ARTIGO: PARA QUE SERVEM CONSELHOS POPULARES? por Canagé Vilhena

Blog Brasil e Cidadania Ativa

O Urbe CaRioca publica artigo do arquiteto Canagé Vilhena, muito oportuno nestes tempos de decisões que têm modificado substancialmente os parâmetros urbanísticos que regem o uso do solo urbano carioca – o aumento de gabaritos de altura; alterações no traçado de ruas existentes; supressão de vias projetadas; desapropriações para a construção de vias expressas e redução de faixas de rolamento em detrimento do transporte sobre trilhos; extensão da Linha 1 do Metrô mentirosamente chamada de Linha 4; o abandono da Linha 2 e da verdadeira Linha 4; a venda de áreas públicas, próprios municipais e estaduais; aumento exacerbado do tamanho dos hotéis; benesses urbanísticas especiais para terrenos específicos; a mutilação da APA Marapendi; e a proposta de garantir eternamente áreas de construção  a serem transferidas para Barra da Tijuca e Recreio com a permissão de acréscimo de andares aos previstos pelo Plano Piloto de Lúcio Costa – , tudo permeado pela ausência de debates públicos substanciais. 

Boa leitura!


PARA QUE SERVEM CONSELHOS POPULARES?

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ARTIGOS: Construir sem Predação, Jornal O Globo / Decisões sem Discussão, Bruno Miragaya

Pacote Olímpico 1
Zona Portuária, Gabaritos de Altura, Hotéis, Isenções de Impostos
Imagem: Internet
Nas duas últimas semanas este Blog publicou uma série de artigos sobre as novas propostas de leis urbanísticas enviadas pelo Executivo à Câmara de Vereadores, mais uma vez propostas que aumentam o potencial construtivo de muitos terrenos na cidade, mais uma vez com a alegação de ‘necessidade’ diante dos grandes eventos mundiais que o Rio de Janeiro receberá. Para quem não teve a oportunidade de conhecer, os textos foram:

20.000 VISUALIZAÇÕES! NA SEMANA DO URBANISTA, O ‘MUITO OBRIGADA!’ DO BLOG, E UM CONVITE

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=&0=& Graças a vocês o =&1=& chegou a 20.000 visualizações em pouco mais de 6 meses! Muito obrigada a todos que têm prestigiado, comentado e compartilhado os textos, fazendo o Blog caminhar! Ficamos felizes por ver que o carioca não é indiferente ao que afeta a cidade do ponto de vista urbanístico, o que nada mais é do que afetar a cada um de nós!
Blog Assim eu Gosto

Hoje, DIA MUNDIAL DO URBANISMO, não poderíamos deixar de mencionar Nelson Polzin, Ailton Mascarenhas, Sonia Fragozo, Miguel Gonzalez – com os parabéns pelo excelente Blog Metrô do Rio -, Canagé Vilhena, Gisela Santana, Luiz Fernando Janot, Sérgio Ferraz Magalhães e ao Ex-Blog: todos escreveram especialmente para o Blog ou permitiram a reprodução de seus artigos neste espaço.=&4=& e a Abílio Guerra que sempre nos prestigiaram ainda antes do nascimento do blog, e ao Jornal O Globo que divulgou algumas das nossas análises e opiniões sobre leis urbanísticas do Rio.=&5=&

ARTIGO: ANÁLISE SOBRE AUMENTO DE IPTU EM 2014, por Ex-Blog

Rede Brasil Atual
Charge para São Paulo, em 2009, perfeita para o Rio em 2012.

Ainda sob o impacto do anúncio de novas benesses urbanísticas que deram origem à CrôniCaRioca do dia 02/11/2012, um anúncio urbano-fúnebre, o Prefeito reeleito há menos de um mês, de fato descumpriu outra uma promessa de campanha – além dos itens 34 e 35 retratados aqui em Extra, Extra, Itens 34 e 35 das Promessas –, conforme noticiou antes o Jornal O Globo – Itens Cancelados: (1) Não alterar os parâmetros urbanísticos da cidade. (2) Manter o sistema atual de cobrança do IPTU sem qualquer revisão da planta de valores.

