GOLFE, O INJUSTIFICÁVEL, E PARQUE NELSON MANDELA, O ENGODO AMBIENTAL E URBANÍSTICO – ALGUMAS NOTÍCIAS

Após o ódio declarado pelo sr. Prefeito e comentado por Thomas Bach, presidente do COI, em sabatina com alunos universitários (Site G1, 25/02/2015) e neste blog em ÓDIO AO CAMPO DE GOLFE DOS JOGOS OLÍMPICOS, o silêncio impera. No entanto, o assunto continua a ter desdobramentos. Domingo haverá um bicicletaço; o “Ódio” e o Campo foram objeto de artigo com palavras fortes, autoria de Lucio de Castro (ESPN, 17/03/2015); o movimento Ocupa Golfe – que continua e deu cria, o Ocupa Marina da Glória – protocolou a segunda Representação por Improbidade Administrativa apresentada contra o Prefeito Eduardo Paes perante o MPRJ.
Quanto ao Parque Nelson Mandela, de fato, trata-se de um engodo. O assunto complexo pode ser conhecido em PACOTE OLÍMPICO 2 – APA MARAPENDI: O “PARQUE” E AS BENESSES URBANÍSTICAS. A fábula urbano-carioca EXTRA! EXTRA! PÃO DE AÇÚCAR SERÁ DEMOLIDO! ajuda a compreensão e explica que o “parque” nada compensa nem guarda relação com o que foi retirado do Parque Municipal Ecológico Marapendi.
  Abaixo, as notícias.
Urbe CaRioca



1 – Grande ‘Bicicletaço’ Ecológico
O Movimento Ocupa Golfe convida para o primeiro ‘Bicicletaço’ Ecológico pela Preservação da Reserva de Marapendi – este é o link na rede Facebook. Domingo, dia 22/03/2015, às 15.00h Local: Avenida das Américas nº 10001 =&7=& =&7=& =&9=&

METRÔ DO RIO – OBRA PARALISADA. INFORMAÇÃO EXTRA-OFICIAL.

Wikimedia
Leitores do Urbe CaRioca estiveram no canteiro de obras da Estação Gávea do Metrô do Rio de Janeiro e foram informados de que a execução está paralisada por falta de verba, que dos 500 operários contratados para o trabalho, 460 foram dispensados, e que 40 ficam ali apenas tomando das instalações e materiais.
Tomara que não seja verdade!
Linha 4 original e Corredor T5

Mas, vale recordar que em janeiro último membros do governo do Estado declararam que a estação Gávea seria construída com um nível com plataformas distintas (não mais com dois níveis, conforme anunciado antes) e que só seria inaugurada pronta em 2016, depois da realização dos Jogos Olímpicos, embora o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, e o subsecretário da Casa Civil, Rodrigo Vieira tenham confirmado:
… 

“que a Linha 4 começará a funcionar para o público em junho de 2016, fora dos horários de pico, entre Barra e Ipanema, com cinco estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. A operação do sistema com passageiros nos mesmos horários das linhas 1 e 2 começará em julho. Mas, nos primeiros meses, não haverá conexão direta com as Linhas 1 e 2. O usuário que estiver no Jardim Oceânico e quiser chegar ao Centro ou à Tijuca, por exemplo, terá que descer na estação General Osório e seguir viagem em outra composição que opera na Linha 1. No caso da Linha 2, a conexão com a Linha 4 passará a acontecer no futuro na Praça General Osório”[...] Leia mais

CLUBE FLAMENGO – UMA ARENA, UM NÓ DE TRÂNSITO, E UM BEM TOMBADO

Todescan Siciliano Soluções Integradas

ATUALIZAÇÃO EM 18/03/2015: Nota no Jornal O Globo (Coluna Ancelmo Gois) informa que o Clube construirá uma Arena para 40 mil pessoas.

URBE CARIOCA: O Clube e a Prefeitura poderão esclarecer qual é o projeto em andamento e aprovação na Secretaria de Urbanismo, no Conselho Municipal de Patrimônio Cultural, e no IPHAN. Há que pedir vistas ao processo de 1984!


