QUESTIONAMENTOS OLÍMPICOS NA MÍDIA INTERNACIONAL – GOLFE, ETC.

De burgemeester van Rio de Janeiro, Eduardo Paes,
wijst en geeft uitleg op de golfbaan.
© AP





Muito além do caso do inexplicável Campo de Golfe, as polêmicas que envolvem as obras em andamento apresentadas como “Pra Olimpíada” continuam a repercutir aqui e no exterior, algumas, senão a maioria, negativamente. Pena.

No final da postagem, dois vídeos e uma reportagem em outros idiomas. As imagens falam língua universal. Para o texto, um site de tradução é suficiente.

Os artigos de Helena Hodges estão traduzidos em outras postagens.


Devastação na Reserva de Marapendi próximo a praia e na beira da
lagoa: remoção de vegetação de Mata Atlântica. Trecho do Hotel Hyatt.
Fotos: Golfe para Quem? – 23/04/2015

Ao mesmo tempo a margem sul da Lagoa de Marapendi no trecho do complexo do Hotel Hyatt, é também desmatada, inexplicavelmente, como se não bastassem as leis especiais que permitiram construir com número de blocos, número de andares, volumetria e áres de construção infinitamente maiores do que o previsto na regulamentação da Área de Proteção Ambiental Marapendimentiras não envergonham seus autoresdesmentidos não adiantamengôdos prevalecem; e as assinaturas para instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara de Vereadores – CPI DO CAMPO DE GOLFE OLÍMPICO – RIO 2016 – não alcançam o número mínimo necessário.

Urbe CaRioca
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Alemanha, 13/04/2015: Nicht ganz sauber
09:18 Min. | Verfügbar bis 13.04.2016 | Quelle: WDR In gut 500 Tagen werden in Rio de Janeiro die Olympischen Sommerspiele 2016 eröffnet. Doch statt Vorfreude auf die Spiele am Zuckerhut überwiegen die Probleme. Im Zentrum steht diesmal nicht wie bei der WM der Stadionbau, sondern der Umweltschutz. Eine vermülltes Segelrevier und ein Golfplatz im Naturschutzgebiet drohen die Olympiastimmung nachhaltig zu beeinträchtigen.

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NO FLAMENGO e DO FLAMENGO – MORADIA, HOTEL, ABANDONO e INVASÃO – AI QUE EDIFÍCIO COMPLICADO!


A foto é do O Globo.


Na última semana um grupo, aparentemente de moradores de rua, ocupava a Cinelândia portando faixas e cartazes que reivindicavam ‘direito à moradia’. A imprensa informava que as pessoas haviam sido retiradas de um prédio da CEDAE por elas invadido. O mesmo grupo invadiu o prédio do Clube Flamengo que fica na Avenida Rui Barbosa nº 170 na última segunda-feira. Segundo as notícias, o número inicial de noventa pessoas está aumentando e algumas pessoas já participaram de outras invasões.

Para quem não se lembra, o edifício abrigaria um hotel de Eike Batista, para o que a Prefeitura aprovou uma lei específica permitindo a modificação do uso residencial, para além dos benefícios que teria pelo Pacote Olímpico 1 – por exemplo, a obrigação de receber habite-se até dezembro de 2015, uma das balelas do “Pacote”. O alcaide ainda perdoou dívida de cerca de R$16 milhões de IPTU devido pelo Clube ao município, para facilitar a negociação. A lei urbanística especial, não por acaso, foi proposta por então vereadora que presidia o rubro-negro.


Imagem: Blog Urbe CaRioca, em 2013, sobre Google Maps

Antiga sede do clube, moradia de atletas e de inquilinos, faria parte do “Triângulo da EBX”, que a empresa pretendia criar junto com o Hotel Glória e um empreendimento comercial de grande porte, a ser erguido no Parque do Flamengo – área pública e bem cultural tombado – proposta que foi rechaçada pela sociedade, não obstante os esforços a favor da Prefeitura, da Câmara de Vereadores, da indústria hoteleira, e do IPHAN.


