Câmara do Rio mantém veto a mudança que permitiria prédios mais altos no Bairro Peixoto

Uma boa surpresa para os moradores e defensores da preservação urbana de Copacabana: a Câmara do Rio decidiu manter o veto da Prefeitura que impediu a flexibilização das regras urbanísticas no Bairro Peixoto. Com isso, foi barrada a possibilidade de construção de edifícios que poderiam chegar a cerca de 11 andares em uma das poucas áreas do bairro ainda marcadas por prédios baixos, ruas arborizadas e uma paisagem protegida. A decisão representa uma vitória da mobilização dos moradores e, sobretudo, do princípio de que desenvolvimento urbano não pode servir de justificativa para a descaracterização de territórios históricos e consolidados. Urbe CaRioca Câmara mantém veto que impede prédios de até 11 andares no Bairro Peixoto Câmara do Rio manteve veto da Prefeitura e retirou Bairro Peixoto das áreas que poderiam receber potencial construtivo do Praça Onze Maravilha Por Quintino Gomes Freire(Leia mais)

Metros quadrados voadores, de Roberto Anderson

Em complemento ao comentário do arquiteto Canagé Vilhena, reproduzimos o artigo publicado originalmente no Diário do Rio, no qual o arquiteto e professor da PUC-RJ, Roberto Anderson, destaca que a proposta de transformar o antigo Campus Fidei, em Guaratiba, em autódromo, financiado por meio da venda de potencial construtivo, expõe um padrão já frequente na atual gestão municipal: o uso expansivo de mecanismos que deveriam ser excepcionais para viabilizar grandes empreendimentos privados. Ao deslocar milhões de metros quadrados para áreas valorizadas, a Prefeitura cria sobrecargas urbanas significativas e afasta o debate sobre planejamento territorial responsável. Esse movimento não ocorre isoladamente. Somado a outras operações recentes, ele esvazia a força normativa do Plano Diretor e converte a legislação urbanística em um sistema de exceções contínuas. O resultado é um cenário de insegurança jurídica e de prejuízo coletivo, que exige atenção imediata(Leia mais)

Reviver Centro: Mercado Imobiliário em polvorosa por mais benesses

Com muita vergonha de mais uma barbaridade urbano-carioca, este blog  divulga a notícia publicada no jornal O Globo, da lavra do ótimo jornalista Luiz Ernesto Magalhães, que há décadas acompanha variadas questões sobre a Cidade do Rio de Janeiro, sobretudo aquelas ligadas à legislação urbana e aos códigos de obras vigentes – e em constante modificação. Conforme temos repetido, o Programa Reviver Centro, não obstante algumas poucas licenças de obras concedidas, tem “revivido” principalmente o bairro de Ipanema ao liberar a construção de edifícios não afastados das divisas com altura superior a 12 metros, restrição imposta pela Lei Orgânica do Município que somente poderia ser revista após um estudo completo sobre o bairro e a  elaboração de um Projeto de Estruturação Urbana – PEU para o mesmo. Por conceito estabelecido, os PEUs são leis abrangentes que consideram as características específicas(Leia mais)