O Hotel Glória foi-se. O Hotel Copacabana Palace, quase – nos anos 1980.

O caso e o ocaso do Hotel Glória em nome dos Jogos Olímpicos, de passado destruído, presente abandonado e futuro incerto, foi objeto de várias postagens neste espaço urbano-carioca. Para o Glória, quem sabe ainda reste uma fachada com o miolo refeito. História que muitos desconhecem é a que na década de 1980 seu irmão, o Hotel Copacabana Palace, por pouco não teve destino igual ou pior: dele nada restaria. É o que nos conta Maximiliano Zierer no artigo abaixo reproduzido. Cabe lembrar que, posteriormente houve nova tentativa de modificar o conjunto, quando seriam demolidos o Anexo e o Teatro, e mantido o prédio principal, projeto de outro famoso escritório de arquitetura, felizmente também sem êxito. Boa leitura.[...] Leia mais

Que o Ano Bom traga um Bom Ano!

Há um ano saudei os caros leitores com a crônica Que 2017 seja um Ano Bom! Comentei a expressão que usávamos para celebrar a passagem do ano e que não ouvia há décadas!

Curiosamente, hoje, o colunista Arthur Xexéo traz o mesmo tema no artigo que se despede de 2017 e dá boas vindas a 2018. Também relata as ‘simpatias’ que os familiares adotavam para trazer sorte durante o ano que se avizinhava. Nossa família também se reunia no Ano Bom, hábito que muda conforme os anos passam e surgem novos interesses, festas pagas e impessoais que fazem a alegria dos mais jovens quando em grupos de amigos. As reuniões retornam quando os jovens se tornam adultos e constroem novos núcleos familiares que se unem aos originais![...] Leia mais

Dois Artigos, Dois Pedros, e a Urbe Carioca

Como acontece todo final de ano, os veículos de imprensa convidam pessoas conhecidas para escrever sobre prognósticos para o ano a se iniciar, seja para o país em geral, ou sobre temas específicos.

No último domingo não foi diferente. O jornal O Globo publicou seis artigos, mensagens otimistas sobre 2018, com foco na Cidade do Rio de Janeiro.

Destacamos dois de maior interesse para este site urbano-carioca. Curiosamente, ambos autores são “Pedros”: Pedro Luís, o cantor, e Pedro da Luz, arquiteto e presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil.[...] Leia mais

Um Natal longe do meu Rio

CrôniCaRioca,  de Andréa Redondo, Natal/2017

Pela primeira vez nas minhas mais de seis décadas de vida, passo o Natal fora da minha cidade natal, o Rio de Janeiro. Circunstâncias me trouxeram a Londres para participar de um outro feliz evento natalino. Tal como em 2013, mais uma vez, meu presente de Natal chegou mais cedo!

Aqui, em vez de shorts, biquínis e vestidinhos leves, imperam casacos, cachecóis, gorros e botas. No frio do hemisfério norte Papai Noel deve sentir-se confortável, na roupa vermelha adornada com pele branca! No Rio, só com ar condicionado![...] Leia mais

No ar: Com a palavra, o CaRioca

Com a palavra, o CaRioca é o espaço, no site Urbe CaRioca, dedicado ao leitor, onde serão divulgados fatos relacionados ao dia-a-dia na cidade; comentários e informações de interesse geral sobre a prestação de serviços públicos ou a ausência destes; pedidos de providências por parte dos gestores públicos; ordem urbana; artigos sobre questões urbanas; observações sobre obras e o uso do solo; opiniões sobre leis urbanísticas existentes, em elaboração ou em aprovação na Câmara de Vereadores.[...] Leia mais

JOGOS OLÍMPICOS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO TERMINAM COM FESTA MARAVILHOSA!

“Hoje, véspera da abertura oficial para os Jogos da Rio 2016 o Urbe CaRioca não poderia deixar de registrar o desejo de que o maior evento esportivo internacional que ora se realiza em nossa querida cidade seja um completo e absoluto sucesso, desejo que sempre esteve presente desde que o Rio foi escolhido para sediar as Olimpíadas, independentemente de qualquer questionamento. Que os atletas brilhem e superem suas marcas e recordes espetaculares; Que o público, os turistas e demais visitantes se emocionem com as conquistas esportivas; Que as torcidas vibrem com alegria e entusiasmo e aplaudam os atletas e suas equipes, nas vitórias ou derrotas, demonstrando educação, civilidade e espírito esportivo, porque esse evento só deve ser compreendido como uma festa fraternal, no qual o adversário da manhã é o amigo do passeio pela cidade à tarde; Que a torcida brasileira com suas demonstrações alegres e calorosas nas vitórias, saiba demonstrar altivez nas eventuais derrotas de nossas equipes, aplaudindo a todos, como prova de sua reconhecida hospitalidade e bom humor”.

