ELEVADO DO JOÁ, MORRO DO LEME… NOVAS POLÊMICAS URBANO-CARIOCAS SURGEM A CADA DIA


ELEVADO DO JOÁ

Elevado do Joá
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O ELEVADO DO JOÁ está na berlinda. Polêmica iniciada no início de dezembro, uma hora há risco, outra hora, não há… Mas, pelo sim, pelo não, “vamos proibir caminhões e reduzir a velocidade permitida”. Melhor não arriscar… Foi o que as autoridades decidiram enquanto não decidem o que fazer com a centopeia de concreto, pernuda. =&0=&

ARTIGO: ESPAÇOS E IMAGENS À VENDA*

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O Blog reproduz artigo do arquiteto e professor Sérgio F. Magalhães.
Sobre “as cidades que amamos”, o autor comenta que “a qualidade está relacionada a seus espaços públicos”. Suas ponderações são muito oportunas, diante do impulso recente dado à indústria da construção civil no Rio de Janeiro mediante a troca de andares a mais e outras tantas benesses urbanísticas por anunciados benefícios para a urbe carioca, compensações e benefícios esses não explicados, analisados, compreendidos, visualizados, nem comprovados. E, por isso, duvidosos. *Artigo publicado originalmente na Revista Ciência Hoje 299 – Dezembro/2012

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ARTIGO: ESPAÇOS E IMAGENS À VENDA

Sérgio Magalhães
Nos anos 1970, exacerbando-se a especulação imobiliária, houve grande reação de moradores de Ipanema, Rio de Janeiro, contra a construção de altos edifícios descaracterizadores do espaço urbano e da paisagem – apelidados por “espigões”. Esse movimento teve em Millôr Fernandes seu melhor porta-voz.

É complexa a conformação volumétrica e espacial de uma cidade. Depende de muitos fatores – especialmente, depende da ideia que se tem sobre a própria vida urbana. Nas cidades em que há multiplicidade de ambientes urbanos, a legislação urbanística precisa ser adequada a cada lugar, à paisagem, à história, às precedências. É um trabalho delicado, envolve escolhas e expectativas.

Assim, o volume a construir e a altura das edificações são questões a ponderar – mas não é tudo. É preciso considerar a relação dos edifícios entre si e deles com o entorno, os usos adequados e como a ocupação da área beneficia o todo. Trata-se da composição dos espaços públicos e da imagem ambiental da cidade.

O que há de comum entre tantas cidades que amamos? Não serão os edifícios, pois são muito diversos em volume, em altura, em tempo, em uso, em tecnologia construtiva. Nada mais diferente de um arranha-céu de Nova York do que um edifício parisiense ou ipanemense. Em todas elas, a qualidade está relacionada a seus espaços públicos.

Os edifícios conformam esses espaços, não se sobrepõem a eles. Caminhar com interesse e com prazer é uma das características desses ambientes. “Flanar”, como gostava o poeta francês Baudelaire.

A partir do século 19, desde que as tecnologias construtivas deixaram de ser vernaculares, tornando-se especializadas, e cresceram as exigências de infraestrutura urbana, o desenho dos espaços da cidade passou a ser responsabilidade da instância pública, função do Estado.

O que legitima esse monopólio é a busca da boa cidade. É tarefa governamental e não pode ser discricionária. Precisa ser estudada por corpo técnico-profissional permanente, produzindo efeitos após debate amplo com todos os agentes promotores da cidade – sobretudo os cidadãos. Portanto, não é uma tarefa emergencial; tampouco episódica.

A clara regulação das edificações é um atributo favorável tanto aos negócios quanto ao controle social do que se constrói. Para isso, as regras precisam ser fáceis de entender e duradouras.

