Sempre eles: Gabaritos e potenciais construtivos voadores

A mais recente desfaçatez urbano-carioca. Entre outras barbaridades, a ideia de vender a Cidade do Samba para a construção de empreendimentos imobiliários. O local tem dimensões expressivas e construções especialmente realizadas para reunir os antigos barracões das Escolas de Samba em local adequado, tudo à custa de negociações e recursos públicos. Recursos esses que, mais uma vez, serão atirados ao lixo, conforme o Prefeito fez com o Autódromo do Rio. Haverá algum mérito na proposta? Algum, talvez. Chama a atenção o espaço destinado às ditas “áreas verdes” comparado ao que será entregue ao mercado imobiliário com bônus. Abaixo, a reportagem de Luiz Ernesto Magalhães publicada no jornal O Globo. Urbe CaRioca Projeto da prefeitura para entorno do Sambódromo prevê mergulhão, biblioteca e área verde no lugar de viaduto Com a Marquês de Sapucaí como protagonista, o Praça Onze Maravilha será(Leia mais)

Sobre os eventos no bairro da Glória

Há três dias, o Informe Gloriano publicou a nota abaixo, a respeito dos eventos públicos simultâneos realizados no bairro da Glória. As visões e o opiniões a respeito variam, conforme comentários na postagem original em redes sociais. Urbe CaRioca Nota Pública – Sr. Prefeito Eduardo Paes O Informe Gloriano manifesta profunda insatisfação com os eventos simultâneos autorizados para hoje e com a repetição constante desse cenário, que há meses transforma a Glória em um ambiente caótico, incompatível com a rotina de um bairro residencial. Desde sábado, atividades com som excessivo na região dos clubes náuticos já afetavam os moradores. Hoje, ainda de madrugada, por volta de 5h30, um trio-elétrico em volume extremo acordou todo o bairro e seguiu até cerca de 13h. Em sequência, um evento musical na Praça Paris manteve o ruído contínuo, enquanto a Praça Marechal Deodoro recebia(Leia mais)

Cobal Humaitá: Atenção! Novo round

Será que ele, o onipresente gabarito, ressurgirá? A considerar a lei em vias de ser sancionada, que permitirá a construção de edifícios nos estacionamentos de supermercados, não se divide. O Rio de Janeiro cada vez mais sufocado e inseguro, enquanto a autoridade-mor carioca se gaba de ser defensor do Meio Ambiente. É para inglês ver. Literalmente. Urbe CaRioca Moradores de Botafogo e do Humaitá se organizaram para impulsionar propostas para que o local não vire uma praça de alimentação gourmetizada Thayná Rodrigues – O Globo Link original Moradores de Botafogo e do Humaitá organizam um movimento para impulsionar a revitalização da Cobal do Humaitá sem que ela perca suas características históricas. Há o receio de o local virar um espigão ou de ser “gourmetizado”. Na primeira quinzena de outubro, o deputado federal Chico Alencar recebeu um ofício com pedido de(Leia mais)

Centro do Rio: O Bom e o Mau

Ou, o Bem e o Mal O debate sobre o futuro do Buraco do Lume, no Centro do Rio, ganhou força após o lançamento de uma campanha contra a construção de um condomínio no local. A proposta, duramente criticada por movimentos sociais e parlamentares, é vista como um risco para a preservação do espaço histórico e simbólico da cidade, que há décadas funciona como palco de manifestações políticas e culturais. A mobilização busca impedir que o interesse imobiliário se sobreponha ao direito coletivo de manter áreas públicas vivas e acessíveis à população. Não há qualquer justificativa plausível para transformar um espaço de referência em mais um empreendimento privado. O Lume  simboliza resistência, memória coletiva e vida pública em uma cidade que já sofre com a falta de áreas de encontro e expressão. Avançar com esse projeto seria uma afronta ao(Leia mais)

Buraco do Lume: da praça do povo ao espigão da especulação

O anúncio publicado no O Globo desta quarta-feira de que o “Buraco do Lume” — tradicionalmente parte da Praça Mário Lago, usada coletivamente ao longo de décadas — dará lugar ao maior residencial do programa Reviver Centro, com 720 apartamentos, confirma um movimento persistente de apropriação do espaço público em prol de interesses imobiliários. Esse terreno era de propriedade governamental na origem como toda a área resultante do desmonte do Morro do Castelo no início dos anos 1920. A análise dos projetos de urbanização para o local mostra que havia a intenção de deixá-lo livre unido a áreas vizinhas situadas entre o Largo da Carioca e a Praça XV de novembro, inclusive o trecho onde foi construído o Terminal-Garagem Menezes Cortes, lá previstos uma praça e garagem subterrânea. Com as mudanças ao longo de um século, o vai-e-vem entre proprietários,(Leia mais)

