PEU VARGENS – MAIS QUE SABIDO, ERA UMA CERTEZA

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Wikipedia



As manchetes estampadas na capa e no caderno Rio, do Jornal O Globo de domingo, dia 29/09/2013, não deveriam surpreender pelo menos aos que acompanham os assuntos que chamamos de “legislativo-urbano-cariocas”.
PARA ONDE O RIO CRESCE, dizia a primeira. PEU DAS VARGENS – UMA FEROZ ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, dizia a segunda. =&6=&

CAMPO DE GOLFE, APA MARAPENDI E ESCLARECIMENTOS


Sugestões: ler o texto acompanhando desenhos e mapas; =&1=&
Edital de lançamento de concurso de arquitetura para projeto do Campo de Golfe
Indicação do local
Note-se a vegetação existente ao longo das margens da Lagoa
Instituto de Arquitetos do Brasil

Sobre o terreno que receberá o Campo de Golfe dito Olímpico um atento leitor deste Urbe CaRioca solicita que se esclareça aos que acompanham o blog que (1) antes de o Golfe ser uma modalidade olímpica, a Prefeitura do Rio já havia se manifestado favoravelmente à implantação de um Campo para o esporte no mesmo local, e (2) havia emitido licenças.=&3=&

SEMANA 09/09/2013 a 13/09/2013 – O FIM DO VELÓDROMO, NOTÍCIAS DIVERSAS, GUARATIBA Parte 2

“…a lama levou outros olhares para Guaratiba. Foi quando O BRAINSTORM DO ALCAIDE resultou no anúncio da desapropriação para a construção de um bairro popular pela boca de ninguém menos do que o arcebispo do Rio. Há que tirar o chapéu”.

Trecho de GUARATIBA: RURAL, LAMA, E URBANA – Parte 2

Christophe Simon/AFP

Folha de São Paulo 20/11/2012


Publicações da semana que passou
e textos mais lidos.

Os posts imediatamente anteriores; o estranho caso do Velódromo do Rio tem mais um capítulo, pós-desmanche; notícias sobre Jardim Botânico, Paineiras, obras em Guaratiba e Jogos Olímpicos; e a Parte 2 do post sobre o Campus Fidei, no mesmo bairro de Guaratiba.

NOTA: Nos longos vídeos da ESPN é possível conhecer as imagens do Velódromo do Rio em processo de demolição, e seus restos. Ao blog interessa a parte 1. A parte 2 contém declarações sobre a impossibilidade de transportar e montar o que sobrou do Velódromo, em Goiânia, e aspectos diversos relacionados à atividade do ciclismo. Autoridades discordam das declarações do Arquiteto do Velódromo.[...] Leia mais

GUARATIBA: RURAL, LAMA, E URBANA – Parte 2

O post =&0=&foi publicado neste blog em 02/08/2013 logo após o anúncio, pela Prefeitura, de que o local onde seria realizada a missa final da Jornada Mundial da Juventude – atingido durante alguns dias por chuvas implacáveis -, transformou-se em um enorme mar de lama, obrigando à transferência do evento para Copacabana. =&1=&

O MÊS NO URBE CARIOCA – AGOSTO 2013

Caros leitores, Dando sequência à publicação que começamos em julho passado, segue a lista dos textos de agosto/2013 com os respectivos links. Para facilitar a busca e leitura pelos que tiverem interesse, cria-se uma espécie de índice cujo formato ainda está em estudos. Os mais lidos foram COMPLEXO PAINEIRAS, O ELEFANTE SUBIU O MORRO, GUARATIBA: DE ZONA RURAL A LAMAÇAL – Parte 1=&3=&e METRÔ: O VAI E VEM DA ESTAÇÃO GÁVEA E A LINHA 4. Aos poucos faremos as listas dos meses anteriores.
URBE CARIOCA




·    COMPLEXO PAINEIRAS, O ELEFANTE SUBIU O MORRO ·    ZONA PORTUÁRIA SEM HABITAÇÃO + HOTÉIS = PACOTE OLÍMPICO 1 ·   

SEMANA 19/08/2013 a 23/08/2013 – HOTÉIS, DEMOLIÇÕES, ESTAÇÃO GÁVEA, E O METRÔ-TRIPA EM 2016[...] Leia mais

SEMANA 26/08/2013 a 30/08/2013 – REGIÃO DO PORTO SEM HABITAÇÃO, OS HOTÉIS, E OS MISTÉRIOS DO COMPLEXO PAINEIRAS

“Como a licitação ocorreu em 2011 e houve início de obras, escavações e desmatamento, provavelmente as autorizações foram concedidas – o que não impediria questionamentos: vide os casos citados da Marina da Glória e do famigerado Campo de Golfe, aprovados inexplicavelmente à revelia das normas”.