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MAIS MUSEU, 4 – GOVERNADOR DESISTE DA DEMOLIÇÃO, DIZ O JORNAL



Foto: Genilson Araújo – O Globo
Se vai manter a palavra só o tempo dirá. A notícia foi publicada no Jornal O Globo – copiada abaixo – , confirmada por outra no Jornal do Brasil, outra no OG On Line, e divulgada na televisão.=&0=&Coluna Ancelmo Gois Enviado por Jorge Antonio Barros =&3=&=&4=& aldeia maracanã Cabral não vai mais derrubar prédio de antigo museu do índio O prédio onde funcionou o Museu do Índio no Maracanã, objeto de grande polêmica, não será mais derrubado, revelou a coluna de Ancelmo Gois de hoje. O governador Sérgio Cabral decidiu que “após a saída dos invasores” vai anunciar a preservação do imóvel. O governador, junto com Eduardo Paes, promete fazer o tombamento e restauro do local. No sábado, a Justiça expediu liminar impedindo a demolição do antigo prédio do Museu do Índio, situado ao lado do Estádio do Maracanã. A decisão chegou às vésperas do encerramento do prazo dado pela procuradoria do estado para a desocupação do imóvel, prevista para esta segunda-feira. A liminar estabelece ainda uma multa de R$ 60 milhões para o caso de descumprimento da medida. O lugar, como se sabe, funcionou como Museu do Índio até 1978, quando foi transferido para um sobrado, em Botafogo, tombado pelo Patrimônio. O prédio do Maracanã, de 1862, ficou muitos anos abandonado até ser ocupado por índios de várias etnias. A decisão do governador e do prefeito atendeu à reivindicação de movimentos sociais, que apoiam a Aldeia Maracanã, onde os índios permanecem. =&6=&

MARINA DA GLÓRIA, 2 – Entrevista concedida ao Blog Eliomar

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A polêmica sobre a ocupação da Marina da Glória foi reacesa nas últimas semanas com notícias publicadas pela imprensa sobre a reapresentação de um projeto arquitetônico para sua ocupação. =&0=& tratou do assunto no post AI! QUE A MARINA DA GLÓRIA VOLTOU! -, título cujo arranjo de palavras lembra o nome do empresário que detém a concessão para explorar a área pública pertencente ao Parque do Flamengo. Seguindo o mesmo tema reproduzimos entrevista concedida ao Blog Eliomar e aproveitamos para agradecer ao Vereador Eliomar Coelho pelo convite, bem como pela a oportunidade de divulgar nossa visão sobre a proposta, em espaço que discute assuntos de interesse do Rio de Janeiro. Agradecemos também à jornalista Claudia Rodrigues. Andréa Redondo / Blog Urbe CaRioca
Marina da Glória não pode virar empreendimento comercial

Publicado em 24 de janeiro de 2013 por Eliomar Coelho Em entrevista ao site, a consultora em legislação edilícia e urbanística, Andréa Redondo faz críticas que vão ao encontro da opinião do mandato: “a Marina da Glória é um equipamento urbano público que não pode ser destinado a empreendimento comercial”. O empresário Eike Batista apresentou novo projeto simplificado de revitalização da área que já vem levantando polêmica, a exemplo do original. Em seu blog, Urbe CaRioca, a urbanista, que presidiu o Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro de 2001 a 2007, publicou um longo artigo sobre o assunto. Ela destaca um depoimento em que o próprio Eike chama seu projeto original de “devaneio” que “já está na lata do lixo”. No entanto, a proposta inicial do empresário foi, inexplicavelmente, aprovada pelo Iphan. Na época, a polêmica foi tanta que Eike desistiu. O novo projeto só pode sair do papel se tiver nova aprovação do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) uma vez que a Marina da Glória faz parte do Parque do Flamengo que é tombado. A reestruturação prevê a construção de um prédio de 15 metros de altura, lojas e um centro de convenções, com a ocupação de um área de 20 mil metros quadrados, cinco vezes maior do que a prevista no plano original do Parque do Flamengo. Leia, a seguir, a entrevista. =&5=& O processo baseia-se, mais uma vez, no discurso de que é necessário trazer a iniciativa privada para gerir equipamentos públicos de modo a economizar recursos públicos. O problema ocorre quando o concessionário exige contrapartidas inadmissíveis, como é o caso da Marina da Glória, por isso é um caminho equivocado na origem. Quanto ao projeto, embora não tenha conhecimento sobre a dita ‘proposta simplificada’, isto não é necessário. O local não pode ser destinado a um empreendimento comercial de tal natureza, seja qual for o seu porte. Em um equipamento urbano público como é a Marina da Glória entendo que possam ser toleradas apenas atividades econômicas de pequeníssimo porte, para apoio ao único possível destino que a área deve cumprir: ser a Marina do Rio de Janeiro. =&6=&

ANTIGO MUSEU DO ÍNDIO – 2: POR QUE DEMOLIR?