Quanto ao prédio arrendado à EBX-REX, hoje abandonado e invadido, Eike faliu, e a obra do hotel não foi adiante, assim como a reforma do Hotel Glória, ícone do Rio mutilado, e também abandonado. Os inquilinos despejados foram substituídos pelos novos “inquilinos” sem contrato de aluguel. Segundo o noticiário o edifício será adquirido por outra cadeia hoteleira, repasse ainda em negociação.


Enquanto isso a Prefeitura do Rio de Janeiro diz precisar de dinheiro: brigou em Brasília e vende Chão, Céu e Subsolo.




Pergunta-seO IPTU generosamente dispensado à custa do contribuinte será pago? Será devolvido aos cofres públicos com atualização monetária?

Esse e outros hotéis que porventura não fiquem prontos no prazo, demolirão os muitos metros quadrados e andares a mais autorizados pelo Pacote Olímpico 1?

O blog também está rubro. De vergonha.
Urbe CaRioca

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MARINA DA GLÓRIA – FAM-RIO PEDIU VISTAS AO PROCESSO

E não obteve.
Marina da Glória, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro
Foto: Genilson Araújo, O Globo, Janeiro 2015



Ao contrário do afirmado em reportagem no Jornal O Globo* segundo a qual a sociedade civil teria participado do processo de licenciamento do projeto para construir na Marina da Glória – “a remodelação da marina foi amplamente debatida com a sociedade civil e passou por diversos conselhos”, não se tem notícia sobre tais debates ou apresentações públicas, o que confirmam os presidentes da Federação das Associações de Moradores do Rio FAM-RIO, e da Associação de Usuários da Marina da Glória – ASSUMA.


Transcrevemos abaixo o ofício da FAM-RIO que em outubro/2014 pediu vistas ao processo no IPHAN e não obteve resposta. Talvez o presidente do IRPH tenha se referido ao projeto anterior, da EBX-REX, apresentado em reuniões na Câmara de Vereadores, no Instituto de Arquitetos do Brasil e exposto no Parque do Flamengo, em 2013, proposta que foi rechaçada pela população. O novo projeto não veio a público.
O corte de árvores realizado no final do ano causou indignação e gerou protestos. No vídeo a seguir, imagens da proposta apresentada ao IPHAN.

Como explicou Sonia Rabello, a aprovação do referido IPHAN é insuficiente.
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras – Marina da Glória, Parque do Flamengo, 09/01/2015. Foto: Valéria H. Goldfeld



