A DESTRUIÇÃO ASSISTIDA DA ZONA NORTE, de Hugo Costa

Diante das orientações sobre o uso do solo contidas no Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro (Lei Complementar 111/2011) e de possíveis modificações nas leis urbanísticas vigentes conforme proposta da Prefeitura que tramita na Câmara de Vereadores (comentada em “Proposta de Código de Obras para o Rio – A Trilogia” e no artigo “Solo para quem usar“, de Eduardo Cotrim), as considerações do geógrafo Hugo Costa sobre as carências e o esvaziamento da Zona Norte carioca, classificada como Macrozona Incentivada, mostram a distância que existe entre intenções e ações governamentais, e a realidade encontrada nos bairros respectivos.[...] Leia mais

MORRO DO PASMADO – Prefeito insiste em construir monumento que ofende a paisagem carioca

É o que se depreende do envio da Mensagem nº 31 de 11/10/2017 à Câmara de Vereadores, que deu origem ao Projeto de Lei Complementar nº 39/2017.

Contra a falta de sensibilidade não há remédio. Indaga-se de que serve o Plano Diretor do Município do Rio de Janeiro, e o que diz o Conselho Municipal de Patrimônio Cultural.

Reiteramos que as vítimas de tal barbaridade merecem todas as homenagens. Entendemos, entretanto, que o local escolhido é inadequado.[...] Leia mais

FRIO NO RIO, de Claudia Madureira

=&0=&=&1=&=&2=& Claudia Madureira é arquiteta e apaixonada pelo Rio de Janeiro. 
Participou de vários trabalhos, na área de urbanismo, durante carreira profissional dedicada ao setor público municipal.

Em suas palavras “uma andarilha”, reflete sobre a cidade nesta crônica “urbano-carioca” repleta de poesia, alguma preocupação e, sempre, esperança, escrita dois dias antes do início do Inverno ao sul do Equador.

Urbe CaRioca
Céu rosado, final de um dia no Rio de Janeiro.
Foto: Claudia Madureira, maio/2015


FRIO NO RIO =&4=& Essa é uma noite daquelas em que cariocas usam seus casacos cheirando a naftalina e cachecóis e comem fondue. Sim para os cariocas, faz frio esta noite. Dezoito graus, nosso limite antes das botas e casacos pesados. Pois eu sinto a noite benfazeja e tento pensar em coisas amenas, ainda que as notícias só apontem as más. Tento sentir um frio raro em minhas costelas e me consolo. =&8=&

Artigo: PERDAS CULTURAIS NO RIO: CINE ODEON, CINE LEBLON, RUA DA CARIOCA …, de Sonia Rabello

Recentemente publicamos duas postagens sobre o fechamento, em breve, de um dos últimos cinemas de rua da cidade, que foram: CINEMA LEBLON, TOMARA QUE RESISTA e CINEMA LEBLON, NOVIDADES.

O artigo da jurista Sonia Rabello que reproduzimos abaixo, publicado em seu site no último dia 09 lança um novo olhar sob o assunto, analisa os possíveis motivos pelos quais “estes pontos culturais não se sustentem” e retoma a questão do Planejamento Urbano no Rio de Janeiro: lembra-nos de que o novo Plano Diretor eliminou o instrumento do Solo Criado previsto no plano de 1992 – ainda por ser implementado, todavia – e que “a cidade não tem qualquer previsão institucional que permita impedir a inevitável apropriação, pelos proprietários de imóveis, de todos os ganhos pela aplicação dos índices construtivos dados a eles, de graça, pela legislação”.=&0=&

O aspecto levantado pela autora foi mencionado neste Blog em julho/2012 na postagem RIO + 20 LEIS URBANÍSTICAS.

Boa leitura. =&1=& =&2=&
CINELÂNDIA
Internet
=&3=& =&3=& =&3=& =&6=& Sonia Rabello =&7=&

SEMANA 24/02/2014 a 28/02/2014 – CAMPO DE GOLFE NO JORNAL O GLOBO, MAIS SOBRE AS VARGENS, E O SUMIÇO DAS VIGAS

“As benesses urbanísticas que circundam o golfe olímpico apresentam sua pior face na prevalência do interesse particular sobre o público e no descaso com aspectos urbanísticos e ambientais relevantes para o Rio”.

Trecho de CAMPO DE GOLFE E APA MARAPENDI, DUAS OPINIÕES: do JORNAL O GLOBO e de ANDRÉA REDONDO


 

Página FB Golfe para Quem? 

