Abaixo-assinado contesta desapropriação de imóvel do Grupo Sendas, em Botafogo

A disputa em torno da desapropriação de um imóvel em Botafogo ganhou novos contornos de pressão política e mobilização popular. Um abaixo-assinado contra o decreto da Prefeitura do Rio de Janeiro que declarou o prédio de utilidade pública já ultrapassou a marca de 3 mil assinaturas em cerca de dois meses. A iniciativa questiona a decisão de desapropriar o imóvel localizado na Rua Barão de Itambí, onde funcionava uma unidade do Grupo Pão de Açúcar, atualmente pertencente ao Grupo Sendas. O decreto municipal foi editado após manifestação da Fundação Getulio Vargas, que pretende instalar no local um centro de tecnologia e pesquisa. A medida, porém, abriu uma frente de controvérsia envolvendo moradores, o setor privado e representantes políticos, que contestam o uso do instrumento de desapropriação em um imóvel que, segundo os proprietários, não estaria abandonado nem subutilizado. A discussão(Leia mais)

Prefeitura do Rio: Entre a motosserra e o Compensômetro, de Sonia Rabello

Neste artigo, publicado originalmente no no site “A Sociedade em Busca do seu Direito”, a professora e jurista Sonia Rabello aborda a profunda contradição entre o discurso ambiental da Prefeitura do Rio e suas práticas recentes, destacando que embora o município divulgue com entusiasmo o novo programa de compensação ambiental — o chamado “Compensômetro” —, a medida soa mais como reação a uma longa série de decisões que provocaram danos significativos ao patrimônio natural e cultural da cidade. “Casos emblemáticos como os do Jardim de Alah, Parque do Flamengo, Pão de Açúcar, Gávea e Jacarepaguá revelam um padrão recorrente: autorizações de cortes de árvores e projetos de alto impacto aprovados sem diálogo público adequado, sem estudos de impacto e à revelia das proteções legais. Sustento que medidas compensatórias, embora importantes, não substituem a preservação real nem corrigem danos irreversíveis, especialmente(Leia mais)

Tombamento: a desconstrução do instituto pelos órgãos de preservação?, de Sonia Rabello

Neste artigo, publicado originalmente no no site “A Sociedade em Busca do seu Direito”, a professora e jurista Sonia Rabello aborda a questão do tombamento de bens públicos municipais e sua relação com áreas de proteção federal, fazendo uma profunda análise não apenas sobre a formalização jurídica desses tombamentos, mas também a importância da proteção integrada. São destacados dois casos emblemáticos de bens tombados, alvos de mobilização popular no Rio de Janeiro e que envolvem as mutilações do Pão de Açúcar e do Jardim de Alah, ressaltando os impactos legais e sociais da preservação de espaços históricos e culturais, com ênfase na necessidade de coerência entre normas municipais e federais. Urbe CaRioca Tombamento: a desconstrução do instituto pelos órgãos de preservação? Os casos das mutilações do Pão de Açúcar e do Jardim de Alah, no Rio No Rio de Janeiro,(Leia mais)

Mirante do Pasmado, primo do Jardim de Alah

Tal como no caso do Jardim de Alah, a Justiça se arvora em urbanista, conhecedora das cidades, dos fenômenos urbanos e dos espaços que os induzem. Agora foi a vez do Mirante do Pasmado *, onde está plantado o Museu do Holocausto, panaceia para resolver a situação de abandono do local (sempre a mesma desculpa), que ironicamente, continua abandonado, o museu salvador fechado, à espera da própria salvação, com recursos públicos, quem sabe. Cancelem as faculdades de arquitetura e urbanismo, sociologia, geografia, história e  educação. Cancelem cursos de paisagismo, patrimônio cultural, ecologia. Descartem as preocupações com permeabilização do solo, poluição do ar, aquecimento global. O negócio é construir cada vez mais, expandir a malha urbana sem limites, para o lado e para o alto. Substituam-se todas as carreiras citadas pelo Direito, de onde sairão os magistrados oniscientes, donos da palavra(Leia mais)

Tirolesa: A Justiça é cega

Cientes da decisão proferida ontem pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça que derrubou o embargo à construção da tirolesa no Pão de Açúcar, com quatro votos favoráveis e um contrário à retomada do projeto, divulgamos a nota oficial publicada pelo Movimento Pão de Açúcar Sem Tirolesa. Urbe CaRioca Nota Oficial – Movimento Pão de Açúcar Sem Tirolesa Rio de Janeiro 10 de junho de 2025. Nós, do Movimento Pão de Açúcar Sem Tirolesa, lamentamos profundamente a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que não reconheceu o recurso especial interposto na Ação Civil Pública contra a instalação da tirolesa no Pão de Açúcar. Desde o início, sabíamos que essa luta não seria fácil nem rápida. Muitos desacreditaram, e ainda hoje há quem desconsidere a força de uma mobilização que já reúne mais de 52 mil assinaturas e mais(Leia mais)

