Curso Livre Centro do Rio,  ministrado pelo escritor André Luis Mansur na

Escritor André Luis Mansur abre novas vagas para curso sobre a história do Centro do Rio de Janeiro A história do Rio de Janeiro pode ser contada a partir de suas ruas, praças, igrejas, prédios e lugares que ajudaram a construir a identidade da cidade. É justamente essa trajetória que será apresentada no Curso Livre Centro do Rio, ministrado pelo jornalista, memorialista e escritor André Luis Mansur, na Casa 11 Sebo e Livraria, em Laranjeiras. Como a primeira turma teve as vagas esgotadas rapidamente, uma nova turma foi aberta para quem deseja conhecer, em ordem cronológica, a história do Centro do Rio de Janeiro, desde os seus primeiros períodos de formação até os diferentes momentos que marcaram a transformação da região ao longo do tempo. O curso será realizado em quatro aulas, sempre às quartas-feiras, às 18h, nos dias 16(Leia mais)

Do luxo ao esquecimento: a incrível história da Perfumaria Carneiro, símbolo de um Rio que já não existe

Durante décadas, a Perfumaria Carneiro foi muito mais do que uma rede de lojas de perfumes no Rio de Janeiro. Nascida em 1923, quando a Rua do Ouvidor ainda concentrava boa parte do comércio elegante da cidade, a empresa acompanhou as transformações urbanas do século XX, levando para os bairros produtos de marcas internacionais como Guerlain, Chanel, Jean Patou e Coty. Da velha região central a Copacabana, Ipanema, Tijuca e Niterói, a expansão da Carneiro acabou por seguir o próprio movimento de crescimento da cidade. Por trás dos balcões de madeira e vidro, porém, havia uma história que misturava comércio, política, indústria e mudanças nos hábitos dos cariocas. A família Carneiro não apenas vendia perfumes e cosméticos importados: representava grandes marcas, atuava no atacado, fabricava seus próprios produtos e construiu uma rede que chegou a dez lojas. Ao mesmo tempo,(Leia mais)

Morro da Viúva: a história escondida entre os prédios da Zona Sul

Escondido entre os bairros do Flamengo e de Botafogo, quase apagado pela verticalização que transformou a paisagem da Zona Sul carioca, o Morro da Viúva guarda uma história muito maior do que sua discreta presença sugere. Atrás de uma cortina de edifícios, a colina preserva fragmentos da memória do Rio de Janeiro que atravessam séculos, reunindo vestígios da ocupação colonial, estruturas do período imperial, antigas instalações militares e curiosas narrativas que ajudam a compreender a formação da cidade. Mais do que um acidente geográfico cercado pelo crescimento urbano, o Morro da Viúva funciona como um verdadeiro arquivo a céu aberto. Entre reservatórios históricos, lendas, palacetes desaparecidos e panoramas que já foram considerados estratégicos para a defesa da Baía de Guanabara, o local revela como diferentes épocas deixaram suas marcas sobre o mesmo território. Conhecer sua trajetória é revisitar capítulos pouco(Leia mais)

Campanha do Arquivo Nacional busca aparelhos VHS para resgatar a memória audiovisual do país

Em uma época em que a tecnologia avança em ritmo acelerado e transforma constantemente as formas de armazenamento de informação, equipamentos considerados ultrapassados voltam a ganhar importância estratégica. É o caso dos aparelhos de videocassete (VHS), que se tornaram peça fundamental para um esforço de preservação histórica liderado pelo Arquivo Nacional. Diante da dificuldade de encontrar equipamentos em funcionamento, a instituição lançou uma campanha para arrecadar videocassetes e garantir a digitalização de cerca de 10 mil fitas que guardam registros valiosos da memória política, social e cultural do Brasil. Urbe CaRioca Arquivo Nacional pede doação de aparelhos VHS para salvar acervo histórico com 10 mil fitas Campanha busca equipamentos cada vez mais raros para digitalizar registros audiovisuais e preservar parte da memória do país Por Mariana Motta – Diário do Rio Link original Em uma corrida contra o tempo para(Leia mais)

Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens de portas fechadas

Escondida à vista de quem cruza apressado a Rua da Alfândega, no coração do Centro Histórico do Rio, a Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens é uma daquelas presenças silenciosas que carregam séculos de história, arte e memória. Apesar de sua relevância arquitetônica e simbólica, o templo — uma das mais belas expressões do patrimônio religioso carioca — permanece fechado na maior parte do tempo e funciona de maneira irregular há quase três anos, afastando moradores, visitantes e pesquisadores de um espaço fundamental da cidade. A situação preocupa não apenas pelo impacto na vida cultural e turística do Rio, mas sobretudo pelo estado de conservação da igreja. Construída no século XVIII, ela apresenta hoje sinais evidentes de deterioração, como infiltrações, vazamentos e danos às pinturas e ornatos de talha. Administrada por uma irmandade reduzida e sem recursos financeiros, a(Leia mais)