NOVA ORLA DO RIO E ZONA PORTUÁRIA – ALÉM DAS GRADES, OBRAS DETERIORADAS, E CONCESSÃO INCERTA

Zona Portuária, gabaritos de altura
A nova orla do Rio – lugar de grande animação durante as Olimpíadas Rio 2016 – parecia ser o verdadeiro legado dos Jogos junto com a demolição da Avenida Perimetral, no escopo do projeto de revitalização da Zona Portuária, o chamado Porto Maravilha.
Embora este blog tenha questionado diversas vezes o modelo urbanístico adotado, as leis complementares que criaram gabaritos de altura com até 50 (cinquenta) andares, as inúmeras renúncias fiscais – benesses que reduzem a arrecadação de recursos públicos sem certezas quanto ao retorno para cidade e população –, a falta de habitação, e a volta das famigeradas quitinetes, o resgate da orla central e a eliminação do viaduto que degradava paisagem e bairros que atravessava foram aspectos positivos que mereceram aplausos. =&3=& e ainda não há acordo entre Prefeitura (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro – Cdurp) e aquela Força Nacional. Cabe lembrar que a Marinha =&4=&

O PASSEIO PÚBLICO ESTÁ LINDO!

Passeio Público. Foto: Marconi Andrade, 18/12/2016
Em setembro, com muita tristeza, publicamos O PASSEIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO E AS ÁGUAS DA ANTIGA LAGOA DO BOQUEIRÃO DA AJUDA=&1=&quando o belíssimo local foi invadido por águas fétidas após chuvas torrenciais que caíram durante a noite do dia 19 e continuaram madrugada adentro. Na manhã do dia 20/09 Marconi Andrade – presidente da Associação de Moradores e Amigos da Glória, AMA Glória, e membro fundador do Grupo S.O.S. Patrimônio, da rede social Facebook – fez o seguinte relato, reproduzido no post: =&2=&

A NOVA ORLA DO RIO, 2 – SEM PARTE DAS GRADES!

E, um pouco de poesia.


Fonte: Porto Maravilha

Como já é sabido – pois está em todos os jornais, mídia virtual, e redes sociais – a Marinha decidiu retirar parte das grades instaladas na nova orla marítima do Centro do Rio, aberta ao público durante o período dos Jogos Olímpicos (v. post de ontem – A NOVA ORLA, NO CENTRO DO RIO, COM GRADES – UMA SURPRESA DESAGRADÁVEL!).

 


CISNE BRANCO
Arquivo Marinha do Brasil
Não poderia ser de outro modo.

Intuímos que a Marinha, Força Militar que evoca a poesia do Cisne Branco, provavelmente criou o episódio para pressionar a Prefeitura a concluir a obra de um estacionamento, prevista como contrapartida à liberação dos terrenos. =&1=&” na forma de uma =&2=&; outra cláusula, ao mesmo tempo, determina que a servidão de passagem “terá validade por prazo indeterminado, =&3=& por qualquer razão por acordo mútuo das partes” (v. imagem no final do post).
Para continuarmos com a poesia, vale lembrar o Soneto de Fidelidade*, de Vinícius de Moraes: seja o novo espaço público do Rio infinito enquanto dure.

Urbe CaRioca




Vinicius de Moraes


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama[...] Leia mais

EX-BLOG COMENTA O EDITAL DE LICITAÇÃO DO JARDIM ZOOLÓGICO DO RIO DE JANEIRO

Ontem a NewsletterEx-Blog comentou o edital de licitação para concessão do Zoológico do Rio, publicado recentemente no Diário Oficial do Município.


Reproduzimos a análise, a seguir, e sugerimos que as famílias comecem a poupar dinheiro caso pretendam levar as crianças ao Zoo.

Urbe CaRioca

Internet – Panoramio


A ESTRANHA CONCESSÃO DO ZOOLÓGICO DO RIO DE JANEIRO!

