Cidades dependem de seus moradores, de Sérgio Magalhães

Neste artigo, publicado originalmente no jornal “O Globo” no último dia 08 de junho, o Arquiteto e Professor Sérgio Magalhães mostra que a Cidade do Rio de Janeiro pode reverter o momento atual, e recuperar o brilho e protagonismo através dos seus cidadãos. Coaduna-se com a visão deste blog, que sempre relembra a devida responsabilidade de cada um perante a urbe. Urbe CaRioca Cidades dependem de seus moradores “Os governos estão entregues a suas emergências. Assim, está em nós, nos cidadãos, o condão”. – Sérgio Magalhães Estudando as cidades medievais, o pensador italiano Aldo Rossi estimava que em duas gerações a população de uma cidade mudava substancialmente. O permanente era o ambiente construído, que garantia a estabilidade da ideia da cidade, o seu espírito. Talvez esta avaliação de Rossi já não baste. Nos últimos 50 anos, duas gerações, houve uma verdadeira(Leia mais)

Cidades não resistentes às chuvas: centenas de anos sendo construídas, de Sonia Rabello

Neste artigo da professora e advogada Sonia Rabello, publicado originalmente no site “A Sociedade em Busca do seu Direito”, uma análise sobre o descaso com o planejamento e a desenfreada ocupação do solo urbano, tendo como exemplo a recente e repetida situação do Rio de Janeiro, debaixo d´água, ratificando que o seu urbanismo não resistiu. “Vidas, patrimônio e equipamentos urbanos destruídos. Será que a cada novo governo, a cidade dependerá das novas nomeações do prefeito de plantão? E a responsabilidade na escolha dos representantes que administram e legislam a Cidade?”, questiona. Boa leitura Urbe CaRioca Cidades não resistentes às chuvas: centenas de anos sendo construídas Por Sonia Rabello O Rio de Janeiro debaixo d´água mostra que o seu urbanismo não resistiu à destruição de vidas, do patrimônio pessoal dos pobres, à destruição de equipamentos urbanos. À parte das justas críticas à lentidão da ação da(Leia mais)

2014, a Copa (das obras de mobilidade) que nunca acabou, de Hugo Costa

“Eliminados ou não das Copas de 2014 e 2018, não ganhamos este jogo ainda” Neste artigo, o geógrafo Hugo Costa nos remete a um comparativo entre a histórica, e ainda não esquecida, derrota do Brasil para a Alemanha, na Copa de 2014, e a ainda presente “goleada” promovida pelas obras de mobilidade iniciadas em virtude do evento, mas ainda inacabadas pelo país.”As obras de mobilidade não concluídas colocam em risco a vida dos cariocas, dos antes orgulhosos subúrbios, desprovendo crianças de áreas de lazer e de contato com a natureza”. Urbe CaRioca 2014, a Copa que nunca acabou, Artigo de Hugo Costa O 7 a 1 contra a Alemanha e a contusão de Neymar na partida contra a Colômbia são fantasmas que perseguiram o brasileiro até a Copa de 2018. A eliminação da Alemanha, já na primeira rodada, ainda não nos(Leia mais)

A Ciclovia que nasceu errada

Além de erro urbanístico, paisagístico e estrutural, para citar o mínimo, agora é objeto de furto. Mais uma vez, dinheiro público rasgado em nome dos Jogos Olímpicos, sem que responsáveis sejam responsabilizados. Veja mais detalhes no vídeo abaixo que circula nas redes sociais feito por um ciclista e também na matéria do jornal “O Dia”.   Urbe CaRioca Abandonada, ciclovia Tim Maia é alvo de saqueadores Construída para ser um dos mais belos cartões-postais do Rio, a Ciclovia Tim Maia, que liga o Leblon ate a Barra da Tijuca pela orla, está completamente abandonada. Fechada desde 2016, após um desabamento que deixou dois mortos, a ciclovia vem sendo saqueada diariamente. Em contraste com a vista naturalmente irretocável da Avenida Niemeyer, o que se vê hoje é uma estrutura depredada e sem uso, um símbolo fortuito de todas as mazelas enfrentadas(Leia mais)

Por que não enfeitamos as ruas? – Por André Luis Mansur

Neste artigo, o jornalista e escritor André Luis Mansur destaca as grandes mudanças observadas nos bairros do Rio de Janeiro para preparação da Copa do Mundo. Enquanto, em mundiais anteriores, moradores se reuniam e se confraternizam, enfeitando e colorindo de verde e amarelo as ruas da cidade, desta vez o cenário é outro. Confiram a sua análise afiada e os seus destaques. Urbe CaRioca POR QUE NÃO ENFEITAMOS AS RUAS? – Por André Luis Mansur Já tinha notado uma diminuição drástica nas últimas copas, mesmo na do Brasil, mas desta vez realmente me impressionei, pois não vi até agora uma rua enfeitada para a Copa do Mundo. Nem no meu bairro, Campo Grande, nem no subúrbio em geral e nem na zona sul. Claro, deve ter uma ou outra, mas posso dar um chute aqui de que no máximo 3% a 4%(Leia mais)