Os Cinemas de Rua e o Calendário da Prefeitura

Calendário 2019 do AGCRJ contempla cinemas de rua do Rio de Janeiro* “Pelo quinto ano consecutivo o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro publica o seu já tradicional calendário que, em 2019, contemplará os cinemas da Cidade do Rio de Janeiro. Trazendo fotografias, programas e plantas das fachadas, a cada mês um antigo cinema será retratado, buscando rememorar esse antigo costume carioca, eternizado nas fotos do acervo. Num panorama de sustentabilidade, este ano nosso calendário é unicamente online. Para baixar em seu computador ou imprimi-lo, clique aqui. *Fonte: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro Nota do Blog: Como bem sabe o carioca, cinemas de rua no Rio de Janeiro são espécies em extinção. Este blog defendeu a permanência do Cinema Leblon com as suas características originais, e algumas alterações compatíveis com o que era um bem tombado desde 2001 de(Leia mais)

VENDO O RIO, VENDO APACs. TROCO POR CEPACs.

Este blog imaginava que, iniciando-se um novo governo municipal na cidade do Rio de Janeiro, as tentativas de cancelar Áreas de Proteção do Patrimônio Cultural, as APACs, retornassem. Não cria, entretanto, que fosse tão rapidente. Mas o foi, como está mostrado no post de quarta-feira: PRESSÃO PARA ACABAR COM AS APACs. DE NOVO. Não é necessário produzir mais um Poeminha da Especulação Imobiliária. Vários dos escritos durante os oito anos do governo anterior continuam atuais, ao menos no que diz respeito ao patrimônio histórico e cultural, que pode estar, mais uma vez, ameaçado. Curiosa e infelizmente, o novo prefeito pode trocar as APACs por CEPACs, que ironia! Temos um versinho pronto! Como escreveu Sonia Rabello em Rio sem Outorga Onerosa não pode fazer Operações Urbanas, “CEPAC parece ser uma sigla quase mágica, e estaria aí para permitir arrecadar milhões, talvez bilhões.(Leia mais)

PRESSÃO PARA ACABAR COM AS APACS. DE NOVO.

APAC é a sigla para Área de Proteção do Ambiente Cultural. As APACs existem em terras cariocas desde a década de 1980, quando foram editadas as leis que aprovaram o Projeto Corredor Cultural, para parte do Centro do Rio de Janeiro, e o Projeto SAGAS. O segundo foi assim chamado por ter preservado conjuntos de construções dos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo, vizinhos ao Centro da cidade e que abrangem a região portuária, a eles unida após a construção dos aterros que deram origem ao então novo porto do Rio de Janeiro, no início do século XX. Antes mesmo desses dois exemplos, os sobrados da Rua da Carioca já haviam sido protegidos no final da década de 1970 (Decreto nº 1707/1978). O movimento pela proteção da memória urbana através da manutenção de grupos de edificações por seu valor(Leia mais)

Cinema Leblon – Causa perdida: The End

Cinema Leblon – Fachada voltada para a Rua Carlos Góis   Apenas recentemente um grupo de moradores e outras pessoas interessadas pelo Leblon – em especial pelo único cinema de rua que reatava no bairro – se deu conta de que o prédio que abrigava o Cinema Leblon estava sendo demolido. Em diálogos apaixonados travados em rede social, os defensores da memória urbana propunham-se a organizar protestos para salvar o cinema.   Infelizmente não há o que resguardar.   Este blog tratou do assunto desde os seus primórdios até o destombamento efetuado pelo então prefeito do Rio de Janeiro em 2014. Conforme afirmamos em ADEUS, CINEMA LEBLON! e em outros posts – “É verdade que tombamento e preservação não garantem a permanência de atividades comerciais. Mas também é inegável que a manutenção das edificações permite que outras medidas colaborem para(Leia mais)

