MPRJ aciona o STJ para suspender as obras relacionadas à concessão do Jardim de Alah

A Subprocuradoria-Geral de Justiça de Recursos Constitucionais do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (SUBREC/MPRJ), por meio da Assessoria de Recursos Constitucionais Cíveis (ARC Cível), solicitou à Presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determine a suspensão imediata de qualquer obra relacionada ao empreendimento imobiliário previsto para o Jardim de Alah, na Zona Sul do Rio. O pedido de concessão de efeito suspensivo ativo foi apresentado no dia 27 de fevereiro, em recurso especial interposto pelo MPRJ, que busca reverter decisão da 6ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), a qual manteve extinta ação popular que questionava a legalidade do processo administrativo de concessão da área pública. Na manifestação, o MPRJ destaca a urgência na análise do caso para evitar a descaracterização do bem público tombado, diante da(Leia mais)

Revitalização do antigo prédio do Automóvel Clube, enfim, vai sair do papel

Após anos de abandono, incertezas e projetos que nunca saíram do papel, o histórico prédio do antigo Automóvel Clube, na Rua do Passeio, no Centro do Rio, finalmente caminha para um novo capítulo. Fechado desde 2004 e tombado como patrimônio estadual, o imóvel — que já foi cassino, clube social e símbolo de efervescência cultural — será transformado em um ativo cultural pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, com a criação do Museu do Petróleo e das Novas Energias, iniciativa que promete devolver vida, significado e acesso público a um dos edifícios mais emblemáticos da cidade. Urbe CaRioca Fim do abandono: Prédio do antigo Automóvel Clube vai finalmente ganhar destino Instituto Brasileiro de Petróleo vai transformar o prédio da Rua do Passeio em um ativo cultural e tirar do papel o Museu das Energias Por Victor Serra -Diário do(Leia mais)

Antigo Automóvel Club: joia urbano-carioca sem destino

Em setembro de 2020, publicamos um post sobre mais uma tentativa de se dar destino à belíssima construção que abrigou o antigo Automóvel Clube do Brasil. O prédio já foi residência do Barão de Barbacena e sede da Sociedade de Baile Assembleia Fluminense, da Sociedade Cassino Fluminense, palco para o último discurso do então presidente João Goulart antes do golpe de 1964 e até mesmo locação para o filme “O Homem do Sputnik”. O abandono persiste. Depois de algumas iniciativas e promessas não concretizadas a Prefeitura pretende vender o imóvel que é bem cultural tombado, no rol de 324 construções das quais quer se desfazer. As imagens presentes no filme de 1959 , tendo como protagonista o famoso humorista Oscarito, mostram parte de um Rio de Janeiro que desejava pertencer ao Primeiro Mundo após a Belle Époque. Confirma o paradoxo(Leia mais)

A cidade vendida: a legislação urbana do Rio é moeda de troca no poder municipal

As leis urbanísticas da Cidade do Rio de Janeiro tornam-se mais perniciosas a cada mandato do Prefeito Eduardo Paes. Quando parece que nada de pior pode surgir, sai uma novidade da cartola do Prefeito dos Gabaritos altos. O Urbe CaRioca tem vergonha e desesperança em relação ao futuro da cidade, sitiada, abandonada, suja, perigosa, antro de assaltantes, pivetes, moradores de rua drogados e com problemas mentais. Cada metro quadrado livre aguarda seu momento de ser ocupado por índices construtivos a maior. Áreas verdes, parques e jardins públicos são transformados em áreas cimentadas, lojas, bancas de jornal gigantescas, painéis luminosos disfarçados de bancas de jornal, camelôs invasores e oficiais. Parquinhos nas Zonas Norte e Oeste são migalhas diante da desfaçatez geral. Incentiva-se construções maiores e mais altas, pisos impermeáveis, aumento de áreas de sombra, o verde e os espaços substituído pelo(Leia mais)

Aterro do Flamengo x Bairro Santos Dumont: duas visões de cidade em disputa

O Aterro do Flamengo nasceu de um momento em que o Rio de Janeiro ainda se entendia como centro político e cultural do país, capaz de pensar soluções urbanas que dialogassem com seu território e sua memória. Ao transformá-lo não apenas em um parque, mas em um museu a céu aberto integrado à paisagem, o projeto afirmou que a cidade poderia ser bela, funcional e, acima de tudo, pública. Ali se consolidou um espaço democrático, onde a circulação, a arte, a história e o lazer se encontraram sem hierarquias, refletindo uma visão de cidade construída para ser compartilhada. É justamente à luz desse exemplo que o debate sobre a retirada do Aeroporto Santos Dumont ganha outra dimensão. A proposta, resultante de um estudo não-governamental, e que prevê a construção de um novo bairro no local, surge em um contexto muito(Leia mais)