A Tirolesa – Notícia

O Jornal O Globo divulgou que, na próxima semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deverá julgar a continuidade das polêmicas obras de instalação de uma tirolesa entre os morros do Pão de Açúcar e da Urca, no Rio de Janeiro. A construção do equipamento enfrenta disputa judicial desde 2023, com idas e vindas. Reproduzimos o teor, a quem interessar, sobre o inimaginável e inaceitável brinquedo. Urbe CaRioca Tirolesa do Pão de Açúcar: STJ vai decidir sobre continuidade de obras Construção de equipamento enfrenta disputa judicial desde 2023 Por Daniel Gullino – O Globo Link original O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar na próxima semana a continuidade das obras de instalação de uma tirolesa entre os morros do Pão de Açúcar e da Urca, no Rio de Janeiro. O objetivo da obra é construir um equipamento de 755(Leia mais)

Liberada pela Justiça, obra da tirolesa não têm data para continuar por pendências no licenciamento

O imbróglio envolvendo a construção de uma tirolesa no alto do Pão de Açúcar ganhou novo capítulo com a revogação da liminar que suspendeu as obras, por dois votos a um, no Tribunal Regional Federal (TRF). Os trabalhos não têm data para continuar, já que existem pendências no licenciamento. Há um ano, a Secretaria municipal de Meio Ambiente (Smac) pediu esclarecimentos à concessionária Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar (CCPA) sobre alguns pontos dao projeto. A origem das pedras retiradas para a execução da obra é o principal ponto do questionamento. Montanhistas e ambientalistas que integram o Movimento Pão de Açúcar Sem Tirolesa e o Ministério Público Federal afirmam que a empresa teria removido partes das rochas da encosta, ação ilegal porque o monumento é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Confira mais detalhes na matéria(Leia mais)

Movimento contrário a tirolesa ganha apoio de ONG alemã

No último dia 4 de março, a presidente da  Organização Não-Governamental World Heritage Watch, Maritta Koch-Weser encaminhou solicitações à Presidência da República e ao diretor Diretor do Centro do Património Mundial em apoio ao movimento contrário ao projeto que pretende instalar tirolesas no Pão de Açúcar. A ONG alemã dá consultoria à Unesco sobre a conservação de sítios que são considerados patrimônios culturais de todo o mundo. A entidade divulgou uma carta aberta ao presidente Lula em que manifesta preocupações de associados brasileiros sobre o projeto e fez um apelo pela interrupção do projeto. Eles citam a intervenção de “séria transgressão que afeta a paisagem mais emblemática do Brasil — Rio de Janeiro, a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar.’’ A World Heritage destaca que as estruturas usadas na montagem e operação da tirolesa contribuíram para a desfiguração(Leia mais)

Pão de Açúcar: com marchinha, sem tirolesa

Com espírito carnavalesco, a Associação de Moradores da Urca (AMOUR) apresentou a marchinha “Pão de Açúcar sem Tirolesa”, música e letra de Hugo Hamann. As charges são de Joana Hamamn. Divirtam-se! Urbe CaRioca     Letra: Pão de Açúcar sem Tirolesa Hugo Hamann Deus quando criou nossa cidade Caprichou na sua natureza Patrimônio da Humanidade Tão charmosa e formosa, por sua beleza Tem o Pão de Açúcar de um lado Do outro lado o Corcovado com o Cristo Redentor Que olha pra cidade com tristeza Ao ver prevalecer o desamor Vamos preservar a natureza Com o Pão de Açúcar, sem tirolesa Vamos preservar a natureza Com o Pão de Açúcar, sem tirolesa    

Pão de Açúcar na mira da Unesco e da Justiça brasileira, de Sonia Rabello

Neste artigo, publicado originalmente no site “A Sociedade em Busca do seu Direito”, a professora e jurista Sonia Rabello afirma que a Unesco está de olho no Pão de Açúcar, nas obras de perfuração e corte da rocha monumental que a empresa privada Companhia Aérea Pão de Açúcar estava lá realizando, para pendurar quatro tirolesas dali até o Morro da Urca. “É preciso destacar que o Brasil, o Estado do Rio e a Prefeitura, em 2012, pediram e obtiveram junto a este órgão o título de Patrimônio Mundial da Paisagem Cultural da Cidade do Rio de Janeiro, que muito favorece o turismo e a economia, mas carrega também consigo compromissos internacionais. “”É ilusório pensar que, no caso, poderia ser dado aquele `nosso jeitinho´, tendo de um lado o bônus, – o título – mas, por outro lado, apostar no esquecimento(Leia mais)

O Gigante Apunhalado, de Chico Fonseca

  O Gigante Apunhalado Chico Fonseca Como um paquiderme mergulhado em sono Que da água assoma em susto despertado Ergue-se em pedra o monumento soberano Com cinzel divino em rocha esculturado Do alto do seu pináculo imponente Rasgando flocos de nuvens desgarradas Observa a baía em vigília permanente Destes mares hoje e dantes navegados Viu barcos, brigues, caravelas seculares Do índio primitivo ao conquistador lusitano E outras tantas embarcações milenares Viu piratas e corsários, o virtuoso e o profano O seu olhar não vai além da Taprobana* Mas mantém todo o contorno da baía vigiado De lá ele toma conta da praia de Copacabana Com Niterói à frente e ao fundo o Corcovado Mas cesse tudo que a antiga musa canta Que chegou o agressor em atitude sorrateira Como a mão assassina do punhal que se alevanta Subiu o morro(Leia mais)