SOBRE A DRAGAGEM DAS LAGOAS DE JACAREPAGUÁ

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“— Entendemos que o TAC não tem validade porque o assunto é de competência da União, por se tratar de obra em zona costeira, o que afeta a balneabilidade das praias. E o que chama a atenção é que tanto o MPRJ como a SEA estavam cientes de que estávamos atuando. O MPF nunca esteve inerte — afirma Suiama.— É crime autorizar obras sem a licença devida. É inadmissível que se realize uma dragagem gigante, sob custo de R$ 600 milhões, sem a apresentação do estudo de impacto ambiental. Em tempos de Lava-Jato, não podemos autorizar qualquer obra dessa magnitude, ainda mais com empreiteiras envolvidas em escândalos recentes (as construtoras OAS, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez farão a dragagem).”

(…)

“— O MPRJ deveria zelar pelo ambiente, mas está compactuando com essa solução não estudada adequadamente, e que pode causar mais problemas futuros para o sistema lagunar. Não questionamos a dragagem, mas a forma que está sendo feita. Pelo discurso da audiência, parece que eles (a secretaria) vão começar o serviço e ficar monitorando, para saber o que acontece. Ou seja, não há nenhum planejamento prévio — explica Suiama, que lamenta a visão de parte da população de que o MPF estaria atrapalhando a limpeza das lagoas. — Desde 2000 propomos soluções. Nossa posição não é de que não pode, mas de que é preciso fazer direito.”


Trechos de notícia publicada no O Globo on line hoje.

Vitruvius


No último dia 3 publicamos o post LINDAS ÁGUAS POLUÍDAS NA URBE CARIOCA. Um dia depois O Globo publicava “Prefeitura quer fazer PPP para tratar esgoto em Jacarepaguá“.


O assunto continua em pauta, agora devido ao impasse entre o Governo Estadual e o Ministério Público Federal. Embora a notícia não seja conclusiva, depreende-se que a Secretaria de Estado do Ambiente pretende realizar a dragagem das lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, e que o MPF embargará a obra por falta de licenciamento ambiental.


Depois das sugestões de (1) criar uma ilha artificial com o material retirado, e (2) colocar os sedimentos justamente no terreno do Campo de Golfe dito olímpico, ambas não aceitas, consta que “o destino do material seriam cavas a serem escavadas nos fundos das próprias lagoas”.


Enquanto não se vislumbra uma solução, o esgoto continua a correr ininterruptamente em direção às nossas lindas águas, dejetos que, infelizmente dispensam licenças, ou não existiriam…


Enquanto o esgoto jorra e aguardamos os desdobramentos, repetimos o óbvio: nossas lindas águas poluídas precisam respirar. Para ficarem limpas não basta limpá-las, conforme mais uma vezprometido pelo governo estadual em relação à Baía de Guanabara. É preciso que o despejo de lixo e de esgoto cesse.


O RIO DE JANEIRO À BEIRA D’ÁGUA, artigo de nossa autoria publicado no siteThe Nature of Citiesserá republicado aqui em português na próxima semana.



Urbe CaRioca


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Artigo: PLANOS DE MANEJO PARA A APA E O PARQUE NATURAL MUNICIPAL DE MARAPENDI E A SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS, de Sonia Peixoto


CAMPO DE GOLFE – VÍDEOS: PROPAGANDA E REALIDADE


Sábado é dia de ir ao cinema.


A marca de relógios Omega lançou na TV internacional um filme-propaganda belíssimo em que anuncia a volta da modalidade Golfe aos Jogos Olímpicos depois de 112 anos de ausência, esporte, aliás, que esteve presente em apenas dois eventos olímpicos.

Sem diálogos, o vídeo só mostra imagens de uma tacada espetacular que faz a bola dar a volta ao mundo.

