
Nem sempre a legalidade basta para encerrar uma discussão de interesse público. A decisão da Prefeitura do Rio de Janeiro de investir mais de R$ 200 milhões na construção do Parque Terra Prometida, transformando um antigo espaço destinado à educação, à ciência e ao lazer em um complexo de caráter religioso, pode não contrariar a legislação. Ainda assim, suscita um debate que vai além do campo jurídico: qual deve ser o papel do Estado quando se trata de financiar e promover iniciativas vinculadas à religião? A questão envolve não apenas a destinação de recursos públicos, mas também os limites impostos pelo princípio da laicidade e as prioridades de uma administração que representa uma sociedade plural. É justamente nessa zona de tensão — entre o que a lei permite e o que se espera de um Estado laico — que o(Leia mais)