SEGUNDA ATUALIZAÇÃO EM 18/03/2015: O Jornal O Globo noticiou que o Clube pretende erguer um estádio de médio porte, a princípio para 20 mil pessoas, na Gávea ou em outro lugar, que a iniciativa conta com o apoio do Governo Estadual, e que as estruturas podem ser provisórias. Ou não…

URBE CARIOCA: Nem 4 mil nem 40 mil. “A princípio” 20 mil (Mais de 20 mil, menos de 20 mil?). “Na Gávea ou em outro lugar” (Onde?). “Arquibancadas provisórias” ou não: Na cidade não faltam exemplos de construções provisórias que se tornaram permanentes. Possivelmente a nota divulgada no O Globo teve o objetivo de fazer governos estadual e municipal conhecerem a reação da sociedade. 


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Os dirigentes do Clube de Regatas do Flamengo – que fica na confluência entre os bairros Gávea, Leblon, Lagoa e Jardim Botânico – pretendem construir uma Arena Multiuso em parte do terreno cedido ao rubro-negro, na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Mário Ribeiro, ao que consta com patrocínio da rede de hambúrgueres e sorvetes McDonalds, notícia que circulou na imprensa no ano passado.



O Globo, 01/10/2014: “O Flamengo aguarda apenas a liberação do prefeito Eduardo Paes, que deve sair em breve, para iniciar a construção de uma arena multiuso na área onde até há pouco funcionava um posto de gasolina em sua sede social, na Lagoa, Zona Sul do Rio. (…) Bancada pelo MacDonald’s, a arena receberá não apenas jogos de basquete e vôlei, mas outros esportes olímpicos. O projeto já está pronto e aprovado pelo comando do clube, que encomendou uma animação com detalhes da localização da arena na sede da Gávea e como ela será”.

O blog Ninho da Nação informou ontem que o processo de construção está em fase final de análise pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, segundo o qual há apenas uma pendência: “A assessoria de imprensa do IPHAN entrou em contato com o blog e informou que espera apenas que seja encaminhado pelo Flamengo a planta referente ao recuo que a construção terá em relação à Rua Mário Ribeiro”.

Por outro lado, quando o dirigente de outro clube de futebol pediu ao Prefeito do Rio que impedisse a construção da Arena do Flamengo, este declarou-se favorável à obra para ajudar o clube. O Urbe CaRioca entende que mudar o uso do solo e índices urbanísticos não salva clubes, e ainda pode destruir a cidade, mas, isso é assunto para outro post!

vimeo.com

As informações disponíveis no blog referido causam várias estranhezas, a começar pelo número do processo enviado pela Prefeitura ao IPHAN, iniciado em 14/09/1984, isto é, há 30 anos! Não é um engano, como comprovam a imagem abaixo e o informado no parecer nº 491/2014/COTEC/IPHAN/RJ DE 16/12/2014. Além disso, o objeto do processo é Construção da Sede Social do Clube de Regatas do Flamengo, denominação inespecífica quanto a Estádio ou Arena.




Em setembro/2013 o site Geração Rubro Negra noticiou estudos para construção de arena para 25 mil a 30 mil pessoas, ideia que não agradou ao então governador Sérgio Cabral: “Ele já vetara outro projeto de estádio na Gávea para 30 mil, e voltou a se mostrar desfavorável”.  Em junho/2014, segundo o blog O Meu Mengão, a Construtora Odebrecht esperava “definir Arena do Flamengo até janeiro” de 2015, para 25 mil a 30 mil pessoas sem, no entanto, mencionar o local.

“Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos (…): Não estamos pedindo favor nenhum e ninguém para facilitar nada. Só queremos que os órgãos responsáveis resolvam os trâmites burocráticos e liberem a licença. Nosso projeto está todo financiado, com dinheiro 100% privado. Nenhum dinheiro estatal. Só dependemos da licença para começar a construção. Estamos a um ano e meio das Olimpíadas no Rio, temos um projeto pronto e o processo segue tramitando em órgãos públicos há um ano sem nenhuma solução. De lá para cá não tivemos nenhum avanço. Em qualquer lugar do mundo nós seríamos incentivados a construir um ginásio, menos aqui. O Flamengo tem o estacionamento dele, daqui a um ano vamos ter um metrô, não vejo mais porque não ser liberado. É um ginásio de 4 mil pessoas, não estamos falando de nada excepcional. Temos o Maracanãzinho e a Arena, mas que são inviáveis para os jogos do dia a dia”.