Trecho de COMPLEXO PAINEIRAS, O ELEFANTE SUBIU O MORRO

 

.. notícia de que um empreendimento de 20.496 metros quadrados será construído em pleno Parque Nacional da Tijuca (…) causa apreensão. (…) área tombada, de preservação ambiental. Mas os responsáveis garantem que a obra é necessária porque vai criar a estrutura para receber os dois milhões de visitantes anuais do Corcovado (…). O Instituto Chico Mendes (ICM-Bio), com aval do Iphan, permitiu, em julho, a construção do complexo turístico Paineiras, no lugar do tradicional Hotel Paineiras (…) abandonado. As obras, sob comando do Consórcio Paineiras-Corcovado, vencedor da licitação com validade de 20 anos, foram orçadas em R$ 63,5 milhões. Começaram este mês e devem terminar em 2015.
Trecho de notícia publicada no jornal O Globo em 20/08/2013. Não há menção à aprovação pela Prefeitura, a quem competem as decisões sobre o uso do solo no município.
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COMPLEXO PAINEIRAS, O ELEFANTE SUBIU O MORRO

Bem no meio da imagem, à frente do trem, o Hotel Paineiras na década de 1910. Disponível em: http://www.fotolog.com.br/tumminelli/8602242
Imagem: Blog Rio Cidade “Sportiva”
O “Elefante que estava a caminho da Marina da Glória*encontrou novo rumo morro acima, ou, melhor, vive acima: do Parque à beira-mar seguiu para o Parque Nacional da Tijuca, pulmão da Cidade do Rio de Janeiro, em direção à Estrada das Paineiras. Literalmente da savana à floresta. 
Mais uma vez procura lugar tombado e protegido pela legislação de Meio Ambiente, tal qual o caso da Área de Proteção Ambiental de Marapendi transformada em Campo de Golfe, e da citada Marina.




O Globo
Figuras de linguagem à parte, outra vez surge um Centro de Convenções, agora na mata e para 400 pessoas.  O projeto arquitetônico objeto de concurso nacional, pode ser conhecido neste link: com mais de 20.000 metros quadrados de área construída o chamado Complexo Gastronômico prevê 400 vagas de veículos. Em tese é uma estação de transbordo para turistas, com restaurantes.


Não se trata simplesmente de aproveitar o prédio abandonado e recuperá-lo mantendo volumetria, telhado e a estrutura metálica do pátio coberto que o caracterizam, mas, acima deste será construído novo corpo equivalente a cerca de três andares, além de anexos e estacionamentos. O estacionamento ao lado, subterrâneo, requer corte no terreno e desmatamento. Segundo o autor, “um corte, relativamente pequeno se comparados à importância do empreendimento e à escala monumental da natureza”.

Notíciasda época do Edital informavam que, além do complexo gastronômico, o concessionário poderia explorar um centro de visitação e eventos no prédio do antigo hotel. O projeto de arquitetura vencedor do concurso organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB mencionava a existência de hotel, ao que tudo indica não mais previsto. Quem sabe foi trocado pelo Centro de Convenções?
Na mídia não há informações sobre licenças de obras nem sobre o pronunciamento dos órgãos de Meio Ambiente e de Patrimônio Histórico do município, todos indispensáveis segundo a lei urbanística vigente.

Como a licitação ocorreu em 2011 e houve início de obras, escavações e desmatamento, provavelmente as autorizações foram concedidas – o que não impediria questionamentos: vide os casos citados da Marina da Glória e do famigerado Campo de Golfe, aprovados inexplicavelmente à revelia das normas.

Deve-se registrar que todos os projetos premiados são lindos. Todos. Podem ser conhecidos no Portal Vitruvius de Arquitetura e Urbanismo.  O projeto para a Marina da Glória também era muito bonito. Não é o que está em questão.

A estranheza se dá porque o local está incluído em Zona Especial 1 – ZE-1, área de reserva florestal, onde é permitido construir só dois andares. Como o prédio já tem três com altura de quatro, seria permitido apenas recuperá-lo, jamais acrescentar um “cocoruto” que quase dobra sua altura. Além disso, devido à idade da construção qualquer intervenção deve ser autorizada pelo Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural.
Mesmo a permissiva Lei 108/2010, aquela das benesses para hotel, dispôs que “No bairro do Alto da Boa Vista da VIII RA – Tijuca será permitido o uso de serviço de hospedagem do tipo pousada e resort, voltados para o ecoturismo, obedecidos os parâmetros  urbanísticos definidos pela legislação em vigor para o local.

