O METRÔ QUE O RIO PRECISA – O QUE ESPERAR APÓS AS OLIMPÍADAS

O movimento O METRÔ QUE O RIO PRECISA defendeu a construção da Linha 4 original com trajeto pelos bairros de Laranjeiras, Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico e Gávea, e, a partir desta estação em direção à Barra da Tijuca, ao invés da simples extensão da Linha 1, ou, a “falsa Linha 4” como divulgamos em diversas postagens neste blog. =&0=&=&1=& =&2=& =&3=&=&3=& =&5=&=&1=&
Metrô que o Rio Precisa
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RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO – LANÇADO O EDITAL

Notícia no jornal O Globo:
Postagens anteriores no blog Urbe CaRioca sobre o assunto:

11/03/2015 – RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO DE NOVO EM PAUTA

O que dizem os especialistas em Transportes, os engenheiros, os urbanistas, as instituições afins, a Academia?

Comentários serão bem-vindos.
Urbe CaRioca

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TRANSCARIOCA, BRT, METRÔ E GABARITOS

ATENÇÃO!

Acari, Barros Filho, Bento Ribeiro, Bonsucesso, Brás de Pina, Campinho, Cascadura, Cavalcanti, Cidade Universitária, Coelho Neto, Colégio, Complexo do Alemão, Costa Barros, Engenheiro Leal, Galeão, Guadalupe, Higienópolis, Honório Gurgel, Irajá, Madureira, Maré, Marechal Hermes, Olaria, Osvaldo Cruz, Penha, Penha Circular, Praça Seca, Quintino Bocaiúva, Ramos, Rocha Miranda, Tanque, Turiaçú, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Vila Kosmos e Vila Valqueire.

Bairros que terão índices construtivos modificados segundo projeto de lei complementar encaminhado pelo Poder Executivo à Câmara de Vereadores 
O jornal O Globo de ontem publicou reportagem interessante sobre o sistema Bus Rapid Transit, o BRT. Segundo os usuários, o tempo de viagem diminuiu, porém os veículos estão sempre lotados. Destacamos o seguinte trecho:
ESPECIALISTA: DEMANDA ALTA DEMAIS A Secretaria municipal de Transportes informa que o Transcarioca carrega cerca de 11 mil passageiros por hora em cada sentido durante o rush. Segundo Eduardo Ratton, doutor em planejamento de transportes e professor da Universidade Federal do Paraná, primeiro estado do país a implantar um BRT, a demanda se mostra muito alta para um sistema inaugurado no ano passado: — O BRT é tolerado para demandas de até 15 mil passageiros por hora em cada sentido. Quando essa marca é atingida, isso indica que o sistema está saturado. No Paraná, estamos nessa média, mas demoramos quase três décadas para atingir esse patamar. O ideal é que o Rio continue investindo na construção de linhas de metrô e que o BRT seja uma alternativa. Se isso não ocorrer, o sistema vai ficar saturado rapidamente. =&2=&

AGUARDANDO LIBERAÇÃO DO TRÁFEGO À FRENTE – METRÔ RIO

 “… O Secretário Osório anuncia que o BRT que ele pretende implantar terá o dobro do percurso do Metrô pela metade do preço atendendo mais gente. Então ele tem que mostrar isso, que estudo é esse que leva a essa situação, de um Metrô transportar menos passageiros do que um BRT? … Será um estudo que vai interessar ao mundo todo! Porque o mundo todo sabe que o Metrô transporta muito mais passageiros do que o BRT … Se o Secretário tem informações diferentes dessa, vamos apresentá-las!” =&0=&

MOBILIDADE URBANA – PMUS: OUTRO PLANO SUSTENTÁVEL

www.mobilize.org.br


A Prefeitura do Rio lançou o segundo Desafio Ágora, sobre Mobilidade Urbana. Abaixo, explicação sobre o que é o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável conforme site da Prefeitura.

    O que é o PMUS?

O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, desenvolvido pela Prefeitura do Rio por meio da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), vai orientar os investimentos públicos em infraestruturas de transportes da cidade por dez anos, a partir de 2016. O PMUS deverá integrar modais motorizados e não motorizados em um sistema coeso e sustentável, priorizando o transporte público, o deslocamento a pé e por bicicleta e considerando emissões de gases do efeito estufa.
O trabalho utiliza os dados do Plano Diretor de Transporte Urbano da Região Metropolitana (PDTU-2013), com foco na cidade do Rio de Janeiro. Ao final de dez meses, será elaborado um documento com as principais conclusões e propostas do estudo para os cenários de 2021 e 2026 (com diferentes graus de investimento). Todas as medidas estarão em acordo com as recomendações do Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro (Lei Complementar 111/11), da Política Municipal de Mudanças Climáticas (Lei 5.248/11) e da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/12).


Considerando o engodo em que se constituiu o primeiro ‘desafio’ com seu estranho processo de votação – do que têm conhecimento todos os que acompanharam os posts deste blog de outubro a dezembro, culminando com a falácia do alcaide exposta em vídeo e desmontada ponto por ponto em MARAPENDI E ÁGORA – O ESPERADO, A VERSÃO OFICIAL, O ENGODO, E A VERDADE, o Urbe CaRioca não enviou ‘ideias’ para a Prefeitura.

