SEMANA 24/11/2014 a 30/11/2014 – METRÔ 4 x 5, JUIZ x MPRJ, RELATÓRIO ÁGORA x MARAPENDI, MURIQUI x BONECOS, O GLOBO x RESERVA AMBIENTAL


“Caso o Prefeito do Rio, presidente do C40, queira ouvir a voz da sociedade civil carioca, respeitar o Parque Ecológico Marapendi, e garantir a construção da Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, que protege a reserva, nada o impedirá. É a oportunidade que tem para apresentar-se como um verdadeiro estadista.”

Trecho de DESAFIO ÁGORA – RELATÓRIO ENTREGUE AO PREFEITO DO RIO, PRESIDENTE DO C40

 

Montagem distribuída nas redes sociais alusiva à eliminação de parte significativa do
PARQUE MUNICIPAL ECOLÓGICO MARAPENDI para a construção de um campo de golfe

 


Publicações da semana anterior e textos mais lidos =&3=&

O JUIZ E O GOLFE – ÚLTIMAS NOTÍCIAS: MESMO PREVISÍVEIS, DECEPCIONANTES

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A programação do blog era terminar a semana com assuntos leves e divertidos, depois das muitas barbaridades urbano-cariocas e do estranho projeto Ágora – o Pão e Circo da Prefeitura – protagonistas que ocuparam os meses de outubro e novembro/2014. Infelizmente é impossível, por enquanto. O Juiz da 7ª Vara de Fazenda Pública não acolheu o pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro e “negou o pedido de suspensão do projeto do campo de golfe…” como informa o site Surto Olímpico. A decisão: Processo nº: 0273069-88.2014.8.19.0001 Tipo do Movimento: Decisão Descrição: 1 – Como reconhece o MP em réplica, a medida de urgência já foi determinada no início do processo acolhendo em parte o pretendido pelo MP e preservando a vegetação e o meio ambiente da área sub judice. Nenhum fato novo justifica a ampliação da medida deferida e a paralisação da implantação do campo de golfe para as Olimpíadas, mormente que foi formado um corredor de conectividade de 32m, deslocando-se o buraco 12, e considerando que a espécie de grama utilizada no campo de golfe possui baixo índice de fertilidade o que significa que espécimes de sua espécie não invadirão a área de mata nativa, como revela e prova a parte autora pelos documentos acostados. Isto posto, indefiro, neste ponto, o requerido pelo MP na citada réplica. 2 – Considerando que o Município do Rio já integra a lide, não há porque a associação desportiva Rio 2016 contratada pelo Município, sua preposta portanto, também vir a intervir na lide e atrasar o andamento do feito. Logo, indefiro o pedido da Fiori de que a Associação Rio 2016 venha a integrar a lide. 3 – Especifiquem as partes as provas que ainda pretendem produzir, justificadamente.

Este blog urbano-carioca – portanto com limitações de natureza jurídico-processuais – por óbvio aguardará os desdobramentos da ação que se encontra sob apreciação judicial.

Mas, qualquer resultado não apagará a vontade de inúmeros cariocas defensores da Cidade e do Meio Ambiente que têm lutado pela APA Marapendi – advogados, arquitetos, urbanistas, biólogos, engenheiros florestais, participantes do Movimento Golfe para Quem? * e cidadãos das mais diversas profissões e atividades, movidos tão somente pelo amor ao Rio e pelo respeito às leis e ao interesse público. Tampouco anulará o apoio demostrado durante o projeto Ágora da Prefeiturapor muitos que levaram a ideia PRESERVAR O PARQUE MUNICIPAL ECOLÓGICO MARAPENDI ÍNTEGRO a ser a primeira mais comentada e a segunda mais votada entre 378 propostas apresentadas ao prefeito.

Por outro lado, nenhum argumento justificará a incoerência que levou aquele que deveria ser, no momento, o primeiro defensor da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro – depois do santo padroeiro – que, ironicamente, foi Secretário de Meio Ambiente do Município e hoje preside o C40 (grupo criado para desenvolver propostas preservacionistas), a sacrificar um Parque Ecológico que vinha sendo implantado ao longo de sucessivas administrações públicas.

Resta ainda, como consolo, a irreverência do carioca que consegue extrair bom-humor das mais inusitadas situações, como na imagem abaixo que já passeia pelas redes sociais.
Urbe CaRioca

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CAMPO DE GOLFE, UMA SURPRESA: MP AJUIZA AÇÃO

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ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL MARAPENDI
ANTES
ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL MARAPENDI
ANTES
ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL MARAPENDI
DEPOIS
O Jornal O Globo on line de hoje noticiou que o Ministério Público do Rio de Janeiro – MPRJ “ajuizou Ação Civil Pública na quinta-feira contra o município do Rio de Janeiro e a Fiori Empreendimentos Imobiliários Ltda, objetivando anulação da licença ambiental concedida ao projeto de Campo de Golfe Olímpico na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, com a consequente paralisação das obras e a recuperação dos danos ambientais decorrentes das intervenções irregulares efetivadas na área”. =&4=&

JARDIM BOTÂNICO, OCUPAÇÕES IRREGULARES e REPERCUSSÃO NA IMPRENSA

Instalada a polêmica sobre o regate e áreas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro após três décadas de discussões sobre ocupações irregulares, o assunto parecia decidido após sentença judicial a favor da reintegração de posse e saída de moradores que construíram casas – e até um clube – em áreas públicas preservadas e tombadas. =&0=&