OS PLANOS VERDES DA GESTÃO MUNICIPAL, de Hugo Costa

No artigo abaixo, o autor de BRT TRANSCARIOCA, UM LEGADO PARA QUEM? – cuja releitura é oportuna diante dos últimos acontecimentos ligados a esta via expressa, uma das obras “pra Olimpíada” – analisa aspecto importante abordado na primeira versão do novo Plano Estratégico em elaboração para a Cidade do Rio de Janeiro. Mais um plano, diga-se.

Urbe CaRioca

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O VELO-CITY 2018 VEM AÍ, de Hugo Costa

O evento que será realizado no próximo ano no Rio de Janeiro – o Velo-City Global 2018 – é pano de fundo para o artigo do geógrafo Hugo Costa, que mostra mais uma face dos contrastes entre regiões e bairros cariocas, desta vez com análise sobre a malha cicloviária da cidade.  A continuidade dos projetos e obras para a instalação de ciclovias é essencial, assim como sua distribuição equilibrada. Boa leitura.[...] Leia mais

CRISTO CARIOCA PODE SALVAR ORLA DO RIO DA DESORDEM URBANA

CrôniCaRioca

No último dia 21 a Coluna Gente Boa (Segundo Caderno, OG) publicou:

Todos os totens publicitários instalados na orla da cidade terão que ser retirados do calçadão, assim como os aspersores de água, mais conhecidos como ‘cuca fresca’. A prefeitura e a Orla Rio, que administra os quiosques, vão ser notificadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), que já autuou a Arquidiocese por ter colocado uma réplica do Cristo Redentor no Calçadão do Leme. A orla, como se sabe, é tombada como ‘paisagem cultural do Rio’. Só vão poder permanecer à beira-mar os mapas com informações turísticas”. E mais: “A Arquidiocese do Rio tem até o dia 19 de julho para tirar, do Leme, a réplica do Cristo. O prazo foi definido ontem pelo Inepac. A escultura, de quase quatro metros de altura, foi instalada no calçadão numa campanha beneficente sem a autorização do Iphan e do Inepac”.[...] Leia mais

ENTERRANDO AS CICATRIZES CARIOCAS, de Hugo Costa

O geógrafo Hugo Costa analisou a proposta da Prefeitura do Rio que pretende permitir construções sobre as linhas férreas do Rio de Janeiro, com o intuito de integrar partes de bairros que são ou foram separadas por aquelas intervenções, ideia que também se aplicará a um trecho da Avenida Presidente Vargas. O autor apresenta um breve histórico sobre a formação dessas áreas e questiona alguns aspectos relacionados.[...] Leia mais

A QUESTÃO AMBIENTAL CARIOCA PÓS-OLÍMPICA, de Hugo Costa

Em novo artigo, o autor avalia a questão ambiental do Rio de Janeiro com foco na expectativa frustrada em relação ao chamado ‘legado olímpico’, e nas carências da Zona Norte da cidade nesse contexto, e lembra que a região foi a que maior número de votos garantiu ao novo prefeito.

Note-se os diversos links para os assuntos mencionados, que foram destaque na grande imprensa. Não deixe de conhecer a imagem no final do artigo.[...] Leia mais

DE TRABALHADORES NÃO PAGOS A ARENAS INÚTEIS, LEGADO OLÍMPICO DO RIO DE JANEIRO TORNA-SE HERANÇA A LAMENTAR, de Scott Stinson

O título acima é tradução livre do artigo publicado no site National Post – www.nationalpost.com – no último dia 24.

Em relato detalhado o autor faz várias indagações, desde sobre o paradeiro das sementes levadas por atletas durante a lindíssima abertura dos Jogos Olímpicos – que seriam destinadas à formação de um parque no pólo de Deodoro – até o prometido tratamento de esgotos que nunca chegou, sendo substituído por uma solução barata: barreiras destinadas a afastar os dejetos dos locais de competições, uma solução temporária.[...] Leia mais

PRÉDIO DO FLAMENGO, HOTEL GLÓRIA, MARINA DA GLÓRIA, E O TRIÂNGULO REEDITADO

As leis urbanísticas vigentes na Cidade do Rio de Janeiro vedam o uso de hotel nas zonas classificadas como Zona Residencial 2, ZR-2. É o caso da Avenida Rui Barbosa.