Abaixo, análise dessa decisão e histórico sobre aumento para a Região Litorânea, em 1999, criado para compensar redutores de alíquotas das zonas norte e oeste. A notícia de ontem no JB On Line de que o Prefeito adiou a proposta para 2013 – isto é, aprovado em 2013 passará a vigorar em 2014 – não elimina a necessidade de divulgar a análise do Ex-Blog.


ARTIGO: PRECISAMOS DE CIDADES COMPACTAS, por Sérgio Magalhães

Na sequência de A CIDADE CRESCE PARA… GUARATIBA, de autoria deste blog, e dos artigos CRESCER PARA DENTRO e RIO EM ÉPOCA DE ELEIÇÕES, de autoria dos urbanistas e professores Sérgio F. Magalhães e Luiz Fernando Janot, respectivamente, este espaço reproduz agora a entrevista concedida pelo professor Magalhães, atual presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, ao jornalista Mauricio Meireles, publicada em 27/8/2012 na Revista Época.=&0=&

ARTIGO: CONCLUIR A LINHA 1 E CONSTRUIR A LINHA 4 ORIGINAL – INDISPENSÁVEL, por Miguel Gonzalez.

TERRENO DESTINADO À ESTAÇÃO MORRO DE SÃO JOÃO
Rua Álvaro Ramos, Botafogo
Miguel Gonzalez é um estudioso do Metrô carioca. Através do Blog Metrô do Rio divulga informações e analisa vários aspectos sobre este sistema de transportes da cidade. Já publicamos aqui no =&1=& os textos de sua autoria UM PROJETO REAL E VIÁVEL PARA O METRÔ DO RIO e ENTENDENDO A ESTAÇÃO CARIOCA – PARTE I, ambos com ótima repercussão. Neste novo artigo o autor nos explica a importância das obras que dão título ao texto. Boa leitura!=&4=& =&5=&=&6=& Miguel Gonzalez A oportunidade de expansão da malha metroviária em Botafogo chegou. Após a polêmica da mudança de traçado da Linha 4, o estado anunciou semana passada que finalmente vai construir o trecho Gávea – Centro por Jardim Botânico, Humaitá, Botafogo e Laranjeiras. Minhas considerações: =&7=&

ARTIGO: ENTENDENDO A ESTAÇÃO CARIOCA – PARTE I, por Miguel Gonzalez

Os posts O Metrô e a Praça e a série Mais Metrô – de 2 a 10 – trataram de diversos aspectos que envolvem os importantes trilhos cariocas e, em especial, questionaram a prioridade do governo estadual que preferiu construir o prolongamento da Linha 1, chamando-a enganosamente de Linha 4, ao invés de concluir a Linha 2 ou executar a Linha 4 verdadeira. =&2=&

ARTIGOS: CRESCER PARA DENTRO, por Sérgio F. Magalhães e RIO EM ÉPOCA DE ELEIÇÕES, por Luiz Fernando Janot




Em 25/9/2012, foi publicado neste espaço o texto A CIDADE CRESCE PARA… GUARATIBA, relato sobre a expansão urbana do Rio de Janeiro a partir da década de 1970 em direção à Zona Oeste, pela Barra da Tijuca. A análise fez analogia com as prováveis consequências de leis urbanísticas incentivadoras da ocupação do solo – via aumento do potencial construtivo dos terrenos -, somadas à facilidade de acesso à região com a abertura do Túnel da Grota Funda, que estão a caminho. 

Na sequência, hoje o Urbe CaRioca reproduz artigos dos importantes arquitetos, urbanistas e professores Sérgio Ferraz Magalhães e Luiz Fernando Janot, publicados originalmente no jornal O Globo de 08/09/2012 e em 15/9/2012, respectivamente.