Paineiras
O Globo, 26/08/2013


Segundo notícia publicada em 27/08/2013 durante o processo de aprovação pelo IPHAN houve divergências internas e “o andar que seria construído sobre o prédio do hotel e um dos pavimentos de garagem foram suprimidos”, embora as imagens do projeto indiquem três níveis a mais sobre o prédio do antigo hotel. O jornal também informou que “Para dar lugar ao futuro empreendimento, 232 árvores serão derrubadas. Muitas já foram ao chão. O consórcio, porém, comprometeu-se a replantar 336. O muro e o telhado do hotel já foram postos abaixo. Janelas e portas também foram retirados. Ontem, apesar do embargo, havia operários no local. Mas o gestor do consórcio, Luiz Fernando Barreto, garante que eles arrumavam materiais para evitar acidentes durante eventuais chuvas” (?).

Foto disponível em: http://www.fotolog.com.br/sorio/37797248
Imagem: Blog Rio Cidade “Sportiva”


Algo estranho há: “arrumar materiais” não é motivo para embargo pelo IPHAN… e paralisação de obras.


A recuperação do prédio de mais de cem anos – mesmo modificado – e do local são bem vindas, por óbvio. E organizar o estacionamento se não puder ser dispensado, também.





Do mesmo modo lucrar com os investimentos é inerente ao empreendedor. Porém, se os negócios que envolvem patrimônio público e áreas públicas não são lugar comum, mais especiais se tornam quando interferem em ícones do Rio de Janeiro: Floresta da Tijuca, paisagem, as Paineiras e a construção centenária inaugurada junto com o primeiro trecho da Estrada de Ferro Corcovado.


Nesses casos o equilíbrio da equação investimento x lucro é delicado. O retorno não pode ser alcançado a qualquer preço ou a dita parceria público-privada, concessão, permissão – seja qual for a figura jurídica adequada -, não deverá ser realizada, permanecendo os encargos de única responsabilidade do poder público. Mais uma vez a solução oferecida é “eu cuido desde que possa explorar, modificar, demolir, construir… etc.”, com o desequilíbrio que vimos no Maracanã, Parque do Flamengo, e agora, quer chegar à Floresta da Tijuca.


Que se recupere prédio e as Paineiras com respeito à legislação urbanística e de Meio Ambiente, e com a indispensável proteção ao nosso maior bem: a paisagem urbana do Rio de Janeiro. E que não se culpe os empresários ou a “ganância” empresarial. Esses farão apenas o que os gestores da cidade autorizarem.


Impor limites é dever inafastável do Poder Público. Não ultrapassá-los, também.


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DEMOLIÇÕES 3 – OS HOTÉIS E O PACOTE OLÍMPICO 1

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No lugar da “casa rosa”, será construído hotel com projeto sustentável
Marcelo Carnaval / Agência O Globo

O incentivo às indústrias da construção civil e hoteleira exacerbado nos últimos cinco anos, retratado em Rio + 20 LEIS URBANÍSTICAS, continua a dar frutos, ao menos para alguns segmentos: a Cidade do Rio de Janeiro é um canteiro de obras. Quanto ao o futuro do cidadão que sofre no transporte público e nas filas dos hospitais públicos todos os dias, só o futuro dirá.

     

O post RIO DE JANEIRO – HOTÉIS EM REFORMA, EM CONSTRUÇÃO, EM PROJETO OU EM ESTUDOS ainda é um dos mais acessados do blog, possivelmente pelo impacto que causa a lista enorme reproduzida dos estudos da professora Ana Luiza Nobre.

Na semana passada o jornal O Globo informou que as últimas casas da Avenida Atlântica darão lugar a hotéis de luxo. As demolições já começaram.

No Leme o Edifício Erlu, um prédio art-decó de oito andares, será substituído por um hotel de 60 apartamentos, como informou a coluna Gente Boa em fevereiro.

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SEMANA 29/07/2013 a 02/08/2013 – “BRAINSTORM”, MÊS DE JULHO, E O LAMAÇAL

=&0=& “O vergonhoso =&1=& ao menos guarda coerência com a história recente de atenção às áreas sujeitas à proteção – o que foi descartado no já mencionado caso do famigerado Campo de Golfe e no PEU Vargens”.

Internet

Publicações da semana que passou =&5=& =&6=&

O MÊS NO URBE CARIOCA – JULHO 2013

Caros leitores,
Pretendemos a divulgar a lista dos textos do mês nos primeiros dias de cada mês seguinte, com o intuito de facilitar a busca e leitura pelos que tiverem interesse, ao criar uma espécie de índice. Continuará a ser feito apenas se for útil. Segue a lista dos postsde julho/2013 com os respectivos links.

