Casas não sairão de área florestal na Gávea

A notícia foi publicada ontem, 15/5/2012, no jornal O Globo. A leitura acurada causou espanto e gerou o ComentáRio incluído na postagem com a mesma data. As cartas dos leitores datadas de 16/5/2012 reforçam a visão do Urbe CaRioca e fazem parte de novo post, agora dedicado apenas ao assunto. Abaixo, o ComentáRio.             www.claudiohavieira.blogspot.com.br

“Decisão da Justiça não é para discutir, é para cumprir”. Certo. OUrbe CaRioca só não entendeu alguns pontos. Demolir as casas é prejudicial por causa dos movimentos de máquinas caminhões. Ora, se cada casa, por hipótese, demorou dois anos para ser construída (no mínimo, são mansões) e se, por hipótese, duas tiverem sido construídas de cada vez, sendo 26 casas, tivemos 13 casas x 2 anos = 26 anos de movimento de caminhões e máquinas. Com uma implosão em um único dia, mais, digamos, 10 dias para retirada do entulho, teríamos só 10 dias de movimento de caminhões e máquinas. Leia mais

Mais Metrô 9 – Críticas, Resumo e Esclarecimentos



Proposta do Clube de Engenharia
=&0=&=&1=& 1.     Dep. Gilberto Palmares do PT. a.     Não há planejamento por parte do estado; b.     Estado vai a reboque dos interesses políticos das concessionárias; c.      Pressão em cima do estado para maior diálogo com a população; d.     Pesquisa do IBGE mostra que o que se gasta com transporte é o mesmo que se gasta com comida; e.     A linha é uma gambiarra. 2.     Dep. Alessandro Molon do PT.  a.     Pior trajeto que poderia ter sido escolhido; b.     É um trajeto ilegal, pois foi alterado sem licença devida; c.      Prorrogação da concessão foi feita no dia 31 de dezembro: “um absurdo com a população”; d.     Fundamental que Gávea seja construída em 2 níveis; e.    Espera-se que um próximo governo, com o mínimo de responsabilidade, dê prosseguimento a Linha 4 original; f.       Governo concorda com a empresa e não com o povo e seu interesse; g.      Licença ambiental é lamentável; h.     Governo quer bifurcações, o que aumenta consideravelmente o risco de acidentes; i.       Em qualquer lugar do mundo, metrô é em vários níveis; j.       Metrô foi muito bem planejado, originalmente, pensado no interesse público e não no lucro; k.      “A insensatez do governo continua firme!”; l.       “Vamos aproveitar que é ano de eleição e ver o que o Prefeito diz sobre isso”. 3.     Eng. Fernando MacDowell (Ex-diretor do Metrô). a.     Nos anos 80, etc., o intervalo era de 3 minutos e hoje chega a 6 minutos e meio; b.     Há prejuízos até mesmo para a rede pública de saúde, pois causa estresse e as pessoas passam mal; c.      BRT no lugar do metrô é um absurdo; d.     “A mentira acerca do BRT é irritante!”; e.     Em 30 anos, nunca houve um acidente, no metrô do Rio, mas está tudo pronto para que isso aconteça. E se continuar, vai acontecer; f.       Tentou falar diversas vezes com Sérgio Cabral e nunca houve retorno; g.      O legado a ser deixado é a capacidade do metrô reduzida. * Obs. Comentário recebido na postagem Mais Metrô 8.    Nota do Urbe CaRioca: As afirmações são muito graves. CRÍTICA 2:=&4=& Perguntas do Deputado Luiz Paulo e respostas da CECA estão em: http://www.luizpaulo.com.br/site/ceca-aprova-licenca-da-linha-4-e-contraria-sociedade Trecho de uma das respostas da CECA: Conforme esclarecido pela Casa Civil, “vale ressaltar que, apesar de o contrato assinado entre o Estado do Rio de Janeiro e o concessionário mencionar que a ligação da Estação Gávea seria realizada no Morro de São João, o Edital de Licitação preparado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro à época era claro ao afirmar que o objeto da licitação continha dois pontos, sendo o primeiro a implantação da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro entre Gávea e Barra da Tijuca e o segundo a ligação da Linha 4 com “o trecho atualmente em operação” da Linha 1. O Edital de Licitação, em nenhum momento, determinou que a ligação entre Linha 4 e Linha 1 seria realizada em Botafogo, mas tão somente determinou que esta ligação seria feita em algum ponto do trajeto da Linha 1. À época, a estação de Botafogo era a última estação em operação da Linha 1, mas no período de tempo decorrido entre a licitação da Linha 4 e o início das obras, a Linha 1 foi expandida até Ipanema, possibilitando, portanto, a escolha de uma nova diretriz para a ligação entre a Estação Gávea e Linha 1, de forma a seguir o objetivo contratual determinado pelo Edital de Licitação publicado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro quando da licitação da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro. ** Nota do Urbe CaRioca: Se, na época, a Linha 4 se ligaria à Linha 1 em Botafogo, obviamente o Edital foi feito para a construção daquela obra. Além do mais, “o trecho em operação” não existia em Ipanema. Não se faz licitação para o que não existe. A afirmação destacada acima nada mais é do que um jogo de palavras. =&6=& 1.     29/4/2012 O Metrô e a Praça ·      

