SEMANA 18/11/2013 a 22/11/2013 – MAIS PAINEIRAS, RIO INTELIGENTE, E O DECRETO PARA A FREGUESIA


“Talvez um dia sejamos uma cidade inteligente. Que não seja em pedaços, ilhas da fantasia como o Centro dotado de um VLT moderníssimo”

Trecho de E NÓS, QUANDO SEREMOS UMA CIDADE INTELIGENTE?




QUE OS PRÓXIMOS ARRASTÕES NA CIDADE MARAVILHOSA SEJAM APENAS CULTURAIS
Imagem: Blog Arrastão Cultural

 


Publicações da semana que passou e textos mais lidos Os posts imediatamente anteriores; notícias sobre o caso misterioso das Paineiras; se o Rio é ou não uma cidade inteligente, que o diga o leitor; e um questionamento sobre o decreto para o bairro da Freguesia, em Jacarepaguá.=&2=& Ontem grande parte do Elevado da Perimetral foi demolida. Fizemos algumas considerações =&3=&. Sugerimos que o próximo a ser demolido seja o que foi construído sobre a antes bela Avenida Paulo de Frontin, motivo de degradação absoluta, sombras e insegurança naquela parte do Rio de Janeiro. A cidade deve isto ao bairro do Rio Comprido.  =&4=& =&5=& =&6=& =&7=&

Artigo – FREGUESIA: 400 ÁRVORES A MENOS… , de Gisela Santana

Autora do livro Marketing da “sustentabilidade” habitacional e coordenadora do Movimento Comunitário Nosso Bairro Nosso Mundo em defesa da qualidade de vida de Jacarepaguá,  Gisela Santana apresenta novos aspectos que concernem à recém-criada Área Especial de Interesse Ambiental no bairro da Freguesia, Região Administrativa de Jacarepaguá – Zona Oeste do Rio de Janeiro. A arquiteta – que já nos brindou com três artigos – questiona o prosseguimento de cortes de árvores e o lançamento contínuo de novos empreendimentos imobiliários, não obstante a suspensão determinada pelo decreto que criou a AEIA. O novo artigo contém perguntas importantes sobre o bairro, cujas respostas se fazem urgentes. Os textos anteriores publicados neste blog foram:


URBE CARIOCA

Freguesia, Jacarepaguá
PortalGeo





FREGUESIA: 400 ÁRVORES A MENOS…
Gisela Santana
Após a suspensão das licenças de obras no bairro da Freguesia determinada pelo decreto nº 37158 de 16/05/ 2013 que criou a Área de Especial Interesse Ambiental da Freguesia – sendo o mesmo prorrogado pelos decretos nº 37435 de 15/07/2013 e nº 37695 de 13/09/2013 para que os estudos de mitigação aos impactos já causados pelo PEU Taquara, aprovado pela Lei Complementar nº 70/2004, fossem realizados para a preservação Ambiental e Paisagística do bairro, os moradores da região continuam muito preocupados em relação aos inúmeros cortes de árvores que prosseguem, à instalação de novos estandes de venda, e ao anúncio de novas obras. Apesar da disponibilidade de técnicos da prefeitura para o diálogo com a população, ouvindo suas demandas, os moradores ainda se queixam da perda das inúmeras árvore, o que não deveria continuar já que as licenças estão suspensas, e porque pertencem aos contrafortes do Maciço da Tijuca, integrante do Sítio Paisagístico estabelecido pela UNESCO.

Por esta razão, pelo fato de o bairro já ter sido bastante degradado, e por questões urgentes ainda sem solução – como o caos no trânsito, a falta de interligação dos transportes com o metrô e o lançamento de esgoto in natura nos rios da região apesar das obras de Macrodrenagem que estão ocorrendo no bairro -, os moradores reivindicam maior transparência no processo de licenciamento das obras que ocorreram antes do decreto: tanto em relação à autorização dos cortes de árvores e do desmonte de morros que continuam acontecendo em vários pontos, quanto no que se refere aos processos de obras que obtiveram licenças anteriormente ao decreto.



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Artigo – NITERÓI PERDE A VISTA, E A PRAZO…, de Guina Ramos


Tal como foi feito na Zona Portuária da urbe carioca, do outro lado da baía de Guanabara planeja-se uma Operação Urbana Consorciada, a OUC-Centro de Niterói, na orla da cidade, junto da Estação das Barcas e do Caminho Niemeyer.


Comparação entre a situação atual e o projeto da OUC Centro NiteróiImagem: Blog Arrepios Urbanos

É o lugar comum que aumenta o potencial construtivo do solo urbano – nem sempre adequado à edificação – para oferecê-lo ao mercado imobiliário, a panaceia que resolverá todos os males da cidade. No caso de Niterói melhor seria imitar Carlos Lacerda, Lota Macedo Soares, Reidy, Burle Marx, Amaro Machado e tantos outros. Por que não um parque que emoldure o tecido urbano construído, como foi feito no Aterro do Flamengo?

No Rio de Janeiro, a proposta para a Zona Portuária transformada em lei urbanística no final de 2010 já é alvo de novas críticas, talvez tarde demais, infelizmente. Tratamos o assunto em ZONA PORTUÁRIA SEM HABITAÇÃO + HOTÉIS = PACOTE OLÍMPICO 1. =&1=&
Araribóia, fundador de Niterói e defensor do Rio de Janeiro:

em seu lugar podem ser construídos 2 prédios de 40 andares…
Imagem: Blog Arrepios Urbanos

GUINA RAMOS
Blog Arrepios Urbanos, 26/08/2012

As esferas políticas e econômicas se intercomunicam, são construções humanas…

Os humanos das grandes empresas, com ajuda de políticos de confiança, descobriram a expansão das cidades como vantajoso negócio. No Brasil, a onda de recuperação de frentes marítimas ou fluviais (“waterfronts”), com evidente inspiração estrangeira, tornou-se vagalhão… A toda hora, empresas ardilosas e arquitetos escolados arrotam Baltimore Barcelona sobre os subdesenvolvidos habitantes deste país de extenso litoral…
Desavisados das intenções esconsas e iludidos por imagens dinâmicas, nós, subalternos culturais, nos apaixonamos à primeira vista pelos projetos… Com sutis estímulos e módicas colaborações, legisladores locais aprovam flexíveis leis que criam Cepacs, moeda mágico-financeira para a venda de novos espaços construtivos nos mesmos lugares onde, antes, podia-se construir muito menos…

Assim, através da surpresa e da propaganda, surgiu no Rio o Porto “Maravilha”, um verdadeiro castelo de Cepacs… Propôs, como se fosse de todo bom, a construção de dezenas de prédios com até 50 andares. E também cortes profundos, de remoções teleféricas no antigo morro da Favela (“civilizado” com o nome de morro da Providência) ao bota-abaixo de vias urbanas, com implosivo destaque para o elevado da Perimetral, a ser substituído (sem ganho expressivo de mobilidade) por túneis e avenidas. 
Sempre a prioridade para o transporte individual (nada de Metrô na área), mais um dos excessos urbanos capitaneado pela dupla que, toda hora, “volta atrás”… Quem sabe, com a manifestação dos cariocas, não voltem atrás em relação à derrubada da Perimetral?…

Pois, muito pior do que esta imitação (que sai cara) é a imitação barata que terá custo alto!… Do outro lado da baía, um seu (deles) pupilo tenta emplacar uma Operação Urbana Consorciada, a OUC-Centro de Niterói, uma versão do Porto “Maravilha”, adaptação de versão proposta ao governo anterior, que seria a salvação da pátria temiminó, a tribo de Araribóia…[...] Leia mais