Associação de Moradores do Jardim Botânico contra a desordem no Parque Lage, de Vinícius Monte Custódio

Em 1957, o Parque Lage foi tombado pelo IPHAN e, em 1976, foi adquirido pela União mediante desapropriação. Pelo Dec. Federal s/n de 25/04/1991, a União autorizou a cessão de uso gratuito do bem ao Estado do Rio de Janeiro pelo prazo de dez anos, prazo prorrogado por sucessivos atos administrativos do Governo Federal, para ser utilizado como sede da Escola de Artes Visuais – EAV da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.[...] Leia mais

Meio Ambiente e Prefeitura – Notícias sobre o caso SMAC

Atualizado com vídeo da advogada e professora Sonia Rabello que opina sobre a legalidade do ato administrativo em questão.

Conforme explicado em RÉQUIEM PARA O VERDE CARIOCA, de Sonia Peixoto, e em MEIO AMBIENTE “SUB JUGADO”, de Canagé Vilhena, o Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro mudou novamente a estrutura administrativa dos órgãos municipais, rebaixando mais uma vez o que era a Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SMAC, criada como Secretaria Extraordinária em 1993 (Lei nº 1949 de 13/02/1993), pelo então Prefeito Cesar Maia, e regulamentada em 1994 como Secretaria Municipal permanente pela mesma gestão (Lei nº 2138 de 11/05/1994 e Decreto nº 13377/1994): hoje a SMAC passou a ser uma Coordenadoria dentro da nova Secretaria híbrida que uniu obras e meio ambiente.[...] Leia mais

RÉQUIEM PARA O VERDE CARIOCA, de Sonia Peixoto

A segunda mudança na estrutura administrativa da Prefeitura ocorreu há dois dias (v. MEIO AMBIENTE “SUB JUGADO”, de Canagé Vilhena). Após transformar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente em uma Subsecretaria da Secretaria de Obras (!) – no início da gestão – o Chefe do Executivo novamente diminui a posição hierárquica de setor importante que, acompanhando tendência mundial, conquistara maior relevância há 23 anos, às vésperas do Século XXI, quando criada a SMAC. A classificação, uma Coordenadoria inserida estranhamente no órgão responsável por obras públicas e conservação do asfalto, reascendeu a polêmica ocorrida no início de 2017. Nas redes sociais corre um abaixo-assinado que pede a reabilitação do setor conforme a relevância que lhe é pertinente. Cabe lembrar que o título que elevou o Rio de Janeiro, pela UNESCO, a Patrimônio Mundial na categoria Paisagem Urbana, deve-se exclusivamente pelo seu ambiente natural.[...] Leia mais

MEIO AMBIENTE “SUB JUGADO”, de Canagé Vilhena

O Prefeito Cesar Maia criou a Secretaria Municipal de Habitação – SMH e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SMAC, aproximadamente um ano após o início de sua primeira gestão, em 1993, dando destaque e prioridade a dois temas essenciais para a cidade do Rio de Janeiro. Antes de um ano de comando o Prefeito Marcelo Crivella eliminou as duas. Em artigo contundente o arquiteto Canage Vilhena discorre sobre mais um rebaixamento que sofreu o que era a SMAC, na hierarquia administrativa do município.[...] Leia mais

POLUIÇÃO, JACARÉS E O CAMPO DE GOLFE: O QUE OS UNE?

Resposta: o Urbanismo, o Meio Ambiente, os Jogos Olímpicos, e o Ministério Público. Explica-se.

Ontem publicamos CAMPO DE GOLFE DITO ‘OLÍMPICO’ – NOVA DISPUTA, em referência a um litígio sobre a propriedade do terreno noticiado pela grande imprensa. Cabe lembrar que as análises deste site sobre a construção do campo de golfe em área de reserva ambiental estão disponíveis para busca com os marcadores ‘Campo de Golfe’, ‘Gabaritos’, ‘Mercado Imobiliário’ e ‘Jogos Olímpicos’, entre outros: o foco esteve nas questões do uso do solo, do sistema viário, e do meio ambiente.[...] Leia mais

POLUIÇÃO NAS LAGOAS DO RIO DE JANEIRO – MÁRIO MOSCATELLI ACERTA NA MOSCA

Praia da Barra tem faixa de 7 km de poluição (cianobactérias) – Parte 01 – Vídeo – Biólogo Mario Moscatelli, 31/05/2017

O biólogo Mario Moscatelli é um incansável defensor da despoluição – e controle da poluição – das praias, lagoas e rios cariocas.

Em alguns períodos divulga diariamente vídeos que mostram rios escuros e manchas de sujeira imensas despejadas nas lagoas, lagoas recebendo dejetos de favelas e de condomínios de luxo, lixo sólido, lixo líquido, tudo carregado, em última análise, para o mar, ou para a Baía de Guanabara. Sejam na Zona Oeste (Lagoas da Tijuca, de Jacarepaguá e de Marapendi), na Zona Sul (Lagoa Rodrigo de Freitas, Enseada de Botafogo, Praia do Flamengo), no Centro (Enseada da Glória, Praça Mauá), e na Zona Norte (Rio Faria-Timbó, Canal do Cunha), as imagens são assustadores.[...] Leia mais

A QUESTÃO AMBIENTAL CARIOCA PÓS-OLÍMPICA, de Hugo Costa

Em novo artigo, o autor avalia a questão ambiental do Rio de Janeiro com foco na expectativa frustrada em relação ao chamado ‘legado olímpico’, e nas carências da Zona Norte da cidade nesse contexto, e lembra que a região foi a que maior número de votos garantiu ao novo prefeito.

