Praça Onze Maravilha: questionamentos desde o próprio nome

Reportagem publicada pelo O Globo nesta sexta-feira detalha o conjunto de novas benesses urbanísticas para o mercado imobiliário criadas pelo projeto batizado com o nome Praça Onze Maravilha, apresentado como uma iniciativa para a revitalização da região. Sob o discurso da requalificação urbana, o plano amplia potencial construtivo, cria mecanismos de valorização imobiliária e busca atrair investimentos privados para uma área profundamente marcada por sucessivas intervenções do próprio Estado. Antes de celebrar uma nova transformação, porém, indagamos se o projeto enfrenta as causas da degradação ou se apenas inaugura mais um ciclo de reconfiguração voltado à construção civil, recorrente nas últimas décadas a partir das leis “pra Olimpíada”.. Grande parte das cicatrizes urbanas do Catumbi, da Cidade Nova e do entorno decorre das decisões públicas que, ao longo de décadas, privilegiaram grandes obras viárias em detrimento da escala humana, da(Leia mais)

Mais uma benesse ao mercado imobiliário batizada de requalificação urbana.

A aprovação, em primeira discussão na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, do projeto que institui a AEIU Praça Onze Maravilha e prevê a demolição do Elevado 31 de Março, reacende um debate que está longe de ser novo — e que tampouco pode ser tratado como mera atualização urbanística. Sob a narrativa de “requalificação” e “revitalização”, a proposta retoma uma lógica já observada em intervenções anteriores na cidade, nas quais grandes transformações espaciais foram conduzidas com forte protagonismo do mercado imobiliário e participação social limitada. Como mostra a reportagem abaixo, publicada no portal EcoSerrano, o avanço do projeto sinaliza não apenas uma intervenção física relevante, mas a consolidação de um modelo de reordenamento urbano com impactos que ainda precisam ser devidamente dimensionados. A experiência do projeto Porto Maravilha, também estruturado a partir de uma Área de Especial Interesse Urbanístico(Leia mais)

Dataprev no Cosme Velho será revitalizada com praça pública e áreas culturais

Após décadas simbolizando um modelo arquitetônico fechado em si mesmo, o prédio da Dataprev, no Cosme Velho, entra em uma nova fase — mais aberta, integrada e alinhada às demandas contemporâneas de convivência urbana. A proposta de retrofit marca não apenas uma atualização estética, mas uma mudança de mentalidade: sair da lógica de isolamento para se reconectar com a cidade, com o entorno e com as pessoas que circulam diariamente pela região. A transformação de um espaço antes introspectivo em um ambiente de uso compartilhado, com praça pública, café e áreas culturais, sinaliza um movimento importante de valorização do espaço urbano e de resgate da relação entre arquitetura e vida cotidiana. Finalmente uma intervenção para dar valor às áreas públicas. Aguardemos. Urbe CaRioca Prédio da Dataprev no Cosme Velho vai ganhar praça pública, café e galeria após retrofit O edifício(Leia mais)