Trecho de OLIMPÍADAS RIO 2016 NO RIO DE JANEIRO, A URBE CARIOCA!– 04/08/2016

=&0=&

A ABERTURA DOS JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016 FOI LINDA

Gazeta Esportiva

É indiscutível. A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi linda. Irretocável.


Se um ou outro aspecto não agradou a um ou outro espectador, isto é normal. Se gosto não se discute, havia um pouco de tudo, para todos os gostos. Cores, ritmos, texturas, luzes, músicos e personagens variados, celebraram um Brasil que é variado, de raízes e tradições culturais tão diversas!

Sim, de quase tudo, um pouco.

Dos ritmos indígenas e africanos ao samba, à bossa nova, à MPB e ao funk.



[...] Leia mais

DUAS PAULISTAS, DUAS VISÕES SOBRE O RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro, pôr-do-sol visto do Arpoador, em Ipanema.
Foto: Camila AGR

Os dois artigos sobre a Cidade do Rio de Janeiro, reproduzidos abaixo, foram publicados na grande imprensa recentemente. Um se contrapôs ao outro.

Em A vida é muito curta para falar mal do Rio, de Mônica Montone, no último dia 13, no jornal O Globo, a escritora paulista, claramente apaixonada pela urbe carioca, realizou o sonho de sua vida, mora no Rio, e é só elogios à cidade, “mesmo quando algum sobressalto (como um assalto) me acontece”.
O artigo foi escrito em contraponto ao anterior A vida é muito curta para morar no Rio, de Mariliz Pereira Jorge, publicado em 30/06/2016, no jornal Folha de São Paulo. Em suas próprias palavras a autora “era a paulista mais carioca que meus amigos conheciam”, mas, “Depois do primeiro mês, a lua de mel com a cidade acabou e eu me perguntava: como as pessoas moram aqui?”. A partir daí o texto mostra um conjunto de mazelas que assolam o Rio de Janeiro, salvando-se apenas “Uma paisagem espetacular” que se completa na mesma frase com o aposto “recheada de problemas escandalosos”.
E você, caro leitor, como é a Cidade Maravilhosa na sua visão?


Urbe CaRioca



 =&6=&

ELOGILDA, RECLAMILDA, RIO EM DEZEMBRO

=&0=&=&1=&=&2=&
Internet
As amigas se encontraram no Centro, perto da Praça Mauá, “Oi, que saudade!”, dois beijinhos cariocas…
RECLAMILDA – Falta muito até a Praça, Elô! Dezembro no Rio, no Centro, que loucura, que calor! Será que a gente aguenta? A Rio Branco toda quebrada. Quer ver mesmo a reforma da Mauá, conhecer o tal museu novo?
ELOGILDA – Estamos quase chegando, Rê. Claro que aguentamos! O Rio está cada vez mais lindo, vale a pena! Nesta época é só animação, festas, presentes, Natal pertinho, água do mar igual ao Caribe, vi em fotos… E o calorzinho, que gostoso! Olha aqui, trouxe dois leques! Otimismo!
Crédito: Guto Costa

RECLAMILDA – Só você, Elô… No Metrô eu congelei, na rua o asfalto se derrete, 40 graus, vou ter pneumonia… Tá bem, tá bem, nada de falar sobre Linha 4, Linha 2, engarrafamento, poluição, gabaritos, inflação, pega-ladrão, corrupção, escolas ruins, hospital fechado, crise, dengue, zika… Faz de conta que está fresquinho, não estou com falta de ar! É Natal, né?


ELOGILDA – Agora eu gostei do papo alto astral. Mudando de assunto, já viu aquele filme lindo sobre o Rio, São Sebastião, a Construção de uma Cidade, vale a…


RECLAMILDA – Elô, olha, olha quem está ali! Pensei que ela estivesse fora do Brasil! Nossa amiga Ana Lisa! Ana Lisa!!! De volta ao Rio?

