TRAMBOLHOS JÁ VISTOS E À VISTA – BICICLETÁRIOS COM CHUVEIRO E OFICINA


Rua Maria Eugênia esquina com Rua Humaitá, Botafogo
Foto: Urbe CaRioca


Os caros leitores do blog conhecem a série “Trambolhos”, onde mostramos construções permanentes e temporárias que, em geral, obstruem áreas públicas seja impedindo a livre circulação de pedestres, causando impacto negativo sobre a paisagem urbana do Rio de Janeiro, além dos que chamamos de ‘provisório-permanente’, isto é, estruturas que deveriam permanecer no local durante curto espaço de tempo e que acabam por tornarem-se definitivas, tanto pela perenidade quanto pelas idas e vindas que caracterizam sua continuidade.


Foto: SAC – AMIGOS DE
 COPACABANA, jan. 2015



Nas imagens alguns exemplos: bancas de jornal que impedem a passagem nas calçadas, extensão de quiosques na orla marítima, cobertura de lona no Estádio de Remo da Lagoa, cobertura no Forte de Copacabana, na Avenida Atlântica







Há pouco a Prefeitura anunciou a intenção de instalar contêineres para guarda de bicicletas na cidade, com chuveiros para os usuários tomarem banho. e prestação de serviços de oficina. O que em princípio parece ser boa providência – incentivar o uso do transporte individual via as simpáticas “magrelas” – não deve sobrepor-se à qualidade do espaço urbano, nem áreas públicas serem transformadas em oficinas que, evidentemente, se alastrarão em volta dos contêineres. Os gestores públicos têm o dever de buscar solução adequada que não prejudique mais ainda nossa tumultuada paisagem urbana e os espaços urbanos que são de todos.

Por que não pequenos depósitos nas muitas lojas hoje vazias espalhadas pela cidade, que poderão até oferecer sanitários e banho aos ciclistas mediante pagamento módico, como no caso dos postos de salvamento da orla? Que a Prefeitura alugue os espaços ou proponha sua administração pela iniciativa privada!

E, antes de tudo, que crie ciclovias seguras em todos os bairros.


[...] Leia mais

LAGOA RODRIGO DE FREITAS, AINDA OS TRAMBOLHOS E OS JOGOS

Evento da Heineken – março/2013. Em 2011 esteve também ali para festa do filme Velozes e Furiosos, na estrutura então chamada “galpão de lona”. A cobertura saiu e voltou diversas vezes desde então, mudou para o bloco ao lado, e está no local desde antes da
Copa do Mundo, em junho/julho – 2014.
Foto: SOS ESTÁDIO DE REMO


Em 15/10/2014 publicamos o post LAGOA RODRIGO DE FREITAS – O REMO E OS TRAMBOLHOS PROVISÓRIOS PERMANENTEScom ênfase na cobertura instalada sobre a segunda arquibancada do Estádio de Remo, mais próxima “do Permanente do que do Provisório”. De fato, a última cobertura, para festa VIP da Copa do Mundo, foi retirada só em parte, e reinstalada integralmente em seguida para as comemorações de fim-de-ano, e lá continua!

Conforme afirmamos antes, “leis urbanísticas e de proteção do entorno da Rodrigo de Freitas são ignoradas”: a altura máxima permitida nas margens da lagoa é de 4.00m, apenas para pequenas construções de apoio às atividades de parque público que circunda a orla deste bem cultural tombado pelo município e união. Dirão alguns ‘é só uma construção provisória, vai ficar ali durante pouco tempo’…, a mesma desculpa ou condescendência que planta outros mostrengos, que vão e voltam, em cima do Forte Copacabana – de novo bem cultural tombado, paisagem magnífica, etc. etc – e que já semeou as lonas da Marina da Glória, e outros provisórios-permanentes.

Conforme também já relatamos neste blog, a reconstrução da arquibancada que integrava o bem cultural tombado – e foi demolida irregularmente – não deixava dúvidas sobre a intenção de ocupar posteriormente: mais alta, laje de teto reforçada… Não será surpresa se surgir mais um andar novo ali, de concreto. Afinal, se o monstro branco lá está há muito tempo salvo breves intervalos, por que não construir algo definitivo? A justificativa será igual à da Marina da Glória: “a altura do projeto é igual à do que lá está”. “E no Forte Copacabana, também local de muitos apêndices provisórios-permanentes”, alguém dirá?

No caso da Lagoa a classificação ‘provisório-permanente’ parece superada, fica só o ‘permanente’, afinal, já se passam mais de nove meses desde a última instalação!

Na postagem anterior mais recente mencionamos o projeto para a construção de arquibancadas sobre o espelho d’água da poluída Rodrigo de Freitas, conforme constava dapágina do Esc. de Gerenciamento de Projetos do Governo do Rio de Janeiro (EGP-Rio). No mesmo tema, cerca de um mês depois transcrevemos o comunicado do movimento S. O. S. Estádio de Remo que pode ser conhecido AQUI.

No início de janeiro/2015 o jornal O Globo divulgou uma nota segundo a qual “Depois de muita polêmica foi re

duzido de dez para quatro mil lugares o projeto de construção de uma arquibancada temporária sobre o espelho d’água da Lagoa, palco de competições de remo e canoagem durante as Olimpíadas. Nos Jogos anteriores, estas competições eram afastadas. No Rio, elas se darão num dos cartões-postais da cidade[...] Leia mais

MARINA DA GLÓRIA, ÁRVORES AO CHÃO

A divulgação do novo projeto para a Marina da Glória ainda não veio a público. Porém a movimentação de obras naquele trecho do Parque do Flamengo é intensa. O blog recebeu várias fotografias do local. Reproduzimos a seguir. Árvores já foram cortadas. Deveria haver uma explicação a respeito. O que parece impossível. =&0=&

A RODA-GIGANTE RODOU: BRAVO CONSELHO DE PATRIMÔNIO CULTURAL!

Sabe-se que empresários querem instalar uma “RIO EYE” na Enseada de Botafogo, defronte ao Pão de Açúcar, Morro da Urca, Morro do Pasmado, banhada pela Baía de Guanabara. 
Uma “EYE” do Rio, AI! Do RIO!