DUAS PAULISTAS, DUAS VISÕES SOBRE O RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro, pôr-do-sol visto do Arpoador, em Ipanema.
Foto: Camila AGR

Os dois artigos sobre a Cidade do Rio de Janeiro, reproduzidos abaixo, foram publicados na grande imprensa recentemente. Um se contrapôs ao outro.

Em A vida é muito curta para falar mal do Rio, de Mônica Montone, no último dia 13, no jornal O Globo, a escritora paulista, claramente apaixonada pela urbe carioca, realizou o sonho de sua vida, mora no Rio, e é só elogios à cidade, “mesmo quando algum sobressalto (como um assalto) me acontece”.
O artigo foi escrito em contraponto ao anterior A vida é muito curta para morar no Rio, de Mariliz Pereira Jorge, publicado em 30/06/2016, no jornal Folha de São Paulo. Em suas próprias palavras a autora “era a paulista mais carioca que meus amigos conheciam”, mas, “Depois do primeiro mês, a lua de mel com a cidade acabou e eu me perguntava: como as pessoas moram aqui?”. A partir daí o texto mostra um conjunto de mazelas que assolam o Rio de Janeiro, salvando-se apenas “Uma paisagem espetacular” que se completa na mesma frase com o aposto “recheada de problemas escandalosos”.
E você, caro leitor, como é a Cidade Maravilhosa na sua visão?


Urbe CaRioca



 =&6=&

SEMANA URBE CARIOCA 25/08/2014 a 29/08/2014 – MÊS DE JULHO, O VIADUTO NO RIO COMPRIDO, E O ARTIGO SOBRE O CAMPO DE GOLFE NO SITE RIO ON WATCH

 Nota do Blog:

No centro do mapa, a área verde claro abaixo da mancha verde escuro pertencia à APA Marapendi e destinava-se ao Parque Municipal Ecológico de Marapendi, trecho do qual 58mil m² já haviam sido doados ao antigo Estado da Guanabara por imposição legal, configurando, portanto, área pública. Em uma faixa situada entre as manchas verde claro e verde escuro deveria ter sido construída a Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, limite entre a APA e o Parque, uma obrigação dos construtores dos edifícios no trecho onde era permitido, próximo da Avenida das Américas. A obrigação foi dispensada; a Via Projetada foi eliminada e também incorporada ao Campo de Golfe, tal como a área antes protegida, proteção esta cancelada pelo atual Prefeito, hoje presidente do C40, e pelos Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro. O trecho restante entra a Avenida e a margem da Lagoa de Marapendi seria também doada e incorporada ao Parque Ecológico. A obrigação foi dispensada.

A outra mancha verde indicada à direita do terreno do Campo de Golfe foi doada à APA como compensação pela transferência de gabaritos de altura para o trecho junto da Avenida das Américas. =&2=& – de que o campo será público e foi compensado pela criação do parque (futuro) na Praia da Reserva, área já pertencente à APA”. =&3=&