OS ARCOS DA LAPA, A PINTURA E A CAL

UtilitáRio Em suas andanças e pesquisas na Urbe CaRioca o fotógrafo Guilherme Maia deparou-se com o trabalho noturno de operários que pintavam um dos símbolos da Cidade do Rio de Janeiro, os ARCOS DA LAPA, antes um aqueduto que foi “concluído em 1750 para trazer água das nascentes da Serra da Carioca para o Centro”, e “a partir de 1896 passou a servir de acesso à linha de bonde para o bairro de Santa Teresa” (Guia do Patrimônio Cultural Carioca). Arcos da LapaFoto: Guilherme Maia, junho 2014 Instigado pela brancura que sobressaía, em rápida conversa com os operários soube que a luminosidade levada ao monumento pela pintura nova devia-se à caiação. Um dos pintores reclamou que a cal “ardia à beça!”. O leitor do blog nos pergunta se a opção por caiar ao invés de pintar o antigo Aqueduto da(Leia mais)

Cinema Leblon – O projeto rejeitado pelo patrimônio cultural

  Os conceitos apresentados pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade – IRPH, conforme reportagem do jornal O Globo, demonstram respeito à cidade e ao patrimônio cultural carioca, sem descartar a possibilidade de que o Grupo Severiano Ribeiro apresente outro projeto, ou seja, aponta um caminho para que a atividade possa também ser mantida.   Assim, mesmo com o esforço dos vilões Desde Que e Flexibilidade, o mocinho Conselho Municipal de Patrimônio Cultural venceu o primeiro duelo no faroeste urbano-carioca. Mas, o filme ainda não acabou. Os proprietários anunciaram o encerramento das atividades para o dia 02/07/2014, na próxima semana.   Enquanto o debate prossegue e se amplia, o prefeito decidiu convocar o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB para opinar a respeito.   Por sua vez, o presidente do IRPH, arquiteto Washington Fajardo, divulgou o projeto de arquitetura que(Leia mais)

Ainda o Cinema Leblon – Manifestações, Cartas e suspense na Urbe Carioca

  Conforme divulgamos em CINE LEBLON – MOCINHOS, VILÕES, CHANCHADAS, e INCERTEZA “várias personalidades têm se manifestado sobre o caso além de Cacá Diegues e Evelyn Rosenzweig: Fernanda Torres, Emir Sader, Augusto Boisson, Rodrigo Constantino, Sérgio Magalhães, Sonia Rabello, Cora Rónai, entre outras. Nas redes sociais o assunto pipoca”.   Megabuzz – internet   Segundo a imprensa o projeto apresentado ao Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, antiga Secretaria Municipal – proposto pelo Grupo Severiano Ribeiro e defendido pela AMA-Lebon em informes publicados na grande mídia -, estará na pauta da próxima reunião do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural da Cidade do Rio de Janeiro, hoje, dia 26/06/2014. Da proposta só se conhecem – também através da imprensa – a tipologia da construção e as atividades desejadas: um edifício comercial com salas comerciais, restaurante, livraria e cinemas. O desenho com o(Leia mais)

CINE LEBLON – MOCINHOS, VILÕES, CHANCHADAS, e INCERTEZA

Urbe CaRioca O caso – e aparente ocaso – do Cinema Leblon continua a gerar discussões. Segundo os proprietários a atividade comercial da construção singela ‘art-decò’ inaugurada em 1951 fechará em breve por ser deficitária há dez anos: o espaço antes único, com balcão e 1294 lugares, hoje está dividido em duas salas com o total de 992 lugares. Em 2001 o prédio foi tombado pelo decreto que criou a Área de Proteção do Ambiente Cultural APAC-Leblon*. O assunto foi tratado aqui em CINEMA LEBLON, TOMARA QUE RESISTA, CINEMA LEBLON, NOVIDADES, e em Artigo: PERDAS CULTURAIS NO RIO: CINE ODEON, CINE LEBLON, RUA DA CARIOCA …, de Sonia Rabello. Após o anúncio do fechamento e possível aluguel para uma loja de roupas, os empreendedores do Grupo Severiano Ribeiro trazem uma solução salvadora: construir um edifício no terreno com escritórios, três cinemas(Leia mais)

Artigo: PERDAS CULTURAIS NO RIO: CINE ODEON, CINE LEBLON, RUA DA CARIOCA …, de Sonia Rabello

Recentemente publicamos duas postagens sobre o fechamento, em breve, de um dos últimos cinemas de rua da cidade, que foram: CINEMA LEBLON, TOMARA QUE RESISTA e  CINEMA LEBLON, NOVIDADES. O artigo da jurista Sonia Rabello que reproduzimos abaixo, publicado em seu site no último dia 09 lança um novo olhar sob o assunto, analisa os possíveis motivos pelos quais “estes pontos culturais não se sustentem” e retoma a questão do Planejamento Urbano no Rio de Janeiro: lembra-nos de que o novo Plano Diretor eliminou o instrumento do Solo Criado previsto no plano de 1992 – ainda por ser implementado, todavia – e que “a cidade não tem qualquer previsão institucional que permita impedir a inevitável apropriação, pelos proprietários de imóveis, de todos os ganhos pela aplicação dos índices construtivos dados a eles, de graça, pela legislação”. O aspecto levantado pela(Leia mais)

Artigo: VITÓRIA! O MONSTRO DO PARQUE NACIONAL DA TIJUCA TERÁ DE OBTER TODAS AS LICENÇAS MUNICIPAIS, de Alfredo Piragibe