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Mais Metrô 8 – Linha 1 + Linha 4 + Praça + Árvores = Mistura Confusa

UtilitáRio

Mais Metrô 8 – Linhas 1 + Linha 4 + Praça + Árvores = Mistura Confusa                       

O Urbe CaRioca foi à manifestação na Praça Nossa Senhora da Paz, ouviu discursos e comentários; pesquisou sobre o histórico dos projetos; conversou com interessados; recebeu pedidos de explicações; e concluiu: (1) há desinformação e confusão gerais sobre o Metrô; (2) a propaganda forte do Governo Estadual  – inclusive promovendo visitas à obra na Barra sem definir a ligação com a Zona Sul – trocou o nome da Linha 1; (3) a mídia impressa, virtual e televisiva absorveu a estratégia e já se refere à Linha 1 como Linha 4, inclusive o RJTV, noticiário local de enorme audiência; (4) o =&1=& é necessário e entra na categoria=&2=&=&3=&=&4=&=&5=&. O assunto inesgotável não cabe em uma postagem. Por isso os pontos principais estão apresentados em tópicos. A quem se interessar, vale dedicar paciência e um pouco de tempo à leitura “ping-pong”, através de links incluídos ou indicados que são úteis e fundamentais para o entendimento. O =&6=&=&7=& merece. Bons estudos CaRiocas! 1.     O Urbe CaRioca deu início à série sobre o Metrô com o texto O Metrô e a Praça, seguido por Mais Metrô, e Mais Metrô 2 a Mais Metrô 7. O primeiro é texto de uma página. Os demais são postagens pequenas, explicativas e opinativas. Os links estão neste blog, à direita; =&9=&A Linha 1 não é a Linha 4– A Linha 1 começa na Tijuca, Estação Uruguai, desenvolve-se em arco pelo Centro e Zona Sul até o Jardim de Alah. As Estações Nossa Senhora da Paz e Jardim de Alah não foram construídas. Portanto, o que se anuncia é o prosseguimento da construção Linha 1. a.       =&13=& – Linha circular. Incluiria Estação Álvaro Chaves (Botafogo), Rua Uruguai (Tijuca), General Osório (Ipanema), Praça da Paz (Ipanema), Jardim de Alah (Ipanema), Praça Antero de Quental (Leblon), Praça Santos Dumont (Gávea) e túnel através do maciço da Tijuca para unir Zonas Sul e Norte. b.      Linha 4: Projeto Original – Estação Alvorada, Barra Shopping, Parque das Rosas, Shopping Downtown, Estação Barra Point, Jardim Oceânico, Praia do Pepino, Fashion Mall, PUC, Praça Santos Dumont, Jardim Botânico, Hospital da Lagoa, Maria Angélica, Humaitá, Largo dos Leões, Botafogo, Laranjeiras e Carioca  (Fonte: Blog Metrô do Rio em Metrô paraTodos, que descreve as alterações). 3.     A Linha 2 não é a Linha 1 – A Linha 2 começa na Pavuna e termina na Praça XV. Cruza a Linha 1 na Estação Carioca. Não foram feitas as Estações Catumbi e Cruz Vermelha (esta chegou a ser escavada e depois tampada). A plataforma da Linha 2 na Carioca foi construída. Porque a ligação não foi feita, a plataforma foi alugada para uma universidade (!): funciona dentro da Estação Carioca, aonde deveriam chegar os moradores da Zona Norte e Baixada, via trem, que trabalham no Centro. Ali e no Estácio seria feita a baldeação da Linha 2 para a Linha 1. 4.     A Praça em Ipanema – A Estação Nossa Senhora da Paz está prevista desde os anos 1970. A Linha 1 terminaria no Jardim de Alah. O Governo do Estado aumentou o trajeto até a Praça Antero de Quental para dali continuar até a Gávea, batizando a continuação da Linha 1 e sua ampliação, de Linha 4 (V. Breve História do MetrôFluminense). 5.     A Praça e as Árvores – A Praça é linda. Tem muitas árvores centenárias. É tombada desde 1993. O tombamento, entretanto, nem sempre impede que se façam intervenções, muito pelo contrário. Basta que os órgãos responsáveis pela proteção do Patrimônio Cultural limitem-se à análise técnica e autorizem o que entenderem ser compatível com o bem tombado, tenha sido o tombamento instituído por decreto ou por lei. Dá no mesmo.