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Artigo: O NÓDULO ILEGAL NO PARQUE DO FLAMENGO: O PROJETO PARA A MARINA DA GLÓRIA, de Sonia Rabello


Parque do Flamengo, 1964, árvores recém-plantadas – Foto: Internet

A jurista, professora, ex-Procuradora Geral do Município do Rio de Janeiro, ex-Vereadora, e atual presidente da Federação das Associações de Moradores FAM-RIO, publicou o artigo reproduzido abaixo no site www.soniarabello.com.br em 26/02/2015, onde explica que o projeto “está sendo introduzido nesta importante área preservada da Cidade, sob o olhar compassivo e conivente das autoridades federal e municipais”.

Sobre o assunto publicamos recentemente neste blog Artigo – MARINA DA GLÓRIA: LICENÇA PARA MATAR ÁRVORES, de Canagé Vilhena e   MAIS LICENÇAS PARA MATAR ÁRVORES NA URBE CARIOCA(Ou, QUANTO VALE UMA ÁRVORE, QUANDO A CIDADE COMPLETA 450 ANOS?).

A polêmica sobre as novas construções que se pretende erguer naquela parte do Parque do Flamengo, modificando a ampliando significativamente o projeto original parece longe de terminar. Abaixo do artigo, imagens do projeto já divulgadas neste blog.

Boa leitura.

Urbe CaRioca

 
Parque do Flamengo, Marina da Glória – Árvore cortadas e preparação do terreno para ampliação e estacionamento
Foto: Antonio Guedes, dez. 2014

 


Sonia Rabello


“O Parque do Flamengo possui valor paisagístico singular, inestimável importância na paisagem e grande relevância cultural para a Cidade do Rio de Janeiro; desta forma não é acaso a quantidade de proteção que incide sobre a área. O Parque é tombado na esfera federal, é também tombado na esfera municipal por lei e possui decreto que protege seu paisagismo. Além disso, faz parte do sítio declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO como Paisagem Cultural Urbana. Sendo assim, qualquer projeto de intervenção dentro desta área tão importante deve ser analisado, debatido e esclarecido para que não corra o risco de causar algum dano a um patrimônio carioca deste porte.” (início da Conclusão feita por técnico da Prefeitura, discordando do projeto apresentado para a Marina da Glória em agosto de 2014).

Mais do que os danos específicos causados pelo novo projeto para esta área do Parque – o aumento excessivo de estacionamento de carros e de barcos, o aumento desproporcional da área comercial, as construções fora dos parâmetros do projeto original e o ilegal corte de quase trezentas árvoresdentro da Unidade de Conservação – é o conceito do referido projeto que agride as razões do seu tombamento.

 Por isso, ele é um nódulo que está sendo introduzido nesta importante área preservada da Cidade, sob o olhar compassivo e conivente das autoridades federal e municipais.
Vejamos, ainda que resumidamente:

1. O Parque, da qual a área da Marina da Glória é parte integrante desde o seu tombamento em 1965 e da qual não pode ser apartada senão por autorização legal e destombamento, foi concebido como um projeto de área de lazer totalmente pública e de baixo impacto, não comercial, educacional e de recreação aberta à população, especialmente às crianças. Foi neste sentido que o seu projeto – o projeto da concepção do Parque – foi tombado.

(…)






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RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO DE NOVO EM PAUTA


Antigas Cavalariças do Imperador, em São Cristóvão, próximo à Quinta da Vista,
terreno que receberia instalações do Exército e um Centro Hípico daquela instituição.
Projeto visando a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos pretendia criar ali um parque integrado à
Quinta e ao Jardim Zoológico. Agora, virá uma Rodoviária.

Fonte:
Reportagem jornal Extra em 2011

Alguns assuntos urbano-cariocas que causam polêmica desaparecem do noticiário, são esquecidos, e, de repente, ressurgem na pauta. É o caso da rodoviária que se pretende construir em São Cristóvão, no terreno vizinho à Quinta da Boa Vista – que abrigou as antigas cavalariças do Imperador e onde funcionava uma instalação do Exército.
Em 2013 a Prefeitura anunciou que faria uma rodoviária provisória naquele local: seria “necessária” devido à realização da Copa do Mundo em 2014. Após manifestações contrárias de urbanistas e outros profissionais, inclusive do presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, tudo indica que, instalada a discussão, o prefeito desistiu de instalar a estrutura. A Copa aconteceu e a construção provou-se desnecessária e sumiu da mídia.

