Metrô: Linhas Cruzadas

Há algum tempo, este Urbe CaRioca não traz à tona novas questões relativas ao metrô do Rio, aquele que chamamos de “metrô tripa”. Em muitas ocasiões, nosso site repetiu à exaustão que o alardeado projeto da Linha 4 do Metrô – obra apresentada também como ‘legado olímpico’ – é, na verdade, a extensão da Linha 1 pelos bairros de Ipanema e Leblon até a Gávea.

Na verdade, a Linha 4 deveria ligar o Centro à Gávea via Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico e Gávea e, a partir da Estação Gávea, seguir em direção à Barra da Tijuca, conforme o traçado da Linha 4 verdadeira, o que teria trazido inúmeros benefícios para a mobilidade urbana da Cidade do Rio de Janeiro, compreendendo um legado real para os cariocas.[...] Leia mais

Alegados legados hoje são equívocos olímpicos

BRT, VLT e Zona Portuária: é necessário reverter

Notícias recentes sobre alguns dos equipamentos urbanos e projetos de urbanização alardeados como “legados olímpicos” são desalentadoras. Exemplos são ratificados pelas publicações recorrentes publicadas nas mídias:

“Passageiros do BRT protestam na estação Mato Alto por melhores condições no transporte”

“Sem repasse, BRT ameaça suspender serviço; Prefeitura diz que assume o transporte em caso de paralisação”[...] Leia mais

Trilhos novos, antigos trilhos

Mais uma vez, as obras para instalação do sistema VLT revelam a os trilhos dos seus antecessores, os bondes elétricos que circularam no Rio de Janeiro do final do Século XIX até meados da década de 1960: desta vez na Avenida Marechal Floriano, Centro, como pode ser visto nas fotografias abaixo, de Paulo Clarindo (v. tb. “Vendo o Rio, 2018 – o terreno da antiga Cia. Ferro-Carril Jardim Botânico” – 10.01.2018)[...] Leia mais

O MÊS NO URBE CARIOCA – JUNHO 2016

A Vila dos Atletas – ou Condomínio Ilha Pura, a Zona Portuária do Rio de Janeiro, os problemas sobre a Mobilidade Urbana, hotéis ditos “olímpicos”, Região das Vargens, e o Jardim Zoológico, foram alguns assuntos abordados pelo blog em JUNHO passado.
Além da Ilha Pura, que Nem é Ilha Nem é Pura, a entrevista de Atilio Flegner ao blog Metrô do Rio, aqui reproduzida, e o post sobre luminárias antigas no SAARA (Centro do Rio de Janeiro) estiveram entre os mais lidos no período, e continuam a ser visualizados, como mostra a lista dos mais populares nos últimos 30 dias, hoje, na coluna à direita do blog.

Boa leitura.


Urbe CaRioca

Autoria: Atilio Flegner
  

JUNHO 2016


O MÊS NO URBE CARIOCA – MAIO 2016

O mês de MAIO começou no blog justamente com um tema olímpico: o estranho caso do Velódromo e alguns comentários sobre os tão anunciados legados. Porque os haverá, sem dúvida. Infelizmente não todos os desejados nem vários prometidos. Hoje, porém, surgiu um legado espetacular! Rafaela Silva, moça de origem humilde que morou na Cidade de Deus, e hoje mora em Jacarepaguá, conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil, na modalidade Judô, prova de que com incentivo e determinação própria o esporte pode ser transformador. =&1=&, Patrimônio Cultural, projetos de lei complementar sobre benefícios para a construção de residências foram outros assuntos. O VLT que desprezou os pés-de-moleque já foi inaugurado. No Mês das Mães, ficamos =&4=&

A ZONA PORTUÁRIA E O BOULEVARD EXPRESSO: Comentários de Edison Musa, Roberto Anderson, e outros

A nova via expressa na Zona Portuária do Rio
Foto: O Globo – Márcia Foletto


A imagem publicada pelo jornal O Globo no último dia 21/06 suscitou vários comentários nas redes sociais, todos questionando a solução urbanística adotada que inspirou o título desta postagem.

Arquitetos, urbanistas e historiadores opinaram a partir da leitura, do ponto de vista urbanístico, desse espaço constituído pela Avenida Rodrigues Alves, resgatado para o Rio de Janeiro após a demolição do Elevado da Perimetral, no escopo do chamado projeto de revitalização da Zona Portuária, e lamentam o resultado.

Talvez daqui a 40 anos outro prefeito mude tudo mais uma vez.

Urbe CaRioca

A ZONA PORTUÁRIA E O BOULEVARD EXPRESSO: COMENTÁRIOS

A PROPAGANDA E A REALIDADE


1. A foto da primeira página de O Globo de hoje, mostra, finalmente, o resultado catastrófico da substituição da via elevada da perimetral, por oito pistas muradas, onde os pedestres são excluídos, enviados para uma calçada unilateral.
Basta recordar as visões animadas iniciais do projeto, quando a frente do cais era transformada em um calmo Boulevard, onde passeavam alguns carros sobre um jardim gramado.
A realidade ficou bem diferente. Pior do que trocarmos seis por meia dúzia, fica a sensação de uma perda irreparável, pois, por mais que se queira valorizar o espaço criado junto à Praça Mauá,  o que é inegável, não há como fugir do corredor que foi criado junto ao Cais.
Pena. Fazer, para nós já é muito difícil, pelas dificuldades de recursos. Fazer mal é trágico. – Edison Musa

2. A Rodrigues Alves pela fotógrafa Marcia Foletto: uma via expressa, um prolongamento da Av. Brasil, uma via hostil ao pedestre. A demolição da Perimetral gerou a Orla Conde, que o prefeito gosta de chamar de Boulevard, e um trecho aproximadamente igual de via expressa, exemplo de solução ‘rodoviarista’ do século passado, com poluição sonora e tráfego intenso de alta velocidade. Nada mais enganoso para quem esperava a “revitalização” da Área Portuária! – Roberto Anderson

