O MPF e as obras “Pra Olimpíada”

A notícia abaixo foi divulgada no site do Ministério Público Federal nesta sexta-feira, dia 5 de outubro de 2018.

Urbe CaRioca

MPF questiona Paes, Crivella, Picciani e outras 18 pessoas e entidades sobre irregularidades nas obras das Olimpíadas

São mais de R$ 400 milhões bloqueados por irregularidades e cerca de 1,5 mil vícios construtivos

O Grupo de Trabalho Olimpíadas da Procuradoria da República no Rio de Janeiro vem requisitando uma série de documentos e informações a todos os órgãos e entidades envolvidas com o legado olímpico.[...] Leia mais

COITADOS VELÓDROMOS!

O primeiro, construído para os Jogos Pan-Americanos 2007 com dinheiro público, foi demolido pelo prefeito anterior. “Não servia”.

O segundo é atingido por um balão.

Ao que consta duas coisas são proibidas. Desperdiçar verbas públicas e soltar balão. Estamos em terra sem lei. Em quase todos os sentidos.

Enquanto o primeiro velódromo, desmontado, ainda está à espera de quem o queira montar, o Parque Olímpico está praticamente sem uso.[...] Leia mais

O MÊS NO URBE CARIOCA – MAIO 2016

O mês de MAIO começou no blog justamente com um tema olímpico: o estranho caso do Velódromo e alguns comentários sobre os tão anunciados legados. Porque os haverá, sem dúvida. Infelizmente não todos os desejados nem vários prometidos. Hoje, porém, surgiu um legado espetacular! Rafaela Silva, moça de origem humilde que morou na Cidade de Deus, e hoje mora em Jacarepaguá, conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil, na modalidade Judô, prova de que com incentivo e determinação própria o esporte pode ser transformador. =&1=&, Patrimônio Cultural, projetos de lei complementar sobre benefícios para a construção de residências foram outros assuntos. O VLT que desprezou os pés-de-moleque já foi inaugurado. No Mês das Mães, ficamos =&4=&

O FANTASMA DO VELÓDROMO E OS LEGADOS OLÍMPICOS

Os tão anunciados legados, bons legados se provarão no futuro.   Por enquanto, na visão deste blog, legado, de fato, foram demolição do Elevado da Perimetral e a reconquista da orla antes empachada pelo monstrengo (observação: aqui não se entra no mérito de prioridades, discricionariedade, gastos, e questões técnicas sobre transportes, trânsito e mobilidade urbana). Com esses legados ganhamos um questionável projeto de urbanização na ‘retroárea’ do Porto do Rio baseado em leis que permitem torres de até 50 andares, não previram moradia, concederam isenções tributárias. Posteriormente, permitiu-se a construção de quitinetes sob a falsa premissa de incentivar a produção de habitação popular. Era necessário receber uma Olimpíada para demolir a Perimetral e urbanizar a orla? Claro que não. Bastariam um bom projeto de urbanização com reserva de terrenos para moradia, recursos, e que os governantes agissem como verdadeiros estadistas.   O Parque Olímpico, o das benesses nas alturas, certamente deixará algo de positivo para o Rio de Janeiro: ao menos espaços públicos e algumas arenas esportivas. Mas, o preço pode ter sido alto demais, e não se fala só de gastos com obras: junto a cidade receberá dezenas de novos condomínios em Jacarepaguá, parte de uma favela foi removida, perdemos o Autódromo do Rio, e, vizinha a ele, surgiu uma “ilha” que nem é ilha nem é pura, mas, apenas mais um conjunto de edifícios altos com gabaritos aumentados como “incentivo” ao construtor. Mais do mesmo. Necessário? Não.   O Campo de Golfe é hors-concours. Dispensa comentários. Jamais será legado – salvo , e sim um erro urbanístico e ambiental que entrará para a história da cidade do Rio de Janeiro. Com ou sem Olimpíada. Era necessário? Absolutamente, não.   Um dito legado dos Jogos Pan-Americanos 2007 foi destruído em tempo recorde: o Velódromo do Rio, também construído – com recursos públicos – em parte do terreno do antigo Autódromo que, no entanto, continuou a funcionar. Estranhamente, o novo Velódromo consiste na única obra atrasada segundo o cronograma da Prefeitura, informou, mais uma vez, o noticiário. Parece que o fantasma do Velódromo do Pan ronda o Parque Olímpico e assusta o seu sucessor/usurpador. Era necessário demolir o Velódromo de 2007? Por certo que não. Basta ouvir a entrevista do arquiteto que o projetou. Ou consultar engenheiros sobre soluções para retirar as famosas e culpadas pilastras que atrapalhariam os juízes!   Mas, nada disso importa mais e tudo cairá no esquecimento, como a Vila Olímpica do Pan, igualmente objeto de benesses urbanísticas que só não se apagam porque o terreno (mal) escolhido insiste em afundar.   E teremos belas Olimpíadas, na nossa cidade cuja parte no primeiro mundo – por exemplo, com a visão do VLT – permanece emaranhada com o último mundo, onde imperam a violência e a insegurança, e a mobilidade não existe. Infelizmente.   Curiosamente, legado também significava “na Roma antiga, funcionário que fiscalizava a administração das províncias” (Dicionário Houaiss).   Sejamos nós, os cariocas, o verdadeiro legado olímpico, atentos e em busca de um Rio de Janeiro melhor.   Que venham os Jogos!     =&0=&=&1=&
Ciclistas no Velódromo do Rio de Janeiro, construído para os Jogos Pan-Americanos 2007, e as pilastras da polêmica. Na parte interna, Centro de Treinamento de Ginástica Olímpica, logo desativado. Nada restou, só o fantasma de um equipamento construído há poucos anos, com recursos públicos. Foto: O Globo.
=&2=& =&3=&=&4=& Os acontecimentos diários que envolvem episódios violentos no Rio de Janeiro minam a alegria e a esperança dos cariocas. A cidade merece sempre ser defendida, exaltando-se os muitos aspectos positivos que existem para além da Natureza, esta que não é obra de sua população nem de governantes, salvo algumas medidas louváveis para proteção do meio ambiente natural. Se a realidade negativa não deve ser ignorada, precisa ser conhecida para ser combatida. É o que a grande imprensa tem feito e, mais recentemente, as redes sociais. Esta postagem não pretende de modo algum denegrir a imagem do Rio, nem criticar a realização dos Jogos Olímpicos, proposta que teve o apoio geral, impulsionado por massiva propaganda sobre os benefícios que deles resultariam. Ao contrário, o que se quer é alertar para o que não precisava ser feito em nome do evento, prioridades equivocadas, como o trajeto do Metrô com ampliação da Linha 1 para liga-la à Linha 4 a partir da Gávea, ou descartar a despoluição da Baía de Guanabara, ou seccionar um Parque Ecológico para construção de