Infelizmente a elaboração de um Plano de Mobilidade Urbana surge só após a tomada de decisões do Governo Estadual em relação ao Metrô (descartada a conclusão da Linha 2 e a construção da verdadeira Linha 4, gambiarras criadas com a união das Linhas 1 e 2, mudanças na estação General Osório, projeto para um VLT fantástico na Zona Portuária e Centro em vez de Metrô – embora cavada para a instalação de túneis -, ausência da Linha 6 ou mesmo previsão para sua construção) sob o olhar complacente do Governo Municipal.

Este, por sua vez, ainda fez a opção generalizada pelos BRT, solução “mais rápida e mais barata” que, até aqui, tem apresentado problemas e não atende à demanda. E, é claro, não se pode esquecer o caso do famigerado Campo de Golfe que, entre tantos prejuízos causados ao Rio, eliminou a possibilidade de se concluir uma importante avenida do sistema viário a Barra da Tijuca!

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DIVULGAÇÃO DO PROJETO PARADAS CARIOCAS

Imagem: casabellissimo.com.br
São Francisco, USA

Hoje o jornal O Globo publicou reportagem sobre o decreto da Prefeitura do Rio de Janeiro que criou o programa Paradas CaRiocas. O link para a matéria jornalística está AQUI. Trata-se da instalação de “deques” públicos em locais adjacentes às calçadas que são ocupados por vagas de estacionamento. Segundo a reportagem “A instalação de parklets estará liberada para toda a cidade, mas só poderão ser construídos em ruas cuja velocidade máxima é de 50 km/h”. A quem interessar, reproduzimos abaixo o texto explicativo publicado também hoje no site da Prefeitura sobre o projeto e o decreto que está no Diário Oficial do Município. Os destaques em negrito são nossos. =&1=& =&2=& =&3=& =&4=& =&5=&

PROJETOS DE LEI COMPLEMENTAR EM 2014 – MAIS VALIA E MUITO MAIS

  São Cristóvão, Lagoa, Cinema Leblon, Madureira, Habitação Social, e a enésima volta da Mais Valia que Valeu, Não Valeu Mais, Voltou a Valer, e, depois de meio século, Vale até antes que a construção exista: amplia-se o incentivo a contrariar as leis urbanísticas e os códigos de obras. É a apelidada “Mais Valerá”. =&0=&

METRÔ DO RIO – OBRA PARALISADA. INFORMAÇÃO EXTRA-OFICIAL.

Wikimedia
Leitores do Urbe CaRioca estiveram no canteiro de obras da Estação Gávea do Metrô do Rio de Janeiro e foram informados de que a execução está paralisada por falta de verba, que dos 500 operários contratados para o trabalho, 460 foram dispensados, e que 40 ficam ali apenas tomando das instalações e materiais.
Tomara que não seja verdade!
Linha 4 original e Corredor T5

Mas, vale recordar que em janeiro último membros do governo do Estado declararam que a estação Gávea seria construída com um nível com plataformas distintas (não mais com dois níveis, conforme anunciado antes) e que só seria inaugurada pronta em 2016, depois da realização dos Jogos Olímpicos, embora o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, e o subsecretário da Casa Civil, Rodrigo Vieira tenham confirmado:
… 

“que a Linha 4 começará a funcionar para o público em junho de 2016, fora dos horários de pico, entre Barra e Ipanema, com cinco estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. A operação do sistema com passageiros nos mesmos horários das linhas 1 e 2 começará em julho. Mas, nos primeiros meses, não haverá conexão direta com as Linhas 1 e 2. O usuário que estiver no Jardim Oceânico e quiser chegar ao Centro ou à Tijuca, por exemplo, terá que descer na estação General Osório e seguir viagem em outra composição que opera na Linha 1. No caso da Linha 2, a conexão com a Linha 4 passará a acontecer no futuro na Praça General Osório” Leia mais

RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO DE NOVO EM PAUTA


Antigas Cavalariças do Imperador, em São Cristóvão, próximo à Quinta da Vista,
terreno que receberia instalações do Exército e um Centro Hípico daquela instituição.
Projeto visando a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos pretendia criar ali um parque integrado à
Quinta e ao Jardim Zoológico. Agora, virá uma Rodoviária.

Fonte:
Reportagem jornal Extra em 2011

Alguns assuntos urbano-cariocas que causam polêmica desaparecem do noticiário, são esquecidos, e, de repente, ressurgem na pauta. É o caso da rodoviária que se pretende construir em São Cristóvão, no terreno vizinho à Quinta da Boa Vista – que abrigou as antigas cavalariças do Imperador e onde funcionava uma instalação do Exército.
Em 2013 a Prefeitura anunciou que faria uma rodoviária provisória naquele local: seria “necessária” devido à realização da Copa do Mundo em 2014. Após manifestações contrárias de urbanistas e outros profissionais, inclusive do presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, tudo indica que, instalada a discussão, o prefeito desistiu de instalar a estrutura. A Copa aconteceu e a construção provou-se desnecessária e sumiu da mídia.