MPF pede paralisação das obras no Jardim de Alah

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a suspensão imediata das obras no Jardim de Alah, área tombada que liga Ipanema ao Leblon e conecta o mar à Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O projeto, conduzido pela concessionária Rio Mais Verde, prevê a instalação de lojas, restaurantes, supermercado, anfiteatro e centenas de vagas de estacionamento, além da derrubada de 90 árvores — mudanças que, segundo o MPF, descaracterizam o patrimônio histórico e podem causar sérios danos ambientais. A ação reforça os questionamentos já apresentados pelo Ministério Público do Estado do Rio e pela Associação dos Moradores e Defensores do Jardim de Alah (AMDJA), que reuniu mais de 30 mil assinaturas contra a intervenção. Para os críticos, a concessão viola a Lei Orgânica do Município e ignora o tombamento definitivo(Leia mais)

Resgate da história: Casarão do século XIX ganha nova vida no Centro do Rio

Uma louvável iniciativa que conseguiu unir com força simbólica e beleza concreta o passado e o futuro de uma cidade. Assim pode ser definida a restauração do casarão histórico número 28 da Rua do Ouvidor, no Centro do Rio. Trata-se de um verdadeiro espetáculo de cultura, arte e cidadania na região, reflexo da dedicação das equipes de restauradores, arquitetos e operários, que diariamente enfrentam o tempo e a história armados com bisturis, pincéis e moldes; um exemplo raro de respeito à memória urbana e ao patrimônio coletivo. A iniciativa — impulsionada pelo programa Proapac Patrimônio da Prefeitura e abraçada com coragem por investidores privados — transcende o simples ato de recuperar uma edificação. Ela revela um compromisso com a identidade carioca, valorizando uma arquitetura riquíssima que resiste ao tempo e à negligência. A cada ornamento reconstruído, a cada camada de(Leia mais)

Abaixo-assinado: Revitalizar sem descaracterizar o Jardim de Alah

O Jardim de Alah, na Zona Sul carioca, não precisa deixar de ser um jardim, para ser bem cuidado. Não precisa de concreto, restaurantes e lojas. O local é patrimônio da cidade! Uma liminar suspendeu qualquer intervenção no local até que o projeto seja autorizado em todas as instâncias. Pelo que foi mostrado até aqui, há várias não conformidades com a legislação sobre o tema. Siga @jardimdealahoficial Assine pela preservação do Jardim de Alah Urbe CaRioca O problema Abaixo assinado para revitalizar sem descaracterizar o Jardim de Alah e contra o modelo de concessão, proposto pela Prefeitura, que não protege o patrimônio público ambiental e cultural e que não se preocupa com o impacto negativo na vizinhança. O modelo de concessão atual, de 35 anos, permite lotear o Jardim de Alah para lojas, quiosques, restaurantes e eventos. Permite edificações permanentes, sem definir altura máxima(Leia mais)

Mais uma igreja a caminho da ruína

Patrimônio histórico abandonado é rotina. Seja pelos  governos federal, estadual e municipal, seja pelos proprietários particulares. Os primeiros dão mau exemplo. Os demais agem do mesmo modo. Ou melhor, não agem. Fica a História ao Deus dará. Urbe CaRioca Iphan: “ações emergenciais” para salvar igreja histórica administrada por família investigada pelo MP De 1721, a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte é administrada há 25 anos pela mesma família e sua igreja está fechada há quase 10 anos, apesar de ter renda de aluguéis milionária. Denúncia mostra situação calamitosa Por Patricia Lima – Diário do Rio Link original O Vicariato da Arquidiocese do Rio de Janeiro responsável pela fiscalização das irmandades, confrarias, ordens terceiras e outras associações de leigos, denunciou junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o péssimo estado de conservação da Igreja(Leia mais)

Apropriação de pontos turísticos pela iniciativa privada gera resistência da população

Neste artigo, publicado originalmente no site Carta Capital, o repórter Maurício Thuswohl aborda a injustificável “apropriação privada e predatória” do patrimônio natural da cidade com objetivos comerciais. O texto destaca que a relevância dos ativos ambientais naturais através de seus inúmeros parques e áreas protegidas. Urbe CaRioca Rota da discórdia Por Maurício Thuswohl – Carta Capital Link original Habitualmente iluminada, muitas vezes com cores alusivas aos times de futebol cariocas ou a campanhas como o Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama, a estátua do Cristo Redentor, apontada pela Unesco como uma das sete maravilhas do mundo moderno, permaneceu no escuro por três noites consecutivas durante a última semana. O apagar das luzes foi decisão da Arquidiocese do Rio de Janeiro, em manifestação de luto pela morte de um turista que visitava o monumento, mas simboliza também o momento(Leia mais)

A Tirolesa – Notícia

O Jornal O Globo divulgou que, na próxima semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deverá julgar a continuidade das polêmicas obras de instalação de uma tirolesa entre os morros do Pão de Açúcar e da Urca, no Rio de Janeiro. A construção do equipamento enfrenta disputa judicial desde 2023, com idas e vindas. Reproduzimos o teor, a quem interessar, sobre o inimaginável e inaceitável brinquedo. Urbe CaRioca Tirolesa do Pão de Açúcar: STJ vai decidir sobre continuidade de obras Construção de equipamento enfrenta disputa judicial desde 2023 Por Daniel Gullino – O Globo Link original O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar na próxima semana a continuidade das obras de instalação de uma tirolesa entre os morros do Pão de Açúcar e da Urca, no Rio de Janeiro. O objetivo da obra é construir um equipamento de 755(Leia mais)