Lume: mais um erro da política urbana no Rio de Janeiro

A derrubada de dezenas de árvores no Buraco do Lume para dar lugar a mais uma torre residencial no Centro do Rio recoloca em evidência um dos principais dilemas urbanos da cidade: até que ponto projetos de revitalização podem avançar sobre áreas verdes consolidadas, incorporadas à paisagem urbana e utilizadas permanentemente pela população carioca em nome da expansão imobiliária. Embora o empreendimento esteja amparado por decisões judiciais e licenciamento da Prefeitura, a remoção de 58 árvores em uma das regiões mais densamente urbanizadas do Rio simboliza a perda gradual dos poucos espaços de respiro ambiental restantes no coração da capital fluminense. O episódio também expõe as contradições do próprio projeto de recuperação do Centro. Enquanto o programa Reviver Centro busca estimular moradia e ocupação urbana em uma região esvaziada, cresce a percepção de que interesses econômicos e pressão do mercado(Leia mais)

As palmeiras talipot e a temporalidade na paisagem, de Ivete Farah

Neste artigo, a arquiteta, paisagista  e Doutora em Urbanismo, Ivete Farah, destaca que a paisagem urbana não é apenas espaço, mas tempo acumulado. Entre ciclos de crescimento, espera e desaparecimento, certos elementos vegetais tornam-se marcadores sensíveis da relação entre natureza, projeto e memória. Vale a leitura ! Urbe CaRioca As palmeiras talipot e a temporalidade na paisagem Por Ivete Farah E mais uma vez ocorre o grande espetáculo das palmeiras talipot em flor! Os impactantes elementos vegetais da espécie Corypha umbraculifera, plantados por Roberto Burle Marx no Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, voltam a exibir suas inflorescências na paisagem (fig.1). Numa conjunção fortuita de beleza singular, 12 exemplares chamam atenção na paisagem da extensa área verde, sendo 2 deles na fase de frutificação (fig.2).   O parque é fortemente marcado pela presença desta palmeira, o que lhe imprime(Leia mais)