Entre os mais lidos estão:

O PAPA NA URBE CARIOCA,=&2=&O “BRAINSTORM” DO ALCAIDE e=&2=&=&5=&

DEMOLIÇÕES 2 – RENOVAÇÃO URBANA E A ‘CIDADE INFORMAL’

Problemas de cidade. Em Rio das Pedras já é possível ver várias construções com quatro pavimentos. E o canal está assoreado Custódio Coimbra / Custódio Coimbra
Legenda e foto: O Globo, 21/07/2013
=&0=&Em 19/07 o postDEMOLIÇÕES, O NOVO NO LUGAR DO EXISTENTE E O PATRIMÔNIO CULTURAL CARIOCA relacionou, entre outros aspectos, a renovação urbana e o adensamento populacional exacerbados pelos incentivos à construção civil. Dizia:

“As demolições de imóveis na cidade com vistas à renovação urbana são o melhor indicador do adensamento populacional efetivo a que determinados bairros da cidade estão sujeitos, considerando-se que, invariavelmente, as construções existentes são substituídas por outras de maior porte (…)” e “Não se aborda neste texto o caso da cidade informal, que cresce sem controle, nem os incentivos à ocupação de áreas vazias, como é o caso da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, região das Vargens e, em breve, Guaratiba”.

Coincidentemente, dois dias depois o jornal O Globo publicou matéria sobre o crescimento do número de imóveis na favela Rio das Pedras, de 69% em dez anos. Como no resto da cidade, além da expansão territorial, lá o adensamento também se dá pela ‘renovação urbana’, isto é, pela substituição de construções existentes por outras maiores, o que não é privilégio desse local: a favela da Rocinha teve um prédio com 11 andares… Do mesmo modo, nas áreas ocupadas irregularmente e incorporadas à urbe carioca, a construção de prédios habitacionais e comerciais – lojas, escritórios e até hotéis –, não mais corresponde à fabricação da casa feita pelas mãos de cada família para resolver a função primordial do morar. Sabidamente, a maioria das construções serve a negócios imobiliários. Sob a ótica estrita da construção civil há semelhanças entre o que ocorre nos bairros oficiais e aquelas áreas.

O PARQUE OLÍMPICO – BENESSES NAS ALTURAS



Nos primeiros as construções são aprovadas com base em leis urbanísticas que, invariavelmente, incentivam a renovação e a expansão da malha urbana construída. As Áreas de Proteção do Ambiente Cultural – APAC são uma exceção.
As normas legais pressupõem a existência de infraestrutura necessária para atender aos novos habitantes – transportes, saneamento, equipamentos urbanos públicos, etc. Na prática, a concessão de licenças de obras se dá mesmo que aquela condição fundamental inexista ou seja precária. É exemplo o adensamento dos bairros da Freguesia e vizinhança, tratado neste espaço em três artigos.
No segundo caso o processo construção/substituição acontece espontaneamente e à margem das normas, seja pela omissão deliberada dos gestores públicos ou, simplesmente, pela impossibilidade de fiscalizar tantos territórios gigantescos onde a dificuldade de acesso e problemas relacionados à falta de segurança o impedem. Informações da matéria citada confirmam o que se percebe há décadas: a expansão é contínua.

Cabe lembrar que várias favelas, agora chamadas comunidades, foram alçadas oficialmente à categoria de bairros e dispõem de regras de construção estabelecidas, muito embora não se tenha notícia sobre licenciamento, fiscalização e multas por obras irregulares. Para as metas de arrecadação traçadas pela Prefeitura certamente essas regiões também não estão no mapa. E nem poderiam, pois a presença do Estado é incipiente em todos os sentidos.
Ainda assim, em visão peculiar pode-se dizer que há paridade entre o que se convencionou chamar de “cidades formal e informal”: o empreendedorismo ligado ao espírito mercantil.


br.freepik.com

As iniciativas dos empresários do mercado imobiliário que atuam na primeira contam com índices urbanísticos especiais, leis que regulam obras ilegais como a ‘mais valia’ e, recentemente, a ‘mais valerá’ (!), perdão de dívidas, benefícios fiscais e até a vergonhosa doação de área pública para um Campo de Golfe!


Aos empreendedores da segunda ‘cidade’ falta o carimbo oficial.
A criação de leis urbanísticas perniciosas voltadas exclusivamente para a indústria da construção civil embute decisões que: carreiam recursos para Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, região dasVargens e Guaratiba; estimulam a construção de torres em estilo ‘Dubai’ na Zona Portuária (condenando-a a continuar sem moradia, enquanto o Elevado da Perimetral será demolido e o Metrô foi descartado); e concedem isenções fiscais para a indústria hoteleira, entre outros exemplos, em detrimento das áreas pobres da Zona Norte e da Zona Oeste carentes de tudo.
Enquanto ambos os processos prosseguem consolidam-se e acentuam-se cada vez mais as diferenças territoriais na urbe carioca.

