
Neste artigo, publicado originalmente no no site “A Sociedade em Busca do seu Direito”, a professora e jurista Sonia Rabello destaca que, numa cidade como o Rio de Janeiro, onde a paisagem natural é o seu maior patrimônio, políticas urbanísticas de curto prazo estão substituindo o ar, o sol e a beleza por muros urbanos contínuos. “Governantes, em busca de dinheiro fácil, autorizam construções altas que obstruem horizontes e transformam áreas icônicas em blocos sem relação com a identidade carioca — um preço alto pelo qual poucos se responsabilizam. O que sobra dessas operações imobiliárias é uma cidade obstruída e um legado de destruição paisagística para as futuras gerações. Tal como Ptolomeu X, que trocou um sarcófago de ouro pelo pagamento de despesas imediatas, o Rio está sacrificando sua paisagem em troca de ganhos efémeros — que, no longo prazo,(Leia mais)