empreendimentos imobiliários acoplados a um Campo de Golfe[...] Leia mais

MARINA DA GLÓRIA, CICLOVIA e VELÓDROMO

Foram muitos os assuntos urbano-cariocas nos últimos dia, de interesse deste blog, ainda não comentados. Nesta postagem reunimos alguns deles, com links para artigos e reportagens a respeito. Boa leitura.
Urbe CaRioca




MARINA DA GLÓRIA

Foto: Paulo Sérgio Quintanilha
O site Sonia Rabello – A Sociedade em busca do seu Direito, vem sistematicamente informa que a Marina da Glória continua a ser palco de diversos eventos privados, não obstante “decisão recente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinando que a área da Marina da Glória, no Parque do Flamengo, é de uso comum da população”. =&4=&

PARA REGISTRO – QUEM SE LEMBRA DO VELÓDROMO DO RIO?

VELÓDROMO DO RIO PARA OS JOGOS PAN-AMERICANOS 2007 e CENTRO DE TREINAMENTO
DE GINÁSTICA OLÍMPICA: DEMOLIDO
Globo on line

O Velódromo do Rio construído para os Jogos Pan-Americanos 2007 com dinheiro público. Projeto de arquiteto ‘expert’ no assunto, pista de madeira importada especialíssima, legado do Pan para treinamento de ciclistas e incentivo ao esporte conforme amplamente divulgado: equipamento de primeiro mundo. Usado assim foi, de fato, durante algum tempo. O centro da pista recebeu equipamentos de ponta onde treinavam atletas da ginástica olímpica, dando-se mais um uso importante ao espaço.
Para os Jogos Olímpicos, no entanto, inexplicavelmente, não serviu. Foi rejeitado, desmontado, demolido, colocada toda a culpa, pelos cartolas, nas duas pobres colunas que sustentavam a cara cobertura. Talvez por coincidência, o projeto do Parque Olímpico tenha previsto outra ocupação para aquele espaço pronto e em funcionamento. Ou tenha sido decisão prévia da gestão administrativa + COI, nunca se saberá.
O arquiteto espantou-se. Isso jamais aconteceria em seu país. As colunas problemáticas poderiam ser retiradas, fazendo-se uma adaptação na estrutura.
O Velódromo considerado imprestável foi oferecido pelo Prefeito do Rio para outras cidades e igualmente rejeitado. Transporte, adaptação, tudo custaria muita verba pública. Ficou sem paradeiro até que alguém o aceitou: o município de Pinhais, no Paraná.
Estava a história esquecida e eis que a imprensa informa: “Velódromo do Pan-2007 é remontado a custo mais alto” (Folha de São Paulo, 08/02/2015). Mais uma vez os recursos serão públicos, e nem ao menos a obra ficará pronta para treinamento de atletas olímpicos, conforme a mesma notícia nos alerta. Maracanã (bem cultural tombado, teve a cobertura original demolida com autorização do IPHAN), o caso do Engenhão (recém-aberto), Parque Olímpico, falsa Linha 4 do Metrô, Zona Portuária sem habitaçãoParque Ecológico mutilado, Marina da Glória outra vez ameaçada
Velódromo do Rio, construído com dinheiro público, para os
JOGOS PANAMERICANOS – 2007, já demolido.
Imagem: Internet


