MARINA DA GLÓRIA, O PROJETO IMPOSSÍVEL

Primeiro de março de 2013, data do 448º aniversário de fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro
Flickr


“Quando examinar um projeto cuidado para o elefante não passar!
Depois não adianta preocupar-se com as formigas”.


Ensinamentos de Diretor do antigo
Departamento de Edificações – DED -, Anos 1980.


A nota que circulou na internet segundo a qual o IPHAN de Brasília aprovara projeto para a construção de Shopping e Centro de Convenções da empresa EBX – controlada pelo empresário Eike Batista -, para a área pública onde funciona a Marina Pública do Rio de Janeiro, foi confirmada pelo jornal O Globo com extensa e detalhada matéria a respeito. Segundo a reportagem a assessoria do IPHAN declarou que as intervenções não ferem a paisagem cultural do Rio (?!).

O jornal O Dia teve acesso à planta esquemática do empreendimento e apontou, entre outras questões, que o desenho não prevê local para os barcos que ficam em terra – o dique seco -, e esclarece o que disse a assessoria do empresário: “o projeto de revitalização da Marina da Glória contempla melhorias e será apresentado tão logo aprovado”.

Quanto a ferir a paisagem, é incrível que o órgão federal de patrimônio histórico e cultural tenha se limitado a analisar este aspecto. Do ponto de vista urbanístico há muito mais a ser visto: por exemplo, se as normas vigentes permitem instalar uma nova atividade no Parque do Flamengo fora do padrão das poucas e esparsas construções excepcionais, que foram estipuladas no projeto original para atrair frequentadores ao parque, garantir sua animação, e manter sua característica de ser um espaço absolutamente democrático.
Se o competente órgão federal não considerar apenas um ponto da questão, isto é, medidas e inserção na paisagem, e ignorar a atividade comercial, demonstrará que muitas outras construções poderão ser erguidas no Parque com os usos e atividades de toda a ordem; afinal, em espaço tão gigantesco e generoso será fácil encontrar soluções arquitetônicas que se encaixem na paisagem discretamente ao longo de seus 1.200.000m². Bons profissionais não faltarão! E, por isonomia, o que é permitido a um empresário perante o Poder Público, deve ser possível para qualquer cidadão!

Não, a exceção não é possível porque o terreno da Marina fica fora do tecido urbano edificável nos bairros cariocas, dos terrenos próprios para construir e investir, não pertence às áreas da cidade destinadas a atividades comerciais de grande porte. A empresa foi…


Criada em 2008 para identificar oportunidades de negócios no segmento imobiliário, a REX, empresa do segmento imobiliário do Grupo EBX, entrou em operação em 2011 com dois focos de atuação: desenvolvimento de projetos urbanísticos e investimentos em ativos imobiliários para renda“.[...] Leia mais

AI! QUE TERRA ENCANTADA É O RIO!

RBP Designer – Flirck
Notinha discreta publicada no Jornal O Globo nos informa que o empresário Eike Batista e um grupo de fundos de pensão devem participar “do projeto de construção de um novo bairro onde funcionou o natimorto parque Terra Encantada, na Barra, no Rio”. =&0=&

MARINA DA GLÓRIA, 2 – Entrevista concedida ao Blog Eliomar

agenciat1.com.br
A polêmica sobre a ocupação da Marina da Glória foi reacesa nas últimas semanas com notícias publicadas pela imprensa sobre a reapresentação de um projeto arquitetônico para sua ocupação. =&0=& tratou do assunto no post AI! QUE A MARINA DA GLÓRIA VOLTOU! -, título cujo arranjo de palavras lembra o nome do empresário que detém a concessão para explorar a área pública pertencente ao Parque do Flamengo. Seguindo o mesmo tema reproduzimos entrevista concedida ao Blog Eliomar e aproveitamos para agradecer ao Vereador Eliomar Coelho pelo convite, bem como pela a oportunidade de divulgar nossa visão sobre a proposta, em espaço que discute assuntos de interesse do Rio de Janeiro. Agradecemos também à jornalista Claudia Rodrigues. Andréa Redondo / Blog Urbe CaRioca
Marina da Glória não pode virar empreendimento comercial

