CAMPO DE GOLFE: UM DOSSIÊ CARREGADO DE INVERDADES E A PALAVRA DO MOVIMENTO GOLFE PARA QUEM

Hoje, em visita ao às obras do injustificávelescandaloso Campo de Golfe dito Olímpico o prefeito do Rio foi recebido por manifestantes contrários à mutilação do Parque Municipal Ecológico Marapendi, entre outras decisões questionáveis da municipalidade – Executivo e Legislativo – adotadas para permitir a construção em local onde não era vedado por leis urbanísticas e ambientais vigentes há décadas.
Na ocasião o alcaide lançou um dossiê sobre o caso, segundo o site G1 “para tentar explicar as obras em curso da megaconstrução esportiva na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio”. =&3=&

Artigo: O NÓDULO ILEGAL NO PARQUE DO FLAMENGO: O PROJETO PARA A MARINA DA GLÓRIA, de Sonia Rabello


Parque do Flamengo, 1964, árvores recém-plantadas – Foto: Internet

A jurista, professora, ex-Procuradora Geral do Município do Rio de Janeiro, ex-Vereadora, e atual presidente da Federação das Associações de Moradores FAM-RIO, publicou o artigo reproduzido abaixo no site www.soniarabello.com.br em 26/02/2015, onde explica que o projeto “está sendo introduzido nesta importante área preservada da Cidade, sob o olhar compassivo e conivente das autoridades federal e municipais”.

Sobre o assunto publicamos recentemente neste blog Artigo – MARINA DA GLÓRIA: LICENÇA PARA MATAR ÁRVORES, de Canagé Vilhena e   MAIS LICENÇAS PARA MATAR ÁRVORES NA URBE CARIOCA(Ou, QUANTO VALE UMA ÁRVORE, QUANDO A CIDADE COMPLETA 450 ANOS?).

A polêmica sobre as novas construções que se pretende erguer naquela parte do Parque do Flamengo, modificando a ampliando significativamente o projeto original parece longe de terminar. Abaixo do artigo, imagens do projeto já divulgadas neste blog.

Boa leitura.

Urbe CaRioca

 
Parque do Flamengo, Marina da Glória – Árvore cortadas e preparação do terreno para ampliação e estacionamento
Foto: Antonio Guedes, dez. 2014

 


Sonia Rabello


“O Parque do Flamengo possui valor paisagístico singular, inestimável importância na paisagem e grande relevância cultural para a Cidade do Rio de Janeiro; desta forma não é acaso a quantidade de proteção que incide sobre a área. O Parque é tombado na esfera federal, é também tombado na esfera municipal por lei e possui decreto que protege seu paisagismo. Além disso, faz parte do sítio declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO como Paisagem Cultural Urbana. Sendo assim, qualquer projeto de intervenção dentro desta área tão importante deve ser analisado, debatido e esclarecido para que não corra o risco de causar algum dano a um patrimônio carioca deste porte.” (início da Conclusão feita por técnico da Prefeitura, discordando do projeto apresentado para a Marina da Glória em agosto de 2014).

Mais do que os danos específicos causados pelo novo projeto para esta área do Parque – o aumento excessivo de estacionamento de carros e de barcos, o aumento desproporcional da área comercial, as construções fora dos parâmetros do projeto original e o ilegal corte de quase trezentas árvoresdentro da Unidade de Conservação – é o conceito do referido projeto que agride as razões do seu tombamento.

 Por isso, ele é um nódulo que está sendo introduzido nesta importante área preservada da Cidade, sob o olhar compassivo e conivente das autoridades federal e municipais.
Vejamos, ainda que resumidamente:

1. O Parque, da qual a área da Marina da Glória é parte integrante desde o seu tombamento em 1965 e da qual não pode ser apartada senão por autorização legal e destombamento, foi concebido como um projeto de área de lazer totalmente pública e de baixo impacto, não comercial, educacional e de recreação aberta à população, especialmente às crianças. Foi neste sentido que o seu projeto – o projeto da concepção do Parque – foi tombado.

(…)






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PARA REGISTRO – QUEM SE LEMBRA DO VELÓDROMO DO RIO?

VELÓDROMO DO RIO PARA OS JOGOS PAN-AMERICANOS 2007 e CENTRO DE TREINAMENTO
DE GINÁSTICA OLÍMPICA: DEMOLIDO
Globo on line

O Velódromo do Rio construído para os Jogos Pan-Americanos 2007 com dinheiro público. Projeto de arquiteto ‘expert’ no assunto, pista de madeira importada especialíssima, legado do Pan para treinamento de ciclistas e incentivo ao esporte conforme amplamente divulgado: equipamento de primeiro mundo. Usado assim foi, de fato, durante algum tempo. O centro da pista recebeu equipamentos de ponta onde treinavam atletas da ginástica olímpica, dando-se mais um uso importante ao espaço.
Para os Jogos Olímpicos, no entanto, inexplicavelmente, não serviu. Foi rejeitado, desmontado, demolido, colocada toda a culpa, pelos cartolas, nas duas pobres colunas que sustentavam a cara cobertura. Talvez por coincidência, o projeto do Parque Olímpico tenha previsto outra ocupação para aquele espaço pronto e em funcionamento. Ou tenha sido decisão prévia da gestão administrativa + COI, nunca se saberá.
O arquiteto espantou-se. Isso jamais aconteceria em seu país. As colunas problemáticas poderiam ser retiradas, fazendo-se uma adaptação na estrutura.
O Velódromo considerado imprestável foi oferecido pelo Prefeito do Rio para outras cidades e igualmente rejeitado. Transporte, adaptação, tudo custaria muita verba pública. Ficou sem paradeiro até que alguém o aceitou: o município de Pinhais, no Paraná.
Estava a história esquecida e eis que a imprensa informa: “Velódromo do Pan-2007 é remontado a custo mais alto” (Folha de São Paulo, 08/02/2015). Mais uma vez os recursos serão públicos, e nem ao menos a obra ficará pronta para treinamento de atletas olímpicos, conforme a mesma notícia nos alerta. Maracanã (bem cultural tombado, teve a cobertura original demolida com autorização do IPHAN), o caso do Engenhão (recém-aberto), Parque Olímpico, falsa Linha 4 do Metrô, Zona Portuária sem habitaçãoParque Ecológico mutilado, Marina da Glória outra vez ameaçada
Velódromo do Rio, construído com dinheiro público, para os
JOGOS PANAMERICANOS – 2007, já demolido.
Imagem: Internet