Em meados de janeiro a notícia voltou em forma de decisão conforme a manchete “Integrada a estações de trem e metrô, nova rodoviária será construída em São Cristóvão – Terminal ficará em antiga instalação do Exército, perto da Quinta da Boa Vista e da estação intermodal do Maracanã” (O Globo 18/01/2015).
Em 08/12/2013 o post UMA RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO E UMA TEORIA: 50 ANDARES NO LUGAR DA ‘NOVO RIO’ teve grande repercussão. Em seguida publicamos RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO, MAIS OPINIÕES: PRESIDENTE DO IAB E EX-BLOG, duas visões importantes sobre o assunto. Voltando a 2015, em 29/01 reproduzimos Artigo: GRANDES OBRAS DE MOBILIDADE NO RIO SEM PLANEJAMENTO, de Sonia Rabello



Considerando a contribuição que o Instituto de Arquitetos do Brasil poderia fazer opinando e organizando debates sobre os muitos assuntos que dizem respeito à cidade, o seja, a todos nós, no início de fevereiro preparamos uma lista de sugestões para aquele importante instituto conhecer. Está no post SUGESTÃO AO IAB-RJ, TEMAS PARA DISCUSSÃO.

No dia 22 do mesmo mês artigo no site Defender opinou sobre a “

Construção de Rodoviária Interestadual às Margens da Quinta da Boa Vista, no Bairro Imperial de São Cristóvão[...] Leia mais

O MÊS NO URBE CARIOCA – DEZEMBRO 2014

Caros leitores,
Em DEZEMBROtivemos as últimas postagens sobre o incrível = não crível Desafio Ágora, da Prefeitura. A proposta do blog – PRESERVAR O PARQUE MUNICIPAL ECOLÓGICO MARAPENDI ÍNTEGRO, a mais comentada e a segunda mais votada entre 378 ideias de apresentadas pelos cariocas fez surgir o também incrível Monólogo do Prefeito, que foi destrinçado pelo blog. Portanto, o espantoso Campo de Golfe construído sobre a reserva ambiental, atingindo o parque, continuou na pauta, a BRAVA GENTE BRASILEIRA OCUPOU O GOLFE=&3=&e a Guarda Municipal atuou retirando os ocupantes algumas vezes. Mas, o grupo retornou e continua no local, já completados três meses desde o início.
Artigos de sobre a Marina da Glória, o Cinema Leblon e o BRT foram muito acessados. O trambolho na Lagoa Rodrigo de Freitas instalado em JUNHO continuou até DEZEMBRO para as festas de fim-de-ano a ainda está lá – MARÇO 2015! comprovando a tese do “provisório-permanente”. No Natal as reflexões durante a sensação térmica de quase 50 graus em RIO: CRÔNICA VIVA, AGONIA, E ÊXTASE*.
A quem interessar arquivar, os links para todos os textos sobre o Parque Municipal Ecológico Marapendi que teve parte eliminada para acomodar um campo de golfe desnecessário estão em GOLFE – MUITAS FACES, UMA SÓ MOEDA.=&6=&=&7=& =&8=& =&9=& =&10=& =&11=& SEMANA 22/12/2014 a 27/12/2014 – CRÔNICA VIVA CARIOCA, AGONIA, E ÊXTASE*=&13=& NATAL AO AR LIVRE, POR 45 HECTARES DO PARQUE MARAPENDI O MÊS NO URBE CARIOCA – OUTUBRO 2014=&16=& RIO: CRÔNICA VIVA, AGONIA, E ÊXTASE*=&18=& ÁGORA SEM VALOR, CAMPO OCUPADO, BRT, OBRAS NA MARINA DA GLÓRIA – SEMANA 15 a 20/12/2014=&16=& MARINA DA GLÓRIA, ÁRVORES AO CHÃO=&22=& MENSAGEM DO MOVIMENTO OCUPA GOLFE=&24=& Artigo – A QUE SERVE O BRT?, de Ex-Blog=&16=& BRAVA GENTE BRASILEIRA OCUPA GOLFE=&28=& MARAPENDI E ÁGORA – O ESPERADO, A VERSÃO OFICIAL, =&30=& =&31=&


SEMANA 24/11/2014 a 30/11/2014 – METRÔ 4 x 5, JUIZ x MPRJ, RELATÓRIO ÁGORA x MARAPENDI, MURIQUI x BONECOS, O GLOBO x RESERVA AMBIENTAL

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PARA REGISTRO – QUEM SE LEMBRA DO VELÓDROMO DO RIO?