Praça N. S. da Paz e Monumento a Pinheiro Machado, bens culturais tombados desde 1993.
Imagem: Wikipedia
6.     Ter ou não ter a Estação na Praça – Embora a preocupação com a destruição da Praça e o corte das árvores tenha razão de ser, o discurso, às vezes fraco, dá margem a muitas interpretações e contestações: “Não somos contra o Metrô, mas queremos que a praça fique como está”; “Já temos Metrô em Ipanema e haverá Jardim de Alah, aqui não precisa”; “Criei meus filhos aqui”; “Deixem a praça em paz”.Há quem seja a favor: “Vamos minimizar os impactos”; “Já conseguimos benefícios do Estado” (quais?). Argumentos pouco consistentes são facilmente taxados de elitistas. A necessidade da estação é decisão técnica. A distância entre as Praças General Osório e N. S. da Paz é de aproximadamente 850m. Entre a primeira e o Jardim de Alah, 2000m. Basta consultar Distâncias Entre Cada Estaçãoda Linha 1 para  verificar que a Estação é necessária, assim como o são as Estações  Morro de São João, abandonada entre Botafogo e Cardeal Arcoverde, e Cruz Vermelha, também abandonada e parte da Linha 2. Quanto às árvores e ao uso da praça só restaria buscar alternativas de projeto. As distâncias: General Osório <—> Cantagalo: 900 metros.
Cantagalo <—> Siqueira Campos: 1.100 metros.
Siqueira Campos – Cardeal Arco Verde: 750 metros.
Cardeal Arco Verde <—> Botafogo: 1.500 metros.
Botafogo <—> Flamengo: 1.400 metros.
Flamengo <—> Largo do Marchado: 750 metros.
Largo do Machado <—> Catete: 500 metros.
Catete <—> Glória: 650 metros.
Glória <—> Cinelândia: 1.100 metros.
Cinelândia <—> Carioca: 400 metros.
Carioca <—> Uruguaiana: 600 metros.
Uruguaiana <—> Presidente Vargas: 500 metros.
Presidente Vargas <—> Central: 600 metros.
Central <—> Praça XI: 1.000 metros.
Praça XI <—> Estácio: 800 metros.
Estácio <—> Afonso Pena: 1.300 metros.
Afonso Pena <—> São Francisco Xavier: 700 metros.
São Francisco Xavier <—> Saes Peña: 1.000 metros.
7.     Consequências do prolongamento da Linha 1 até Leblon e Gávea – Fazer um “puxado” na Estação General Osório, adaptando-a à segunda plataforma, não prevista; obra mais cara; fechamento das estações G. O. e Cantagalo; escolhas feitas em detrimento da verdadeira Linha 4, trajeto menor para ligar a Barra da Tijuca ao Centro, objetivo primordial dessa Linha; estação Gávea – parte da Verdadeira Linha 4 – seria feita em dois níveis para permitir as ligações Barra-Centro e Gávea-Tijuca, por baixo do maciço: o Governo do Estado quer agora fazer um nível só. 8.     Prioridades e questões administrativas – É o uso do correto do Poder Discricionário? É possível rebatizar da Linha 1 de Linha 4 e não realizar licitação para a obra, conforme afirmam algumas notícias que ocorreu? Não é assunto para o Urbe CaRioca, que deixa as perguntas para Juristas, Procuradores, Controladores e o Ministério Público. Para elaboração deste texto foi inestimável a colaboração do Blog Metrô do Rio. Lá, à direita da página, estão os links listados e separados por cada Linha do Metrô com todas as explicações, projetos, traçados, mapas, o que foi e o que deixou de ser feito, e as modificações projetadas ao longo dos anos.

