PEDRAS PORTUGUESAS E CARIOCAS

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Calçada da Avenida Atlântica, Leme e Copacabana, Rio de Janeiro
Picasa Web Albuns
Falar sobre pedras portuguesas no Rio de Janeiro é atrair polêmica, na certa. Há quem as odeie e quem as defenda. O Urbe CaRioca está no segundo grupo: é apaixonado pelas calçadas do Rio revestidas de pedras portuguesas, sejam lisas ou formando lindos desenhos. São herança da terrinha, de lá onde estão as nossas raízes lusitanas. Vieram depois do calçamento pé-de-moleque e do calçamento português constituído de pedras gigantescas de granito rejuntadas com pedras menores, que ainda existem em alguns bairros.
Antiga Rua da Ajuda, início do século XX. Proximidades
do Teatro Municipal, Centro, Rio de Janeiro
É possível observar as calçadas revestidas com grandes pedras de granito

Há muitas vantagens no calçamento de pedras portuguesas. Entre elas, o fato de ser revestimento permeável, qualidade necessária para a absorção parcial das águas de chuva nesse Rio tropical de tantas enchentes e alagamentos, cada vez mais presentes função das mudanças climáticas, diz-se.

Outro aspecto importante é a facilidade da retirada e colocação para mudanças e consertos na confusa rede de instalações subterrânea. As diferenças de coloração que surgem nos trechos refeitos logo desaparecem com a ação do tempo, garantindo a uniformidade do conjunto das calçadas. Leia mais

RIO + 20 LEIS URBANÍSTICAS

MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
Instituto Pereira Passos – Armazém de Dados
A aprovação de novas leis urbanísticas para o território do município do Rio de Janeiro vem sendo exacerbada desde 2009, como nunca antes se viu nesta Cidade. Sem uma única exceção, as normas vieram para aumentar índices construtivos. O discurso da revitalização urbana não se sustenta. Estimular a substituição de construções existentes por outras novas e mais altas não é garantia de boa qualidade de vida urbana.

Quanto à expansão do solo oferecido à ocupação, infelizmente são tímidas as manifestações contrárias da sociedade via instituições civis e acadêmicas, embora estudos recomendem a busca pela cidade compacta. Esses assuntos já foram tratados em textos publicados anteriormente, com destaque para VERDE, QUALIDADE DE QUÊ?

O monstro costurado criado
por Dr. Frankenstein
Internet
O Blog Urbe CaRiocadivulga lista das leis que incentivaram a expansão do território urbano e a renovação urbana no município-cidade, corroboradas pelo novo Plano Diretor, um dia apelidado de Plano Frankenstein, devido à estranheza dos muitos artigos costurados e remendados e as inúmeras manobras administrativas no processo de aprovação.

Adiante, comenta noticiário recente sobre APACs, dentro do mesmo tema. Leia mais

SEMPRE O GABARITO – Banco Central, Gamboa, Zona Portuária

MOINHO FLUMINENSE, GAMBOA, ZONA PORTUÁRIA
www.turistaaprendiz.org.br
A Editoria de Opinião do Jornal O Globo de segunda-feira, 18/6/2012, trouxe ao debate o tema =&0=& com a publicação de dois artigos. Em NOSSA OPINIÃO foi publicado o texto Volta para o futuro, de autoria do importante veículo de comunicação. Em OUTRA OPINIÃO consta o texto Sempre o gabarito, de autoria da responsável pelo Blog =&3=&

Bolinho MiXto

CrôniCaRioca 
Bolinho MiXto
Ilustração: Nelson Polzin
=&1=&  =&2=&=&3=&=&4=& Andréa Albuquerque G. Redondo


Venham cá, meninos, vou contar uma história a vocês!

Tinha um Boteco lá no Castelo, na Cidade, e… Claro que foi aqui no Rio de Janeiro, onde mais seria? Ah, O Castelo, A Cidade! Entendi a confusão que fizeram. Tenho que explicar melhor. Claro que não tinha Castelo, muito menos com boteco dentro! Ora, o Rio tinha 400 e poucos anos, nasceu na Idade Moderna, Castelo é coisa da Idade Média para trás. Ninguém ensina mais nada no colégio, não? O que vocês fazem lá, ficam no computador?

Bom, se computador também é estudo, então, menos mal…

Quantas perguntas! Devagar, por favor.
MORRO DO CASTELO
VITOR MEIRELLES, Estudo para Panorama do Rio de Janeiro , 1885
CASTELO era o nome do morro: Morro do Castelo, onde o Rio foi fundado pela segunda vez…

Não, não tem dois Rios de Janeiro, não! O Rio é único em todos os sentidos! Por que o nome se não tinha Castelo? Vocês têm razão.

