Revogada lei que determinava a retirada de monumentos a figuras polêmicas no Rio

Revogada lei que bania monumentos a figuras polêmicas no Rio de Janeiro Por Quintino Gomes Freire – Diário do Rio Link original A Lei 8.205/2023, que determinava a retirada de monumentos que exaltassem figuras consideradas escravocratas, eugenistas ou violadoras de direitos humanos, foi revogada no Rio de Janeiro. A nova lei, 8.780/25, invalida a antiga norma e encerra a polêmica sobre a retirada de monumentos como o busto do Padre Antonio Vieira, instalado na PUC-Rio. A lei que bania monumentos foi alvo de críticas pela falta de critérios claros na definição de personalidades que deveriam ser removidas dos espaços públicos. A norma abria a possibilidade de incluir figuras históricas que, embora não tivessem participado ou defendido a escravidão, se beneficiaram do trabalho escravo no contexto da época. Entre os nomes citados estavam Tiradentes e Duque de Caxias. Debate censurado: Os(Leia mais)

Tarifas de água cobradas na Cidade do Rio de Janeiro, de Hugo Costa

Análise e opinião do geógrafo Hugo Costa sobre as tarifas de água cobradas na Cidade do Rio de Janeiro. Urbe CaRioca O aumento das tarifas de água e esgoto na cidade do Rio foi oficializado nesta sexta-feira (13) com a publicação, no Diário Oficial do Poder Executivo, das deliberações da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio de Janeiro, a Agenersa, autorizando os reajustes. As novas tarifas estão valendo desde o dia 1º de dezembro. Para quem não sabe, a cidade do Rio de Janeiro no momento do leilão da CEDAE foi dividida em 4 Lotes: A Águas do Rio 1,atende os bairros da Zona Sul e da Grande Tijuca (Área de Planejamento 2),  Águas do Rio 4 para a área de concessão dos bairros do Centro e Zona Norte da Capital (Áreas de Planejamento 1 e 3(Leia mais)

A (I)mobilidade urbana no Rio de Janeiro, de Atilio Flegner

Por Atilio Flegner Um anúncio de obras por parte da Prefeitura, sempre me causa preocupação. Possuo um dos, se não o maior, acervo de mobilidade urbana particular aqui da Cidade e vi muitos absurdos no setor. Nos últimos anos aconteceram intervenções bastante prejudiciais ao Rio. Tivemos a implantação de um modal inadequado,que, logo no início, já apresentava sinais de saturação por falta de capacidade e problemas na execução da obra. O BRT, modal que já consumiu R$12 bilhões, não resolveu o problema dos gigantescos congestionamentos e superlotação. Tivemos também uma ciclovia que caiu. No mundo todo, ciclovia é sinônimo de sustentabilidade, bem estar e mobilidade inteligente, mas no Rio foi sinônimo de morte. A ciclovia da Avenida Niemeyer, até hoje com diversos problemas no traçado e no piso. A derrubada da Perimetral, apontada pelo prefeito como “sucesso”, pode ser atribuída(Leia mais)

Favela abre espaço a Marçais e Trumps, de Sérgio Magalhães

Sérgio Magalhães nos brinda com mais um artigo sobre a questão habitacional não apenas na cidade do Rio de Janeiro, mas como vem sendo praticada no Brasil há décadas, perpetuada com o equivocado programa Minha Casa Minha Vida. Criador dos programas Favela-Bairro e Rio-Cidade, bem sucedidas realizações do governo municipal do Rio de Janeiro na década de 90, o arquiteto, então Secretário Municipal de Habitação, inovou o olhar sobre as favelas cariocas e o que entende como esforço próprio dos moradores na ausência de crédito para a construção e escolha de lugares adequados para implementar moradias integradas à malha urbana dita formal. Os programas Morar Carioca e Morar sem Risco, também de sua lavra, como os dois primeiros foram abandonados em governos posteriores. Infelizmente os erros prosseguem, como o anunciado conjunto MCMV a ser construído no terreno da antiga Estação(Leia mais)

Sempre o gabarito, 2024 – parte 4: a vez da rua

A série “Sempre o Gabarito”, iniciada com o título “Vendo o Rio”, ainda no tempo em que Cabral aportou aqui (não o navegador), tal como os gabaritos, não para de crescer. Temos também a linha do tempo dividida em Pré-Olimpíada – PO, impulsionada pelo mote PA – Pra Olimpíada, e a atual Pós-Olimpíada – POa. A benesse para o consulado americano não é a primeira. Luiz Paulo Conde suprimiu uma faixa da Avenida Presidente Wilson em nome da segurança. É o alegado para justificar a nova manobra. No Centro, deu-se espaço público, área livre, impedida ao acesso, desimpedida a visão, ainda rua, entretanto. Agora é diferente, como aponta o Projeto de Lei Complementar nº 161/2024. Para quem vende tantas praças, jardins, terrenos de escola, o ar, as alturas, usos, tipologia e a paisagem, o que é uma ruazinha? Urbe CaRioca  (Leia mais)