ANA LISA – Meninas que bom encontrar vocês! Vim só matar saudades, por uns dias… Quero aproveitar para conhecer a Praça Mauá reformada, os museus, dar uma volta no Centro. Depois, para o Galeão! Desta vez sem tiros na Linha Vermelha, espero! Pena que não tem Metrô até lá.

ELOGILDA – Barulho de fogos de artifício, por certo, querida.

RECLAMILDA – (suspiro) Nós também vamos ao museu que parece uma lacraia branca! Dizem que custou uma nota preta… Vamos juntas! Lisa, você que é “antenada”, conta o que acha sobre a situação do país, do Rio?

ELOGILDA – Deixa a Lisa, Rê! Ela veio passear. Além disso, a “situação” está muito boa! Que lacraia, implicante? O museu é lindo, parece que voa, voa para o futuro! Arquiteto renomado. Investimento em cultura é caro mesmo, ora!

ANA LISA – (para Elogilda) Não se preocupe, Elô, deixe a Rê à vontade! (para Reclamilda) Rê, vamos falar de Brasil outro dia? Quanto ao Rio… Bom, o Chacrinha não balança mais a pança, o Rio de Janeiro Continua Lindo, mas tem muito o que melhorar.



Tim Maia – Aquele Abraço – 1993 – Youtube


RECLAMILDA – Também acho! O que consertar primeiro?

ANA LISA – Hum…  Assistência Médica, Transporte, e Ensino Público de qualidade, faltam os três. Um sozinho não basta. A Segurança também vai mal.

ELOGILDA – Você está fora há tanto tempo, como sabe tudo isso?

Foto: Urbe CaRioca


ANA LISA – Elô, com internet a notícia chega na hora! Tem as redes sociais… Aqui comigo foi real, problemas logo nos primeiros dias. Sair do aeroporto já foi um drama! Engarrafamento, arrastão… Depois pra mostrar no peito minha paixão pelo Rio, comprei uma blusa com um “CARIOCA” bem grande, pus sandália de borracha, fui ver o mar… De repente um pivetão passou de bicicleta, arrancou meu cordão dourado, me empurrou, perdi o equilíbrio, caí no chão, ganhei três arranhões, uns roxos, o coração na boca… Perdi a bijuteria, a sandália e a blusa, mas, como diz o ditado, “Vão-se os anéis…” Ganhei a vida!


RECLAMILDA e ELOGILDA – Caramba, que susto!

ANA LISA – Um moço que trabalha por perto disse que o grandão está sempre por ali sozinho ou em grupo. Depois de ser ameaçado com revolver, por um deles, quando a turma chega fica logo de costas pra não ter que testemunhar!

RECLAMILDA – E o que você fez?


ANA LISA – Analisei a situação, comprei outra sandália, fiz um B.O. na delegacia, pelo menos entra para a estatística. Vi seis pastas com fotos… Alguns parecidos, mas, impossível identificar… Ele usava boné…

ELOGILDA – Você perdoou o coitado, tenho certeza, Ana Lisa. É a falta de oportunidade, injustiça social, no fundo são meninos ótimos. Quem sabe ele até já se arrependeu?

RECLAMILDA – (suspiro) Lisa, o Rio tem jeito?

ANA LISA – Queridas, ninguém vai diminuir o amor que tenho pela minha cidade. Comprei outra blusa, já fui passear na Lagoa, vi a Árvore de Natal refeita – menorzinha e bem simpática, não atrapalha a vista do Cristo – e hoje vim ao Centro com ela. Olha aqui, que linda, já posso tirar o casaco!

[...] Leia mais

O RIO DE JANEIRO À BEIRA D’ÀGUA, de Andréa Redondo (versão em português)

O texto abaixo integra um conjunto de quinze artigos a respeito de cidades e suas frentes d’água publicados no referido site no dia 06/01. Para acessar todos os textos clique AQUI.=&2=&

O MÊS NO URBE CARIOCA – FEVEREIRO 2015

Caros leitores,
Em FEVEREIROo Campo de Golfe dito olímpico continuou a repercutir aqui e no exterior. =&1=&  
Rio, 50 graus
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras – Marina da Glória, Parque do Flamengo. Foto: Valéria H. Goldfeld, 
09/01/2015

[...] Leia mais

NO ANIVERSÁRIO DO RIO DE JANEIRO, 450 GENTILEZAS!