Entre outros ensinamentos, o primeiro, também divulgado no Blog Cidade Inteira – cidadeinteira.blogspot.com.br – nos diz que “É ilusório achar que se constrói o futuro quando simultaneamente se permite a perda de densidade demográfica nas cidades.

Na visão acurada do autor, o segundo artigo nos demonstra a importância de inúmeros aspectos da vida cotidiana da cidade que precisam ser corrigidos e cuidados coordenada e permanentemente, para que a urbanidade seja alcançada, e o Rio se torne humano e acolhedor.

Boa leitura!
CRESCER PARA DENTRO
Sérgio Ferraz Magalhães
A formação clássica da família,‘casal com filhos’, deixou de ser maioria no Brasil, segundo o IBGE. Hoje, outros tipos de família formam a maioria. São famílias pequenas: casais sem filhos, um genitor e filhos, ou unipessoais.
Qual a influência dessa nova constituição familiar em nossas cidades?
blog espaçoeducar-liza


Na década de 1930, Frank Lloyd Wright, notável arquiteto americano (autor do projeto do Museu Guggenheim, em Nova York), que considerava a vida gregária como escravizadora, concebeu um modelo de cidade onde cada família teria um grande lote, quase meio hectare, para “a formação de uma nação de homens livres e independentes”. Tal “urbanismo naturalista” estimulou o subúrbio norte-americano, de baixa densidade, homogêneo e monofuncional, moldado pelo automóvel – de fato, a anti-cidade. O modelo teve larga repercussão, e também é matriz do hoje conhecido condomínio fechado.

Mas, neste século 21, as cidades se consolidam como lugar do desenvolvimento, do conhecimento e da inovação. A mudança na constituição familiar reflete os avanços sociais, sanitários, culturais, políticos e econômicos que têm a cidade como fonte. Para a nova família, a conexão com os equipamentos e serviços urbanos precisa estar à disposição com maior presteza e intensidade do que se fazia necessário quando a família era extensa. A casa será menor, mas mais equipada, mais bem inserida no contexto urbano. Moradia e cidade formam um só corpo.

Em simultâneo, embora os sistemas eletrônicos absorvam grande parte da comunicação interpessoal, paradoxalmente, o deslocamento físico sofreu grande impulso. A mobilidade tem aumentado no tempo e em proporção ao tamanho das cidades. São mais oportunidades de convívio, mais interesses dispersos, que produzem uma interação mais rica –e que exigem mais deslocamentos. Não apenas casa-trabalho, mas em múltiplas direções; não em linha, mas em rede –tal como nas comunicações eletrônicas. Isto é, um tecido urbano mais complexo.

sapo.pt

Com a família menor, a cidade com diversidade urbanística e arquitetônica é ainda mais desejável. A família pequena precisa do apoio das disponibilidades coletivas, para ela torna-se essencial uma cidade bem mantida, bem conservada. Uma cidade mais densa, um espaço público com vitalidade.

A cidade extensa, com território infinito, não se sustenta nesse novo panorama. É ilusório achar que se constrói o futuro quando simultaneamente se permite a perda de densidade demográfica nas cidades. Não se conseguirá dotar esse futuro com os requisitos da sua contemporaneidade. Novos bairros, grandes conjuntos, grandes condomínios, homogêneos socialmente e monofuncionais como os subúrbios de Wright, mesmo que verticalizados, se isolados da cidade, já nascem obsoletos.
Como afirma Renzo Piano, grande arquiteto italiano (co-autor do projeto do Centro Pompidou, em Paris): “Uma cidade não acontece construindo mais e mais na periferia. Se você tiver de crescer, cresça dentro.”
A família contemporânea, pequena, deseja ainda mais cidade.

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RIO EM ÉPOCA DE ELEIÇÕES

Luiz Fernando Janot

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