Devido ao desejo de permitir a transformação de uso do prédio pertencente ao Clube Flamengo, situado no número 170 daquela avenida, quando da edição do primeiro grupo de leis conhecidas como “Pacote Olímpico”, em 2010, uma vereadora – e presidente do clube na época – fez emenda ao projeto de lei complementar que se tornaria a LC nº 108/2010, permitindo a atividade de hotel em todo o bairro do Flamengo.[...] Leia mais

UM RETRATO DA ZONA DA LEOPOLDINA NA GEOGRAFIA CARIOCA, de Hugo Costa

O geógrafo Hugo Costa já nos brindou com o artigo BRT TRANSCARIOCA, UM LEGADO PARA QUEM?, de enorme repercussão neste blog, com mais de 2000 visualizações em apenas 48 horas, e ainda o mais lido dos últimos 30 dias.

Em novo texto, o autor traça um panorama da Zona Norte da Cidade, região que precisa da atenção dos gestores públicos para além das falhas encontradas nos (des)caminhos do BRT.[...] Leia mais

MORRO DO PASMADO – A FAVELA, O PARQUE, O QUIOSQUE, O MONUMENTO, E A PAISAGEM MACULADA

O Morro do Pasmado, em passado recente, era ocupado pela favela do Pasmado. Esta foi removida, dando lugar ao Parque que recebeu o nome de um líder político israelense e israelita, primeiro ministro de Israel, Yitzhak Rabin. O local foi escolhido para receber o nome justamente por estar próximo da Associação Religiosa Israelita – A.R.I., e apenas por isso. Lá também foi instalado um busto de Yitzhak Rabin.[...] Leia mais

MARINA DA GLÓRIA – CENTRO DE CONVENÇÕES ASSOMBRA PARQUE DO FLAMENGO. DE NOVO.

