HOTÉIS – BENESSES URBANÍSTICAS E TRIBUTÁRIAS SERÃO RENOVADAS


…a mesma Prefeitura praticamente autorizou a demolição do Hotel Glória.

Foto de leitor publicada na coluna Gente Boa do jornal O Globo em 20/11/2015
HOTÉIS “PRA OLIMPÍADA” – SEM SURPRESAS

Evidentemente a Prefeitura não poderia mandar demolir os hotéis e congêneres beneficiados pelas leis que ficaram conhecidas por PACOTE OLÍMPICO 1 caso as construções não obtivessem habite-se até 31/12/2015. Tampouco poderia cobrar todos os impostos e taxas que foram dispensados à custa do contribuinte e da cidade. Evidentemente existia o risco de que muitas dessas obras não ficassem prontas até dezembro de 2015, conforme exigido na bondosa lei.

Por isso não é surpresa que estejam na ordem do dia na Câmara de Vereadores um projeto de lei complementar e um projeto de lei que resolverão qualquer situação constrangedora porventura decorrente da aplicação da fria letra da lei aprovada especialmente para o setor imobiliário nos idos de 2010.

Cabe indagar o que será feito em relação ao Hotel Nacional, detentor, na ocasião, de privilégio especialíssimo, muito maior do que os previstos para os demais hotéis: na torre cilíndrica projetada por Oscar Niemeyer as obras mal começaram.[...] Leia mais

A GARAGEM POULA, de Luiz Eduardo Pinheiro


BEM TOMBADO MUNICIPAL – RIO DE JANEIRO
GARAGEM POULA – Imóvel Rua Gomes Freire, 306, 306-A e Rua do Senado, 57/59 Decreto nº 6.606 de 05/05/87 – DOM de 06/05/87

Rua Gomes Freire, Centro, Rio de Janeiro
Crédito: Luiz Eduardo Pinheiro
Era uma vez um imóvel tombado chamado GARAGEM POULA, situado na Avenida Gomes Freire.
Era uma elegante e antiga garagem de cocheiras que teimava em permanecer na cidade!

O processo de abandono do imóvel começou lá pelos anos 1990.[...] Leia mais

RIO COMPRIDO, O BAIRRO QUE AMAMOS! – PARTE 1, de Sheila Castello

CrôniCaRioca
“Rio Comprido, década de 50, cruzamento Rua do Bispo com Av. Paulo de Frontin.”
Foto reproduzida do Arquivo da Cidade, postada por Isis Claro em rede social.
Sheila Castello é historiadora e apaixonada pelo Rio Comprido, bairro onde morou durante vinte anos. Esse tempo dobra ao somarmos histórias e memórias de sua família que lá viveu durante quatro décadas!
Incansável na busca de melhorias para a região, neste artigo Sheila presta uma homenagem ao lugar outrora bucólico, sacrificado pela presença do Viaduto Engenheiro Freyssinet – o Elevado da Perimetral -, e aos muitos cariocas que igualmente participam de lutas diárias por mais qualidade urbana onde habitam.


Deoclécio Ferreira cuida,
 diariamente, das árvores que planta
na Praça Condessa Paulo de Frontin.
O texto, publicado originalmente em rede social no grupo Rio Comprido – Um Bairro de Presente, Passado e Futuro? é o depoimento de quem, nos anos 1970, brincava nas ruas quando estas ainda não eram perigosas, e vivenciou relações entre as diversas famílias, encontros determinados pelo “o grau de educação, respeito e dignidade”. Ao mesmo tempo é também uma homenagem aos que, entre várias reivindicações e ações em prol da comunidade, pedem a reabertura do Hospital Municipal Salles Neto.

As imagens mostram algumas das iniciativas importantes tomadas por moradores do Rio Comprido, no caso por Deoclécio Ferreira e Sandro Laureano.


Boa leitura.


Urbe CaRioca  


Sandro Laureano nasceu no Rio Comprido e é referência do bairro pelo qual também é apaixonado. Em dezembro organiza eventos para as crianças e se transforma no Papai Noel do Rio Comprido. Nesta foto, Sheila Castello e Sandro Laureano exibem o brasão da RA estampado no ‘banner’ que este mandou confeccionar. 



RIO COMPRIDO, O BAIRRO QUE AMAMOS! 

Parte 1


Sheila Castello

Ao homenagear o povo carioca, tomo como exemplo os moradores do bairro do Rio Comprido, população que já experimentou o luxo e o conforto, e hoje luta por sobrevivência, pela dignidade humana.