Urbe CaRioca






Oficio: FAM-RIO                              Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2014
Ao Senhor Ivo Matos Barreto Junior
Superintendente do IPHAN-RJ
Av. Rio Branco, 46
Centro  – Cep: 20.090-002
ASSUNTO: Projeto na área da MARINA DA GLÓRIA – Parque do Flamengo
Prezado Senhor Superintendente,
Tivemos conhecimento que tramita junto a esta Superintendência, processo para apreciação e aprovação de um novo projeto para a área da Marina da Glória, no Parque do Flamengo, área tombada pelo IPHAN e referência no espaço da Paisagem Cultural da Humanidade, na lista da UNESCO, sujeita a um futuro projeto de gestão.
Não temos ciência de nenhuma divulgação pública do conteúdo de tal projeto que, pela sua história nos últimos anos, se reveste de importância social inestimável para a sociedade carioca, especialmente. 
Como é do conhecimento do IPHAN e do seu Conselho Consultivo que na última década foram os movimentos sociais, especialmente as Associações de Moradores aqui representadas pela FAM-RIO, o Movimento SOS Parque do Flamengo e a ASSUMA, que têm dado todo o apoio ao IPHAN, a seu Conselho Consultivo e ao Ministério Público Federal na trajetória de manter a integridade pública de todas as áreas do Parque do Flamengo, especialmente da área da Marina da Glória, evitando a todo custo o desvio de finalidade deste bem público e de obras que desfigurem sua proposta original de obra de arte consagrada.
Desta forma, não só é cabível, como é inteiramente legítimo, que este novo projeto proposto para a área seja publicizado, área esta que foi e é objeto de tantos conflitos, alguns destes materializados em inúmeras ações judiciais (ações populares e ações civis públicas), que ainda tramitam na Justiça Federal, e em inquéritos civis. 
Entendemos que somente a informação pública sobre o que se está pretendo propor para o local poderá permitir a ampla manifestação de todos os interessados naquele bem, especialmente os seus usuários, representados pela sociedade civil, que tanto vem defendendo este bem tombado.
Pelo exposto, e com base também no Decreto federal 8243/2014 que prevê e garante a participação social como “método de governo”,  como direito do cidadão e expressão de sua autonomia”, e como “direito à informação, à transparência e ao controle social nas ações públicas”, requeremos:
a)     Seja dada vistas de todo o processo a esta Federação das Associações de Moradores da Cidade do Rio, antes de qualquer aprovação, para que possamos tomar conhecimento da proposta de intervenção no Parque, e nos manifestarmos sobre o mesmo, trazendo nossas observações acerca do seu uso e interesse público e social.
b)     Do mesmo modo, rogamos sejam abertos espaços para apresentação para outros representantes da Sociedade Civil, de preferência com a convocação de uma audiência pública sobre o projeto.
Temos confiança que as informações e observações a serem trazidas pela sociedade civil que, repito, tem defendido diuturnamente este bem público, somente contribuirá para que o IPHAN e o Conselho Consultivo considerem, na avaliação deste mais novo projeto para a área, todos os aspectos e ângulos representados por todos os interessados no bom uso deste patrimônio público.
Aproveito o ensejo para apresentar à V.Sa. nossos cumprimentos e nossa apreciação frente a gestão desta Superintendência.
Cordialmente,
  
 Sonia Rabello
 FAM-RIO – Presidente
Com cópia para a Senhora Jurema de Souza Machado – Presidente do IPHAN e para os Senhores Conselheiros do Conselho Consultivo do IPHAN
Marina da Glória, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro
Corte de árvores, Dezembro 2014

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EM SETEMBRO SOAM PALAVRAS PLURAIS

=&0=&Andréa Albuquerque G. Redondo
cultura.culturamix.com



Encantei-me pelas palavras. Quando, não sei dizer. Só sei que cedo soaram sons sedutores… – isto é um tipo de rima, não sei qual -, … antes de conhecer a escrita. O som das palavras. Para ser agradável, deveria soar baixo, suave, grave. Passar serenidade. Aos ouvidos, com firmeza e doçura. Gritos e agudos, jamais.


Bem pequena, o Pai Carioca ensinava os plurais. Nada de bananas ou laranjas, isso é fácil. _ “Vamos brincar de dizer o plural”: ‘Uma mão’ (assim mesmo, sem u’a)… _‘Duas mãos’. _‘Um mamão’… _ ‘Dois mamões’. _ “Agora quero ver”: ‘Um pincel’…  _ ‘(?)… Dois pincéus’. _ “Hã”? _ “Humm”… ‘Dois pincéis’! _ “Muito bem, que beleza”! _ “E este”? ‘Um lápis’. _ ‘(?)… Dois… Lápises’?. _ “Lápises? Não, querida… Quase”!

No trajeto para o colégio, antes de aprender a ler, aulinhas de português. Flamengo sem o Aterro, mureta de pedra, água batendo nas pedras partidas, Botafogo com tantas casas, tínhamos a mobilidade urbana que hoje está em falta.

Mais adiante, as letras do jornal. ‘O’, ‘G’, ‘L’… e por aí seguia.
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