Publicações da semana que passou e textos mais lidos
Os posts imediatamente anteriores; Campo de Golfe – ponto e contraponto no O Globo; mais um debate sobre o PEU Vargens; e, após o sensacional protesto de foliões de Recife contra os espigões na capital pernambucana, a marchinha vencedora do Carnaval carioca, um legítimo protesto irreverente-urbano-carioca.

NOTA: Outras fantasias/protesto – fotos publicadas no Jornal O Globo =&1=&

SEMANA 17/02/2014 a 21/02/2014 – GUARATIBA, MÊS DE JANEIRO, GOLFE X PLANO DIRETOR, E EMPATANDO TUA VISTA

Assim, além de mutilar a reserva ambiental e interromper uma rua importante prevista no sistema viário da Baixada de Jacarepaguá, desconsideraram o instrumento principal de planejamento e ordenação do território municipal, conforme previsto na Constituição da República.”.

Trecho de CAMPO DE GOLFE RASGA PLANO DIRETOR DO RIO

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GUARATIBA: RURAL, LAMA, E URBANA – Parte 2

O post =&0=&foi publicado neste blog em 02/08/2013 logo após o anúncio, pela Prefeitura, de que o local onde seria realizada a missa final da Jornada Mundial da Juventude – atingido durante alguns dias por chuvas implacáveis -, transformou-se em um enorme mar de lama, obrigando à transferência do evento para Copacabana. =&1=&

PACOTE OLÍMPICO 2 – O CAMPO DE GOLFE E APA MARAPENDI

Prejuízo Irreversível à Área de Proteção Ambiental do Parque Municipal Ecológico de Marapendi =&1=&=&2=& Para entender a questão do Campo de Golf destacada pela imprensa nos últimos dias é preciso conhecer o projeto da Via 2, atual Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso que, sob a ótica do desenho urbano da Barra da Tijuca, é emblemática.=&3=&. =&4=& =&1=&
Plano Piloto para a Baixada de Jacarepaguá – Lúcio Costa
Internet
Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso – a Via 2 – é uma das avenidas estruturais projetadas para a Baixada de Jacarepaguá: começa na beira do Canal de Marapendi, que liga as lagoas da Tijuca e Marapendi; segue a margem norte do canal e prossegue contornando a Lagoa até a Av. Djalma Ribeiro e faz curva à direita até Av. Alfredo B. da Silveira, antiga Via 9.

No desenho proposto com base no Plano Piloto de Lúcio Costa, além de integrar as avenidas principais do sistema viário previsto para a imensa região, a Via 2 teve uma função singular: foi projetada guardando-se uma distância da margem norte da Lagoa de Marapendi para separar o território classificado em 1976 como subzona A-19: área gigantesca e ‘verde’ que contorna a lagoa. Lá haveria construções esparsas e pequenas, restritas a restaurantes, bares, casas de chá e clubes, em terrenos amplos.

O traçado da avenida foi modificado há alguns anos para permitir a criação de um campo de golfe particular com vistas aos Jogos Olímpicos 2016.

Agora, novas modificações nas leis urbanísticas do Rio de Janeiro são anunciadas, outra vez sob alegada ‘necessidade’ frente aos grandes eventos que a cidade receberá, desculpa recorrente para as mais questionáveis decisões urbano-cariocas dos últimos anos, já tratadas aqui, por exemplo, em RIO + 20 Leis Urbanísticas.

Entre as alterações está a eliminação de uma área de reserva ambiental vizinha ao traçado da antiga Via 2.



A APA MARAPENDI 

Barra da Tijuca, Baixada de JacarepaguáLagoa de Marapendi, APA e Parque Marapendi
Custódio Coimbra – Internet

As primeiras propostas de proteção ambiental para a região são da década de 1930. A RESERVA BIOLÓGICA DE JACAREPAGUÁ, instituída em 1959, foi tombada pelo governo do antigo Estado da Guanabara em 1965. 

Leis posteriores mantiveram a tônica da preservação, inclusive a Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro, até à criação da ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO PARQUE ZOOBOTÂNICO DE MARAPENDI – APA MARAPENDI, em 1991, ratificada pelo Plano Diretor de 1992. Assim, existe uma área maior que é a APA do PARQUE e dentro do seu perímetro, o PARQUE ECOLÓGICO propriamente dito. Ou seja, a APA abrange o PARQUE e o envolve para protegê-lo mediante normas específicas.

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