O MÊS NO URBE CARIOCA – JANEIRO 2017

                                                            No mês de JANEIRO/2017 o blog deu continuidade aos pedidos ao prefeito, recém-eleito para governar a Cidade do Rio de Janeiro.   O inaceitável Campo de Golfe dito olímpico esteve mais uma vez presente, com destaque para as poucas tacadas, nenhuma surpresa. O novo prefeito não se manifestou sobre resgatar o Parque Municipal Ecológico Marapendi e obrigar o proprietário dos condomínios ‘Riserva’, na Barra da Tijuca, a construir o trecho da Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso eliminado pela gestão anterior, como este blog sugeriu.   O post  =&0=& bateu recordes de visualização, assim como o artigo de Claudio Prado de Mello sobre o abandono de bens culturais tombados e preservados, no Centro do Rio de Janeiro.   As grades na Orla Conde que causaram polêmica, também foram comentadas em NOVA ORLA DO RIO E ZONA PORTUÁRIA – ALÉM DAS GRADES, OBRAS DETERIORADAS, E CONCESSÃO INCERTA.   Lamentamos o estado das obras e os problemas com a concessão, todavia, problemas previsíveis dado à má qualidade de materiais e execução das reformas, reveladas pela grande mídia e por frequentadores que publicaram várias fotos nas redes sociais.   Felizmente a ‘Paisagem Gradeada’ será modificada e tudo indica que as grades serão substituídas por um modelo mais adequado. =&1=&

JANEIRO 2017

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PEDIDO AO PREFEITO 10 – PRAÇAS EM BOTAFOGO, etc.

Desenho: Nelson Polzin, 2012

Este pedido do blog Urbe CaRioca é antigo. Nova gestão da Cidade do Rio de Janeiro, hora de relembrar.

Em várias postagens sugerimos que a Prefeitura observasse a carência de espaços livres para atividades de lazer e contemplação, ou seja, praças públicas, nos bairros de Botafogo e Humaitá.

Em VENDO O RIO, NO ESTADO – ESTUDO DE CASO: BOTAFOGO (03/07/2012)mostramos que as poucas áreas livres existentes são insuficientes e, por vezes em local inadequado. É o caso do Largo do Humaitá, nesgas verdes entre pistas de automóveis com tráfego intenso, possivelmente lugar agradável há mais de meio século quando Botafogo era ainda aprazível. =&1=&

O MÊS NO URBE CARIOCA – NOVEMBRO 2015


Canagé Vilhena


Em NOVEMBRO várias postagens tiveram grande repercussão, em especial METRÔ, LINHA 2 – UMA VISITA À ESTAÇÃO CARIOCA, ADEUS, CINEMA LEBLON!, e AS ÁRVORES E O BURGOMESTRE LENHADOR, este uma fábula urbano-carioca que alude ao atual presidente do C40 e suas ações voltadas para o Meio Ambiente na Cidade do Rio de Janeiro.




O Campo de Golfe voltou a estas páginas virtuais acompanhado de um prognóstico incrível. A Roda-Gigante mais uma vez assombra a paisagem do Rio. Preciosos achados foram, infelizmente, perdidos devido à pequenez dos gestores públicos, causando tristeza e indignação.

Agradecemos a Felipe Pires pelo envio de O RIO DE JANEIRO E O PLANEJAMENTO URBANO MERCADOLÓGICO, a Carla Crocchi pelo poético e certeiro A RODA GIGANTE E O PÉ DE FEIJÃO, e a Sonia Rabello e Mario Moscatelli que gentilmente autorizaram a reprodução de textos muito importantes.

Boa leitura.
Urbe CaRioca
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SOBRE O PARQUE DAS BENESSES URBANÍSTICAS

A propósito de algumas declarações ocorridas durante a inauguração do famigerado Campo de Golfe dito Olímpico, na postagem cujo link está copiado abaixo constam análises sobre o mencionado novo parque, o chamado “Parque das Benesses Urbanísticas“. Saibam porquê no primeiro artigo, publicado exatamente há três anos neste blog.