O mundo que assiste à viagem da bolinha não pode imaginar o desastre que a obra para construção do campo de golfe desnecessário (existem vários na cidade e arredores) representa para a cidade do Rio de Janeiro em termos de prejuízos urbanísticos a ambientais, sem entrar no mérito de questionamentos jurídicos e outros aspectos problemáticos, tais como mudanças de leis de zoneamento e de parâmetros construtivos, e a supressão de um parque ecológico e de uma avenida, por exemplo.

Em contraponto a essa propaganda e a outras falácias oficiais, selecionamos alguns vídeos postados no Youtube que formam conjunto curioso onde a realidadese contrapõe ao fantástico mundo da propaganda, do mesmo modo que o artigo de Jean Carlos Novaes – DESMASCARANDO O DOSSIÊ DAS FALÁCIAS  – contrapôs-se à tentativa de justificar a obra em reunião para a imprensa convocada pelo sr. Prefeito do Rio.

Como já foi comentado neste blog, o Golfe dito Olímpico tem muitas faces , algumas discretas.
Bom filme!

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CAMPO DE GOLFE: UM DOSSIÊ CARREGADO DE INVERDADES E A PALAVRA DO MOVIMENTO GOLFE PARA QUEM

Hoje, em visita ao às obras do injustificávelescandaloso Campo de Golfe dito Olímpico o prefeito do Rio foi recebido por manifestantes contrários à mutilação do Parque Municipal Ecológico Marapendi, entre outras decisões questionáveis da municipalidade – Executivo e Legislativo – adotadas para permitir a construção em local onde não era vedado por leis urbanísticas e ambientais vigentes há décadas.
Na ocasião o alcaide lançou um dossiê sobre o caso, segundo o site G1 “para tentar explicar as obras em curso da megaconstrução esportiva na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio”. =&3=&

Artigo: BOLA FORA DA PREFEITURA, de Renato Cinco


Desenho – Urbe CaRioca



O artigo sobre o inaceitável Campo de Golfe construído em reserva ambiental, no Rio de Janeiro, cidade prestes a completar 450 anos de fundação, reproduzido a seguir, foi publicado no jornal O Globo em 30/12/2014. O autor, vereador Renato Cinco, traça um bom panorama sobre o assunto.

Infelizmente o texto não menciona a supressão da Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, mais um aspecto urbanístico sério entre tantas decisões equivocadas, conforme analisado em várias postagens neste blog. O assunto, de fato, tem muitas faces!

Por outro lado, o site G1 de notícias divulgou a manifestação ocorrida no último sábado contra a falta d’água em diversos bairros da Zona Oeste  – relatada no post de ontem neste Urbe CaRioca – enquanto, segundo os manifestantes, milhares de litros são gastos diariamente para irrigar o terreno onde o campo de golfe, dito olímpico para os jogos 2016, está em construção, parte dele sobre área de reserva ambiental às margens da Lagoa de Marapendi. E, ontem, mais uma entrevista, com a falácia de sempre por parte da prefeitura, foi publicada no site Bloomberg.


Boa leitura.