Pedido ao prefeito eleito: 3 – Cinema Leblon, também tarde demais

  Está na lista de pedidos ao prefeito eleito, em elaboração por este blog, o “des-destombamento” do Cinema Leblon. Parece que o pedido chegará tarde demais. Trecho de CINEMA LEBLON – MENOS LUZ NO LEBLON (Urbe CaRioca, 12/11/2016) Abriu e fechou de novo. Foto: Urbe CaRioca, 08/julho/2014   O assunto Cinema Leblon parece extemporâneo. A ideia era pedir ao prefeito eleito que tombasse novamente o imóvel que foi protegido em 2001, quando da criação da Área de Proteção do Patrimônio Cultural – APAC do Leblon, e incompreensivelmente destombado em 03/09/2014 pelo atual prefeito, com vistas a permitir a construção de um edifício no valorizado terreno, na linha das inúmeras benesses para o mercado imobiliário concedidas nos últimos oito anos. Ao abrir uma exceção sem fundamentos, a medida temerária pôs em risco os conceitos que nortearam a criação da APAC-Leblon, do mesmo(Leia mais)

AINDA A “HORTA” NO CATETE: ESPAÇOS PÚBLICOS E ESPAÇOS DE PRODUÇÃO

Foto: Marcus Alves, 30/10/2016 O post MAIS UMA HORTA: AGORA NO PALÁCIO DO CATETE (08/11/2016) teve mais de 1000 visualizações até agora, com debate nas redes sociais impulsionado pelo artigo de Claudio Prado de Mello publicado algumas semanas antes – UMA HORTA NA LAPA? A MINHA OPINIÃO, de Claudio Prado de Mello (13/10). Esse autor fez a montagem interessante que está nas imagens a seguir, chamada ESPAÇOS PÚBLICOS E ESPAÇOS DE PRODUÇÃO. Imagens: Claudio Prado de Mello Os defensores da intervenção realizada nos canteiros que ficam na calçada defronte ao Museu da República alegam, principalmente, que o espaço estava abandonado e que a iniciativa é positiva por ser colaborativa e vinda direta da população: “as áreas públicas são de todos”. Buscamos imagens do local no aplicativo Google Earth e verificamos que em junho deste ano os jardins estavam em estado(Leia mais)

BANCO CENTRAL NA GAMBOA – OBRAS RECOMEÇAM E LEITOR INDAGA

 METROS QUADRADOS BORBULHAM, ouA DONA DE CASA SABE MAISOutro exemplo prova que a lei não poderá ser aplicada:o volume maior escapa dos limites do volume menor.A dona de casa sabe o que os verEadores não sabem.Ilustração: Nelson Polzin, 2012 ATUALIZAÇÃO EM 11/11/2016 Comentário do arqueólogo Claudio Prado de Mello:A coisa mais preocupante que temos no caso das obras no terreno do Banco Central é o PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO contido naquela região. Numa ocasião em que a empresa de Engenharia Engefort foi conduzida a dispensar a empresa de Arqueologia contratada e procurar outra, fizemos uma Visita Técnica ao local e vimos fatos bem preocupantes. Um deles foi a existência de um PIER, construído em blocos de pedra e de tal forma preservado que se fosse em outro lugar o projeto seria drasticamente alterado, pois a construção e fabulosa e merecia ser preservada.(Leia mais)

Cinema Leblon- Começam as obras

Internet Estava nos planos deste blog pedir ao futuro prefeito da Cidade do Rio de Janeiro que revertesse alguns atos administrativos do prefeito atual, que se despedirá da cadeira de Chefe do Executivo no dia 01/01/2017.   Na lista em elaboração, estava o apelo para que o novo mandante tombasse novamente o Cinema Leblon, tombado em 2001 junto com a criação da Área de Proteção do Patrimônio Cultural – APAC Leblon, e destombado em 03/09/2014 pela administração que terminará em breve, após UM “BRAINSTORM” NO ESCURO e desconsiderando o parecer do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural, que manifestou-se contrariamente ao destombamento e à demolição: mais uma das inúmeras benesses para o mercado imobiliário que caracterizaram os últimos oito anos na urbe carioca. Não deu tempo.   Provavelmente para se precaver contra qualquer alteração que a futura administração fizesse, os interessados deram(Leia mais)