DEFESA DA RESERVA EM OUTROS TEMPOS: A APA MARAPENDI E O CAMPO DE GOLFE:

Internet
A imagem mostra três defensores da reserva que compreende a Área de Proteção Ambiental – APA Marapendi, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro… em outros tempos.

O primeiro deu o primeiro passo para a criação do Campo de Golfe, eliminando parte da Via 2 prevista no Plano Piloto de Lucio Costa. Virou deputado.[...] Leia mais

Artigo: DIVISÕES POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS DE UMA CIDADE – INCOERÊNCIAS E INCONSISTÊNCIAS, de Gisela Santana

Publicado originalmente no PORTAL VITRUVIUS, este é mais um importante artigo onde a arquiteta, autora do livro Marketing da ‘Sustentabilidade’ Habitacional, e coordenadora do ‘Movimento Comunitário Nosso Bairro Nosso Mundo’ em defesa da qualidade de vida de Jacarepaguá, questiona a delimitação da Área de Especial Interesse Ambiental criada em maio/2013 para o bairro da Freguesia, Região Administrativa de Jacarepaguá. Dois outros estudos de Gisela já foram divulgados neste blog. Foram eles:

Boa leitura!
Urbe CaRioca
=&2=& Incoerências e inconsistências =&3=& =&4=& =&4=& =&6=& =&4=& =&8=&

“PROCURA-SE”: QUARTEL DA PM, CAMPO DE GOLFE, TRÊS HOTÉIS, E O PARQUE DAS BENESSES

Internet


Alguns assuntos legislativo-urbano-cariocas que criaram polêmicas ou, apenas, foram apresentados como propostas redentoras, súbita – e naturalmente (?) – desapareceram do noticiário, este que é renovado todos os dias porque o mundo não para.


Dos temas lembrados no título acima, alguns também causaram manifestações da sociedade civil, bem antes dos R$ 0,20 que reacenderam as reivindicações da população por melhorias gerais nos serviços públicos em todo o país, entre outras questões. Vale recordar, uma a uma, pautas específicas importantes para a Cidade do Rio de Janeiro e para os cariocas que não devem ser esquecidas.



“PROCURA-SE”

1.    QUARTEL DA PM Ameaçados de virar pó, prédio e sítio com 200 anos de História poderão ser vendidos ao mercado imobiliário pelo governo estadual. “Procura-se” notícia sobre o processo de demolição nº 02/000969/2012 mencionado no post QUARTEL DA PM: HISTÓRICO, ABAIXO-ASSINADO E PEDIDO DE DEMOLIÇÃO;
Blog Roberto Anderson
2.    CAMPO DE GOLFE Afastado dos Jogos Olímpicos há um século, o esporte atravessa o Atlântico para reduzir a nossa APA Marapendi – reserva ambiental gestada há mais de meio século e regulamentada a partir dos anos 1990 -, e avançar sobre áreas públicas, com o beneplácito do Prefeito e de Vereadores. O postPACOTE OLÍMPICO 2: O CAMPO DE GOLFE E A APA MARAPENDI explica os antecedentes, complementados por CAMPO DE GOLFE, UM DECRETO DISCRETO“Procura-se” notícia sobre processos judiciais em curso, se houver; se os órgãos responsáveis pelo Meio Ambiente avalizaram a modificação da APA*; se o Ministério Público atuou no caso.
Internet, nov.2012


*Além do curioso Cavalo de Troia, a faixa levada por manifestantes intriga. Por que?



No conjunto de leis conhecido por Pacote Olímpico 1, emenda de então vereadora permitiu a transformação do prédio residencial – propriedade do clube que presidia -, para hotel, a seguir alugado ao grupo empresarial EBX. Com o Hotel Glória e o pretendido empreendimento comercial que seria construído no Parque do Flamengo/Marina da Glória, formaria o que chamamos ‘Triângulo da EBX-REX’. O IPHAN recuou de sua decisão e paralisou a análise do projeto, enquanto os problemas financeiros do grupo emergem a cada dia. “Procura-se”notícia sobre o futuro do prédio da Avenida Rui Barbosa, já vazio e esburacado; e sobre o Hotel Glória, também do grupo X. Cabe indagar se o perdão das dívidas de IPTU do clube e as isenções fiscais concedidas para hotéis ‘da Copa e dos Jogos Olímpicos’ serão canceladas.
APOIO: PREFEITURA, INSTITUTO DO PATRIMÔNIO, IPHAN,
ABIHRJ,  E VEREADORES. – Indicação sobre imagem Google Maps