3. Poderia ser infinitamente melhor, mas não foi. Venderam gato por lebre. Sempre defendi a permanência da Perimetral como Line Park. Pelo menos havia a vista da Baía. Escrevi a respeito na época em que se discutia o projeto: “tudo leva a crer que será uma via expressa com um paredão de galpões escondendo o mar”. – Jane Santucci

4. Concisão e precisão. Enfim, um relato da exclusão do pedestre (sobre o comentário de Edison Musa). – Sonia Rabello

5. O projeto da Avenida Rodrigues Alves como nós viemos a conhecer, foi concebido pelos ingleses juntamente com o projeto do cais e armazéns do porto marítimo do Rio de Janeiro, em 1910. Com o explosivo crescimento urbano do Rio, e a pouca prática de planejamento urbano durante esses anos, as obras autoviárias tomaram conta da urbe. A alteração drástica do projeto original – publicado no livro “Cidades em Transformação” – foi para pior para a nossa cidade e compromete seu futuro desenvolvimento de forma sustentável. – Ephim Shluger

6. Melhor que a Perimetral é o que não é nenhuma vantagem, pois a Perimetral era horrível (para dizer o mínimo), mas, sem dúvida, houve propaganda enganosa uma vez que os projetos apresentados prometiam outra coisa. Lamentável! Governos no Brasil não cansam de desapontar… – Luiz Eurico Ferreira Filho

7. Um viaduto ao rés-do-chão. – Mauro Almada

8. Lamentável! O Projeto original não contava que o Porto do Rio ainda vivia, era ativo e estava em processo de revitalização. Esta via projetada ficava abaixo do nível dos prédios, previstas passarelas para o grande Parque. Quem sabe se daqui a 30 anos quando os contratos de arrendamentos dos armazéns findarem, e outra solução seja encontrada para o Porto, não se fará o verdadeiro “Porto Maravilha”!!!??? – Maria Ernestina Gonçalves da Cunha

9. A “abertura” para o mar também está restrita ao entorno da Praça Mauá. Tudo isso é um grande engodo e deveria ter sido submetido à aprovação, por meio do diálogo, da população. Muito $$$$$%%% e barulho por nada de efetivamente relevante e pertinente para a nossa qualidade de vida. – Marcus Alves





Avenida Rodrigues Alves, início do Século XX
Blog Um Postal por Dia

A Perimetral chegando. Foto: CP Doc JB
A Perimetral chegando. A Avenida Rodrigues Alves era arborizada no canteiro central e, pelo menos, em uma das laterais. Foto: JB

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LINHA 4 – BLOG METRÔ DO RIO ENTREVISTOU ATILIO FLEGNER

Desde que o blog Urbe CaRioca foi criado, repetimos à exaustão que o alardeado projeto da Linha 4 do Metrô – obra apresentada também como ‘legado olímpico’ – é, na verdade, a extensão da Linha 1 pelos bairros de Ipanema e Leblon até a Gávea. Na verdade, a Linha 4 deveria ligar o Centro à Gávea via Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico e Gávea, e, a partir da Estação Gávea, seguir em direção à Barra da Tijuca, conforme o traçado da Linha 4 verdadeira, o que teria trazido inúmeros benefícios para a mobilidade urbana da Cidade do Rio de Janeiro, compreendendo um legado real para os cariocas. =&0=&

ATRASO NA OBRA DA “LINHA 4” E BRT NO LUGAR DO METRÔ OLÍMPICO – UM FESTIVAL DE INCOMPETÊNCIAS, de Atilio Flegner.

Frase estampada no ônibus de 2 andares que operou 
em SP pela CMTC, hoje preservado no museu dos
 transportes públicos. Foto: Atilio Flegner

Segundo notícia publicada pelo O Globo on line em 20/0, na véspera o Prefeito do Rio pedira ao Comitê Olímpico Internacional – COI que considerasse um plano de contingência elaborado pelo Município – a criação de um corredor BRT provisório na Zona Sul da cidade – afirmando que existia um risco de as obras da hoje chamada Linha 4 do Metrô não serem concluídas a tempo para os Jogos Olímpicos (na verdade trata-se de prolongamento da Linha 1 pelos bairros de Ipanema e Leblon para unir-se à Linha 4 original no trecho Gávea-Barra da Tijuca, conforme explicado em diversas postagens neste blog).




No mesmo dia 20 o falante então Secretário Estadual de Transportes – hoje, dia 21, já demissionário – se contrapôs ao Prefeito ao dizer que a Linha 4 “funcionará durante os Jogos Olímpicos em agosto”. =&4=& =&1=&



Atílio Flegner comentou o assunto na página que administra – METRÔ QUE O RIO PRECISA – em artigo que reproduzimos a seguir. Esse sítio virtual e o Blog Metrô do Rio, de Miguel Gonzalez, são fontes reais de inúmeras informações e análises sobre os sistemas de transportes do Rio de Janeiro: Estado e Capital.


Nota: Outra notícia, também no dia 20/02, informa que a Prefeitura pretende dar prosseguimento à implantação do VLT em Botafogo: o trecho corresponde à Linha 4 original do Metrô, trocada pelo prolongamento da Linha 1 em Ipanema e no Leblon, como é de conhecimento geral! No mesmo tema sugerimos conhecer o artigo UM TRAÇADO CIRCULAR, de Hugo Repolho, publicado em 09/02/2016, também no jornal O Globo, texto no qual destaca a importância da ligação Gávea-Uruguai, sob o Maciço da Tijuca.
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