Reiteramos que o novo parque prometido não tem absolutamente nenhuma relação com a obra do Campo de Golfe construído em Área de Proteção Ambiental, levando à retirada de 450.000,00 m2 do Paraue Municipal Ecológico Marapendi e não de apenas 58.000,00 m2 como é sistematicamente repetido pelo sr. Prefeito do Rio nas reportagens veiculadas pela grande imprensa e em dossiê que foi apelidado “dossiê das falácias“. =&1=&

CAMPO DE GOLFE: O MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL E UM PROGNÓSTICO INCRÍVEL

Área retirada do Parque Municipal Ecológico Marapendi, reserva ambiental integrante da Área de Proteção Ambiental Marapendi, para a construção de um Campo de Golfe: aproximadamente 450.000,00 m², ou, 45 ha.  Nessa medida está incluída a parte de 58.000,00 m² doada ao antigo Estado da Guanabara, portanto área pública e pertencente ao Parque. O restante seria obrigação do empreendedor dos condomínios Riserva também passar para a propriedade do município como parte do processo de licenciamento para construir, obrigação que, junto com a construção da Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, foi dispensada: outra benesse urbanística prejudicial à cidade com a qual proprietários do terreno e construtores foram agraciados, entre outros favores.


A notícia publicada no Globo Esporte hoje poderia ser alvissareira. Entretanto, não cremos na hipótese apontada no subtítulo da manchete:
MP pede perícia em campo de golfe, que pode acabar depois dos Jogos
Ministério Público recorre de ação que questiona caráter ecológico da obra. Se ganhar a causa, vegetação nativa será recuperada, e campo reduzido ou desmanchado Ora, o MPE não determinou a paralisação da construção de um Campo de Golfe dito “olímpico” e desnecessário, situado parcialmente sobre áreas públicas integrantes do Parque Municipal Ecológico Marapendi, parte sobre áreas gravadas destinadas ao parque e sobre uma avenida projetada importante, cujo proprietário foi dispensado de doar quase 400 hectares ao município, e de construir o trecho que concluiria a Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso entre a Avenida Ayrton Senna e a Avenida Alfredo Balthazar da Silveira – antiga Via 2 do Plano Piloto para a Baixada de Jacarepaguá – nem investigou as escandalosas leis complementares aprovadas ao apagar das luzes do exercício legislativo de 2012. =&3=&

JOGOS OLÍMPICOS – UM DOSSIÊ POPULAR

VAI TER OLIMPÍADA!  foi postagem neste blog em 05/08/2015 recordista de visualizações, quando faltava apenas um ano para os Jogos que acontecerão em 2016 na Cidade do Rio de Janeiro. O texto faz menção a vários assuntos abordados no Urbe CaRioca sobre as obras que estão sendo realizadas em nome das Olimpíadas, entre elas o caso do Campo de Golfe construído sobre o Parque Municipal Ecológico Marapendi, a reurbanização da Zona Portuária, o Parque Olímpico, a ampliação da Linha 1 do Metrô (“falsa” Linha 4), e aquelas previstas para a Lagoa Rodrigo de Freitas e a Marina da Glória.

Além das intervenções, várias leis urbanísticas aprovadas especialmente para permitir tais obras e aumentar o potencial construtivo – por exemplo, na Zona Oeste e na citada região portuária – foram questionadas por urbanistas, ambientalistas, engenheiros de transportes, e Associações de Moradores.

O grupo intitulado Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro que, conforme se apresenta, “reúne organizações populares, sindicais, organizações não governamentais, pesquisadores, estudantes, atingidos pelas intervenções da Copa e das Olimpíadas e pessoas diversas comprometidas com a luta pela justiça social e pelo direito à cidade” elaborou um dossiê para o que se considera VIOLAÇÕES DO DIREITO AO ESPORTE E À CIDADE e deixa a pergunta intrigante: CADÊ O LEGADO ESPORTIVO DAOLIMPÍADA DO RIO DE JANEIRO?

O relatório aponta “os impactos negativos dos megaeventos em diversos equipamentos esportivos da cidade, como o Estádio de Remo da Lagoa, o Campo de Golfe (Barra da Tijuca), o Parque Olímpico (Barra da Tijuca), o Maracanã, o

Estádio de Atletismo Célio de Barros, o Parque Aquático Júlio Delamare[...] Leia mais

O CAMPO DE GOLFE, DITO OLÍMPICO, NA TV ALEMÃ ZDF – VÍDEO

Área retirada do Parque Municipal Ecológico Marapendi, reserva ambiental integrante da Área de Proteção Ambiental Marapendi, para a construção de um Campo de Golfe: aproximadamente 450.000,00 m², ou, 45 ha. Nessa medida está incluída a parte de 58.000,00 m² doada ao antigo Estado da Guanabara, portanto área já tornada pública e pertencente ao Parque. o restante seria obrigação do empreendedor dos condomínios Riserva também passar para a Prefeitura como parte do processo de licenciamento para construir, obrigação esta que, junto com a de construir a Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, foi dispensada em mais uma benesse urbanística prejudicial à cidade com a qual proprietários do terreno e construtores foram agraciados, entre outros favores.