Também beneficiado pelo Pacote 1, parece que, até agora, nada aconteceu. O relato sobre o caso está no post HOTEL NACIONAL E O PACOTE OLÍMPICO, de 11/09/2012. “Procura-se” notícia sobre o futuro do cilindro abandonado. Do mesmo modo cabe indagar se houve perdão de dívidas de IPTU e isenções fiscais concedidas pelo Pacote 1, e, neste caso, se serão canceladas.
 [...] Leia mais

SEMANA 03/06/2013 a 07/06/2013

De 03/06 a 07/06 ocorreu a XIX Semana do Meio Ambiente

PUC-Rio e Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente – PUC-Rio


“pude testemunhar com grande satisfação as ações concretas e efetivas que as instituições do Estado (Ministério Público Estadual e Defensoria Pública da União) e o meio acadêmico, através da PUC-Rio e, em especial, do NIMA-JUR, têm empreendido na defesa do Meio Ambiente em seu espectro mais amplo”. Trecho de MARINA DA GLÓRIA X IPHAN – HOJE, EM BRASÍLIA

www.literatus.edu.com.br


Publicações da semana que passou
e textos mais lidos.

Os posts imediatamente anteriores; o artigo de Gisela Santana sobre a Área de Especial Interesse Ambiental da Freguesia; no Dia Internacional do Meio Ambiente ocorreu a esperada reunião no IPHAN Nacional – Brasília sobre a Marina da Glória; e a professora Sonia Rabello relata o resultado dessa reunião. A CrôniCaRioca teve um tom diferente: demonstra o que une os socos do alcaide à política de urbanismo.
Boa leitura*.
Blog Urbe CaRioca


Segunda, 03/06/2013


Lancenet






Terça, 04/06/2013

Freguesia, Jacarepaguá
O Globo


Quarta, 05/06/2013


No Dia Internacional do Meio Ambiente






Quinta, 06/06/2013


Parque do Flamengo e Marina da Glória
Avaaz



Sexta, 07/06/2013

Os 10 posts mais lidos da semana
Para acessar copie o título na caixa de pesquisa acima.
Artigo – DIVISÕES POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS DE UMA CIDADE: VISÃO CARTESIANA OU ECOLÓGICO-SISTÊMICA? por Gisela Santana
RIO DE JANEIRO – HOTÉIS EM REFORMA, EM CONSTRUÇÃO, EM PROJETO OU EM ESTUDOS

MARINA DA GLÓRIA x IPHAN – HOJE, EM BRASÍLIA

OS SOCOS DO PREFEITO, ISTAMBUL, E A POLÍTICA URBANA

[...] Leia mais

OS SOCOS DO PREFEITO, ISTAMBUL, E A POLÍTICA URBANA


Muitos já escreveram sobre os socos que o prefeito desferiu no rapaz que interrompeu momentos de lazer do alcaide. Não cabe alongar o caso. O músico não tinha o direito de ofender e insultar o Chefe do Executivo, nem este de revidar as ofensas com socos. O primeiro reconheceu os insultos e o segundo desculpou-se com a população. Ponto final.


O que nos interessa é o motivo da discussão.


Conforme a imprensa, a indignação do ‘contribuinte’ deveu-se à política urbana praticada pela Prefeitura, que entende equivocada. Nota de esclarecimento divulgada pelo músico diz:


Nossa critica é contra um poder municipal que loteia NOSSA cidade, desapropria e expulsa os pobres, abrindo lugar para os ricos. Uma gestão de poucos, que vem promovendo, à revelia de muitos, uma violenta elitização do Rio de Janeiro – nitidamente vinculada à especulação imobiliária.
 Como não reagir a isso? São questões de NOSSA cidade, que afetam nossas vidas diariamente, e sobre as quais não conseguimos ser ouvidos. Estamos sendo aniquilados por um modelo de gestão autoritário e excludente. Impossível não se afetar. Impossível se calar, quando temos a chance de ser ouvidos”.

O jornal NYT, comentando o lamentável episódio, utiliza o termo ‘gentrification’: “[the constituent]…said he had directed his scorn at Mr. Paes because he believed that the mayor’s policies were benefiting a select group of real estate speculators and contributing to gentrification ahead of the 2014 World Cup and 2016 Summer Olympics…”. A notícia na íntegra pode ser lida neste link. =&1=&, uma tradução literal do inglês “gentrification” que não consta nos dicionários de português, a um conjunto de processos de transformação do espaço urbano  que, com ou sem intervenção governamental, busca o aburguesamento de áreas das grandes metrópoles que são tradicionalmente ocupadas pelos pobres, com a consequente expulsão dessas populações mais carentes, resultando na valorização imobiliária desses espaços’.
cristovao1.wordpress.com

Ou seja, o tema que provocou a reação do Prefeito foi a Política de Urbanismo. Nada sobre hospitais, escolas, desordem pública, transportes, o dia a dia da cidade… Muito embora todos esses tópicos enquadrem-se em ‘urbanismo’ -, o alvo do protesto foram as decisões que produzem efeitos a médio e longo prazos e que podem durar décadas ou séculos: transformações urbanas e o uso do solo!