VELÓDROMO DO RIO PARA OS JOGOS PAN-AMERICANOS 2007 e CENTRO DE TREINAMENTO
DE GINÁSTICA OLÍMPICA: DEMOLIDO
Globo on line

O Velódromo do Rio construído para os Jogos Pan-Americanos 2007 com dinheiro público. Projeto de arquiteto ‘expert’ no assunto, pista de madeira importada especialíssima, legado do Pan para treinamento de ciclistas e incentivo ao esporte conforme amplamente divulgado: equipamento de primeiro mundo. Usado assim foi, de fato, durante algum tempo. O centro da pista recebeu equipamentos de ponta onde treinavam atletas da ginástica olímpica, dando-se mais um uso importante ao espaço.
Para os Jogos Olímpicos, no entanto, inexplicavelmente, não serviu. Foi rejeitado, desmontado, demolido, colocada toda a culpa, pelos cartolas, nas duas pobres colunas que sustentavam a cara cobertura. Talvez por coincidência, o projeto do Parque Olímpico tenha previsto outra ocupação para aquele espaço pronto e em funcionamento. Ou tenha sido decisão prévia da gestão administrativa + COI, nunca se saberá.
O arquiteto espantou-se. Isso jamais aconteceria em seu país. As colunas problemáticas poderiam ser retiradas, fazendo-se uma adaptação na estrutura.
O Velódromo considerado imprestável foi oferecido pelo Prefeito do Rio para outras cidades e igualmente rejeitado. Transporte, adaptação, tudo custaria muita verba pública. Ficou sem paradeiro até que alguém o aceitou: o município de Pinhais, no Paraná.
Estava a história esquecida e eis que a imprensa informa: “Velódromo do Pan-2007 é remontado a custo mais alto” (Folha de São Paulo, 08/02/2015). Mais uma vez os recursos serão públicos, e nem ao menos a obra ficará pronta para treinamento de atletas olímpicos, conforme a mesma notícia nos alerta. Maracanã (bem cultural tombado, teve a cobertura original demolida com autorização do IPHAN), o caso do Engenhão (recém-aberto), Parque Olímpico, falsa Linha 4 do Metrô, Zona Portuária sem habitaçãoParque Ecológico mutilado, Marina da Glória outra vez ameaçada
Velódromo do Rio, construído com dinheiro público, para os
JOGOS PANAMERICANOS – 2007, já demolido.
Imagem: Internet


Os meandros e as decisões sobre escolhas e prioridades no trato das obras públicas – execução, demolição, paralisação, trajetos e modais de transportes e a polêmica construção de uma nova rodoviária em São Cristóvão – estão muito além do que pode compreender o cidadão comum.

Este é mais um capítulo do estranho caso do finado Velódromo do Rio.

A quem interessar para registro, publicamos sobre o assunto:


O ESTRANHO CASO DO VELÓDROMO DO RIO

O ESTRANHO CASO DO VELÓDROMO DO RIO – 2

 O NOVELÓDROMO CONTINUA: O ESTRANHO CASO DO VELÓDROMO DO RIO – 3,

DIVERSOS – 09/8/2012 – Saint Patrick’s, Velódromo, Bhering e Metrô[...] Leia mais

ÓDIO AO CAMPO DE GOLFE DOS JOGOS OLÍMPICOS

=&0=&Ou, “A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS”
Ou, “MAIS DEPRESSA SE PEGA UM MENTIROSO DO QUE UM COXO”

O urbanista Lucio Costa na charge de Aroeira.