Urbe CaRioca




Renato Cinco


Município atropela legislação para construir campo de golfe

Passada a Copa, a lógica dos megaeventos persiste na preparação para as Olimpíadas: atropelo e violação de parâmetros urbanísticos e ambientais em prejuízo da população. O local escolhido pela prefeitura para construir o Campo de Golfe Olímpico, às margens da Lagoa de Marapendi, na Barra, é um raro reduto de Mata Atlântica, de restingas e manguezais com espécies ameaçadas de extinção.
Com a proximidade dos Jogos, a prefeitura celebrou um acordo com Pasquale Mauro, transferindo a responsabilidade pela construção do campo. Em contrapartida, ele receberia o aumento do gabarito para construção de prédios na área.
As licenças ambientais foram concedidas em tramitação acelerada e anormal, mesmo com manifestações de técnicos da prefeitura contrárias ao projeto. Diante das ilegalidades detectadas no licenciamento e do avançar da devastação no local em função das obras, uma ação civil pública foi ajuizada.
Segundo o Ministério Público, o projeto “não atende aos objetivos de criação da Área de Proteção Ambiental, já que aniquila por completo todos os atributos ambientais e funções ecológicas daquele ecossistema”.
Recentemente, o juiz do caso afirmou que são justas as dúvidas sobre a legalidade do licenciamento e que a devastação ambiental causada pela obra olímpica é inegável, e ainda maior do que ele mesmo imaginava.
A prefeitura e a Fiori Empreendimentos (responsável pela construção) afirmam que a área já estava degradada. Contudo, tal fato não retira seus atributos ambientais. Segundo biólogos que visitaram o local, ela estava em processo de autorregeneração. Ademais, o próprio “proprietário” é apontado como responsável pelos danos ambientais anteriores.
Curiosamente, em vez de exigir a recuperação da área, o poder público optou por autorizar a implantação de um campo de golfe, atividade de luxo e bastante lucrativa ao “proprietário”, considerando a valorização da região e a contrapartida oferecida, com aumento do gabarito para construção de prédios residenciais.
A prefeitura alega ainda que o acordo significou grande economia aos cofres públicos, já que a construção ficará a cargo do setor privado. Mas o valor global das vantagens econômicas oferecidas a Pasquale Mauro constitui um montante até agora incalculável. Muito provavelmente este pode ser um dos campos de golfe mais caros da história.
Além disso, enquanto a prefeitura atropela a legislação para garantir a construção de um novo campo de golfe em uma reserva ambiental, comunidades inteiras, estabelecidas há dezenas de anos na própria região da Barra, sofrem com as tentativas de remoção sob a justificativa de proteção ambiental.
Essas são apenas algumas das razões que nos levaram a apresentar na Câmara Municipal do Rio um requerimento de CPI para investigar o processo de construção do chamado Campo de Golfe Olímpico. Esperamos, assim, que o Poder Legislativo cumpra sua função fiscalizadora, tão necessária no caso em questão.
Renato Cinco é vereador no Rio pelo PSOL
O Golfe dito “Olímpico” na Urbe CaRioca
Devastação da APA e Parque Municipal Ecológico Marapendi – Janeiro 2015

Foto: Divulgação movimento Golfe para Quem?


NOTA:
A quem interessar, repetimos o vídeo abaixo.

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GOLFE NA RESERVA AMBIENTAL – NOTÍCIAS MUNDO AFORA, e LUAU

O Golfe dito Olímpico na Urbe CaRioca
Devastação da APA e Parque Municipal Ecológico Marapendi – Janeiro 2015

Foto: Divulgação movimento Golfe para Quem?
O caso do Campo de Golfe construído na Área de Proteção Ambiental Marapendi  – que para tanto teve eliminada área de 450mil m² do Parque Municipal Ecológico Marapendi por decisão do Prefeito do Rio, atual presidente do Grupo C40, e vereadores de sua bancada, tem repercutido nacional e internacionalmente. Após o contundente artigo de Elena Hodges publicado no Rio on Watch, a réplica incontestável às afirmações da Empresa Olímpica, e várias reportagens internacionais em 2014, há um mês o movimento Ocupa Golfe tem dado maior visibilidade ao assunto.

Não obstante conflitos ocorridos com a Guarda Municipal, o grupo convida para um luau  hoje à noite, às 20h, em frente ao terreno que foi desmatado para abrigar o campo de golfe dito olímpico.


Abaixo, links para algumas notícias recentes e a  nota de repúdio divulgada pelo movimento.


Obs: O assunto também foi mencionado em artigo de nossa autoria publicado no site The Nature of Cities.=&2=&=&3=& =&4=&

Luau da Resistência. Evento comemorativo a Rua é Nossa
Evento comemorativo A RUA É NOSSA. Celebrando o primeiro mês de instauração da zona autônoma temporária, Ocupa Golfe.
A Ocupação Permanece, neste sábado iremos precisar de muita gente para nos ajudar na resistência. Ocupar, Resistir, Lutar para Garantir!

