
Poucos espaços urbanos concentram tanta história, conflito e identidade quanto o Buraco do Lume, no centro do Rio. Não é apenas um vazio ou terreno em disputa. É um território simbólico onde se cruzam memória, planejamento, interesses econômicos e expressão política. A proposta de erguer um novo espigão reabre mais que um debate técnico. Expõe a pergunta central: que cidade se quer construir — e para quem. Entre a verticalização e a necessidade de espaços públicos de qualidade, o Buraco do Lume mostra a incoerência das políticas urbanas e patrimoniais nas últimas gestões municipais. Como aponta Cláudio Prado de Mello, em artigo publicado originalmente no Diário do Rio, o local já ultrapassou sua função física. Tornou-se uma ágora moderna, espaço de encontro, manifestação e disputa de narrativas. Com o tempo, deixou de ser um vazio urbano para virar palco de(Leia mais)