Ex-Blog, 13 de junho de 2016

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MARINA DA GLÓRIA, CICLOVIA e VELÓDROMO

Foram muitos os assuntos urbano-cariocas nos últimos dia, de interesse deste blog, ainda não comentados. Nesta postagem reunimos alguns deles, com links para artigos e reportagens a respeito. Boa leitura.
Urbe CaRioca




MARINA DA GLÓRIA

Foto: Paulo Sérgio Quintanilha
O site Sonia Rabello – A Sociedade em busca do seu Direito, vem sistematicamente informa que a Marina da Glória continua a ser palco de diversos eventos privados, não obstante “decisão recente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinando que a área da Marina da Glória, no Parque do Flamengo, é de uso comum da população”. =&4=&

ENQUANTO O PAÍS FERVE, A CÂMARA DE VEREADORES DO RIO APROVA A VENDA DE 15 IMÓVEIS PRÓPRIOS MUNICIPAIS

VENDO O RIO
SOTHEBY’S IN RIO
Ilustração: NELSON POLZIN
No final do mês de fevereiro passado divulgamos a intenção da Prefeitura de vender 15 imóveis Próprios Municipais nas postagens – VENDO O RIO, VERSÃO 2016 (27/02) e VENDO O RIO, VERSÃO 2016 – PARTE 2 (29/02), objeto do Projeto de Lei nº 1710/2016. =&1=& =&2=& =&3=&

PASSEIO PÚBLICO – DE OÁSIS A TERRA DE NINGUÉM

Andréa Redondo
Moradores de rua se banham e estendem roupas às margens do lago artificial: água está imunda, e local deixou de ser frequentado por famílias.
Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
Reproduzido por este blog de reportagem publicada em 20/03/2016.
A reportagem de domingo correu pelas redes sociais. A foto do O Globo mostrando consumidores de drogas no Passeio Público – Centro do Rio de Janeiro – foi compartilhada à exaustão. Abaixo, trecho da matéria jornalística que conta com depoimento de Marconi Andrade, do grupo S.O.S. Patrimônio, criado na rede Facebook com o objetivo de defender os bens culturais em risco: =&0=&

MARINA DA GLÓRIA – NOTÍCIA E ANÁLISE NO SITE DE SONIA RABELLO

GOVERNADOR CARLOS LACERDA APREENSIVO POR CAUSA DO ELEFANTE QUE ATERRISSA NA MARINA DA GLÓRIA ENQUANTO EMPREENDEDOR E PREFEITURA CUIDAM DAS FORMIGAS.
Arte Livre do Blog Urbe CaRioca criada para o texto ‘Marina da Glória – Os Mistérios não Interessam’ sobre imagem do Jornal O Globo publicada no Caderno Especial de aniversário da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 01/03/2013.
“Nova decisão judicial considera nulo contrato da Marina da Glória” =&1=&

A ARQUIBANCADA – DITA PROVISÓRIA – NA LAGOA RODRIGO DE FREITAS

Internet


Na reportagem Arquibancada móvel na Lagoa subiu no telhado (OG on line 04/01/2015) o jornalista usa a expressão de piada recorrente, para informar que talvez a construção não seja mais feita, por falta de dinheiro.


A ser verdadeiro o motivo, a falta de recursos públicos fez bem neste caso, pois o projeto nem deveria ter sido cogitado!

A obra que se pretende erguer sobre as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas maculará permanentemente, e ainda mais, a paisagem magnífica que vem sendo entregue à cidade gradativamente desde a retirada de construções irregulares que ocupavam a beira d’água, a fixação dos limites da orla e dos clubes Caiçaras e Piraquê – impedindo novos aterros – a construção do Parque da Catacumba, e a criação de uma ciclovia. 

Infelizmente a torre gigantesca construída ‘pra Olimpíada’ – de fato um edifício – é uma aberração, e o trambolho provisório-permanente sobre a segunda arquibancada permanece lá há alguns anos.