É sabido que o prefeito do Rio de Janeiro não acatou o parecer do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural e autorizou a demolição do prédio onde funcionou o antigo Museu do Índio.


  O assunto tem sido debatido nas redes sociais. Ao lado, o parecer do Conselho de Patrimônio Cultural. A surpreendente defesa da demolição feita por ex-superintendente do IPHAN-RJ, reproduzida adiante, infelizmente, não nos surpreende. Após o citado opinamento estão o comentário do Urbe CaRioca sobre o mesmo, outros que igualmente defendem a permanência da construção, matéria publicada no JB On Line, e decisão do Tribunal Regional Federal divulgada pelo OG On Line no dia 17.   Por óbvio outras pessoas também se manifestaram a favor da demolição e da retirada dos índios – na nossa visão sem argumentos consistentes. Aqui não tratamos do segundo aspecto. Entendemos que se os índios devem ou não permanecer no local é questão paralela, deve ser resolvida no foro adequado. O prédio pode e deve ficar, e ser integrado ao projeto de reforma/mutilação do Maracanã, conforme opinião divulgada na web. Consideramos tão somente o viés da memória urbana – ainda viva – da cidade, sem nenhuma conotação político-partidária, ao contrário do que tem sido afirmado por alguns (que o expediente vem sendo usado pelos defensores do prédio), a nosso ver é apenas o caráter acusatório de quem deseja diminuir a importância do bem cultural que Prefeito e Governador pretendem demolir.

Não é o nosso caso.

Seguem os citados comentários de jornalistas, arquitetos, juristas, instituições, e algumas personalidades públicas.

No final do post consta o vídeo de projeto divulgado pela própria Prefeitura, que revela a anterior previsão de permanência do prédio.

Espera-se que o Executivo responda à pergunta que dá título a este post. Leia mais

A SEMANA – 14/01/2013 a 18/01/2013

Prédio do Antigo Museu do Índio, Maracanã, Rio de Janeiro
CMI –  Brasil
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Os postsimediatamente anteriores, o prédio histórico que prefeito e governador querem demolir – Antigo Museu do Índio – o projeto da Marina da Glória de ressurge das trevas com carimbo poderoso, e a aprovação do Pacote Olímpico 2 (primeira parte), lei perniciosa da qual foi retirado O BODE a título de iludir os crédulos.

E a CrôniCaRioca da semana, um alento que nos incentiva a procurar e conhecer o que o Rio tem de melhor, seja a paisagem ou o que foi feito por mãos humanas e está escondido em cantos admiráveis. Antes que queiram pôr abaixo!

Boa leitura e ótimo passeio!
Blog Urbe CaRioca

 

Segunda, 14/01/2013 – 1

A SEMANA 07/01/2013 a 11/01/2013


Segunda, 14/01/2013 – 2

Terça, 15/01/2013

AI! QUE A MARINA DA GLÓRIA VOLTOU!


Quinta, 17/01/2013

SANCIONADO O PACOTE. SEM O BODE.

 

Sexta, 18/01/2013

E O CARIOCA VEIO DE FILIPEIA PASSEAR PELO CENTRO DO RIO DE JANEIRO

 CrôniCaRioca de Ailton Mascarenhas


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Parque do Flamengo, local onde o Prefeito pretende autorizar a construção de um Centro de Convenções e Shopping Center. Elio Gaspari perguntou se poderia ser feito no Central Park. Assim como este Blog, o jornalista sugeriu que a Zona Portuária receba a construção (v. O Globo, 20/01/2013, coluna publicada no Dia de São Sebastião, Santo Padroeiro da Cidade do Rio de Janeiro).



Marina da Glória, Rio de Janeiro
Imagem: Alex Uchoa, 2008

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PEDRAS PORTUGUESAS E CARIOCAS

SANCIONADO O PACOTE. SEM O BODE.

A SEMANA – 04/6/2012 a 07/6/2012

ANTIGO MUSEU DO ÍNDIO: PARECER CONTRÁRIO À DEMOLIÇÃO

ANTIGA FÁBRICA BHERING 2 – CONFETE PARA A MÍDIA Leia mais