Triste e real retrato do Rio de Janeiro

Caros leitores do Urbe CaRioca, O texto abaixo trata de uma das mazelas da nossa cidade a população de rua e de mendigos que não para de crescer. Não se deve atribuir o fato à pandemia de Covid-19. Certamente às várias crises econômicas, à malversação de verbas públicas, a prioridades equivocadas dos gestores públicos. A escrita impactante nada mais reflete do que a realidade. As fotografias foram feitas na Zona Sul. bairros Ipanema e Leblon. O mesmo ocorre em Botafogo, Copacabana, Glória e Centro, pelo menos. Há notícia de que chegou à Miami carioca, a Barra da Tijuca. Em tempo de eleições municipais e à apresentação de lados coloridos do Rio de Janeiro, cumprimos o doloroso dever de mostrar outro aspecto. Evitamos filmetes sobre assaltos. Estão disponíveis nas redes sociais diariamente. Só os governantes não veem. Andréa Albuquerque G. Redondo(Leia mais)

Camelôs, moradores de rua e venda de drogas: O inaceitável abandono do Centro do Rio

Este blog gostaria de divulgar notícias da grande mídia informando que o Centro do Rio de Janeiro voltou a ser lindo, pujante e atrativo. Infelizmente a realidade que O Globo mostra na reportagem de Selma Schmidt é diferente e oposta. Causa ainda mais estranheza a proposta antiga de Washington Fajardo – justamente quem comandou a política de proteção do patrimônio cultural durante um período – ter cogitado retirar a proteção de imóveis que seriam substituídos por edifícios novos. Temos a Presidente Vargas aberta há 80 anos, ainda por se completar, a Cidade Nova, igualmente integrada ao resto da cidade (será?) a passos de cágado. A Zona Portuária que depende de malabarismos do poder público e muita verba de impostos e isenções fiscais para se erguer. Dois absurdos estão a caminho: um Minha Casa Minha Vida na Leopoldina e um gigantesco(Leia mais)

Rua da Assembleia – mais memória que se vai

O centenário sobrado eclético, construído no século XX, localizado na Rua da Assembleia, n° 13, nas proximidades do Palácio Tiradentes, no Centro do Rio, será demolido pela Prefeitura, segundo a Veja Rio e o perfil Rio Antigo, do advogado e memorialista, Daniel Sampaio. O imóvel, de quatro andares, segundo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), órgão subordinado à Prefeitura do Rio de Janeiro, não estaria localizado nos limites da Área de Proteção do Ambiente Cultural (APAC), Corredor Cultural, e não seria alvo de qualquer tipo de proteção por parte do poder público. Isso, entretanto, não impede que a Prefeitura reconsidere o assunto e, em novos estudos, inclua o imóvel  na proteção do tombamento. “Que interessante explicação para justificar uma tragédia injustificável. Mais uma ofensa à nossa alma carioca, à nossa memória. Mais um apagamento. Menos um sobrado que fez parte(Leia mais)

A insanidade nas leis urbanísticas do Rio continua

Insanidade. Não há outra palavra para descrever o que vem acontecendo na legislação urbanística da Cidade do Rio de Janeiro nos últimos tempos. Diante de tantos argumentos fortes apontados por este blog provando que diversas leis são prejudiciais, sempre ignorados, restam substantivos, adjetivos e locuções. Insensatez, desfaçatez, imoralidade, absurdo. Falta de estadistas, abundância de mercenários à custa da venda do solo e da paisagem carioca. Mais-valia, Mais-valerá, repetem-se as facadas sobre o Rio, vendidas – literalmente – com base em sofismas redentores. Sempre o Gabarito. Sempre a arrecadação. Sempre o mercado imobiliário. Sempre a eleição. Vergonha sem fim. Urbe CaRioca   IAB e vereador criticam nova ‘lei dos puxadinhos’ que foi sancionada pelo prefeito do Rio O vereador Pedro Duarte (Novo) pediu que o Ministério Público apure eventuais irregularidades na lei que permite a legalização de construções pagando uma taxa(Leia mais)

Anúncio fúnebre

Este blog urbano-carioca cumpre o doloroso dever de informar a morte do Planejamento Urbano da Cidade do Rio de Janeiro, ocorrido ontem, dia 18 de junho de 2024, nesta mesma necrópole, digo, metrópole, em um belíssimo dia de outono com céu e mar de azuis perfeitos, como calmaria a anunciar a tempestade que cairia no final da tarde. Antecedentes O referido Planejamento Urbano – PU vinha adoentado há décadas, período em que recebeu alguns tratamentos, panaceias anunciadas como mais redentoras do que o Cristo que abraça o Rio do esplendor do Corcovado. Entre elas, o Plano Diretor de 2011 que serviu apenas para aumentar gabaritos justificados pelos Jogos Olímpicos, outras leis “pra Olimpíada” que nos surrupiaram recursos públicos e marcaram a paisagem com dezenas de edifícios residenciais e hotéis fora da altura máxima vigente – vários ainda vazios -, a(Leia mais)