Os meandros e as decisões sobre escolhas e prioridades no trato das obras públicas – execução, demolição, paralisação, trajetos e modais de transportes e a polêmica construção de uma nova rodoviária em São Cristóvão – estão muito além do que pode compreender o cidadão comum.

Este é mais um capítulo do estranho caso do finado Velódromo do Rio.

A quem interessar para registro, publicamos sobre o assunto:


O ESTRANHO CASO DO VELÓDROMO DO RIO

O ESTRANHO CASO DO VELÓDROMO DO RIO – 2

 O NOVELÓDROMO CONTINUA: O ESTRANHO CASO DO VELÓDROMO DO RIO – 3,

DIVERSOS – 09/8/2012 – Saint Patrick’s, Velódromo, Bhering e Metrô[...] Leia mais

Artigo: DESPERDÍCIO PARA O MEIO AMBIENTE*, de Emanuel Alencar

O artigo do jornalista e responsável pelo Blog Verde, Emanuel Alencar, foi publicado originalmente no jornal O Globo em 26/01/2015. Traça um quadro sobre os Jogos Olímpicos que serão realizados na Urbe CaRioca em 2016, com foco em promessas não cumpridas e oportunidades perdidas. =&0=&

SEMANA 09/09/2013 a 13/09/2013 – O FIM DO VELÓDROMO, NOTÍCIAS DIVERSAS, GUARATIBA Parte 2

“…a lama levou outros olhares para Guaratiba. Foi quando O BRAINSTORM DO ALCAIDE resultou no anúncio da desapropriação para a construção de um bairro popular pela boca de ninguém menos do que o arcebispo do Rio. Há que tirar o chapéu”.

Trecho de GUARATIBA: RURAL, LAMA, E URBANA – Parte 2

Christophe Simon/AFP

Folha de São Paulo 20/11/2012


Publicações da semana que passou
e textos mais lidos.

Os posts imediatamente anteriores; o estranho caso do Velódromo do Rio tem mais um capítulo, pós-desmanche; notícias sobre Jardim Botânico, Paineiras, obras em Guaratiba e Jogos Olímpicos; e a Parte 2 do post sobre o Campus Fidei, no mesmo bairro de Guaratiba.

NOTA: Nos longos vídeos da ESPN é possível conhecer as imagens do Velódromo do Rio em processo de demolição, e seus restos. Ao blog interessa a parte 1. A parte 2 contém declarações sobre a impossibilidade de transportar e montar o que sobrou do Velódromo, em Goiânia, e aspectos diversos relacionados à atividade do ciclismo. Autoridades discordam das declarações do Arquiteto do Velódromo.[...] Leia mais

VELÓDROMO DO RIO: QUEM QUER? NÓS, OS CONTRIBUINTES, PAGAMOS

UOL
Uma pequena nota no jornal O Globo de hoje dá sequência ao espanto que causou a notícia – no ano passado – sobre a demolição do novíssimo Velódromo do Rio construído para os Jogos Pan-americanos de 2007 com recursos públicos. Goiânia não quer mais o velódromo carioca. Os argumentos de que o equipamento esportivo não servia aos Jogos Olímpicos – motivo alegado para a substituição – não convenceram nem ao arquiteto que o projetou, especialista na construção das pistas mundo afora. Seria possível adaptá-lo às exigências. Notícias anteriores davam conta de que o Velódromo seria desmontado e reaproveitado em Goiânia, após idas e vindas sobre a demolição, afirmada, desmentida antes das eleições municipais, e

cuja morte anunciada foi novamente confirmada após o sucesso da reeleição[...] Leia mais