Debate com:
– Advogado da Comissão de Direitos Humanos da OAB, André Barros;
– Cientista social da Universidade Nômade, Marcelo Castañeda.
– Ativistas Gregos com o documentário ‘Futuro Suspenso: o legado dos jogos Olimpicos de Atenas’;
– Ativista brasileira que milita no México, Adelaide Moura;
– Palestrante da área ambiental, a confirmar.

Atrações Musicais:
– Anarco Funk com a música ” A guarda toma, a guarda tira”.
– PH lima com o sucesso “O bandido (Eduardo Paes)”.

Documentário + Debate: ‘Futuro Suspenso: o legado dos jogos Olimpicos de Atenas’
– Sub-evento (https://www.facebook.com/events/353262611525690/)

Atrações culturais:
– Cine varal com o filme o Grande Ditador, de Charlie Chaplin, com Erica Rocha, Cineasta e Mídia Ativista da MIC.
– Exposição de fotos, com Katja Schilirò, fotógrafa profissional e Mídia Ativista
– Atividade teatral com Deo Luiz, do Ocupa Câmara.
– Arte do Coletivo Projetação.

‪#‎OcupaGolfeResiste‬ ‪#‎OcupaGolfeFica‬
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EXTRA! EXTRA! PÃO DE AÇÚCAR SERÁ DEMOLIDO!

CrôniCaRioca
Foto: Camila A. G. R.

A notícia: “A municipalidade acaba de anunciar mais uma decisão em prol da Cidade do Rio de Janeiro: o Pão de Açúcar será demolido. Para compensar tal perda fica proibido construir no Recreio dos Bandeirantes. Os terrenos vazios do Recreio dos Bandeirantes serão transformados em praças, beneficiando toda a população carioca. Os proprietários desses terrenos, com baixo aproveitamento e em área pouco valorizada, também serão compensados. Poderão usar o potencial construtivo (isto é, os metros quadrados que poderiam construir em seus terrenos QUE AGORA SERÃO PRAÇAS) em outros lugares na Barra da Tijuca, em Jacarepaguá e em outras ruas do Recreio, que, para tanto, terão seus gabaritos de altura aumentados, a ATE também aumentada, e a área livre exigida no lote, diminuída. Por exemplo, em vez de construírem predinhos, restaurantezinhos e casinhas-de-chá, usarão esse potencial para construir edifícios grandes, shoppings, hotéis, etc.”. =&2=& =&3=& =&4=&E o Pão de Açúcar? Onde ele está nessa história? 
Responde a Municipalidade: “O Pão de Açúcar tem problemas, as trilhas estão cheias de mato, o bondinho balança muito, o calor refletido na pedra aumenta a temperatura da cidade e, além de tudo, não há necessidade daquele mirante, o Rio de Janeiro tem muitos outros. Bem melhor do que aquela pedra sem-graça (não fará falta, a cidade tem muitas por aí!) será criada uma grande esplanada à beira-mar, em parte para construção de grandes edifícios de luxo com vista para a Baía de Guanabara, para o oceano e para Niterói. Na outra parte será construído um imenso campo para o mais um esporte popular que, após 80 anos, retornará aos Jogos Olímpicos 2028, evento internacional a ser mais uma vez realizado na Cidade Maravilhosa: o Pólo Equestre, ou Hockey com Cavalos”.
Guia da Semana

Indaga novamente o ouvinte: “O Rio de Janeiro tem Campo de Pólo no Itanhangá. O Pólo poderia ser disputado lá, e o Pão de Açúcar continuar onde está?”.



Esclarece a Municipalidade: “Não, o campo do Itanhangá não atende aos padrões olímpicos. O campo para o Esporte dos Príncipes, ôpa, quero dizer, esporte popular, será no lugar do Pão de Açúcar, eu já disse! E o Recreio ganhará muitas praças com enormes benefícios para a população. Se o Carlos Sampaio demoliu o Morro do Castelo, por que eu não posso pôr abaixo o Sugar Loaf?”.

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