UM RETRATO DA ZONA DA LEOPOLDINA NA GEOGRAFIA CARIOCA, de Hugo Costa

O geógrafo Hugo Costa já nos brindou com o artigo BRT TRANSCARIOCA, UM LEGADO PARA QUEM?, de enorme repercussão neste blog, com mais de 2000 visualizações em apenas 48 horas, e ainda o mais lido dos últimos 30 dias.

Em novo texto, o autor traça um panorama da Zona Norte da Cidade, região que precisa da atenção dos gestores públicos para além das falhas encontradas nos (des)caminhos do BRT.[...] Leia mais

O PASSEIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO E AS ÁGUAS DA ANTIGA LAGOA DO BOQUEIRÃO DA AJUDA

Passeio Público, 20/09/2016 – Foto: Marconi Andrade
Passeio Público, 20/09/2016 – Foto: Marconi Andrade
Na última terça-feira, dia 20/09/2016, o Passeio Público do Rio de Janeiro amanheceu alagado, após as chuvas fortes que ocorreram durante a madrugada anterior.  =&0=&

SOBRE A DRAGAGEM DAS LAGOAS DE JACAREPAGUÁ

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“— Entendemos que o TAC não tem validade porque o assunto é de competência da União, por se tratar de obra em zona costeira, o que afeta a balneabilidade das praias. E o que chama a atenção é que tanto o MPRJ como a SEA estavam cientes de que estávamos atuando. O MPF nunca esteve inerte — afirma Suiama.— É crime autorizar obras sem a licença devida. É inadmissível que se realize uma dragagem gigante, sob custo de R$ 600 milhões, sem a apresentação do estudo de impacto ambiental. Em tempos de Lava-Jato, não podemos autorizar qualquer obra dessa magnitude, ainda mais com empreiteiras envolvidas em escândalos recentes (as construtoras OAS, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez farão a dragagem).”

(…)

“— O MPRJ deveria zelar pelo ambiente, mas está compactuando com essa solução não estudada adequadamente, e que pode causar mais problemas futuros para o sistema lagunar. Não questionamos a dragagem, mas a forma que está sendo feita. Pelo discurso da audiência, parece que eles (a secretaria) vão começar o serviço e ficar monitorando, para saber o que acontece. Ou seja, não há nenhum planejamento prévio — explica Suiama, que lamenta a visão de parte da população de que o MPF estaria atrapalhando a limpeza das lagoas. — Desde 2000 propomos soluções. Nossa posição não é de que não pode, mas de que é preciso fazer direito.”


Trechos de notícia publicada no O Globo on line hoje.

Vitruvius


No último dia 3 publicamos o post LINDAS ÁGUAS POLUÍDAS NA URBE CARIOCA. Um dia depois O Globo publicava “Prefeitura quer fazer PPP para tratar esgoto em Jacarepaguá“.


O assunto continua em pauta, agora devido ao impasse entre o Governo Estadual e o Ministério Público Federal. Embora a notícia não seja conclusiva, depreende-se que a Secretaria de Estado do Ambiente pretende realizar a dragagem das lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, e que o MPF embargará a obra por falta de licenciamento ambiental.


Depois das sugestões de (1) criar uma ilha artificial com o material retirado, e (2) colocar os sedimentos justamente no terreno do Campo de Golfe dito olímpico, ambas não aceitas, consta que “o destino do material seriam cavas a serem escavadas nos fundos das próprias lagoas”.


Enquanto não se vislumbra uma solução, o esgoto continua a correr ininterruptamente em direção às nossas lindas águas, dejetos que, infelizmente dispensam licenças, ou não existiriam…


Enquanto o esgoto jorra e aguardamos os desdobramentos, repetimos o óbvio: nossas lindas águas poluídas precisam respirar. Para ficarem limpas não basta limpá-las, conforme mais uma vezprometido pelo governo estadual em relação à Baía de Guanabara. É preciso que o despejo de lixo e de esgoto cesse.


O RIO DE JANEIRO À BEIRA D’ÁGUA, artigo de nossa autoria publicado no siteThe Nature of Citiesserá republicado aqui em português na próxima semana.



Urbe CaRioca


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LINDAS ÁGUAS POLUÍDAS NA URBE CARIOCA


ATUALIZAÇÃO EM 14/05/2015 – O Globo publicou que “Prefeitura quer fazer PPP para tratar esgoto em Jacarepaguá“.




Em 08/05/2015 constatamos que o esgoto gorduroso navegava desde a Lagoinha, já sem oxigênio, pelo Canal das Taxas, em direção à Lagoa de Marapendi.


A situação precária das lagoas de Jacarepaguá, rios e córregos da Zona Oeste, não é surpresa para ninguém. É problema crônico.

Foto: Subprefeitura Barra da Tijuca

No caso da Lagoinha a Prefeitura tem feito limpeza – conforme divulgado pela imprensa – porém há quem entenda que a Companhia Estadual de Águas e Esgoto – CEDAE deveria ser multada. Afinal, a proliferação das plantas decorre do esgoto in natura despejado nas lagoas da Barra da Tijuca e Jacarepaguá que se reproduzem em função daquele ambiente modificado.
A limpeza anual outonal das gigogas é paga com o imposto do contribuinte. Ao não combater a causa do problema – e as despesas decorrentes – cresce tanto quanto o assoreamento as plantas que formam um tapete verde. Bonito, até. Pena que, tal como no ditado popular, “Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento”.

O Globo

Sem a prevenção cria-se um ciclo constante que lembra a eterna retirada de areia do canal do Jardim de Alah. 

Enquanto isso ‘performance’ do Secretário Estadual do Ambiente quer fazer crer que as águas da Baía de Guanabara estão limpas – segundo Lars Grael  é menosprezo à inteligência alheia -, os golfinhos na baía já são poucos além dos que estão no brasão da cidade, ao contrário do lixo que só aumenta.




O programa Cidades e Soluções desta semana – Canal GloboNews– mostra um pouco da realidade, muito mais real e dramática nas fotografias que são sistematicamente divulgadas nas redes sociais pelo biólogo Mário Moscatelli – e posteriormente pela grande imprensa.

Foto: Mário Moscatelli


Infelizmente a poluição das águas cariocas atinge muito além da Baía de Guanabara e as Lagoas da Barra da Tijuca. Também a Lagoa Rodrigo de Freitas sofre com o problema e, o campeonato mundial de surfe que seria realizado em São Conrado neste mês de maiofoi transferido para a Barra da Tijuca, devido à poluição do mar decorrente do despejo de dejetos no costão do Vidigal, problema insolúvel há décadas!
Nossas lindas águas poluídas precisam respirar.

Para ficarem limpas não basta limpá-las, conforme mais uma vez prometido pelo governo estadual em relação à baía. É preciso que o despejo de lixo e de esgoto cesse.

Obviamente.[...] Leia mais