MORRO DO CASTELO
Malta

Resolveram mudar de lugar por questão de segurança, já naquele tempo, assunto complicado. Fizeram uma fortaleza lá no alto do morro para ver melhor a Baía e atirar nos navios inimigos. Leia mais

QUARTEL DA PM, UM BOM COMBATE

Iluchar Desmons – Panorama da Cidade do Rio de Janeiro tomado de Santo Antônio a voo de pássaro – 1854. Vista tomada do Morro de Santo Antônio, vendo-se o quartel da Rua dos Barbonos (atual Evaristo da Veiga), hoje quartel da polícia Militar.

 Texto: Paisagem do Rio de Janeiro, George Ermakoff
Imagem:  Iba Mendes Pesquisa a partir da Biblioteca Nacional Digital do Brasil

O Urbe CaRioca pediu sugestões sobre que destino deverá ter a área do Batalhão da PM do Estado do Rio de Janeiro situado na Rua Evaristo da Veiga, com base na premissa de que o QG será efetivamente desativado após a transferência do contingente para outro prédio, conforme anunciado. As condições pedidas foram (1) buscar o melhor para a CIDADE e sua POPULAÇÃO, e (2) preservar e divulgar a MEMÓRIA e o PATRIMÔNIO CULTURAL do RIO. Abaixo, lista das sugestõesrecebidas, artigos publicados e outras opiniões.

v COMENTÁRIOS de urbanistas e profissionais de outras áreas
Patricia A., Nelson P., Maria José M., Ailton M., Sonia F. e Nireu C.

v ARTIGOS publicados
REVISTA DE HISTÓRIA – Artigo: Caso de Polícia
ARTIGO de Elio Gaspari – JORNAL O GLOBO em 27/5/2012
ARTIGO de DARIO CONY DOS SANTOS – Jornal O GLOBO em 28/5/2012

v OUTROS COMENTÁRIOS
CARTA Alexei Bueno, Hélio Brasil, Ivo Korytovski, Nireu Cavalcanti ao Jornal O GlOBO
OPINIÃO do CORONEL PM Mário Sérgio de Brito Duarte 
OPINIÃO do CORONEL PM Wilton Soares Ribeiro Leia mais

