Do patrimônio ao “balcão” de vendas: o abandono que ameaça um chafariz de 209 anos no Rio

Um patrimônio de 209 anos, testemunha de diferentes momentos da história do Rio de Janeiro, deveria ser tratado como parte viva da memória da cidade. No entanto, o Chafariz da Rua Riachuelo, tombado pelo Iphan desde a década de 1930, hoje expõe não apenas as marcas do abandono, mas também uma inversão preocupante de sua função: a estrutura histórica passou a servir como balcão improvisado para a venda de mercadorias por camelôs, enquanto pichações e sinais de deterioração avançam sobre um monumento que deveria estar sob proteção permanente do poder público. Urbe CaRioca Chafariz de 209 anos no Centro do Rio vira ‘balcão’ de vendas para camelôs Monumento construído em 1817, na Rua Riachuelo, está em péssimo estado de conservação, apesar de ser tombado pelo Iphan há quase nove décadas Por Victor Serra – Diário do Rio Link original Um(Leia mais)

Comércio informal no Rio: ora estímulo, ora combate

Há poucas semanas, o prefeito do Rio anunciou o lançamento do protótipo de uma banquinha-estante para ser usada pelos ambulantes. O novo modelo ocuparia menos espaço nas calçadas e, desta forma, permitiria à Prefeitura aumentar o número ambulantes legalizados nas ruas em 23,8%. Em números, seriam 4.300 novas licenças, além das 18 mil em vigor atualmente, fora os que atuam sem autorização. Segundo o próprio prefeito, a troca de parte das barracas serviria para “padronizar o comércio ambulante local e garantir o ordenamento das ruas e dos bairros” Paralelamente, mais recentemente, a grande imprensa informou que o prefeito teria pedido à Federação do Comércio do Rio e ao Sindicato dos Lojistas do Comércio do Rio uma “ajuda”mensal de R$ 20, por estabelecimento, para “comprar” a folga de 800 guardas municipais e colocá-los imediatamente nas calçadas para atuar no combate ao comércio ilegal. A justificativa(Leia mais)