‘Livre do pesadelo da violência, o carioca agora percorre a cidade esquecida’. Joaquim F. dos Santos na crônica Muito Prazer, O Globo, 15/10/2012. Casa na Rua do Jogo da Bola – SaúdeFoto: Fábio CarvalhoBlog Azulejos Antigos no Rio de Janeiro O cronista nos fala sobre um tipo de resgate que a nossa cidade vem conquistando. Turistas cariocas passeiam por lugares e recantos antes esquecidos, e descobrem a história. Nas suas palavras “O carioca ficou orgulhoso de si mesmo”. Atribui as visitas ao fim do medo de ‘levar uma bala perdida’. Em que pese a afirmação ser ou não verdadeira em todas as situações lembradas pelo escritor, a diminuição da violência não é o único nem o principal motivo da mudança: muito antes das recentes ‘pacificações’, professores, historiadores e arquitetos já promoviam visitas e aulas ao vivo no Centro do Rio, onde a cidade(Leia mais)
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DIVERSOS – 05/9/2012 – Dois assuntos: A Bola da Copa e os Tombamentos
CARAMBOLAStar Fruit – New Asian Cuisine 1 – A BOLA DA COPA – Entre os nomes “Bossa Nova”, “Brazuca” e “Samba”, foi escolhido o segundo. Difícil seria dizer qual o pior. A Bossa Nova tem o seu lugar privilegiado na cultura brasileira. O Samba igualmente, embora o ritmo pareça ter mais afinidades com o esporte do que o outro gênero musical lembrado para a redonda. O nome sugerido pelo Blog Urbe CaRioca, enviado ao jornal O Globo, foi CARAMBOLA. Modéstia à parte, o nome era ótimo. Além de conter ‘bola’ nele mesmo, misturada com ‘caramba’, expressão de admiração e surpresa, a fruta – exótica, mas adaptada aqui – é amarela, uma das cores da nossa bandeira, e sua seção tem formato de estrela. Haveria coisa melhor? Em inglês chama-se star fruit. Os estrangeiros logo entenderiam a analogia com(Leia mais)
TOMBAMENTO, A PANACEIA DO MOMENTO
A Bhering, A Estudantina… Que não se duvide, poderão vir o Santa Leocádia e os prédios da Rua da Carioca, estes tombados em nível estadual. Rua da Carioca, Centro. / Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia Caso aconteça, infelizmente o instituto do tombamento será usado outra vez de maneira questionável, retirando-se a seriedade de atos que visam proteger o patrimônio cultural desde a edição do decreto-lei federal nº 25, em 1937, até seus desdobramentos nas esferas estadual e municipal. Antiga Fábrica de Chocolates BheringFoto: Fabio Motta/AE no estadão.com.br Primeiro foi a Antiga Fábrica de Chocolates Bhering, cujos decretos de tombamentoe declaração de interesse público para fins de desapropriação foram analisados por este blog em duas ocasiões: ANTIGAFÁBRICA BHERING, UMA CONFUSÃO ACHOCOLATADA e ANTIGA FÁBRICA BHERING, 2 – CONFETE PARA A MÍDIA. Na ocasião(Leia mais)
ANTIGA FÁBRICA BHERING, 2 – CONFETE PARA A MÍDIA
Antiga Fábrica de Chocolates BheringSanto Cristo, Zona Portuária, Rio de JaneiroBlog Informação de Primeira Em 02/8/2012 este Blog Urbe CaRioca analisou os decretos que incidem sobre o prédio onde funcionou uma fábrica de chocolates, e apontou os vários acontecimentos divulgados pela imprensa nas últimas semanas em relação à situação do imóvel, à expectativa criada pela Prefeitura, e às ações dos interessados diretamente no assunto. O primeiro parágrafo do texto ANTIGA FÁBRICA BHERING, UMA CONFUSÃO ACHOCOLATADAdizia: “O título da notícia publicada pelo jornal O Globo em 30/7/2012 foi: “Bhering: dois decretos da Prefeitura garantem presença de artistas no prédio”. Referia-se à decisão do alcaide de (1) declarar de utilidade pública para fins de desapropriação o imóvel onde funcionou a antiga fábrica de chocolates Bhering e (2) determinar o tombamento provisório do mesmo, que fica no bairro do Santo Cristo, Zona Portuária do(Leia mais)
ANTIGA FÁBRICA BHERING, UMA CONFUSÃO ACHOCOLATADA
Balas Toffee – Chocolates BheringPesquisa Internet O título da notícia publicada pelo jornal O Globo em 30/7/2012 foi: “Bhering: dois decretos da Prefeitura garantem presença de artistas no prédio”. Referia-se à decisão do alcaide de (1) declarar de utilidade pública para fins de desapropriação o imóvel onde funcionou a antiga fábrica de chocolates Bhering e (2) determinar o tombamento provisório do mesmo, que fica no bairro do Santo Cristo, Zona Portuária do Rio. A chamada para a matéria desperta curiosidade, pois não se conhece decreto com poder para dar tal garantia, a não ser que a prefeitura – uma vez proprietária do prédio – decida ceder o imóvel para os citados artistas na forma jurídica adequada para tanto: assunto para especialistas em direito administrativo. Antiga Fábrica de Chocolates Bhering – RelógioPesquisa Internet Mas, não é o que interessa no momento.(Leia mais)
O HANGAR PARA HELICÓPTEROS E A LAGOA RODRIGO DE FREITAS