Pouco tempo depois o noticiário internacional dá conta dos distúrbios na Turquia que crescem a cada dia – as manifestações contra o governo que se espalharam por várias cidades. Curiosa e infelizmente o estopim da revolta aconteceu em função da derrubada de árvores em uma praça vizinha a um parque público, em Istambul, para a construção de um shopping-center!  Por óbvio os motivos da revolta são mais abrangentes e envolvem aspectos político-culturais complexos. Mas, vieram à tona quando da agressão a um espaço público, propriedade do povo, de fato, para seu uso, gozo e fruição, destinatário final que é dos espaços públicos: a Praça Taksim, no Parque Gezi, no coração da cidade.

Impossível não nos lembrarmos da Praça N. S. da Paz e da construção de empreendimento comercial  no Parque do Flamengo proposta com o apoio governamental.

A quem interessar, relatos importantes estão em What is Happening in Istambul? e em O Véu, o Álcool e a Mini-saia, da jornalista Helena Celestino

Wikimedia



Voltando à urbe carioca, em 27/05/2013 arquitetos e urbanistas reuniram-se para o debate Uma cidade em transformação: intervenções urbanas no Rio de Janeiro.


Vale conhecer o resultado do encontro relatado no blog RioReal criado pela jornalista e escritora americana Julia Michaels: além de comentários gerais sobre as discussões, a autora exalta a qualidade do debate – em suas palavras ‘difícil haver uma troca tal como a desse encontro’ –  e lista as sete principais críticas apontadas sobre a política urbana que vem sendo adotada no município do Rio de Janeiro.


Os últimos acontecimentos demostram que movimentos pela gestão democrática da cidade que nasceram na década de 1980, e perderam força ao longo do tempo, estão de volta. A voz da sociedade civil – prevista nos Planos Diretores de 1992 e 2010, na Lei Orgânica do Município e no Estatuto da Cidade, tem se feito ouvir.

Exemplos estão nas manifestações contra a devastação da Praça Nossa Senhora da Paz em nome de uma decisão errada sobre as prioridades no traçado do Metrô; na corrente que se formou contra a demolição do prédio do antigo Museu do Índio  suspensa depois de ter sido autorizada pelo Prefeito; na luta para impedir a diminuição da Área de Preservação Marapendi e o uso de áreas públicas para a construção de um campo de golfe; nas ações judiciais e movimentos de associações de moradores decididos a garantir a proteção do Parque do Flamengo/Marina da Glóriaprevista em lei, e impedir a construção de um Centro de Convenções e Shopping-Center no parque público; no abraço ao prédio e na missa celebrada em intenção da preservação do Quartel General da PM que tem 200 anos de História; nas discussões sobre o Píer da Zona Portuária.


E, ainda, na organização de encontros institucionais e acadêmicos; e nos inúmeros abaixo-assinados que questionam decisões prejudiciais ao meio ambiente, ao patrimônio cultural e ao uso do solo.


[...] Leia mais

EXTRA! MARINA DA GLÓRIA x IPHAN: DEPOIMENTO DE SONIA RABELLO SOBRE A REUNIÃO ONTEM EM BRASÍLIA

A professora e jurista Sonia Rabello nos informa que o Conselho Consultivo do IPHAN Nacional decidiu não apreciar o projeto para construção de empreendimento comercial no Parque do Flamengo / Marina da Glória.
Tudo indica que os procedimentos invertidos, criticados por várias vezes neste espaço, tiveram o seu rumo corrigido. O blog Urbe CaRioca parabeniza a todos que participaram da luta pela preservação da área pública –  tombada e bem de uso comum do povo – que é o Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, e, em especial, à Associação de Usuários da Marina da Glória – ASSUMA, a Jorge Mendes Bernardo Mendes (Preservação Prédios Históricos Pmrj), às instituições que promoveram debates sobre o assunto, e aos que participaram do abaixo-assinado contrário ao projeto. =&2=& =&3=&
Avaaz
=&4=& =&5=&

Artigo – DIVISÕES POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS DE UMA CIDADE: VISÃO CARTESIANA OU ECOLÓGICO-SISTÊMICA? por Gisela Santana*