Note-se os diversos links para os assuntos mencionados, que foram destaque na grande imprensa. Não deixe de conhecer a imagem no final do artigo.[...] Leia mais

O CAMPO DE GOLFE, DITO OLÍMPICO, NA TV ALEMÃ ZDF – VÍDEO

Área retirada do Parque Municipal Ecológico Marapendi, reserva ambiental integrante da Área de Proteção Ambiental Marapendi, para a construção de um Campo de Golfe: aproximadamente 450.000,00 m², ou, 45 ha. Nessa medida está incluída a parte de 58.000,00 m² doada ao antigo Estado da Guanabara, portanto área já tornada pública e pertencente ao Parque. o restante seria obrigação do empreendedor dos condomínios Riserva também passar para a Prefeitura como parte do processo de licenciamento para construir, obrigação esta que, junto com a de construir a Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, foi dispensada em mais uma benesse urbanística prejudicial à cidade com a qual proprietários do terreno e construtores foram agraciados, entre outros favores.

=&0=& está entre as publicações mais lidas deste blog urbano-carioca desde a sua criação, em abril/2012. =&1=&

O RIO DE JANEIRO À BEIRA D’ÀGUA, de Andréa Redondo (versão em português)

O texto abaixo integra um conjunto de quinze artigos a respeito de cidades e suas frentes d’água publicados no referido site no dia 06/01. Para acessar todos os textos clique AQUI.=&2=&

O ASSACU DE COPACABANA SALVO EM 2014 E A AUDITORIA

Em 2014 moradores se mobilizaram para salvar a árvore que havia sido declarada imune ao corte.
Deu resultado! Na imagem, o folder distribuído há quase um ano.
=&0=& A Urbe CaRioca tem um assacu famoso. Fica em Copacabana e quase morreu. Porém, o indivíduo arbóreo teve mais sorte do que as árvores da Freguesia, em Jacarepaguá, as da Marina da Glória, no Parque do Flamengo e as da Praça Nossa Senhora da Paz, estas centenárias, retiradas para dar lugar à Estação do Metrô da Linha 1, rebatizada de Linha 4 por conveniência e interesse dos gestores públicos, enquanto a Linha 4 virou Linha 5! =&1=&

EXTRA! EXTRA! PÃO DE AÇÚCAR SERÁ DEMOLIDO!

CrôniCaRioca
Foto: Camila A. G. R.

A notícia: “A municipalidade acaba de anunciar mais uma decisão em prol da Cidade do Rio de Janeiro: o Pão de Açúcar será demolido. Para compensar tal perda fica proibido construir no Recreio dos Bandeirantes. Os terrenos vazios do Recreio dos Bandeirantes serão transformados em praças, beneficiando toda a população carioca. Os proprietários desses terrenos, com baixo aproveitamento e em área pouco valorizada, também serão compensados. Poderão usar o potencial construtivo (isto é, os metros quadrados que poderiam construir em seus terrenos QUE AGORA SERÃO PRAÇAS) em outros lugares na Barra da Tijuca, em Jacarepaguá e em outras ruas do Recreio, que, para tanto, terão seus gabaritos de altura aumentados, a ATE também aumentada, e a área livre exigida no lote, diminuída. Por exemplo, em vez de construírem predinhos, restaurantezinhos e casinhas-de-chá, usarão esse potencial para construir edifícios grandes, shoppings, hotéis, etc.”. =&2=& =&3=& =&4=&E o Pão de Açúcar? Onde ele está nessa história? 
Responde a Municipalidade: “O Pão de Açúcar tem problemas, as trilhas estão cheias de mato, o bondinho balança muito, o calor refletido na pedra aumenta a temperatura da cidade e, além de tudo, não há necessidade daquele mirante, o Rio de Janeiro tem muitos outros. Bem melhor do que aquela pedra sem-graça (não fará falta, a cidade tem muitas por aí!) será criada uma grande esplanada à beira-mar, em parte para construção de grandes edifícios de luxo com vista para a Baía de Guanabara, para o oceano e para Niterói. Na outra parte será construído um imenso campo para o mais um esporte popular que, após 80 anos, retornará aos Jogos Olímpicos 2028, evento internacional a ser mais uma vez realizado na Cidade Maravilhosa: o Pólo Equestre, ou Hockey com Cavalos”.
Guia da Semana

Indaga novamente o ouvinte: “O Rio de Janeiro tem Campo de Pólo no Itanhangá. O Pólo poderia ser disputado lá, e o Pão de Açúcar continuar onde está?”.



Esclarece a Municipalidade: “Não, o campo do Itanhangá não atende aos padrões olímpicos. O campo para o Esporte dos Príncipes, ôpa, quero dizer, esporte popular, será no lugar do Pão de Açúcar, eu já disse! E o Recreio ganhará muitas praças com enormes benefícios para a população. Se o Carlos Sampaio demoliu o Morro do Castelo, por que eu não posso pôr abaixo o Sugar Loaf?”.

The End=&15=& =&16=&