=&0=& está entre as publicações mais lidas deste blog urbano-carioca desde a sua criação, em abril/2012. =&1=&

VAI TER OLIMPÍADA!

A frase de composição duvidosa faz contraponto ao improvável “Não vai ter Copa!”, mantra de brasileiros indignados com os gastos excessivos e a construção de estádios desnecessários, o que o tempo de já encarrega de atestar. Assim como houve a Copa do Mundo 2014, haverá os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, com início exatamente daqui a um ano. Esperamos que seja um sucesso. A considerar reuniões anteriores, será.=&0=&

Artigo: PLANOS DE MANEJO PARA A APA E O PARQUE NATURAL MUNICIPAL DE MARAPENDI E A SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS, de Sonia Peixoto


DEBATE PÚBLICO SOBRE O PARQUE NELSON MANDELA, O “PARQUE DAS BENESSES”


NOTA – Além dos textos indicados sugerimos conhecer 

URBANILDO BARBOSA e CREMILDO de ALMEIDA – O PACOTE, Parte II




O caso do parque denominado Nelson Mandela – projeto da Prefeitura para criar um espaço aparentemente público, em parte da Área de Proteção Ambiental – APA Marapendi, na Barra da Tijuca, foi analisado em diversas postagens e artigos neste blog, o primeiro deles  PACOTE OLÍMPICO 2 – O “PARQUE” DAS BENESSES URBANÍSTICAS.

Tema complexo, como já afirmamos, a anunciada criação do parque no bojo do chamado Pacote Olímpico 2 incluiu a tentativa de justificar as perdas na APA e no Parque Municipal Ecológico Marapendi que seriam “compensadas” pela existência futura de uma nova Unidade de Conservação Ambiental, falácia desmontada em Artigo: NELSON MANDELA DEVE ESTAR INDIGNADO: O CASO DO PARQUE NATURAL MUNICIPAL DA BARRA DA TIJUCA, de Sonia Peixoto e na fábula urbano-carioca EXTRA! EXTRA! PÃO DE AÇÚCAR SERÁ DEMOLIDO!


O Movimento Golfe para Quem? convida para o DEBATE PÚBLICO SOBRE O CAMPO DE GOLFE OLÍMPICO E O PARQUE NELSON MANDELA  que acontecerá na próxima quarta-feira, dia 13/05, às 18h, na OAB/Barra, Shopping Marapendi.


O grupo convidou o Prefeito do Rio ou um representante da Prefeitura, e um representante do COI, cujas presenças, no entanto, ainda não foram confirmadas.

Curiosamente, aparece no desenho que abre este post uma ponte. Não se sabe se é a mesma que o sr. Prefeito mencionou durante a gravação-resposta ao primeiro Desafio Ágora – v. RESERVA, GOLFE, PARQUES E FAVELAS – MPRJ, VÍDEO E NOTÍCIAS. Fica depois do terreno do inaceitável Campo de Golfe apresentado como olímpico, nome para um grande negócio imobiliário.


Urbe CaRioca



Outros artigos sobre o tema no Urbe CaRioca:

23/11/2012 –PACOTE OLÍMPICO 2 – APA MARAPENDI: O “PARQUE” E AS BENESSES URBANÍSTICAS

04/07/2013 –“PROCURA-SE”: QUARTEL DA PM, CAMPO DE GOLFE, TRÊS HOTÉIS, E O PARQUE DAS BENESSES

10/12/2013 –PARQUE DAS BENESSES URBANÍSTICAS PODERÁ SER APROVADO HOJE

11/12/2013 (2) – EXTRA! PARQUE DAS BENESSES URBANÍSTICAS APROVADO – Sem O Bode contido no projeto original

09/05/2014 – Artigo: A IMPLANTAÇÃO EFETIVA DO PARQUE NATURAL MUNICIPAL DE MARAPENDI, de Pedro Paulo Da Poian

28/05/2013 – PARQUE DAS BENESSES NA REUNIÃO DO CONSELHO DE POLÍTICA URBANA – COMPUR

19/08/2014 – “PROCURA-SE”: MÍDIA E ÁRBITROS NA ZP, RODA-GIGANTE, GUARATIBA, PAINEIRAS e PARQUE DAS BENESSES

19/08/2014 – PARQUE DAS BENESSES URBANÍSTICAS GARANTE A PRIMEIRA: O BALNEÁRIO

22/08/2014 – BALNEÁRIO: NÃO O DO PARQUE DAS BENESSES, MAS, CHAPLIN

10/09/2014 – Artigo: NELSON MANDELA DEVE ESTAR INDIGNADO: O CASO DO PARQUE NATURAL MUNICIPAL DA BARRA DA TIJUCA, de Sonia Peixoto

09/12/2014 – MARAPENDI – O MONÓLOGO ENGANOSO E O CAMPO PESSOAL

31/12/2014 – EXTRA! EXTRA! PÃO DE AÇÚCAR SERÁ DEMOLIDO!