QUARTEL DA PM, A ENORME PEQUENEZ

Domingos Peixoto / Agência O Globo
Fonte: Pesquisa Globo on Line

QUARTEL DA PM, A ENORME PEQUENEZ

Para tratar de Aquartelamento, Segurança e meandros jurídico-administrativos existem a Polícia, os juristas e o Ministério Público. Ao Urbe Carioca só cabe analisar a polêmica sobre o Quartel da PM sob o ponto de vista urbanístico. Por isso qualquer comentário parte da premissa de que o Quartel será efetivamente desativado, ou seja, prédio e terreno ficarão sem uso. Fica a curiosidade sobre quem nasceu primeiro: saber se a saída da polícia foi decisão anterior e gerou a ideia milionária, ou se o desejo de vender a área expulsará a PM. O caso do Batalhão é tão simples que uma frase basta para dar início a qualquer debate: LUGAR, TERRENO E PRÉDIO NÃO SÃO COMUNS. Historiadores já repudiaram a proposta do governo para o LUGAR que há quase duzentos anos recebeu um quartel; protestos contra a demolição do PRÉDIO centenário explodem nas redes sociais; o TERRENO é um espaço único no Centro da Cidade: construções baixas no seu enorme perímetro formam o pátio interno para onde se volta uma capela. A falta do tombamento não elimina a História e a Memória. Visualmente o Rio respira no percurso entre os Arcos da Lapa e o Teatro Municipal. No Rio de Janeiro o proprietário de um terreno vazio ou edificado que queira nele construir deve ir aos órgãos públicos aprovar um projeto de arquitetura e obter licença para demolir. Obedecida a lei urbanística, demolição e construção serão autorizadas. O Estado, porém, não é um proprietário qualquer. Ao propor um negócio imobiliário para o Terreno do Batalhão o Governo Estadual mostra, de novo, sua enorme pequenez*, já notória com o caso do Metrô, entre outros exemplos. Reduzir o Patrimônio Cultural do Rio a escombros para que nasça mais um prédio comercial – que poderia ser construído em outro lugar – em troca de dinheiro que ninguém sabe para onde vai, é perder a oportunidade única de integrar aquele espaço à Urbe CaRioca e abri-lo para a população. É mesquinho* (coincidência: v. acepção 5). Por outro lado, é chocante o apoio do Governo Municipal, sem voz ativa, embora seja o único responsável pelas decisões em relação ao uso do solo por determinação constitucional. Para a Petrobrás há o Porto Maravilha, que implora por empreendimentos. Se a questão é proximidade com a Sede, há outros terrenos vazios no Centro, há prédios do Governo Federal abandonados e até os muitos imóveis igualmente abandonados pela Prefeitura, disponíveis conforme decreto anunciado há uma semana. A própria Petrobrás, além de sua sede modernosa, usa edifícios novos, como a Torre Almirante, e adaptados, como o Edifício Nilomex, exemplar Art-Decó objeto de restauração e reforma. Para combater a pequenez dos nossos administradores e considerando ser verdade que o imóvel da Rua Evaristo da Veiga não será mais usado como quartel, o Urbe CaRiocaconvidou todos que têm apreço pelo Rio – não apenas urbanistas e arquitetos – a apresentarem sugestões em relação ao uso do Terreno do Batalhão. ·       Premissa: O Batalhão será desativado. ·       Condições: Ser o melhor para cidade e população sob o ponto de vista urbanístico. // Respeitar, valorizar e divulgar a Memória do Rio e o Patrimônio Cultural CaRioca. Recebemos várias sugestões que serão apresentadas em seguida. *PEQUENEZ=&8=&  substantivo feminino 1     qualidade de pequeno 2     período da infância; meninice 3     pequena altura, estatura reduzida 4     Derivação: sentido figurado. qualidade de insignificante, de mesquinho Ex.: a p. daquele ato deixou-o chocado 5     Derivação: sentido figurado. falta de elevação, de estatura moral ou intelectual Ex.: a característica principal de seu espírito era a p. *MESQUINHO=&8=&  adjetivo 1     demasiadamente agarrado a bens materiais; avaro, sovina Ex.: velho m. 2     desprezível, parco, parcimonioso Exs.: esmola m. presente m. 3       escasso de recursos; pobre, medíocre Exs.: vida m.  discurso m. 4       falto de grandeza, de magnanimidade Ex.: sentimentos m. 5       que demonstra estreiteza de espírito e de visão Exs.: atitude m.  política m.  dirigentes m. 6       insignificante, ordinário, reles Exs.:

moradia m. Leia mais

VENDO O RIO – QUARTEL DA PM E BIGORRILHOS

BIGORRILHO
Foto: Eduardo Paes – Fonte: Jornal O Globo

Enquanto a Itália chora perda do seu Patrimônio Histórico, aqui destroem o nosso.

No Rio de Janeiro a venda dos terrenos de vários Batalhões da PM vem sendo anunciada há alguns anos. Tijuca, Leblon, Centro… As notícias sempre causam polêmica, seguida de silêncio – ao menos o assunto sai da mídia, temporariamente. Nos últimos dias a venda da área enorme que fica na Rua Evaristo da Veiga voltou à berlinda. Diz a notícia de 21/5 no O Globo que o terreno será comprado do Governo Estadual pela Petrobrás por R$ 336.000.000,00. Ontem, 22/5, a pretendente disse que o negócio ainda não está fechado. Hoje, segundo o mesmo jornal, a empresa estatal confirma a intenção de compra, o MP abre inquérito para investigar a negociação, e, … o Estado diz que a capela tombada será preservada.

Vai render.

O terreno fica no coração do Centro da cidade, entre os Arcos da Lapa e a Cinelândia, e é limítrofe com o Corredor Cultural, área considerada patrimônio histórico do Rio.
Domingos Peixoto / Agência O Globo
Fonte: Pesquisa Globo on Line
Para aumentar o imbroglio, há a legislação urbanística.
Atenção, Petrobrás!

O Urbe CaRiocadá uma aula grátis: as áreas militares são classificadas como Zona Especial 7 (ZE-7). Significa que não existem índices de construção e que os vereadores devem aprovar uma lei estabelecendo o que pode ser construído. Além disso, os órgãos de patrimônio cultural precisam concordar com a proposta devido à existência de uma capela tombada, parte do imóvel. Isto, porém, deve ser o menor problema: já aprovaram a construção de uma Torre na Lapa e a demolição da marquise do Maracanã… Leia mais