A deterioração da experiência no Metrô do Rio

Neste artigo, o movimento “Metrô que o Rio precisa” destaca que a sensação de embarcar no metrô do Rio de Janeiro em 2025 é, para muitos cariocas, a constatação amarga de um declínio que parece ter se instalado sem resistência ao longo das últimas décadas. O sistema que um dia simbolizou modernidade, organização e eficiência transformou-se em um retrato fiel do abandono progressivo da cidade. Para quem viveu os anos 1990 — ou para quem deixou o Rio nessa época e retornou agora — o impacto é imediato: basta dar alguns passos rumo às estações para perceber que algo se perdeu no caminho. Não se trata apenas de nostalgia, mas de uma constatação objetiva de que a qualidade do serviço despencou enquanto a tarifa subiu ao patamar mais alto do mundo. O contraste entre o que o metrô representava e o(Leia mais)

Metros quadrados voadores, de Roberto Anderson

Em complemento ao comentário do arquiteto Canagé Vilhena, reproduzimos o artigo publicado originalmente no Diário do Rio, no qual o arquiteto e professor da PUC-RJ, Roberto Anderson, destaca que a proposta de transformar o antigo Campus Fidei, em Guaratiba, em autódromo, financiado por meio da venda de potencial construtivo, expõe um padrão já frequente na atual gestão municipal: o uso expansivo de mecanismos que deveriam ser excepcionais para viabilizar grandes empreendimentos privados. Ao deslocar milhões de metros quadrados para áreas valorizadas, a Prefeitura cria sobrecargas urbanas significativas e afasta o debate sobre planejamento territorial responsável. Esse movimento não ocorre isoladamente. Somado a outras operações recentes, ele esvazia a força normativa do Plano Diretor e converte a legislação urbanística em um sistema de exceções contínuas. O resultado é um cenário de insegurança jurídica e de prejuízo coletivo, que exige atenção imediata(Leia mais)

Sempre eles: Gabaritos e potenciais construtivos voadores

A mais recente desfaçatez urbano-carioca. Entre outras barbaridades, a ideia de vender a Cidade do Samba para a construção de empreendimentos imobiliários. O local tem dimensões expressivas e construções especialmente realizadas para reunir os antigos barracões das Escolas de Samba em local adequado, tudo à custa de negociações e recursos públicos. Recursos esses que, mais uma vez, serão atirados ao lixo, conforme o Prefeito fez com o Autódromo do Rio. Haverá algum mérito na proposta? Algum, talvez. Chama a atenção o espaço destinado às ditas “áreas verdes” comparado ao que será entregue ao mercado imobiliário com bônus. Abaixo, a reportagem de Luiz Ernesto Magalhães publicada no jornal O Globo. Urbe CaRioca Projeto da prefeitura para entorno do Sambódromo prevê mergulhão, biblioteca e área verde no lugar de viaduto Com a Marquês de Sapucaí como protagonista, o Praça Onze Maravilha será(Leia mais)

Sobre os eventos no bairro da Glória

Há três dias, o Informe Gloriano publicou a nota abaixo, a respeito dos eventos públicos simultâneos realizados no bairro da Glória. As visões e o opiniões a respeito variam, conforme comentários na postagem original em redes sociais. Urbe CaRioca Nota Pública – Sr. Prefeito Eduardo Paes O Informe Gloriano manifesta profunda insatisfação com os eventos simultâneos autorizados para hoje e com a repetição constante desse cenário, que há meses transforma a Glória em um ambiente caótico, incompatível com a rotina de um bairro residencial. Desde sábado, atividades com som excessivo na região dos clubes náuticos já afetavam os moradores. Hoje, ainda de madrugada, por volta de 5h30, um trio-elétrico em volume extremo acordou todo o bairro e seguiu até cerca de 13h. Em sequência, um evento musical na Praça Paris manteve o ruído contínuo, enquanto a Praça Marechal Deodoro recebia(Leia mais)

Espigões avançam sobre Vargens e ameaçam a paisagem do Parque da Pedra Branca

O arquiteto Canagé Vilhena elaborou um croqui que simula “o futuro do sertão da Barra da Tijuca”,  resultado do Zoneamento aprovado por decreto do Prefeito Eduardo Paes, em 2021, para organizar a ocupação imobiliaria degradante do fragil ambiente natural dos bairros de Vargem Grande e Vargem Pequena. “Os espigões vão inibir a vista da floresta do Parque da Pedra Branca com sua encosta desmatada para construção de casas”, destaca. Conforme este blog repete à exaustão, “Sempre o Gabarito”, sejam os resultados benéficos – raramente – ou prejudiciais – quase sempre – para a cidade, sua população e nossa paisagem. Urbe CaRioca  

Vendo o Rio 2025: Gabarito e ainda mais

Matéria publicada no jornal O Globo registra que o projeto de lei complementar nº 45/2025, que autoriza o Estado do Rio de Janeiro a vender mais de 60 imóveis públicos — entre eles o icónico Maracanã — foi retirado da pauta de votação nesta quarta-feira após receber cerca de 80 emendas parlamentares. Entre as propostas de alteração, destaca-se uma emenda que amplia a lista original para incluir novos bens estratégicos, como o Estádio Nilton Santos (Engenhão), a Rodoviária Novo Rio e o prédio histórico da Central do Brasil. A iniciativa do governo, estimada em gerar aproximadamente R$ 5 bilhões com a alienação dos imóveis, enfrenta agora uma disputa intensa entre os deputados que apoiam a liquidação patrimonial para reduzir a dívida do Estado e os que denunciam uma “venda a preço de liquidação” do patrimônio público. Críticos apontam que o(Leia mais)