25/02/2015 – AVISO – REUNIÃO DO COMPUR CANCELADA, DEBATE SOBRE A MARINA DA GLÓRIA…

19/03/2015 – GOLFE, O INJUSTIFICÁVEL, E PARQUE NELSON MANDELA, O ENGODO AMBIENTAL E URBANÍSTICO – ALGUMAS NOTÍCIAS

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GOLFE NA BARRA ABERTO AO PÚBLICO – BASTA PAGAR UMA TAXA

E uma fábula futurista urbano-carioca
PARQUE MUNICIPAL ECOLÓGICO DE MARAPENDI


Cai por terra – em dezoito buracos – mais um dos argumentos utilizados pela Prefeitura para justificar o injustificável Campo de Golfe que eliminou trechos significativos de uma avenida importante – uma Via Parque – e do Parque Ecológico Municipal de Marapendi: de que será o primeiro campo público do Rio*. Bem próximo do terreno que teve a vegetação de restinga retirada para receber o gramado destinado às tacadas olímpicas existe o Golden Green Golf Club, aberto ao público exatamente como será o novo campo construído em reserva ambiental, a APA Marapendi: não público, mas, aberto ao público que queira jogar, mediante pagamento.

A informação sobre o Golden Green Golf Club consta no site da Federação de Golfedo Estado do Rio de Janeiro, conforme transcrito abaixo.

“Primeiro campo público do Brasil, inaugurado em janeiro de 1995, o Golden Green é localizado na praia da Barra da Tijuca, e conta com 6 buracos de par 3, variando em dificuldade e distância. O buraco mais curto é o 6 com 117 jardas e o mais longo é o 4 com 176 jardas.

O Golden Green é um campo aberto ao público, que para ter aulas ou praticar o golfe, basta pagar uma taxa”.


Evidentemente, o Golden Green não seria aceito pelo COI. Por ser um campo pequeno, com 6(seis) buracos, os atletas das tacadas precisariam dar três voltas para completar os 18(buracos). Desse número o Itanhangá Golfe Clube dispõe: o clube propôs-se a fazer adaptações necessárias aos Jogos, mas, ao que consta, o COI não aceitou. Por outro lado, segundo o presidente do COI o Prefeito do Rio insistiu muito para que um Campo de Golfe fosse construído no terreno da APA Marapendi!
O Campo de Golfe de muitas faces talvez esconda mais. Digamos que daqui a muitos anos o campo se mostre inviável economicamente. O que será feito com o enorme terreno particular? 

Hipóteses:
1.    As terras correspondentes ao Parque Marapendi serão reintegradas à reserva, garantindo-se a continuidade do parque cortado pelo campo de golfe;
2.    A Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso será construída no trecho suprimido, ligando-se as duas partes interrompidas pelo campo de golfe;
3.    Parque e Avenida serão doados à Prefeitura conforme determinam as leis vigentes para todo o resto da cidade, dispensada para o proprietário/empreendedor do conjunto de edifícios e do campo de golfe;
4.    Zoneamento Ambiental estabelecido em 1993 e cancelado em 2013 será revigorado;
5.    Vegetação de restinga arrancada da Reserva será replantada;
6.    Impostos e taxas perdoados serão pagos ao Tesouro Municipal com a devida correção monetária e juros de mercado;
7.    Proprietário alegará que terreno não poderá ficar abandonado sob o risco de ser invadido;
8.    Proprietário doará o terreno para a Prefeitura construir um Projeto Minha Casa Minha Vida;
9.    Prefeitura comprará o terreno para construir um projeto Minha Cas Minha Vida;
10.Prefeito e vereadores da hora aprovarão uma nova lei urbanística criando parâmetros de construção para a área do campo de golfe, a pedido do proprietário, que construirá casarões luxuosos porque um conjunto Minha Casa Minha Vida não combina com os edifícios do “Riserva”.
*O Campo de Golfe de Japeri, município do Estado do Rio de Janeiro, é público.

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