Rio de Janeiro, seja sempre Maravilhoso. Parabéns!

Hoje, o nosso querido Rio de Janeiro completa 455 anos de sua fundação por Estácio de Sá. Há um ano este blog ratificava o quão otimistas e heróicos precisamos ser ao insistirmos em propagar tanta beleza e carioquice, diante dos desmandos de alguns gestores púbicos e de erros crassos do ponto de vista urbanístico, que têm maltratado a ainda Cidade Maravilhosa.

Após todo esse tempo, infelizmente, pouco mudou. Alguns problemas até se agravaram, novos desmandos se instauraram e inúmeras ações governamentais nos fazem questionar se de fato os nossos representantes legislam e administram esta cidade a favor da sociedade ou somente para alguns seletos grupos. São exemplos recentes a insistência em construir um novo autódromo, desnecessário com um agravante temerário – o desmatamento da Floresta de Camboatá, na Zona Oeste  – e a edição de um Código de Obras feito sob medida para o setor da construção civil, direcionado principalmente a projetos residenciais na valorizada Zona Sul, enquanto outras regiões, em especial a Zona Norte e a Zona Portuária, precisam de investimentos e habitação. Leia mais

As torres de Witzel, por Washington Fajardo

Neste artigo publicado originalmente no site medium.com, o arquiteto Washington Fajardo comenta a questão do terreno do 23º Batalhão da Polícia Militar, mais uma vez alvo de gestores públicos que desejam oferecê-lo ao mercado imobiliário. Fajardo destaca a pretensão do governador Wilson Witzel em flexibilizar parâmetros construtivos e liberar duas torres de mais de 200 metros no referido local, no bairro do Leblon. Leia mais

Rio de Janeiro, Zona Sul, Leblon – Governador quer mudar gabarito de construção

Ou, Sempre o gabarito.

Mais uma vez o terreno do 23º Batalhão da Polícia Militar é alvo de gestores públicos que desejam oferecê-lo ao mercado imobiliário. Curiosamente, a notícia informa que governador do Rio de Janeiro solicitou à Câmara de Vereadores alterações para o bairro do Leblon, com vistas à construção de duas torres com mais de 200 metros de altura, que, nas suas palavras, “vão se harmonizar com a região e vão tornar o Rio de Janeiro diferenciado”, afirmação sem consistência alguma. Leia mais

Novo capítulo da Estação Gávea – Justiça autoriza conclusão da Linha 4 pelo governo

Mais uma capítulo envolvendo as obras da estação de metrô da Gávea, na Zona Sul do Rio. No início do semestre, o governador do Estado anunciou que o buraco cavado para a construção da referida estação seria aterrado. Em seguida, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) entrou com uma ação civil pública para que as obras da Linha 4 do metrô fossem retomadas.

Já, no fim de setembro, o governador Wilson Witzel recuou e afirmou um dos principais entraves para a continuidade das obras — a falta de recursos — seria solucionado utilizando-se dinheiro recuperado da Lava-Jato e parte da arrecadação dos royalties do petróleo. Leia mais

QUANDO EU ERA CRIANÇA, 2019 – O BECO DA TAMANDARÉ

CrôniCaRioca

Beco (Dicionário Houaiss) – subst. masculino – 1 rua estreita e curta, por vezes sem saída; ruela – 2 Regionalismo: Ceará. m.q. esquina

Chamávamos o lugar de Beco. Ruas nem tão estreitas nem tão curtas aos olhos de uma menina pequena, saídas havia. Quatro entradas, portanto, quatro saídas. Beco, ainda que diferente.

Nos anos 1950 e 1970, Zona Sul da Cidade Maravilhosa, a relação dos moradores com as ruas, por certo menos intensa do que na Zona Norte, ainda era rica. O espaço formado pelas vias internas do conjunto de três edifícios, que ainda existe no bairro do Flamengo, era meu e de todos. Quanto aos prédios, um tinha frente para a Rua Almirante Tamandaré e outro para a Rua Machado de Assis. O terceiro era voltado à Praia do Flamengo. Neste morei ao nascer, em apartamento térreo bem pertinho da vida citadina: são os  Edifícios Nobre, Anchieta e Barth construídos pela Companhia Construtora Nacional em 1940 – a mesma que ergueu os hotéis Copacabana Palace, Glória e o Edifício A Noite. Ladeiam e delimitam as vias internas, então abertas para quem quisesse passar, cortar caminho, ou apenas conhecê-las. Carros entravam para estacionar ou ter acesso às garagens, em subsolo, iluminadas pela luz que passava através de tijolos de vidro no teto, o piso do pátio interno comum – ou área de iluminação e ventilação, ‘prisma’ para os acostumados aos Código de Obras. Leia mais

Metrô: Linhas Cruzadas

Há algum tempo, este Urbe CaRioca não traz à tona novas questões relativas ao metrô do Rio, aquele que chamamos de “metrô tripa”. Em muitas ocasiões, nosso site repetiu à exaustão que o alardeado projeto da Linha 4 do Metrô – obra apresentada também como ‘legado olímpico’ – é, na verdade, a extensão da Linha 1 pelos bairros de Ipanema e Leblon até a Gávea.

Na verdade, a Linha 4 deveria ligar o Centro à Gávea via Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico e Gávea e, a partir da Estação Gávea, seguir em direção à Barra da Tijuca, conforme o traçado da Linha 4 verdadeira, o que teria trazido inúmeros benefícios para a mobilidade urbana da Cidade do Rio de Janeiro, compreendendo um legado real para os cariocas. Leia mais

Estação Ferroviária Leopoldina – Barão de Mauá, por Glória de Castro

Neste artigo, Glória de Castro, do grupo SOS Patrimônio, destaca a situação da Estação Ferroviária Leopoldina, no Centro do Rio, e lamenta o descaso com a memória de nossa cidade e o desinteresse das autoridades competentes. “Um patrimônio histórico relegado ao abandono. Laudo da PF diz que partes da Estação Leopoldina correm o risco de desmoronar, e que há avançado comprometimento estrutural do local”, afirma. Este espaço urbano-carioca indaga aos gestores públicos que providências pretende adotar para recuperar a importante edificação e integrá-la novamente à vida da cidade, requalificando as áreas vizinhas, inclusive em termos de segurança pública. Boa leitura. Urbe CaRioca

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA LEOPOLDINA – BARÃO DE MAUÁ

Glória de Castro

Nós, com a conivência dos (in)competentes e (in)eficazes administradores que temos tido, continuamos comendo moscas em relação ao mundo…

A Estação Ferroviária Leopoldina – Barão de Mauá foi inaugurada em 1926 e fechada em 2004, quando pertencia à SuperVia. Localizada próxima ao Centro do Rio justamente para facilitar o acesso da população, a Estação Leopoldina atualmente tem dividido suas ações entre a cultura, o lazer e a realização de alguns shows. Leia mais