O novo estádio do Flamengo subiu no telhado

Segundo a coluna de Lauro Jardim, publicada no jornal O Globo, o clube considera a construção inviável. Urbe CaRioca O começo do fim do ‘novo estádio do Flamengo’ Por Lauro Jardim – O Globo Link original Está marcada para segunda-feira que vem uma reunião do conselho deliberativo do Flamengo para discutir a concessão do Maracanã, que atualmente o clube divide com o Fluminense. De acordo com alguns conselheiros, o encontro servirá também para a atual administração, comandada por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, detalhar o porquê não faria sentido econômico a construção de um novo estádio na região portuária do Rio de Janeiro, conforme o plano do ex-presidente Rodolfo Landim. Numa palavra, será uma reunião para mostrar que o novo estádio não é viável. Leia mais: Estádio do Flamengo é gol contra o Rio, de Liszt Vieira e Roberto Anderson(Leia mais)

O urbanismo “me engana que eu gosto”

Este blog urbano-carioca não acredita nas “boas intenções” do Eduardo Paes. Depois de destruir o que resta de Ipanema – bairro no qual a construção civil foi fomentada pelo Prefeito – o que pode ser classificado exatamente como especulação imobiliária, tal o aumento de gabaritos de altura, taxa de ocupação e Área Total de Edificação vigentes, permitir a transformação de hotéis (os antigos e os liberados “pra Plimpíada”) em prédios residenciais também com bônus, como crer no discurso sobre incentivar o turismo? Parece tentativa de reservar o terreno do Colégio São Paulo a algum outro interesse. Resta aguardar. Urbe CaRioca Prefeitura do Rio cerca o Arpoador com regras urbanísticas para conter avanço da especulação O município agora estabelece critérios próprios para o licenciamento de projetos na região e suspende por 180 dias a emissão de novas licenças para obras que(Leia mais)

Mirante do Pasmado, primo do Jardim de Alah

Tal como no caso do Jardim de Alah, a Justiça se arvora em urbanista, conhecedora das cidades, dos fenômenos urbanos e dos espaços que os induzem. Agora foi a vez do Mirante do Pasmado *, onde está plantado o Museu do Holocausto, panaceia para resolver a situação de abandono do local (sempre a mesma desculpa), que ironicamente, continua abandonado, o museu salvador fechado, à espera da própria salvação, com recursos públicos, quem sabe. Cancelem as faculdades de arquitetura e urbanismo, sociologia, geografia, história e  educação. Cancelem cursos de paisagismo, patrimônio cultural, ecologia. Descartem as preocupações com permeabilização do solo, poluição do ar, aquecimento global. O negócio é construir cada vez mais, expandir a malha urbana sem limites, para o lado e para o alto. Substituam-se todas as carreiras citadas pelo Direito, de onde sairão os magistrados oniscientes, donos da palavra(Leia mais)

Retrofit no Centro do Rio avança — mas a maioria dos imóveis mira aluguel por temporada

O Programa Reviver Centro foi objeto de várias análises neste blog. Divulgamos a notícia sobre a situação atual, publicada no jornal O Globo. A seguir, links para postagens anteriores. Urbe CaRioca Retrofit avança no Centro do Rio, mas boa parte dos imóveis é para temporada Região concentra 79% da área total de edifícios que estão sendo remodelados no Rio, de acordo com levantamento de consultoria Por Juliana Causin — O Globo Link original Criados para combater o esvaziamento da região central, os incentivos da Prefeitura do Rio para a reconversão de prédios comerciais em unidades de moradia têm concentrado no Centro 79% da área total de retrofits da cidade e levado ao mercado as novas unidades de prédios históricos reformulados. Ao todo, mais de 450 mil metros quadrados de imóveis antigos já passaram por esse tipo de intervenção na capital(Leia mais)

Rio, sempre à venda

Uma disputa urbana se desenrola na Barra da Tijuca, onde moradores de um condomínio de alto padrão conseguiram barrar, na Justiça, o leilão de um terreno da prefeitura avaliado em mais de R$ 21 milhões. O motivo da revolta? A possibilidade de o espaço ser destinado à construção de um templo religioso, contrariando a destinação legal prevista em lei. A decisão judicial, em caráter liminar, reflete um embate cada vez mais comum nas grandes cidades: o conflito entre interesses coletivos da vizinhança, legislação urbanística e o uso de terrenos públicos. O caso revela ainda como uma simples consulta da prefeitura pode mobilizar a sociedade e suspender procedimentos de alto impacto financeiro e político. Urbe CaRioca Moradores impedem que terreno da Barra da Tijuca vire templo religioso Terreno com lance mínimo de R$ 21 milhões, posto em leilão, fica na Barra(Leia mais)

Transparência sob pressão: Justiça cobra documentos da Prefeitura do Rio sobre decks irregulares na orla

A instalação de estruturas irregulares nas praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes voltou ao centro de uma disputa judicial. Desta vez, a Prefeitura do Rio de Janeiro foi intimada pela Justiça Federal a apresentar documentos que vêm sendo ignorados desde 2024, dificultando a atuação do Ministério Público Federal (MPF) na apuração de possíveis danos ambientais. O foco da controvérsia são os decks anexos a quiosques, que podem estar avançando ilegalmente sobre a faixa de areia e afetando a vegetação nativa. O texto abaixo foi publicado no portal do Ministério Público Federal Urbe CaRioca Prefeitura do Rio deverá apresentar ao MPF processos sobre instalação de decks na orla Ausência das informações impossibilita a análise necessária para a propositura de eventual ação voltada à reparação de danos ambientais Após ação de exibição de documentos ajuizada pelo Ministério Público(Leia mais)