Como uma assombração que paira, o Parque do Flamengo se vê ameaçado, mais uma vez, pela construção (e/ou instalação) de um Centro de Convenções, uso estritamente comercial, alheio à finalidade da área pública e de lazer em que se constitui o Parque, ainda carinhosamente chamado pelos cariocas de “aterro”, devido à sua origem na década de 1960, criado com material de desmonte do Morro de Santo Antônio.  
OG, 04/05/2017
    A nota publicada hoje na coluna Gente Boa (O Globo, 04/05/2017 Marina da Glória ganha centro de convenções: ‘Sonho de hoteleiros’) – provavelmente “plantada” para conhecer as reações – afirma que “Riotur e o Rio Convention Bureau bateram ontem o martelo com a BR Marinas para a instalação de uma área fechada de 5 mil m², e mais 6 mil m² de espaço aberto”.     Sonho de hoteleiros, pesadelo dos defensores do Parque do Flamengo.     Se é estranho que a Riotur e o Rio Convention Bureau tenham “batido o martelo” com a empresa privada BR Marinas, esta cuja legitimidade para assumir a Marina da Glória foi questionada, mais estranha é a “garantia” de que não haverá problemas com o IPHAN por tratar-se de uma área fechada. Ora, a prerrogativa de aprovar os usos e atividades permitidos e adequados ao Parque do Flamengo não é da iniciativa privada e tampouco somente do IPHAN.   A competência é dos órgãos de proteção do patrimônio cultural responsáveis – federal e municipal – e da antiga Secretaria Municipal de Urbanismo, hoje apenas parte da temerária miscelânea que fundiu urbanismo, meio ambiente, habitação e patrimônio cultural sob uma única caneta!   O Parque no Flamengo não é lugar para a construção de um Centro de Convenções, mais um projeto impossível. Sugerimos localizá-lo na Zona Portuária, região próxima que implora por investimentos e empreendimentos.=&0=& =&1=&
Arte do Blog sobre fotografia do jornal O Globo
=&1=& JANEIRO 2013 ·    MARINA DA GLÓRIA, 2 – Entrevista concedida ao Blog Eliomar ·    AI! QUE A MARINA DA GLÓRIA VOLTOU! ·    O FUROR URBANO-LEGISLATIVO-CARIOCA FEVEREIRO 2013 ·    Artigo – O BANCO IMOBILIÁRIO DO RIO: DO PÚBLICO PARA O PRIVADO, por Sonia Rabello ·    EXTRA, EXTRA! – AI! QUE A MARINA DA GLÓRIA FOI APROVADA ·   Artigo: A CIDADE SE TRANSFORMA, por Luiz Fernando Janot ·    AI! QUE TERRA ENCANTADA É O RIO! MARÇO 2013 ·    MAIS MARINA – PORTAL VITRUVIUS DIVULGA ABAIXO-ASSINADO ·    MARINA DA GLÓRIA: AUDIÊNCIA PÚBLICA – 02/04/2013 ·    MAIS MARINA: A PROPAGANDA QUE ENGANA ·    MARINA DA GLÓRIA: CENTRO DE CONVENÇÕES E SHOPPING – DUAS OPINIÕES (Opiniões de Jornal O Globo e de Andréa Redondo publicadas no OG em 15/03/2013) ·    MARINA DA GLÓRIA: OUTRAS OPINIÕES – Jornalista ELIO GASPARI / Arquiteto PASCAL CRIBIER ·    RIO DE JANEIRO – HOTÉIS EM REFORMA, EM CONSTRUÇÃO, EM PROJETOS OU EM ESTUDOS ·    MARINA DA GLÓRIA – OS MISTÉRIOS NÃO INTERESSAM ·    MARINA DA GLÓRIA, O PROJETO IMPOSSÍVEL ABRIL/2013 ·    SEMANA 22/04/2013 a 26/04/2013: O BLOG ANIVERSARIA, O POST MAIS LIDO E O ROAD-SHOW DA MARINA NO IAB ·    MARINA DA GLÓRIA NO IAB: PALMAS PARA A PLATEIA ·    MARINA DA GLÓRIA: HOJE, ‘ROAD-SHOW’ NO IAB ·    MARINA DA GLÓRIA, NOVOS CAPÍTULOS ·    QUARTEL DA PM, O QG DA RUA DOS BARBONOS: AO PÓ. OU NÃO ·    PATRIMÔNIO DO RIO: DECISÕES ALÉM DA COMPETÊNCIA ·    CRÔNICA DE UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA ANUNCIADA: O “ROAD-SHOW” DA REX-MARINA ·    MARINA DA GLÓRIA: ESTE PROJETO É IMPOSSÍVEL MAIO/2013 ·    MARINA DA GLÓRIA x IPHAN: ÍNDICES IGUAIS OU MENORES. MAIORES, JAMAIS! ·    Artigo e Decisão Judicial: EXISTE UM LOTE MARINA DA GLÓRIA, NO PARQUE DO FLAMENGO? por Sonia Rabello ·    Artigo: PATRIMÔNIO DO RIO: PROTEÇÃO E RETROCESSO*, Andréa Redondo ·    Artigo: A DINÂMICA DE LICENCIAMENTOS DE OBRAS NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ·    MUITAS NOTÍCIAS URBANO-CARIOCAS EM 30 DE ABRIL DE 2013 JUNHO/2013 ·    DIVERSOS, 18/06/2013 – Leme, Hotel Glória, Metrô, Transportes e a Revolta do Vintém (com link para entrevista do Prefeito à TV Globonews) ·    EXTRA! MARINA DA GLÓRIA x IPHAN: DEPOIMENTO DE SONIA RABELLO SOBRE A REUNIÃO ONTEM EM BRASÍLIA ·    MARINA DA GLÓRIA X IPHAN – HOJE, EM BRASÍLIA =&15=& =&16=& =&17=&

BRT TRANSCARIOCA, UM LEGADO PARA QUEM? de Hugo Costa

Transcarioca, Lote 2. Imagem: Google Earth
 

A via expressa para BRTs Transcarioca já frequentou as páginas deste blog em SEMPRE O GABARITO, 2014, ÁREA DE ESPECIAL INTERESSE URBANÍSTICO A.E.I.U. TRANSCARIOCA – GABARITOS, ETC. e TRANSCARIOCA, BRT, METRÔ E GABARITOS, entre outras postagens com foco na mudança nas leis urbanísticas da região abrangida pela via, com vistas a aumentar o potencial construtivo dos terrenos lindeiros.

