Futuro sem tecnologia, de Hugo Costa

Neste artigo, o geógrafo Hugo Costa, mais uma vez, trata da questão da desigualdade do território carioca. Desta vez, destaca o atraso tecnológico imposto indiretamente pela Prefeitura do Rio aos subúrbios cariocas. “Estamos em um mercado moderno no qual as redes de telecomunicações se tornam um ativo estimulante de desenvolvimento, mas graças à transferência de responsabilidade da gestão do espaço público,  tornaram-se apenas mais um mecanismo de manutenção da desigualdade geográfica carioca”, afirma.[...] Leia mais

MARINA VOLTOU. A DA ENSEADA. DA GLÓRIA. NO RIO. DE JANEIRO.




Esta notícia foi publicada na coluna Ancelmo Góis, jornal O Globo de 11/11/2014. Afirma que o IPHAN aprovou o projeto, que o conhecido colunista chama de “mais modesto”, naturalmente comparando-o ao “elefante” que há dois anos estava a caminho do Parque do Flamengo, bem cultural tombado da Cidade do Rio de Janeiro. De fato, em seguida sites de arquiteturaoutros órgãos de imprensa informaram que o projeto do arquiteto Eduardo Mondolfo havia sido aprovado com ressalvas.


Ao encerrar a nota com a expressão “…o mais importante, não afeta a vista do lugar”, o periódico, mais uma vez, apoia a ocupação daquele trecho do Parque do Flamengo, como fez no editorial de 11/03/2013 CEGUEIRA NA PREVENÇÃO, em contraponto ao artigo de nossa autoria intitulado LUGAR DE BARCO. Note-se que temas dessa natureza, tal e qual o caso do Campo de Golfe, também apoiado pelo O Globo, são de extrema complexidade e envolvem questões que estão muito além do simples “bom para a cidade” ou “não afeta a vista…”.


Quanto ao projeto de um empreendimento comercial para a Marina da Glória, felizmente, após mobilização da sociedade civil e divulgação dos inúmeros aspectos prejudiciais contidos na proposta anterior, além de tramitação questionável no IPHAN, extrapolando suas funções conforme foi explicado em MARINA DA GLÓRIA X IPHAN: ÍNDICES IGUAIS OU MENORES. MAIORES, JAMAIS!,houve um recuo e a ideia acabou sepultada depois dos problemas financeiros do grupo empresarial então detentor da considerada concessão.




O então ‘Triângulo da REX-EBX” seria formado pela construção impossível – na Marina – e mais dois hotéis: o finado Glória, e o que seria instalado no prédio da Avenida Rui Barbosa, de propriedade do Clube Flamengo, para o qual foram aprovadas inúmeras benesses urbanísticas pelo Pacote Olímpico 1 e outras leis, e perdão de dívidas de IPTU. O primeiro, cujas obras foram paralisadas e abandonado, está em processo de retomada, comprado por outro grupo empresarial. O segundo continua na mesma, ou melhor, cada vez mais deteriorado.


Segundo a coluna Gente Boa, do mesmo jornal (28/10/2014), os vizinhos temem que seja invadido.

Resta saber se os incentivos concedidos na forma de renúncia fiscal serão devolvidos aos cofres públicos. E se o novo projeto para a Marina da Glória será apresentado ao público carioca.

Sobre esse aspecto recomendamos a leitura do artigo de Sonia Rabello, publicado em seu site – Desprezo à sociedade civil: o IPHAN e o novo projeto da Marina da Glória.

Em suas palavras, “Iphan ignora a sociedade civil carioca na decisão sobre o novo projeto da Marina da Glória. Isso, mesmo após solicitação, por meio de ofício, quanto à publicidade do novo projeto da empresa BR Marinas. Durante mais de sete anos foi esta mesma sociedade civil carioca que correu atrás de salvar a Marina da Glória de barbaridades. Voltaremos à estaca zero da transparência nas decisões?”.

Em qualquer situação, é necessário conhecer o projeto. Se for indevido, pretextos como Jogos Pan-Americanos, Jogos Olímpicos ou qualquer outro evento, não justificarão a sua aprovação.


Urbe CaRioca

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