Reviver Centro: o que poderia ter sido

A Prefeitura do Rio lançou nesta terça-feira, editais para leiloar 15 prédios e um terreno no Centro Histórico, dentro do programa Reviver Centro Patrimônio Pró-Apac, com o objetivo de recuperar imóveis antigos e ampliar a moradia na região. Muitos desses edifícios estão deteriorados ou fechados, e quem os adquirir poderá receber subsídio de até R$ 3.212,00 por metro quadrado restaurado, condicionado ao avanço das obras. A expectativa é que, ao serem restauradas e convertidas principalmente em residências, essas unidades cumpram sua função social e contribuam para reativar cultural e economicamente áreas próximas a importantes marcos da Cidade, como a Praça Tiradentes, o Teatro João Caetano e o Real Gabinete Português de Leitura. A inicitaiva parece interessante, obviamente. Mas seria esse o caminhou ou haveria alternativas ? A Prefeitura concede bônus generosos para a indústria da construção civil e o mercado(Leia mais)

A cidade vendida: a legislação urbana do Rio é moeda de troca no poder municipal

As leis urbanísticas da Cidade do Rio de Janeiro tornam-se mais perniciosas a cada mandato do Prefeito Eduardo Paes. Quando parece que nada de pior pode surgir, sai uma novidade da cartola do Prefeito dos Gabaritos altos. O Urbe CaRioca tem vergonha e desesperança em relação ao futuro da cidade, sitiada, abandonada, suja, perigosa, antro de assaltantes, pivetes, moradores de rua drogados e com problemas mentais. Cada metro quadrado livre aguarda seu momento de ser ocupado por índices construtivos a maior. Áreas verdes, parques e jardins públicos são transformados em áreas cimentadas, lojas, bancas de jornal gigantescas, painéis luminosos disfarçados de bancas de jornal, camelôs invasores e oficiais. Parquinhos nas Zonas Norte e Oeste são migalhas diante da desfaçatez geral. Incentiva-se construções maiores e mais altas, pisos impermeáveis, aumento de áreas de sombra, o verde e os espaços substituído pelo(Leia mais)

Cobal Humaitá: Atenção! Novo round

Será que ele, o onipresente gabarito, ressurgirá? A considerar a lei em vias de ser sancionada, que permitirá a construção de edifícios nos estacionamentos de supermercados, não se divide. O Rio de Janeiro cada vez mais sufocado e inseguro, enquanto a autoridade-mor carioca se gaba de ser defensor do Meio Ambiente. É para inglês ver. Literalmente. Urbe CaRioca Moradores de Botafogo e do Humaitá se organizaram para impulsionar propostas para que o local não vire uma praça de alimentação gourmetizada Thayná Rodrigues – O Globo Link original Moradores de Botafogo e do Humaitá organizam um movimento para impulsionar a revitalização da Cobal do Humaitá sem que ela perca suas características históricas. Há o receio de o local virar um espigão ou de ser “gourmetizado”. Na primeira quinzena de outubro, o deputado federal Chico Alencar recebeu um ofício com pedido de(Leia mais)

Aterro do Flamengo x Bairro Santos Dumont: duas visões de cidade em disputa

O Aterro do Flamengo nasceu de um momento em que o Rio de Janeiro ainda se entendia como centro político e cultural do país, capaz de pensar soluções urbanas que dialogassem com seu território e sua memória. Ao transformá-lo não apenas em um parque, mas em um museu a céu aberto integrado à paisagem, o projeto afirmou que a cidade poderia ser bela, funcional e, acima de tudo, pública. Ali se consolidou um espaço democrático, onde a circulação, a arte, a história e o lazer se encontraram sem hierarquias, refletindo uma visão de cidade construída para ser compartilhada. É justamente à luz desse exemplo que o debate sobre a retirada do Aeroporto Santos Dumont ganha outra dimensão. A proposta, resultante de um estudo não-governamental, e que prevê a construção de um novo bairro no local, surge em um contexto muito(Leia mais)

Na antiga Universidade, um parque e uma invasão

Ontem, finalmente uma boa notícia urbano-carioca: a inauguração, em breve, do Parque Arlindo Cruz, em Piedade. Diz o ditado popular que alegria de pobre dura pouco. Hoje surge a notícia sobre invasão do prédio da antiga Universidade Gama Filho, ao lado do futuro parque, terreno que pertencia à instituição. Pelo visto, a do carioca dura menos do que 24 horas. Urbe CaRioca Após anos de abandono, inauguração do Parque Arlindo Cruz, em Piedade, acende esperança de dias melhores no bairro; entenda Espaço público, construído no lugar do campus da antiga Universidade Gama Filho, tem inauguração marcada para este domingo (26) Por Luiz Ernesto Magalhães — O Globo Link original Placas de “vende-se” e “aluga-se”, na Rua Manoel Vitorino, em Piedade, ainda se espalham ao longo da via. Presentes na fachada de 15 imóveis e pontos comerciais, são marcas visíveis deixadas(Leia mais)