CrônicaRioca
Internet

Amanhã, Domingo, dia 01/03/2015, o Rio de Janeiro completará 450 anos de sua fundação por Estácio de Sá, ‘entre os Morros Cara de Cão e Pão de Açúcar’, como aprendíamos no antigo curso Primário. A cidade que nos presenteia merece um presente! No século XVI, ao escolher o sítio, os portugueses brindaram de antemão gerações futuras de “cariocas” com as terras magníficas que abrigariam a cidade a ser chamada de Maravilhosa no século XX, o lugar que quase quatro séculos e meio depois receberia o título de Patrimônio da Humanidade na categoria Paisagem Urbana.
De fato, a exuberância da vegetação, as águas do mar, baía e lagoas, as praias, as montanhas de pedra ou cobertas de verde, e o céu azul dos dias claros formam um conjunto que até emociona!



Pensar em um presente para a cidade nos remete a memória ao “Profeta Gentileza”, figura singular e bondosa que habitou diariamente as sombras da antiga Avenida Perimetral na década de 1980 e iluminou a cor cinza dos pilares de concreto com frases de incentivo ao respeito e à solidariedade, pintadas à mão com letras de desenho único, das quais a mais conhecida é ‘Gentileza Gera Gentileza’.



Internet





Se a Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro já nos presenteou com a paisagem encantadora, as cores, e o clima sem extremos – os verões de 2014 e 2015 não contam! – cabe a nós retribuir com gentileza e respeito a ela para termos igual resposta.






Nessa imagem figurada o Rio nos tratará bem se for bem tratado. Na vida real, concreta e evidentemente, o Rio nada fará, pois não pode, embora a Natureza, às vezes, se rebele…

Na vida real os gestores públicos e nós, os moradores, somos os responsáveis pelo retorno, o produto final que recebemos e vivemos todos os dias: o desenho urbano, a paisagem, o perfil construído, as redes de transporte público e viárias, os equipamentos urbanos – de assistência médica, educação, cultura e outros –, os espaços livres e áreas de lazer, e o cuidado com o ambiente natural, para citar alguns aspectos, além dos comportamentais, é claro! Alguém já disse que “A cidade somos nós!”.

Voltando ao Profeta Gentileza e à metáfora, o Rio de Janeiro responderá a contento quando as perguntas, isto é, as escolhas e prioridades para seu desenvolvimento urbano e humano, forem adequadas.

Mas, uma folga às questões urbano-cariocas, fiquemos com as humanas, amanhã é dia de festejar!

Para “presentear” a aniversariante – nada além de nos presentearmos – o Urbe CaRiocadeseja aos cariocas e visitantes um Rio menos violento, menos desigual, e mais civilizado, o que será conseguido com educação, instrução, oportunidades, respeito mútuo e exemplos. E faz uma sugestão ao alcaide da Cidade Maravilhosa:



Amanhã, após todos cantarem “Parabéns a Você!” na Rua da Carioca, que o tradicional Bolo de Aniversário – com 450 metros de comprimento – seja distribuído aos convidados – a população – em pratinhos com talheres descartáveis, de preferência biodegradáveis, por um grupo de 150 garçons voluntários: um para cada 3,00m de bolo. Os felizes cariocas aguardarão a vez de saborear a iguaria sem pressa e organizadamente.



Depois de se deliciarem todos deixarão pratos e garfos nos contêineres da Comlurb que estarão disponíveis em número suficiente. Tudo acontecerá em ambiente alegre ao som de boas músicas que simbolizam a cidade – Samba do Avião, Valsa de uma Cidade, Ela é Carioca, Rio 40 Graus, Garota de Ipanema, Do Leme ao Pontal, Aquele Abraço, Cariocas, e Cidade Maravilhosa, por exemplo. Quem sabe, no início da festa, distribuir folhetos com as letras das músicas para quem quiser cantar?




Que a partir dos 450 anos a festa seja mais feliz, e a cidade mais gentil e humana a cada dia.



Feliz Aniversário, Rio de Janeiro!

Feliz Aniversário, cariocas!



Urbe CaRioca

Parque do Flamengo, Marina da Glória
Foto: Urbe CaRioca – 2006

[...] Leia mais