Publicado em 24 de janeiro de 2013 por Eliomar Coelho Em entrevista ao site, a consultora em legislação edilícia e urbanística, Andréa Redondo faz críticas que vão ao encontro da opinião do mandato: “a Marina da Glória é um equipamento urbano público que não pode ser destinado a empreendimento comercial”. O empresário Eike Batista apresentou novo projeto simplificado de revitalização da área que já vem levantando polêmica, a exemplo do original. Em seu blog, Urbe CaRioca, a urbanista, que presidiu o Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro de 2001 a 2007, publicou um longo artigo sobre o assunto. Ela destaca um depoimento em que o próprio Eike chama seu projeto original de “devaneio” que “já está na lata do lixo”. No entanto, a proposta inicial do empresário foi, inexplicavelmente, aprovada pelo Iphan. Na época, a polêmica foi tanta que Eike desistiu. O novo projeto só pode sair do papel se tiver nova aprovação do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) uma vez que a Marina da Glória faz parte do Parque do Flamengo que é tombado. A reestruturação prevê a construção de um prédio de 15 metros de altura, lojas e um centro de convenções, com a ocupação de um área de 20 mil metros quadrados, cinco vezes maior do que a prevista no plano original do Parque do Flamengo. Leia, a seguir, a entrevista. =&5=& O processo baseia-se, mais uma vez, no discurso de que é necessário trazer a iniciativa privada para gerir equipamentos públicos de modo a economizar recursos públicos. O problema ocorre quando o concessionário exige contrapartidas inadmissíveis, como é o caso da Marina da Glória, por isso é um caminho equivocado na origem. Quanto ao projeto, embora não tenha conhecimento sobre a dita ‘proposta simplificada’, isto não é necessário. O local não pode ser destinado a um empreendimento comercial de tal natureza, seja qual for o seu porte. Em um equipamento urbano público como é a Marina da Glória entendo que possam ser toleradas apenas atividades econômicas de pequeníssimo porte, para apoio ao único possível destino que a área deve cumprir: ser a Marina do Rio de Janeiro. =&6=&

A SEMANA – 14/01/2013 a 18/01/2013

Prédio do Antigo Museu do Índio, Maracanã, Rio de Janeiro
CMI –  Brasil
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Os postsimediatamente anteriores, o prédio histórico que prefeito e governador querem demolir – Antigo Museu do Índio – o projeto da Marina da Glória de ressurge das trevas com carimbo poderoso, e a aprovação do Pacote Olímpico 2 (primeira parte), lei perniciosa da qual foi retirado O BODE a título de iludir os crédulos.

E a CrôniCaRioca da semana, um alento que nos incentiva a procurar e conhecer o que o Rio tem de melhor, seja a paisagem ou o que foi feito por mãos humanas e está escondido em cantos admiráveis. Antes que queiram pôr abaixo!

Boa leitura e ótimo passeio!
Blog Urbe CaRioca

 

Segunda, 14/01/2013 – 1

A SEMANA 07/01/2013 a 11/01/2013


Segunda, 14/01/2013 – 2

Terça, 15/01/2013

AI! QUE A MARINA DA GLÓRIA VOLTOU!


Quinta, 17/01/2013

SANCIONADO O PACOTE. SEM O BODE.

 

Sexta, 18/01/2013

E O CARIOCA VEIO DE FILIPEIA PASSEAR PELO CENTRO DO RIO DE JANEIRO

 CrôniCaRioca de Ailton Mascarenhas


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Parque do Flamengo, local onde o Prefeito pretende autorizar a construção de um Centro de Convenções e Shopping Center. Elio Gaspari perguntou se poderia ser feito no Central Park. Assim como este Blog, o jornalista sugeriu que a Zona Portuária receba a construção (v. O Globo, 20/01/2013, coluna publicada no Dia de São Sebastião, Santo Padroeiro da Cidade do Rio de Janeiro).



Marina da Glória, Rio de Janeiro
Imagem: Alex Uchoa, 2008

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PEDRAS PORTUGUESAS E CARIOCAS

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A SEMANA – 04/6/2012 a 07/6/2012

ANTIGO MUSEU DO ÍNDIO: PARECER CONTRÁRIO À DEMOLIÇÃO

ANTIGA FÁBRICA BHERING 2 – CONFETE PARA A MÍDIA[...] Leia mais