                    Imagens da manifestação na Praça N. S. da Paz, sábado, dia 12/05/2012 – Acervo Urbe CaRioca Leia mais

Mães CaRiocas

CrôniCaRioca




Jardim Botânico, Rio de Janeiro
Best Brasil Blog
A notícia dizia que em uma região brasileira há 161 escolas com nomes de políticos locais e de seus familiares. São pontes, avenidas, ruas e diversos prédios públicos. Busca no site Google mostra 10 ruas batizadas com um mesmo nome, na região, e que a mãe do patriarca também foi homenageada: nomina escola, rua e bairro. A prática questionável de dar o nome da mãe a prédios públicos não é privilégio daquele lugar. Aconteceu em outros, mesmo que o único serviço relevante prestado ao Estado ou ao Brasil pela mãe amada tenha sido parir o filho e criá-lo, isto, uma obrigação. Sendo de tal grandeza o amor filial, deveria o político construir o que quisesse, desde que propriedade privada, com recursos próprios e não públicos, pregando então na fachada o nome que bem entendesse. Na Cidade do Rio de Janeiro é lei: se é nome de rua já morreu, e não pode haver duplicidade. O homenageado jamais o saberá salvo consiga se comunicar com o político benfeitor, do além. Pena, queria que uma escola municipal carioca tivesse o nome de minha Mãe, embora ela desgostasse do seu prenome. Porque pobre não deixa rastro, do avô italiano que veio tentar a sorte por aqui na virada dos séculos XIX-XX só posso supor que fosse do norte da Bota, pois filha e netos eram brancos, quase todos alourados de olhos claros, quem sabe traços herdados do antigo Império Austro-Húngaro. Minha Mãe era branquinha, loura, de olhos muito azuis, cor que variava entre os cinco irmãos que dormiam atravessados em uma cama de casal e dois menores, no chão. Pares castanhos e azuis eram dois de cada. Um par, verde. Dos outros dois, não sei, morreram cedo de tuberculose. Filha e netos do avô Vicente moraram na Gávea e no Leblon, nas primeiras décadas dos anos 1900, periferia, bairros da arraia miúda às vezes paupérrima que morava em favelas e cortiços – sobrados com subdivisões e “puxadinhos”. Eram trabalhadores, a mão-de-obra das fábricas de tecidos vizinhas: Corcovado, na Rua Jardim Botânico e Carioca, na Rua Pacheco Leão, da qual sobrou a antiga vila operária Chácara do Algodão, bem cultural tombado recém-descoberto pela classe média e artistas que buscaram o sossego do lugar. Dizem que minha avó, filha do italiano, era tão linda que na Fábrica a apelidaram de Estrela. Tinha os olhos verde-claro, amarelados.
Fábrica Carioca de Tecidos – Jardim Botânico, Rio de Janeiro
Fonte: www.museudohorto.org.br
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UtilitáRio, Urgente

UtilitáRio 

  • Hoje, às 21h30min programa da Miriam Leitão na Globonews, gravado na Zona Portuária, onde, durante as escavações para obras de drenagem no escopo do projeto de revitalização da região, foram encontrados achados arqueológicos de valor inestimável para a História da Cidade. Segundo informou o Blog Sonia Rabello essas ruínas serão cobertas ao final das obras (v. www.soniarabello.blogspot.com.br). No mesmo site, imagens impressionantes dos achados, já divulgados pelo Urbe CaRioca. Devem ser vistas. As ruínas, deveriam continuar à vista. 
  • Sábado, dia 12/5, às 10h, manifestação de moradores na Praça Nossa Senhora da Paz a respeito das obras do Metrô. Divulgado em nota no Jornal O Globo e no Caderno Zona Sul.
  • Leia mais

    Mais Metrô 6 e UtilitáRio

    =&0=& Com o Mais Metrô 6 o Urbe CaRioca dá início à série =&2=&, postagens dirigidas à população em geral destinadas a contribuir com informações que sejam úteis no sentido mais amplo: questões presentes e oportunas, assuntos que podem ser aprofundados por especialistas no tema apresentado, e outros que sejam encaminhados a este blog. Primeiro UtilitáRio: O que é METRÔ EM REDE? A resposta destina-se primordialmente ao Governo Estadual e, naturalmente, a todos os demais que se interessarem pelo assunto.

    Segundo o Dicionário Houaiss – acepção 3 – REDE é: “conjunto de estradas, tubos, fios, canais etc. que se entrecruzam”. A definição parece ser é suficiente para que se compreenda o que vem sendo pedido aos administradores da cidade. Apenas a REDE permitirá a distribuição, pelo território do município, dos benefícios que traz um meio de transporte limpo e rápido como é o Metrô,  e não o que já pode ser chamado Metrô de Uma Linha Só, existente no Rio de Janeiro e em vias de continuar assim. Leia mais