As postagens sobre o que chamamos de o ‘Elefante’ das Paineiras, tiveram grande repercussão neste blog e nas redes sociais. A primeira,  COMPLEXO PAINEIRAS, O ELEFANTE SUBIU O MORRO – é de agosto/2013. A mais recente foi O DIA DA TERRA, A FLORESTA DA TIJUCA E AS PAINEIRAS, em abril deste ano. Para quem não conhece os fatos, trata-se de projeto para construção de uma estação de transbordo, estacionamento para 395 vagas, centro de convenções para 400 pessoas, restaurantes e lojas, no local onde funcionou o antigo Hotel Paineiras, na Floresta da Tijuca. Através do artigo de Alfredo Piragibe – originalmente publicado em sua página na web e reproduzido abaixo – ontem tivemos notícia sobre o pronunciamento da Prefeitura em relação a caber “a observância das exigências legais em vigor relativas ao uso e ocupação da área em questão” em(Leia mais)

RODA-GIGANTE NA ZONA NORTE E ABAIXO-ASSINADO

Conforme analisado na última terça-feira em A RODA-GIGANTE RODOU: BRAVO CONSELHO DE PATRIMÔNIO CULTURAL!, a negativa do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural ainda não garantiria e que a Roda-Gigante fosse instalada em outro lugar. Um exemplo foram as ‘idas e vindas’ no caso do Antigo Museu do Índio, tratado em vários artigos neste blog. A preocupação ficara ainda mais relevante o empresário afirmar Vou falar com o prefeito para saber o que mudou em relação ao que havíamos conversado. Se a conversa aconteceu não sabemos, mas, hoje a Coluna de Ancelmo Gois traz uma boa notícia: o sr. Sávio concordou em instalar o equipamento de lazer na Quinta da Boa Vista. Palmas para o Conselho de Patrimônio, para a Prefeitura e, porque não, para a decisão do empresário? O uso de áreas públicas deve ser criterioso e respeitar, em primeiro(Leia mais)

Cinema Leblon, tomara que resista

  CINEMA LEBLON Internet A nota reproduzida a seguir foi publicada na coluna Ancelmo Gois, Jornal O Globo de hoje. Embora atribuída à “Rádio Corredor”, a possibilidade de que um dos últimos cinemas de rua do Rio de Janeiro também feche as portas é preocupante.   Aluguel no Leblon   Não é só a Igreja Universal que desaloja cinema. A Magazine Luiza também. A Rádio Corredor diz que o grupo Severiano Ribeiro está negociando com a rede de lojas o aluguel do prédio do Cinema Leblon. A conferir.   Cinemas com acesso direto pela rua são muito mais do que salas de projeção de filmes. São pontos de atração, movimento, vida. O entra e sai nos horários das sessões cria animação, encontros, atrai o pipoqueiro, o baleiro, traz a algazarra das crianças quando o filme é infantil…   A atividade(Leia mais)

RUA DA CARIOCA: BAR LUIZ, SIM, VESÚVIO e A GUITARRA DE PRATA, NÃO*

*NOTA: Esta análise seria publicada na última quinta-feira, porém, foi adiada para hoje devido ao feriado de Primeiro de Maio. Coincidentemente o Jornal O Globo publicou reportagem informando que decreto do Prefeito do Rio divulgado no Diário Oficial de ontem estendeu a intenção de que o município compre os demais imóveis da Rua da Carioca.A novidade não compromete a análise e os questionamentos apontados no texto que segue. Ao contrário, reforça todas as questões. Veja Rio A Coluna Gente Boa do Jornal O Globo publicou em 26/04/2014 que o Banco Opportunity, novo proprietário dos sobrados tombados da Rua da Carioca, entrou com ação de despejo contra a loja Vesúvio. Segundo a informação “Um mês depois do despejo da centenária A Guitarra de Prata, a bola da vez na Rua da Carioca é a loja de guarda-chuvas Vesúvio, que funciona há(Leia mais)

Artigo: CRÔNICA DA BOCA DO MATO, de Mauro Almada

CrôniCaRioca As recordações sobre os bairros da Boca do Mato, Méier e Lins de Vasconcelos emocionarão a todos, mesmo aqueles que não conhecem os lugares descritos. Ao tempo em que observa que “estampas, relatos e cenários dos bairros suburbanos são muito raros”, as memórias de Mauro Almada passeiam pela paisagem urbana e natural daquela parte da Zona Norte do Rio de Janeiro e preenchem uma lacuna. O olhar atento ainda na década de 1960 e a absorção da urbe com riqueza de detalhes e sensibilidade, recentemente transformados em palavras, por certo já apontavam a profissão que o autor desta CrôniCaRioca abraçaria: a arquitetura e o urbanismo. Boa leitura. Urbe CaRioca A Boca do Mato, no meu ‘mapa mental’. Desenho do autor    CRÔNICA DA BOCA DO MATO*  Mauro Almada Paisagens… recordações Porque até o que se vê Com primeiras impressões(Leia mais)

É UMA PEDRA PORTUGUESA, COM CERTEZA!

Dri Everywhere Pedras Cariocas são Pedras Portuguesas. Aqui, nos últimos anos as calçadas assim revestidas têm sido alvo de polêmicas.Para justificar pedras soltas, buracos e desníveis os mosaicos recebem culpas que não lhes cabem.  Em vez de atribuir os problemas ao mau assentamento e à péssima conservação – às vezes ausente -, muitos que, infelizmente, se machucam, ou têm dificuldade de locomoção pensam que as pedrinhas são as culpadas de tudo e esquecem a situação idêntica que vivemos no caso de calçadas mal feitas mesmo que empregados outros materiais. Hoje a polêmica sobre o calçamento está onde ele nasceu, em Portugal. A reportagem ‘O chão de pedras pretas e brancas nasceu há 172 anos’ do Jornal Público explica que “De superfície lisa e brilhante, a pedra torna-se mais cintilante em dias de chuva, e por vezes escorregadia (…) característica que não(Leia mais)