METRÔ NO RIO EM 1948, ou UM PRIMEIRO DE ABRIL ANTECIPADO

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O americano Adam Lee, responsável pelo blog Deep Rio – Culture, History, Nature & News, estuda a cultura do Brasil há 1 década e meia, morou em vários bairros do Rio de Janeiro e em outras regiões brasileiras, e escreve sobre o nosso país desde 2008.[...] Leia mais

O MÊS NO URBE CARIOCA – NOVEMBRO 2015


Canagé Vilhena


Em NOVEMBRO várias postagens tiveram grande repercussão, em especial METRÔ, LINHA 2 – UMA VISITA À ESTAÇÃO CARIOCA, ADEUS, CINEMA LEBLON!, e AS ÁRVORES E O BURGOMESTRE LENHADOR, este uma fábula urbano-carioca que alude ao atual presidente do C40 e suas ações voltadas para o Meio Ambiente na Cidade do Rio de Janeiro.




O Campo de Golfe voltou a estas páginas virtuais acompanhado de um prognóstico incrível. A Roda-Gigante mais uma vez assombra a paisagem do Rio. Preciosos achados foram, infelizmente, perdidos devido à pequenez dos gestores públicos, causando tristeza e indignação.

Agradecemos a Felipe Pires pelo envio de O RIO DE JANEIRO E O PLANEJAMENTO URBANO MERCADOLÓGICO, a Carla Crocchi pelo poético e certeiro A RODA GIGANTE E O PÉ DE FEIJÃO, e a Sonia Rabello e Mario Moscatelli que gentilmente autorizaram a reprodução de textos muito importantes.

Boa leitura.
Urbe CaRioca
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PRAÇA XV e RUA DA CONSTITUIÇÃO – PÉS-DE-MOLEQUE x CONCRETO

Praça VX de NovembroFoto: Marconi Andrade, 14/11/2015

PÉS-DE-MOLEQUE AGORA NA PRAÇA XV foi postagem de 28/08/2015 neste blog, sobre achados arqueológicos naquele local que surgiram em função das obras de urbanização em andamento realizadas após a demolição do Elevado da Perimetral e ainda em curso. Divulgado logo após a descoberta de calçamento de pé-de-moleque na Rua da Constituição durante obras para implantação de sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – piso histórico destruído logo a seguir pelo governo municipal, infelizmente, na Praça XV, o destino foi o mesmo: voltar a ser coberto, antes por asfalto, agora por concreto.

Enquanto isso, em São João del Rei, após duas décadas, a Prefeitura deu início à retirada de asfalto que desde 1993 cobria o calçamento antigo de rua tombada, para cumprir determinação do Ministério Público Federal: aqui na Cidade Maravilhosa, onde tudo é “pra olimpíada, historiadores pediram a instalação da CPI do Patrimônio.


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RIO BRANCO x PRIMEIRO DE MARÇO – DOMINGOS NA URBE CARIOCA

RUA DIREITA, A PRINCIPAL RUA DO RIO COLONIAL

Rua Direita do Rio de Janeiro em aquarela de Thomas Ender. ACG01828. BANDEIRA, Júlio; WAGNER, Robert. Viagem ao Brasil nas aquarelas de Thomas Ender: 1817-1818. Petrópolis: Kappa Editorial, t.2, p. 405. Imagem e legenda reproduzidas do blog Rio 450. 



Notícia publicada ontem no jornal O Globo informou que no próximo 06 de setembro a Praça Mauá, que integra as obras de reurbanização da Zona Portuária, será reinaugurada, e a Avenida Rio Branco ficará fechada para veículos todos os domingos. Segundo a reportagem o Prefeito do Rio pretende “transformar a via num grande corredor cultural, por onde os pedestres poderão circular e conhecer melhor o patrimônio histórico da cidade”.

Projeto Porto Maravilha


A escolha da Avenida idealizada por Pereira Passos e inaugurada em 07/09/1904 leva a algumas questões. Por exemplo: o Veículo Leve sobre Trilhos – VLT também não vai funcionar aos domingos para evitar conflitos e acidentes com pedestres e ciclistas? Se funcionar, as pistas para lazer serão separadas fisicamente da faixa do VLT?



As construções antigas da época da inauguração da Avenida desapareceram ao longo do Século XX, salvo exceções no entorno da Cinelândia e a antiga Casa da Moeda e a sede do IPHAN. Nesse aspecto, a Rua Primeiro de Março é um sítio histórico preservado repleto de construções tombadas e de outros bens culturais importantes. Ladeada por diversas igrejas, inclusive a antiga Catedral da Sé, recentemente restaurada, integra o Corredor Cultural – uma das primeiras Áreas de Proteção do Ambiente Cultural – APACs – da cidade. A antiga Rua Direita ligava o Morro do Castelo e o Morro de São Bento, tem valor representativo ímpar e muito a contar aos cariocas e visitantes.

O Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB e vários urbanistas haviam sugerido que o VLT passasse para Rua Primeiro de Março e o número de veículos e ônibus nessa via diminuísse para evitar danos aos bens históricos, ideia infelizmente não acolhida pela Prefeitura.

Diante desse quadro seria melhor fechar a Primeiro de Março aos domingos desde resolvida a questão viária (e sábados à tarde, por que não?), dando maior liberdade para o acesso de visitantes aos vários museus, centros culturais, igrejas, e à Praça XV, onde já foram encontrados mais pisos “pé-de-moleque”, tal como no Cais do Valongo e na Rua da Constituição.


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PÉS-DE-MOLEQUE AGORA NA PRAÇA XV


NA ZONA PORTUÁRIA DO SÉCULO XX, NA AVENIDA RIO BRANCO, NA RUA DA CONSTITUIÇÃO E, AGORA, NO CORAÇÃO DO RIO, PALCO DO BRASIL COLÔNIA, DA REALEZA, E DO IMPÉRIO
Antigo Mercado Municipal, Praça XV
Internet
O post O PASSADO RESSURGE NO CAMINHO DO VLT, do último dia 10, teve grande repercussão. O tema do artigo do historiador Marcus Alves foi uma descoberta na Rua da Constituição, Centro do Rio de Janeiro, divulgada por ele e demais membros do grupo S.O.S. Patrimônio nas redes sociais: o belo piso “pé-de-moleque” que ficou à mostra depois das escavações para retirada dos antigos trilhos de bonde do século XX capeados pelo asfalto quando aquele meio de transporte foi eliminado na cidade nos anos 1960, exceção para o bairro de Santa Teresa. Ironicamente a obra se deve à instalação dos novos trilhos que receberão os trens do VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos, um bonde no século XXI. Depois do Cais do Valongo, da Avenida Rio Branco, e da Rua da Constituição, novidades também surgem na região da Praça XV de Novembro. =&5=&