Costa é o autor do Plano Piloto para a Baixada de Jacarepaguá, que entre muitas diretrizes que se tornaram lei, estabeleceu que as áreas mais a Oeste deveriam ter ocupação de baixa densidade, parte delas seria agrícola, definiu a localização do Autódromo, e desenhou algumas avenidas chamadas “Via Parque”, margeando as lagoas. No caso de Marapendi, a Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso separou as terras edificáveis da então Reserva Biológica de Jacarepaguá, que viria a se transformar no Parque Municipal Ecológico de Marapendi. Curiosa e tristemente, a atual gestão da cidade é a responsável pela perda do autódromo, o gigantesco aumento da densidade e ocupação das terras objeto do PEU Vargens, e pela construção do Campo de Golfe que eliminou parte da importante avenida e de área significativa do Parque Ecológico. Tudo “Pra Olimpíada”, sendo ou não verdade.





Não, não é o Urbe CaRioca que tem ódio ao Campo de Golfe.

As palavras do Prefeito do Rio e atual presidente do C40 Odeio ter feito esse campo de golfe. Por mim, não faria nunca estão na reportagem publicada pelo jornal O Globo em 24/02/2015, que correu pelas redes sociais e reproduzimos na página Urbe CaRioca do Facebook, com incredulidade. As mentiras surgem uma atrás da outra, a começar pelo fato de que o esporte não constava na proposta de candidatura do Rio de Janeiro a receber os Jogos Olímpicos. Foi o Rio que escolheu o Golfe! Isto é, a Prefeitura!


Internet
Seria possível rebater linha por linha, medida inútil, a se considerar os outros sofismas usados no vídeo que desconsiderou preservar a reserva ambiental de MARAPENDI durante o igualmente enganoso Desafio Ágora, contestados neste blog. Lamentamos ainda o linguajar usado por Sua Excelência, termos que não cabem na boca do representante maior da nossa cidade, jovem anciã de 450 anos de idade!


Talvez ainda retornemos às explicações sobre mais essa falácia. Por enquanto, vamos a um resumo das muitas notícias publicadas na mídia nacional e internacional sobre o escandaloso golfe dito olímpico, nos últimos dias, a maioria do jornal O Globo:


Em 24/02/2015 o Prefeito disse que odiava ter feito o Campo de Golfe, o que mais indignou do que surpreendeu a todos os que acompanham o assunto. No dia seguinte foi desmentido pelo Presidente do COI. O Deputado Marcelo Freixo expressou seu espanto na tribuna da Alerj. Ainda no dia 25 o COI elogiou o andamento da preparação para os JO, demostrou esperança em relação à despoluição da Baía de Guanabara (compromisso já descartado pelo Governador), e expressou preocupação em relação às obras do Velódromo, do Campo de Golfe, e do Centro de Hipismo. Mais cedo, com deselegância, o alcaide dissera que não haveria atrasos, porque “Aqui não tem Paulo Roberto” (!). Ainda assim, em 27/02 o mesmo jornal publicou que as empresas mencionadas na chamada ‘Operação Lava-Jato’ poderiam ter dificuldades na execução das obras (…), o que não preocupa o Diretor-Executivo do COI.

Sábado, dia 28, os manifestantes do movimento Golfe para Quem? estiveram em frente ao hotel onde o COI estava reunido e protestaram contra danos ambientais causados pelas obras.

Na nossa visão o COI não é responsável e as palavras dirigidas ao presidente da instituição, indevidas. Por maior que seja a influência daquela instituição, quem tem a prerrogativa de autorizar as obras são os gestores públicos.

Das notícias internacionais destacamos Rio 2016: Occupy takes swing at Olympic golf course Alvo de inquérito e saia-justa, campo de golfe é ponto sensível da Olimpíada, na segunda causando igualmente espanto as declarações omissas do representante da Empresa Olímpica, assunto para outra postagem.

Não, o Urbe CaRioca não odeia o Campo de Golfe. Nem o prefeito, por óbvio. A nós e muitos cariocas – natos ou de coração – o caso provoca indignação, decepção e descrédito. Há quem classifique o caso como “uma tacada torta do Prefeito”. Discordamos. A tacada foi precisa, calculada. Todos os envolvidos no processo decisório sabiam exatamente no que queriam acertar: dar viabilidade a um gigantesco empreendimento imobiliário, travestido de um imprescindível campo de golfe.

Abaixo, a passagem do tempo e os linkspara as notícias.

