçada, abrindo o espaço para o convívio e para uma circulação mais natural de quem passa pela região.
O redesenho também prevê a criação de uma galeria de arte digital conectada à nova área aberta, além de salas multiuso, auditório e um café com vista para o Cosme Velho.
A expectativa é que as mudanças sejam concluídas até o início do ano que vem. A intervenção reposiciona um dos edifícios mais marcantes do bairro, que por décadas funcionou de costas para a cidade, e tenta aproximar o imóvel da paisagem urbana e da rotina dos moradores.