Pedro Nava dizia que os bairros tinham alma. O Rio Comprido manteve a sua, do típico malandro carioca. Eu afirmo: o berço do samba foi na boemia do Estácio, mas os sambistas dormiam em suas casas no Rio Comprido!

Cresci entre o morro e o asfalto. Naquela época, nos anos 1970, as únicas diferenças eram a conta bancária, a quantidade de degraus a vencer, e a temperatura do lugar.

Brincávamos todos juntos, estudávamos nas mesmas escolas públicas ou particulares, “tudo junto e misturado”, sem fronteira geográfica. O que determinava as relações das diversas famílias era o grau de educação, respeito e dignidade.

Tanto “lá embaixo”, quanto “lá em cima”, viviam trabalhadores: sapateiros, padeiros, professores, passadeira, sambista, joalheiro, advogado, taxista, médico, marceneiro, diarista, bombeiro, fotógrafo, empresário, pintor de rodapé e pintor artista, escritores, bancários, juízes, desembargadores…

Reencontrei a mesma natureza e a mesma alma nesse grupo, pessoas que se descobriram há 2 anos, a partir da luta para defender o Hospital Salles Netto e criaram o Rio Comprido – Um Bairro de Presente, Passado e Futuro?

São pessoas de poder aquisitivo variado, histórias de vida diferentes, profissões diferentes, que se encontraram e enfrentam toda a sorte de dificuldades, inclusive a delícia e a dor de trabalhar em conjunto: “aos trancos e barrancos” cresceram, criaram laços afetivos e se fortalecem nas batalhas que continuam a empreender.


ESSE É O RIO QUE EU AMO!


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TAMANHO É DOCUMENTO, de Sérgio Magalhães

=&0=& Por isso escolhemos reproduzir o artigo do arquiteto e professor Sérgio Magalhães, colunista do jornal O Globo, publicado ontem nesse jornal, por ser pleno de otimismo. O autor avalia que “entre as obras do prefeito (…) a derrubada do elevado da Perimetral seja a de maior potencial positivo para a cidade”. =&1=&

O MÊS NO URBE CARIOCA – OUTUBRO 2015

A destruição, com retro-escavadeira, em fim-de-semana chuvoso.
Foto: Marcus Alves, 26/10/2015
Em OUTUBRO a destruição do piso bicentenário “pé-de-moleque” encontrado na Rua da Constituição durante as obras para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos – VLT foi objeto de várias postagens, causando enorme espanto e indignação, entre essas o artigo VLT DO RIO ATROPELA A LEI E O PATRIMÔNIO CULTURAL DA CIDADE, de Sonia Rabello. =&0=&

PRAÇA XV e RUA DA CONSTITUIÇÃO – PÉS-DE-MOLEQUE x CONCRETO

Praça VX de NovembroFoto: Marconi Andrade, 14/11/2015

PÉS-DE-MOLEQUE AGORA NA PRAÇA XV foi postagem de 28/08/2015 neste blog, sobre achados arqueológicos naquele local que surgiram em função das obras de urbanização em andamento realizadas após a demolição do Elevado da Perimetral e ainda em curso. Divulgado logo após a descoberta de calçamento de pé-de-moleque na Rua da Constituição durante obras para implantação de sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – piso histórico destruído logo a seguir pelo governo municipal, infelizmente, na Praça XV, o destino foi o mesmo: voltar a ser coberto, antes por asfalto, agora por concreto.

Enquanto isso, em São João del Rei, após duas décadas, a Prefeitura deu início à retirada de asfalto que desde 1993 cobria o calçamento antigo de rua tombada, para cumprir determinação do Ministério Público Federal: aqui na Cidade Maravilhosa, onde tudo é “pra olimpíada, historiadores pediram a instalação da CPI do Patrimônio.


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ADEUS, CINEMA LEBLON!

Cinema Leblon. Sem letreiro. Sem filme.
Foto: Urbe CaRioca, 16/11/2015
O Cinema Leblon, como existe desde 1951, não haverá mais. A construção protegida pela primeira Área de Proteção do Patrimônio Cultural da Zona Zul do Rio de Janeiro, a APAC – Leblon, foi “destombada” pelo Prefeito do Rio, em ação oposta a uma das promessas de campanha: manter as APACs. Um grave precedente. =&0=&