A propósito, a área livre sob a arquibancada principal do antigo Estádio de Remo (arquibancada que foi desativada para construção do complexo Lagoon) está sendo mais e mais ocupada a cada dia, aos poucos impedindo a desejada integração espacial e visual entre a chegada e a Lagoa.

Obs. Caso surja algum recurso, que seja usado nos hospitais do Estado, em situação só não mais precária do que a população desassistida.

Urbe CaRioca
Foto: Urbe CaRioca, outubro/2014

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A RODA-GIGANTE, A MARINA DA GLÓRIA, E AS PAINEIRAS


Parque do Flamengo e Marina da Glória
Imagem: Revista Veja

O post A RODA GIGANTE E O PÉ DE FEIJÃO, de Carla CrocchiUm conto infantil sobre alturas e paisagens já estava preparado para ser divulgado no último o fim-de-semana quando, em 05/11/2015, foi publicada reportagem de capa no Caderno de Bairros Zona Sul com o título:


OG, 05/11/2015 – ‘Grupo luta por roda gigante como a de Londres no Parque do Flamengo’ – ‘Arquiteta Lotta de Macedo Soares tinha a ideia de instalar uma atração do tipo no local’.

Tanto quanto as notas publicadas pelo mesmo jornal nos dias anteriores, a manchete quer fazer crer que se trata de uma conquista positiva para a cidade, sem mostrar os aspectos questionáveis envolvidos, todos tratados neste blog nos últimos anos, bem como as análises jurídicas de Sonia Rabello. A expressão “grupo luta” pode remeter a direitos, exatamente o que os interessados em explorar o Parque do Flamengo, comercialmente, não têm. O mesmo tratamento foi dado pelo periódico em relação à Marina da Glória desde a apresentação do projeto impossível, em 2013, e continuou durante as tentativas de retorno daquela ocupação, ao que parece bem sucedida, infelizmente. Por outro lado, a construção de uma rampa pública poderá por fimà polêmica e liberar o projeto: “ — Vai ser uma rampa gratuita e de acesso irrestrito. Qualquer um vai poder levar um barquinho ali — afirma o procurador Leonardo Cardoso Fontes”. Uma rampa por um parque “Caso o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) seja homologado pela Justiça Federal”.

OG, 05/11/2015 – Em meio a polêmicas, nova Marina da Glória já tem entrega marcada

OG, 06/11/2015 –

Acordo prevê uma rampa pública para barcos na Baía de Guanabara[...] Leia mais

ATERRARAM A BAÍA! UM ATERRO SALVO PELO PARQUE, de Sonia Rabello

PARQUE DO FLAMENGO, RIO DE JANEIRO – Em primeiro plano, o parque integrado visualmente à Praça Paris, o Monumento aos Mortos na II Guerra e a pista de aeromodelismo. À esquerda, o terreno da Marina da Glória com edificações de apoio às atividades náuticas. Ao Fundo, Praia do Flamengo, Baía de Guanabara,  Morro Cara de Cão, Pão de Açúcar, Morro da Urca e Morro da Babilônia. À direita as construções dos bairros da Glória e Flamengo, destaque para o prédio do Hotel Glória, inaugurado em 1922, demolido internamente pela empresa EBX. A imagem mostra com clareza a separação entre área urbana edificável – os bairros – e a área pública non-aedificandi, o Parque do Flamengo, bem de uso comum do povo.
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RIO BRANCO x PRIMEIRO DE MARÇO – DOMINGOS NA URBE CARIOCA

RUA DIREITA, A PRINCIPAL RUA DO RIO COLONIAL

Rua Direita do Rio de Janeiro em aquarela de Thomas Ender. ACG01828. BANDEIRA, Júlio; WAGNER, Robert. Viagem ao Brasil nas aquarelas de Thomas Ender: 1817-1818. Petrópolis: Kappa Editorial, t.2, p. 405. Imagem e legenda reproduzidas do blog Rio 450. 