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NO ANIVERSÁRIO DO RIO DE JANEIRO, 450 GENTILEZAS!

CrônicaRioca
Internet

Amanhã, Domingo, dia 01/03/2015, o Rio de Janeiro completará 450 anos de sua fundação por Estácio de Sá, ‘entre os Morros Cara de Cão e Pão de Açúcar’, como aprendíamos no antigo curso Primário. A cidade que nos presenteia merece um presente! No século XVI, ao escolher o sítio, os portugueses brindaram de antemão gerações futuras de “cariocas” com as terras magníficas que abrigariam a cidade a ser chamada de Maravilhosa no século XX, o lugar que quase quatro séculos e meio depois receberia o título de Patrimônio da Humanidade na categoria Paisagem Urbana.
De fato, a exuberância da vegetação, as águas do mar, baía e lagoas, as praias, as montanhas de pedra ou cobertas de verde, e o céu azul dos dias claros formam um conjunto que até emociona!



Pensar em um presente para a cidade nos remete a memória ao “Profeta Gentileza”, figura singular e bondosa que habitou diariamente as sombras da antiga Avenida Perimetral na década de 1980 e iluminou a cor cinza dos pilares de concreto com frases de incentivo ao respeito e à solidariedade, pintadas à mão com letras de desenho único, das quais a mais conhecida é ‘Gentileza Gera Gentileza’.



Internet





Se a Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro já nos presenteou com a paisagem encantadora, as cores, e o clima sem extremos – os verões de 2014 e 2015 não contam! – cabe a nós retribuir com gentileza e respeito a ela para termos igual resposta.






Nessa imagem figurada o Rio nos tratará bem se for bem tratado. Na vida real, concreta e evidentemente, o Rio nada fará, pois não pode, embora a Natureza, às vezes, se rebele…

Na vida real os gestores públicos e nós, os moradores, somos os responsáveis pelo retorno, o produto final que recebemos e vivemos todos os dias: o desenho urbano, a paisagem, o perfil construído, as redes de transporte público e viárias, os equipamentos urbanos – de assistência médica, educação, cultura e outros –, os espaços livres e áreas de lazer, e o cuidado com o ambiente natural, para citar alguns aspectos, além dos comportamentais, é claro! Alguém já disse que “A cidade somos nós!”.

Voltando ao Profeta Gentileza e à metáfora, o Rio de Janeiro responderá a contento quando as perguntas, isto é, as escolhas e prioridades para seu desenvolvimento urbano e humano, forem adequadas.

Mas, uma folga às questões urbano-cariocas, fiquemos com as humanas, amanhã é dia de festejar!

Para “presentear” a aniversariante – nada além de nos presentearmos – o Urbe CaRiocadeseja aos cariocas e visitantes um Rio menos violento, menos desigual, e mais civilizado, o que será conseguido com educação, instrução, oportunidades, respeito mútuo e exemplos. E faz uma sugestão ao alcaide da Cidade Maravilhosa:



Amanhã, após todos cantarem “Parabéns a Você!” na Rua da Carioca, que o tradicional Bolo de Aniversário – com 450 metros de comprimento – seja distribuído aos convidados – a população – em pratinhos com talheres descartáveis, de preferência biodegradáveis, por um grupo de 150 garçons voluntários: um para cada 3,00m de bolo. Os felizes cariocas aguardarão a vez de saborear a iguaria sem pressa e organizadamente.



Depois de se deliciarem todos deixarão pratos e garfos nos contêineres da Comlurb que estarão disponíveis em número suficiente. Tudo acontecerá em ambiente alegre ao som de boas músicas que simbolizam a cidade – Samba do Avião, Valsa de uma Cidade, Ela é Carioca, Rio 40 Graus, Garota de Ipanema, Do Leme ao Pontal, Aquele Abraço, Cariocas, e Cidade Maravilhosa, por exemplo. Quem sabe, no início da festa, distribuir folhetos com as letras das músicas para quem quiser cantar?




Que a partir dos 450 anos a festa seja mais feliz, e a cidade mais gentil e humana a cada dia.



Feliz Aniversário, Rio de Janeiro!

Feliz Aniversário, cariocas!



Urbe CaRioca

Parque do Flamengo, Marina da Glória
Foto: Urbe CaRioca – 2006

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