A arquiteta, autora do livro Marketing da “sustentabilidade” habitacional, e coordenadora do Movimento Comunitário Nosso Bairro Nosso Mundo em defesa da qualidade de vida de Jacarepaguá, apresenta reflexões sobre a recém-criada Área Especial de Interesse Ambiental no bairro da Freguesia, Região Administrativa de Jacarepaguá – Zona Oeste do Rio de Janeiro – e analisa a delimitação estabelecida pelo decreto diante de limites geográficos vizinhos que apresentam “qualidade paisagística e ecossistêmica” e que, no entanto, não foram abrangidos. Boa leitura! =&0=&=&1=&=&2=&  Fonte: Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, 17 de maio de 2013. =&3=& =&4=&=&5=& =&6=& A recente publicação do decreto Nº 37.158 que cria a Área Especial de Interesse Ambiental da Freguesia em Jacarepaguá no Diário Oficial do Rio de Janeiro nos faz refletir sobre a lógica das divisões político-administrativas das cidades e a integração dos diferentes sistemas urbanos.=&7=&

SEMANA 27/05/2013 a 31/05/2013 – MARINA, PÍER, VELÓDROMO, IPHAN

“…vale relembrar o que está no título deste post: os pareceres dos órgãos de patrimônio cultural podem sugerir índices construtivos iguais aos vigentes, ou menores. Maiores, jamais!”.

Trecho de MARINA DA GLÓRIA x IPHAN: ÍNDICES IGUAIS OU MENORES. MAIORES, JAMAIS!
Conselho de Arquitetura e Urbanismo
Publicações da semana que passou =&5=& =&6=&

Artigo: PATRIMÔNIO DO RIO: PROTEÇÃO E RETROCESSO*, Andréa Redondo

O artigo a seguir foi publicado no Jornal Folha de São Paulo em 21/03/2013. Apresenta um breve relato sobre as mudanças nas políticas de patrimônio cultural e de meio ambiente na cidade do Rio de Janeiro a partir dos anos 1980, e comenta três casos recentes e polêmicos que estão em foco: o prédio do antigo Museu do Índio – cuja demolição foi suspensa -, o Campo de Golfe que retira parte da Área e Proteção Ambiental Marapendi (Parque Ecológico), e o projeto para construir Centro de Convenções e Shopping no Parque do Flamengo.
Devido aos importantes esclarecimentos prestados pelo jornalista Elio Gaspari em matéria do jornal O Globo no último domingo, sobre nova análise do IPHAN que ocorrerá em breve, é oportuno divulgar as considerações relatadas há um mês, hoje ainda mais atuais. Outras análises sobre o caso da Marina neste blog têm os marcadores ‘Parque do Flamengo’ e ‘Marina da Glória’. O campeão de acessos foi MAIS MARINA: A PROPAGANDA QUE ENGANA. Boa leitura! Blog Urbe CaRioca




“O IAB-RJ comemora a escolha do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural da Humanidade na categoria Paisagem Cultural.

 A distinção, oficializada no último dia 1º de julho pela UNESCO, é inédita para uma cidade.

 O reconhecimento levou em conta a presença e protagonismo de dois projetos notáveis: o Aterro do Flamengo e o Calçadão de Copacabana” (Fonte: site do IAB-RJ).

Andréa Albuquerque G. Redondo

O processo contínuo de transformação das cidades, parte da dinâmica urbana, está cada vez mais rápido. Hoje o caso do Rio de Janeiro é excepcional: os eventos internacionais a caminho, que trouxeram recursos financeiros e desenvolvimento econômico, têm sido invocados para justificar leis urbanísticas de estímulo à expansão e renovação urbanas, algumas equivocadas. =&3=&

SEMANA 13/05/2013 a 17/05/2013

=&0=&“A sequência de informações traz várias estranhezas, em especial o fato de projeto de tal porte ter vindo a público dois anos após sua concepção, como se fosse independente da proposta de revitalização da Zona Portuária, responsabilidade da Prefeitura”. =&1=& =&2=&
O Globo


Publicações da semana que passou
e textos mais lidos.

Os posts imediatamente anteriores, o abaixo-assinado contra a demolição do Quartel da PM no Centro – com histórico e notícias sobre o processo administrativo que pede o “bota abaixo” –, o artigo da professora Sonia Rabello questiona, mais uma vez, a licença para o Gampo de Golfe que mutila a APA Marapendi, e o artigo de nossa autoria sobre a polêmica do Píer para transatlânticos que a Companhia Docas pretente construir na Zona Portuária.
Na CrôniCaRioca Elogildae Reclamilda conversam sobre a ideia de mudar os nomes das Estações do Metrô do Rio de Janeiro. Ideia de jerico, diga-se.
Boa leitura.
Blog Urbe CaRioca


Segunda, 13/05/2013




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