QUANDO EU ERA CRIANÇA, 2019 – O BECO DA TAMANDARÉ

CrôniCaRioca

Beco (Dicionário Houaiss) – subst. masculino – 1 rua estreita e curta, por vezes sem saída; ruela – 2 Regionalismo: Ceará. m.q. esquina

Chamávamos o lugar de Beco. Ruas nem tão estreitas nem tão curtas aos olhos de uma menina pequena, saídas havia. Quatro entradas, portanto, quatro saídas. Beco, ainda que diferente.

Nos anos 1950 e 1970, Zona Sul da Cidade Maravilhosa, a relação dos moradores com as ruas, por certo menos intensa do que na Zona Norte, ainda era rica. O espaço formado pelas vias internas do conjunto de três edifícios, que ainda existe no bairro do Flamengo, era meu e de todos. Quanto aos prédios, um tinha frente para a Rua Almirante Tamandaré e outro para a Rua Machado de Assis. O terceiro era voltado à Praia do Flamengo. Neste morei ao nascer, em apartamento térreo bem pertinho da vida citadina: são os  Edifícios Nobre, Anchieta e Barth construídos pela Companhia Construtora Nacional em 1940 – a mesma que ergueu os hotéis Copacabana Palace, Glória e o Edifício A Noite. Ladeiam e delimitam as vias internas, então abertas para quem quisesse passar, cortar caminho, ou apenas conhecê-las. Carros entravam para estacionar ou ter acesso às garagens, em subsolo, iluminadas pela luz que passava através de tijolos de vidro no teto, o piso do pátio interno comum – ou área de iluminação e ventilação, ‘prisma’ para os acostumados aos Código de Obras.[...] Leia mais

Amo praticamente

Um diálogo entre Reclamilda e sua netinha de cinco anos no dia da eleição, 07/10/2018.

CrôniCaRioca

Netinha: Vovó, o que é “Amo praticamente”?

Reclamilda: Não entendi bem, Querida. Você quer dizer que ama praticamente todo mundo, ama todas as pessoas?

Netinha: Não, vovó, não é nada disso. É igual como falam naqueles desenhos que vocês estavam vendo ontem, e ficavam dando um monte de risadas.[...] Leia mais

De volta à Urbe CaRioca – Um Quadro e o Carnaval

Andréa Albuquerque G. Redondo

Depois de uma temporada fora do Rio de Janeiro devido a questões pessoais, volto à minha querida cidade natal.

Gostaria de não escrever sobre a violência crescente, assunto constante em todos os noticiários, sabido e conhecido aqui e além-mar. Mesmo envolvida com compromissos familiares, pude acompanhar os acontecimentos graças à magia da internet. Melhor evitasse. Dizem que “o que os olhos não veem o coração não sente”, verdade que, infelizmente, não esconde a verdade que massacra o carioca sem dó, psicológica e literalmente: perda de vidas sem distinção de gênero, idade, profissão, classe social – adultos, crianças, nenéns… O que nos resta além de rezar? Só medo, tal é a impotência diante de quadro que fica mais tenebroso a cada dia, o Retrato de Dorian Gray do Século XXI.[...] Leia mais

Um Natal longe do meu Rio

CrôniCaRioca,  de Andréa Redondo, Natal/2017

Pela primeira vez nas minhas mais de seis décadas de vida, passo o Natal fora da minha cidade natal, o Rio de Janeiro. Circunstâncias me trouxeram a Londres para participar de um outro feliz evento natalino. Tal como em 2013, mais uma vez, meu presente de Natal chegou mais cedo!

Aqui, em vez de shorts, biquínis e vestidinhos leves, imperam casacos, cachecóis, gorros e botas. No frio do hemisfério norte Papai Noel deve sentir-se confortável, na roupa vermelha adornada com pele branca! No Rio, só com ar condicionado![...] Leia mais

Quando eu era criança – No Rio de Janeiro, um Parque de Diversões e a Praça do Congresso

Uma CrôniCaRioca no Dia das Crianças

Com uma postagem sobre um Parque de Diversões que fica na Zona Norte e intitula-se “O parque mais tradicional do Rio de Janeiro”, o geógrafo Hugo Costa – autor de vários estudos e artigos sobre a Zona da Leopoldina, transportou muitos, e a mim, à infância.

O Parque Shangai fica no Largo da Penha, bairro da Penha, nas proximidades da Igreja com o mesmo nome, famosa por sua escadaria com 382 degraus, que fiéis sobem de joelhos, pagando promessas. Ao ler sobre a história do Shangai, disponível no site Wikipedia*, descobri, com agradável surpresa, que o parque é muito antigo, e que eu era assídua frequentadora quando funcionava na Quinta da Boa Vista![...] Leia mais

Sem fios e sem calçadas

Uma triste CrôniCaRioca

Andréa Albuquerque G. Redondo, 20/09/2017

Hoje este site urbano-carioca trataria de fiação aérea e pavimentação de calçadas, assuntos que fazem parte da vida do morador da Cidade do Rio de Janeiro no seu dia-a-dia.

Impossível.

Tombos, estética e perigos causados pelo descaso com detalhes urbanos perdem a importância diante de mais uma onda de violência que cresce a cada minuto no nosso Rio que, dizem, é a Cidade Maravilhosa, ou, quem sabe, tenha sido.[...] Leia mais

PARABÉNS, CIDADE DO RIO DE JANEIRO!

Cantam os cariocas e o Rio responde, no aniversário de 452 anos da Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro!
=&2=& =&3=&: Parabéns ao meu Rio, Nesta data querida! Seja cidade inteira, Nunca mais dividida! Parabéns, é seu dia! Chega de violência. Mostre sua alegria, Simpatia e decência! =&4=&: Obrigada, meu povo, Juro, vou me esforçar! Quero ajuda, então peço, Vamos colaborar! =&3=&: Eu prometo, agora, Minha linda cidade, Te tratar com respeito, E com dignidade. No entanto, relembro, A toda autoridade. Não se esqueça da sua, Responsabilidade! =&6=&: É lindo, é lindo, E mais que sol e mar! É hora, agora, É hora de cantar!

O MÊS NO URBE CARIOCA – AGOSTO 2016

Desenho: Urbe CaRioca
Durante o mês de =&0=& no blog tivemos postagens recordistas e grandes emoções. O Campo de Golfe dito olímpico frequenta estas páginas virtuais desde o final de 2012 e parece delas não querer sair! Em agosto os comentários foram muito além de capivaras e tacadas. =&1=&