Parque Radical da LagoaBlog Radar Decoração No final de 2011 foi anunciada, pela Prefeitura do Rio, a transformação de enorme área de propriedade do Governo Estadual situada nas margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, em um parque público. Para tanto o Estado cederia o terreno onde funcionou uma academia de ginástica de luxo – hoje desativada -, à municipalidade: em vez do uso particular, um parque aberto destinado à prática de esportes radicais e à contemplação, com pistas de bicicross, skate e patins, mini-velódromo, muro de escalada e tirolesa. Há dez dias, entretanto, outra notícia deu conta de que em parte do terreno será construído mais um hangar de helicópteros para a Polícia Civil e para o Corpo de Bombeiros, ampliando-se os dois helipontos existentes. Os cariocas protestaram contra o golpe duplo: a diminuição do parque prometido antes mesmo(Leia mais)
PEDRAS PORTUGUESAS E CARIOCAS
UtilitáRio Calçada da Avenida Atlântica, Leme e Copacabana, Rio de JaneiroPicasa Web Albuns Falar sobre pedras portuguesas no Rio de Janeiro é atrair polêmica, na certa. Há quem as odeie e quem as defenda. O Urbe CaRioca está no segundo grupo: é apaixonado pelas calçadas do Rio revestidas de pedras portuguesas, sejam lisas ou formando lindos desenhos. São herança da terrinha, de lá onde estão as nossas raízes lusitanas. Vieram depois do calçamento pé-de-moleque e do calçamento português constituído de pedras gigantescas de granito rejuntadas com pedras menores, que ainda existem em alguns bairros. Antiga Rua da Ajuda, início do século XX. Proximidadesdo Teatro Municipal, Centro, Rio de JaneiroÉ possível observar as calçadas revestidas com grandes pedras de granito Há muitas vantagens no calçamento de pedras portuguesas. Entre elas, o fato de ser revestimento permeável, qualidade necessária para a absorção parcial das águas(Leia mais)
RIO + 20 LEIS URBANÍSTICAS
MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIROInstituto Pereira Passos – Armazém de Dados A aprovação de novas leis urbanísticas para o território do município do Rio de Janeiro vem sendo exacerbada desde 2009, como nunca antes se viu nesta Cidade. Sem uma única exceção, as normas vieram para aumentar índices construtivos. O discurso da revitalização urbana não se sustenta. Estimular a substituição de construções existentes por outras novas e mais altas não é garantia de boa qualidade de vida urbana. Quanto à expansão do solo oferecido à ocupação, infelizmente são tímidas as manifestações contrárias da sociedade via instituições civis e acadêmicas, embora estudos recomendem a busca pela cidade compacta. Esses assuntos já foram tratados em textos publicados anteriormente, com destaque para VERDE, QUALIDADE DE QUÊ? O monstro costurado criadopor Dr. FrankensteinInternet O Blog Urbe CaRiocadivulga lista das leis que incentivaram a expansão(Leia mais)
VENDO O RIO, NO ESTADO – ESTUDO DE CASO: BOTAFOGO
A mui leal e heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, fundada em 1565, em 2012 foi alçada a Patrimônio Mundial na categoria Paisagem Cultural Urbana. PÃO DE AÇÚCAR VISTO DAS PROXIMIDADES DO MIRANTE DO PASMADOFoto: Hugo H., 2012 Em 2009 foi decidida a venda de diversos imóveis do Município do Rio de Janeiro, não apenas terrenos Próprios Municipais – bens de propriedade do município -, como também Logradouros Públicos – Praças e Áreas de Lazer -, terras que pertenciam a todos os munícipes CaRiocas. A decisão inspirou a série VENDO O RIO, de 2010. As áreas originaram-se de “doações” feitas pelos proprietários das terras à Cidade. As aspas devem-se ao fato de que as doações são em verdade obrigatórias por lei. Na ocasião do Parcelamento da Terra – quando terrenos grandes são divididos, criadas ruas novas e lotes menores para venda(Leia mais)
SEMPRE O GABARITO – Banco Central, Gamboa, Zona Portuária
MOINHO FLUMINENSE, GAMBOA, ZONA PORTUÁRIAwww.turistaaprendiz.org.br A Editoria de Opinião do Jornal O Globo de segunda-feira, 18/6/2012, trouxe ao debate o tema Flexibilização dos parâmetros de edificação na Zona Portuária com a publicação de dois artigos. Em NOSSA OPINIÃO foi publicado o texto Volta para o futuro, de autoria do importante veículo de comunicação. Em OUTRA OPINIÃO consta o texto Sempre o gabarito, de autoria da responsável pelo Blog Urbe CaRioca. O objeto da discussão é o projeto de lei recentemente aprovado pela Câmara de Vereadores para aumentar, mais uma vez, o gabarito de altura do terreno do Banco Central, Bairro Gamboa, Zona Portuária do Rio de Janeiro, conforme noticiou o mesmo jornal em 31/5/2012. O GLOBO ON LINEFOTO: DOMINGOS PEIXOTO (ARQUIVO) Abaixo, os dois textos por extenso. Os links estão nos títulos respectivos. TEMA EM DISCUSSÃO: Flexibilização dos parâmetros de edificação na(Leia mais)