Os meandros e as decisões sobre escolhas e prioridades no trato das obras públicas – execução, demolição, paralisação, trajetos e modais de transportes e a polêmica construção de uma nova rodoviária em São Cristóvão – estão muito além do que pode compreender o cidadão comum.

Este é mais um capítulo do estranho caso do finado Velódromo do Rio.

A quem interessar para registro, publicamos sobre o assunto:


O ESTRANHO CASO DO VELÓDROMO DO RIO

O ESTRANHO CASO DO VELÓDROMO DO RIO – 2

 O NOVELÓDROMO CONTINUA: O ESTRANHO CASO DO VELÓDROMO DO RIO – 3,

DIVERSOS – 09/8/2012 – Saint Patrick’s, Velódromo, Bhering e Metrô[...] Leia mais

NO ANIVERSÁRIO DO RIO DE JANEIRO, 450 GENTILEZAS!

CrônicaRioca
Internet

Amanhã, Domingo, dia 01/03/2015, o Rio de Janeiro completará 450 anos de sua fundação por Estácio de Sá, ‘entre os Morros Cara de Cão e Pão de Açúcar’, como aprendíamos no antigo curso Primário. A cidade que nos presenteia merece um presente! No século XVI, ao escolher o sítio, os portugueses brindaram de antemão gerações futuras de “cariocas” com as terras magníficas que abrigariam a cidade a ser chamada de Maravilhosa no século XX, o lugar que quase quatro séculos e meio depois receberia o título de Patrimônio da Humanidade na categoria Paisagem Urbana.
De fato, a exuberância da vegetação, as águas do mar, baía e lagoas, as praias, as montanhas de pedra ou cobertas de verde, e o céu azul dos dias claros formam um conjunto que até emociona!



Pensar em um presente para a cidade nos remete a memória ao “Profeta Gentileza”, figura singular e bondosa que habitou diariamente as sombras da antiga Avenida Perimetral na década de 1980 e iluminou a cor cinza dos pilares de concreto com frases de incentivo ao respeito e à solidariedade, pintadas à mão com letras de desenho único, das quais a mais conhecida é ‘Gentileza Gera Gentileza’.



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Se a Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro já nos presenteou com a paisagem encantadora, as cores, e o clima sem extremos – os verões de 2014 e 2015 não contam! – cabe a nós retribuir com gentileza e respeito a ela para termos igual resposta.






Nessa imagem figurada o Rio nos tratará bem se for bem tratado. Na vida real, concreta e evidentemente, o Rio nada fará, pois não pode, embora a Natureza, às vezes, se rebele…

Na vida real os gestores públicos e nós, os moradores, somos os responsáveis pelo retorno, o produto final que recebemos e vivemos todos os dias: o desenho urbano, a paisagem, o perfil construído, as redes de transporte público e viárias, os equipamentos urbanos – de assistência médica, educação, cultura e outros –, os espaços livres e áreas de lazer, e o cuidado com o ambiente natural, para citar alguns aspectos, além dos comportamentais, é claro! Alguém já disse que “A cidade somos nós!”.

Voltando ao Profeta Gentileza e à metáfora, o Rio de Janeiro responderá a contento quando as perguntas, isto é, as escolhas e prioridades para seu desenvolvimento urbano e humano, forem adequadas.

Mas, uma folga às questões urbano-cariocas, fiquemos com as humanas, amanhã é dia de festejar!

Para “presentear” a aniversariante – nada além de nos presentearmos – o Urbe CaRiocadeseja aos cariocas e visitantes um Rio menos violento, menos desigual, e mais civilizado, o que será conseguido com educação, instrução, oportunidades, respeito mútuo e exemplos. E faz uma sugestão ao alcaide da Cidade Maravilhosa:



Amanhã, após todos cantarem “Parabéns a Você!” na Rua da Carioca, que o tradicional Bolo de Aniversário – com 450 metros de comprimento – seja distribuído aos convidados – a população – em pratinhos com talheres descartáveis, de preferência biodegradáveis, por um grupo de 150 garçons voluntários: um para cada 3,00m de bolo. Os felizes cariocas aguardarão a vez de saborear a iguaria sem pressa e organizadamente.



Depois de se deliciarem todos deixarão pratos e garfos nos contêineres da Comlurb que estarão disponíveis em número suficiente. Tudo acontecerá em ambiente alegre ao som de boas músicas que simbolizam a cidade – Samba do Avião, Valsa de uma Cidade, Ela é Carioca, Rio 40 Graus, Garota de Ipanema, Do Leme ao Pontal, Aquele Abraço, Cariocas, e Cidade Maravilhosa, por exemplo. Quem sabe, no início da festa, distribuir folhetos com as letras das músicas para quem quiser cantar?




Que a partir dos 450 anos a festa seja mais feliz, e a cidade mais gentil e humana a cada dia.



Feliz Aniversário, Rio de Janeiro!

Feliz Aniversário, cariocas!



Urbe CaRioca

Parque do Flamengo, Marina da Glória
Foto: Urbe CaRioca – 2006

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