SEMANA 25/11/2013 a 29/11/2013 – O FANTÁSTICO CAMPO DE GOLFE NA LAGOA RODRIGO DE FREITAS, E OS POSTS DE JANEIRO A MARÇO/2013


“Fica o registro de um dos vários desmandos urbanísticos do início do Século XXI que desrespeita um traçado urbano importante – possivelmente um dos poucos aspectos interessantes do Plano Piloto -, privilegia o interesse particular em detrimento do interesse público, interrompe a Área de Proteção Ambiental Marapendi, concebida há mais de meio século, e impede que o carioca usufrua a orla da Lagoa Marapendi em sua totalidade.


Trecho de UM CAMPO DE GOLFE ÀS MARGENS DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS


 



Publicações da semana que passou e textos mais lidos Os posts imediatamente anteriores; um Campo de Golfe na Zona Sul e outro na Zona Oeste, uma fábula passada nos anos 1960; e os artigos publicados de Janeiro a Março deste ano.=&2=& Daqui a pouco, às 10h, haverá debate na Rádio Nacional – 1130 AM – sobre o decreto que criou o Sítio de Relevante Interesse Ambiental e Paisagístico da Freguesia, com a presença dos arquitetos Canagé Vilhena, Gisela Santana, e de Jorge da Costa Pinto, presidente da Associação de Moradores do bairro – AMAF. Para ouvir, o link está aqui.=&4=&: Para ouvir o debate de hoje de manhã o link é =&5=&.=&6=&=&7=&=&8=& =&9=& =&10=&=&11=& =&12=&
Foto acervo Gyorgy Szendrodi
SEMANA 11/11/2013 a 15/11/2013 – AEIA E POTENCIAL CONSTRUTIVO DA REGIÃO DAS VARGENS, E UM POST COMEMORATIVO: 85 MIL PAINEIRAS: NOTÍCIA DO ÚLTIMO DIA 13 DE NOVEMBRO E NÓS, QUANDO SEREMOS UMA CIDADE INTELIGENTE? FREGUESIA: QUESTIONAMENTO SOBRE O DECRETO QUE CRIOU O SÍTIO PAISAGÍSTICO =&17=&=&18=& =&19=& =&20=&
Imagem criada sobre foto do  Google Maps
=&20=& =&22=& =&23=&=&24=&  
Internet

Os 10 posts mais lidos da semana
Para acessar copie o título na caixa de pesquisa acima.
UM CAMPO DE GOLFE ÀS MARGENS DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS
A INACREDITÁVEL ÁREA DE ESPECIAL INTERESSE AMBIENTAL – AEIA – DA REGIÃO DAS VARGENS
RIO DE JANEIRO – HOTÉIS EM REFORMA, EM CONSTRUÇÃO, EM PROJETO OU EM ESTUDOS
SEMANA 18/11/2013 a 22/11/2013 – MAIS PAINEIRAS, RIO INTELIGENTE, E O DECRETO PARA A FREGUESIA
FREGUESIA: QUESTIONAMENTO SOBRE O DECRETO QUE CRIOU O SÍTIO PAISAGÍSTICO
UM PROJETO REAL E VIÁVEL PARA O METRÔ DO RIO, por Miguel Gonzalez
PEDRAS PORTUGUESAS E CARIOCAS
PACOTE OLÍMPICO 2 – O CAMPO DE GOLFE E A APA MARAPENDI
QUARTEL DA PM, UM BOM COMBATE

[...] Leia mais

UM CAMPO DE GOLFE ÀS MARGENS DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS

=&0=&=&1=&=&2=&
Imagem criada sobre foto do  Google Maps


Os projetos das avenidas que contornam a Lagoa Rodrigo de Freitas foram definidos nos anos 1920 pelo plano de “saneamento e embelezamento da Lagoa (…) construindo parte da Avenida Epitácio Pessoa e Canal de Visconde de Albuquerque, e Canal da Lagoa*”, na gestão do prefeito Carlos Sampaio**. A conformação atual é praticamente igual à dos desenhos de então. 
Os aterros que reduziram expressivamente o tamanho original do espelho d’água, as ruas que circundam o que hoje é um bem cultural tombado – um símbolo do Rio em forma de coração –, e outras vias do tecido urbano edificável dos bairros de Ipanema, Leblon, Lagoa e Jardim Botânico – foram executados ao longo de várias administrações. Quanto à Av. Epitácio Pessoa, “o início e o avanço da mesma foram de tal ordem que se impunha pelas administrações sucessivas”, como consta em O Rio de Janeiro e seus Prefeitos*. De fato, gestores que viriam a comandar a cidade completaram o projeto de 1922.




Mas, o aspecto presente da área marginal da lagoa não apenas deve-se aos aterros e urbanização. A paisagem desta parte da Zona Sul também era composta por várias favelas, removidas conforme políticas governamentais vigentes a partir da década de 1960. Catacumba e Praia do Pinto deram lugar a conjuntos de edifícios; no lugar da favela Macedo Sobrinho, casas e prédios; a Ilha das Dragas desapareceu com a ilha que lhe dava o nome: ficava ao lado do Clube Caiçaras; Piraquê, ao longo do terreno do Jockey Club, e Ilha do Guarda, idem.

Até o início dos anos 1970 não havia mais favelas na região.


A área pública da orla foi construída gradativamente por vários prefeitos. O último terreno incorporado a ela é o atual Parque dos Patins, espaço cedido a um parque de diversões durante mais de duas décadas, resgatado para a cidade em 1993. Com exceção dos trechos ocupados por uma academia de ginástica, áreas de uso governamental, e um questionável conjunto de cinemas, a orla da Lagoa Rodrigo de Freitas é de uso livre. É possível circundá-la pelas avenidas – com os devidos meios de transporte –– ou a pé e de bicicleta, pelo parque. Os espaços são de todos.

Poderia não ter sido assim.


Digamos que, em vez de executar os projetos estabelecidos em administrações anteriores, um gestor nomeado em meados dos anos 1960 houvesse criado condições especiais para a construção de um Campo de Golfe particular às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul do Rio, modificando o projeto do colega que comandou o então Distrito Federal, Carlos Sampaio; digamos que existisse um enorme terreno vazio entre as ruas Jardim Botânico, J. J. Seabra, General Garzon e a beira da Lagoa; que neste local Av. Borges de Medeiros fosse ainda projetada, isto é, que a avenida estivesse quase concluída, faltando construir apenas um trecho entre as ruas J. J. Seabra e General Garzon; e também que na parte do terreno mais próxima da água lagoa existisse uma faixa de manguezais protegidos pelas leis de meio ambiente destinados a integrar uma Área de Proteção Ambiental, onde era proibido construir.

Digamos ainda que o proprietário decidisse erguer um conjunto de 40 prédios de 5 andares na parte edificável do imóvel descrito, perto da rua Jardim Botânico. Em obediência às leis vigentes, o terreno correspondente à avenida e aos manguezais seria doado ao município, e a via construída pelo empreendedor. Somente nessas condições a obra dos edifícios seria licenciada.

Internet




Porém, o gestor quis mudar o projeto do colega que comandou o então Distrito Federal** para incentivar a construção de um campo de golfe dito benéfico para o Rio, cuja real necessidade jamais foi esclarecida. O proprietário, por sua vez, interessou-se pela ideia. Era um bom negócio, um jogo win-winMas, havia que afastar alguns empecilhos.[...] Leia mais