Notícia publicada ontem no jornal O Globo informou que no próximo 06 de setembro a Praça Mauá, que integra as obras de reurbanização da Zona Portuária, será reinaugurada, e a Avenida Rio Branco ficará fechada para veículos todos os domingos. Segundo a reportagem o Prefeito do Rio pretende “transformar a via num grande corredor cultural, por onde os pedestres poderão circular e conhecer melhor o patrimônio histórico da cidade”.

Projeto Porto Maravilha


A escolha da Avenida idealizada por Pereira Passos e inaugurada em 07/09/1904 leva a algumas questões. Por exemplo: o Veículo Leve sobre Trilhos – VLT também não vai funcionar aos domingos para evitar conflitos e acidentes com pedestres e ciclistas? Se funcionar, as pistas para lazer serão separadas fisicamente da faixa do VLT?



As construções antigas da época da inauguração da Avenida desapareceram ao longo do Século XX, salvo exceções no entorno da Cinelândia e a antiga Casa da Moeda e a sede do IPHAN. Nesse aspecto, a Rua Primeiro de Março é um sítio histórico preservado repleto de construções tombadas e de outros bens culturais importantes. Ladeada por diversas igrejas, inclusive a antiga Catedral da Sé, recentemente restaurada, integra o Corredor Cultural – uma das primeiras Áreas de Proteção do Ambiente Cultural – APACs – da cidade. A antiga Rua Direita ligava o Morro do Castelo e o Morro de São Bento, tem valor representativo ímpar e muito a contar aos cariocas e visitantes.

O Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB e vários urbanistas haviam sugerido que o VLT passasse para Rua Primeiro de Março e o número de veículos e ônibus nessa via diminuísse para evitar danos aos bens históricos, ideia infelizmente não acolhida pela Prefeitura.

Diante desse quadro seria melhor fechar a Primeiro de Março aos domingos desde resolvida a questão viária (e sábados à tarde, por que não?), dando maior liberdade para o acesso de visitantes aos vários museus, centros culturais, igrejas, e à Praça XV, onde já foram encontrados mais pisos “pé-de-moleque”, tal como no Cais do Valongo e na Rua da Constituição.


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MARINA DA GLÓRIA, UMA OBRA BUMERANGUE

V. atualização no final da postagem, em 13/07/20115.



Nesta semana publicamos um post dando notícia de que as obras polêmicas que estavam em andamento na Marina da Glória, no Parque do Flamengo, haviam sido desautorizadas, resultado de ação promovida pela Federação das Associações de Moradores do Rio de Janeiro FAM-RIO acolhida em juízo.

Internet

MARINA DA GLÓRIA, OBRAS DESAUTORIZADAS – POLÊMICA ANTIGA, CAPÍTULO NOVO



Hoje, infelizmente, o jornal O Globo noticiou que a decisão foi revista e as obras, mais uma vez, liberadas.


Na visão deste blog, da FAM-RIO, de vários arquitetos, urbanistas, ambientalistas, e cariocas, um grande erro. Mais uma vez. O elefante está de volta.


Link para a reportagem:



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MARINA DA GLÓRIA, OBRAS DESAUTORIZADAS – POLÊMICA ANTIGA, CAPÍTULO NOVO

Conforme noticiado há alguns dias pela imprensa, a Justiça Federal desautorizou obras em andamento na Marina da Glória, em tese permitidas pelo Iphan, aspecto controverso como explicou a jurista Sonia Rabello em seu site há alguns meses.

O Globo, 06/07/2015, Emanuel Alencar

Justiça Federal desautoriza obras na Marina da Glória permitidas pelo Iphan / Desembargador do TRF considera ilegal permissão para intervenções em área tombada do Parque do Flamengo =&1=&