Neste artigo o geógrafo Hugo Costa, entre outros aspectos, reúne notícias da grande mídia que questionaram o custo da obra e relata as más condições e abandono das áreas atingidas pela avenida (v. imagens), cujo traçado também “utilizou-se de áreas Verdespraçasquadras de esporte e jardins”. No final do post está o vídeo de reportagem em canal de televisão.

Boa leitura. =&0=& Nota: A Transcarioca abrange os bairros Acari, Barros Filho, Bento Ribeiro, Bonsucesso, Brás de Pina, Campinho, Cascadura, Cavalcanti, Cidade Universitária, Coelho Neto, Colégio, Complexo do Alemão, Costa Barros, Engenheiro Leal, Galeão, Guadalupe, Higienópolis, Honório Gurgel, Irajá, Madureira, Maré, Marechal Hermes, Olaria, Osvaldo Cruz, Penha, Penha Circular, Praça Seca, Quintino Bocaiúva, Ramos, Rocha Miranda, Tanque, Turiaçú, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Vila Kosmos e Vila Valqueire.  
Imagens na Barra da Tijuca – Internet
Imagens no bairro de Ramos – autor: Hugo Costa
   =&1=& =&2=& O projeto de Bus Rapid Transit (BRT) Transcarioca consistiu em construir um corredor exclusivo de ônibus articulados entre a Barra da Tijuca e o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Transversal a malha de transportes da cidade, o corredor atravessa bairros litorâneos, considerados mais nobres, e os antigos e tradicionais – porém esquecidos pelo poder público – subúrbios da zona norte da cidade. A obra dividiu-se entre Lote 1, correspondente ao antigo projeto da década de 60 – Corredor T5- ligando a Penha e a Barra da Tijuca, e o Lote 2, com projeto e execução feitos entre 2010 e 2014, seguindo da Penha até o Aeroporto. Uma ex-integrante do conselho do consórcio formado pela OAS, Carioca Engenharia e Contern, responsável pelas obras da Transcarioca, relatou recentemente  que o contrato de 500 milhões de reais para fazer o lote 2 da obra teve propinas: 1% do valor da obra ao Tribunal de Contas Municipal (TCM), outro 1% ao então Secretário Municipal de Obras, e 3% aos fiscais do Ministério das Cidades. Em sua defesa, o TCM disse desconhecer a autora do relato, e informou que graças ao seu trabalho o projeto do lote 2 do BRT Transcarioca poupou 6 milhões aos cofres públicos. O ex-Secretário de Obras Públicas da Prefeitura do Rio, não se manifestou a respeito. Não é a primeira vez que o TCM fala sobre custos do BRT Transcarioca: Como a obra começou pelo Lote 1 e em área nobre da cidade, depois avançando pelos subúrbios cariocas, o primeiro trecho na Barra da Tijuca gastou 66 milhões reais a mais do que previsto e assim o TCM em 2014 definiu que este valor deveria ser devolvido aos cofres públicos. Mas como se devolve este dinheiro já gasto? Economiza-se no Lote 2 que ainda não estava pronto? O projeto original do lote 2 era seguir pela 

Estrada Engenho da Pedra nos bairros de Olaria e Ramos[...] Leia mais

O RIO DE JANEIRO, O LABIRINTO DE FAJARDO, E AS PRAÇAS VENDIDAS

Passeio Público, mar.2016. Foto: Mário Rodrigues
Ontem o arquiteto Washington Fajardo nos brindou com um belo artigo publicado no jornal O Globo. O título sugestivo – Labirinto – escondia mais do que a dificuldade de encontrar uma saída para as dificuldades que vivem o Rio de Janeiro e os cariocas: em meio a percurso variado desde uma das muitas trágicas mortes recorrentes na cidade do Rio de Janeiro, o autor vagueia da zona sul à zona norte, pelos subúrbios cariocas, e pela região metropolitana; relata a degradação do outrora bucólico Largo do Machado, e lembra a imobilidade urbana – que, na nossa urbe, já é pior do que a paulistana -, tudo em meio a “décadas de crianças perdidas”. =&0=&