Em meados de janeiro a notícia voltou em forma de decisão conforme a manchete “Integrada a estações de trem e metrô, nova rodoviária será construída em São Cristóvão – Terminal ficará em antiga instalação do Exército, perto da Quinta da Boa Vista e da estação intermodal do Maracanã” (O Globo 18/01/2015).
Em 08/12/2013 o post UMA RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO E UMA TEORIA: 50 ANDARES NO LUGAR DA ‘NOVO RIO’ teve grande repercussão. Em seguida publicamos RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO, MAIS OPINIÕES: PRESIDENTE DO IAB E EX-BLOG, duas visões importantes sobre o assunto. Voltando a 2015, em 29/01 reproduzimos Artigo: GRANDES OBRAS DE MOBILIDADE NO RIO SEM PLANEJAMENTO, de Sonia Rabello



Considerando a contribuição que o Instituto de Arquitetos do Brasil poderia fazer opinando e organizando debates sobre os muitos assuntos que dizem respeito à cidade, o seja, a todos nós, no início de fevereiro preparamos uma lista de sugestões para aquele importante instituto conhecer. Está no post SUGESTÃO AO IAB-RJ, TEMAS PARA DISCUSSÃO.

No dia 22 do mesmo mês artigo no site Defender opinou sobre a “

Construção de Rodoviária Interestadual às Margens da Quinta da Boa Vista, no Bairro Imperial de São Cristóvão Leia mais

RECLAMILDA E SÃO SEBASTIÃO – O METRÔ, A IMOBILIDADE, E A BARCA DA CANTAREIRA

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Vinte de janeiro, Dia de São Sebastião,santo padroeiro da Cidade do Rio de Janeiro.


São Sebastião, por Marco Palmezzano.
Wikipedia
Estou eu aqui de novo nesse Metrô, perdida em pensamentos enquanto o trem não anda… Sim, trem de Metrô, não trem daquele que já foi do D. Pedro e da Imperatriz Leopoldina, anda nos trilhos em cima da terra. Estou no outro, o vagão que anda por baixo da cidade igual minhoca, dizem que é “transporte de massa”. Deve ser mesmo porque estou aqui toda amassada, o ar-condicionado quebrou e a minhoca não anda. Ai, que calor! E nem encontro Elogilda para papear e me distrair as ideias!
Pois é, está paradinho aqui no túnel, não é na estação, não! O alto-falante avisou que tem que esperar desafogar o trânsito lá na frente… Não, não é ônibus, meu São Sebastião, é trem mesmo, mas de Metrô, no seu tempo não tinha nem um nem outro, aliás, nem tinha bonde…
Tá difícil ficar neste sufoco, viu? Tá bem, concordo, levar flechada no peito é pior, mas, sei não, isso aqui também é um sofrimento! Eu que desmaio à toa com falta de ar, que martírio! Hummm… Pensar em outra coisa? Tem que ser boa?
Ah! O trem andou!
Cadê Elô? Deve estar lá no vagão das mulheres, todo rosa, que vergonha… Um vagão “feminino” porque os homens não se comportam bem, onde já viu, padroeiro? Parece a piada de tirar o sofá da sala. Não sabe? Claro, me desculpe, esqueci que o senhor é santo, depois eu conto…
Quando eu era garota e os ônibus ficavam lotados, o trocador dizia “Um passinho à frente aí, por favor!”, o pessoal se espremia pra perto do motorista, a roleta rolava, e entrava mais gente no lotação, no ônibus, no ‘chifrudo’… Pois é, agora nem querem pagar passagem, querem de graça, “passe-livre”, fazem manifestação na rua… Bem que a passagem podia baixar de preço! Aqui nesse buraco de tatu sem trocador nem passinho à frente, uns homens empurram o povo vagão adentro, igual no Japão, e cabe mais gente.
Já viu sardinha em lata?
Pensar em coisa boa… Já sei! Elogilda que contou. Aquele pessoal da prefeitura, lembra, São Sebastião, que quer proteger o Rio mais do que o senhor – vê se pode? – convidou para outro “desafio”, justamente sobre Mobilidade Urbana! Parece bom, né meu santo? O povo dá ideia, o alcaide ouve, atende… Ora, pipocas, depois do fiasco que foi o do “legado olímpico” – desculpe a intimidade, chamar o senhor assim – mas será que é bom mesmo, SanSebá? A tal “mobilidade”, virou palavra da moda, na época da Copa só se falava nisso, e aqui o trem parou de novo, é só imobilidade!


Se a prefeitura quisesse ajudar mesmo não ficava fazendo brincadeirinha na internet, conversava com o pessoal do Estado e mandava completar a Linha 2 do Metrô até a Carioca e fazer a Linha 4 de verdade até à Gávea, pelo Humaitá e Jardim Botânico. Afinal, quem é que manda na Cidade?
Soube das novidades? Juntaram as Linhas 1 e  2, por isso estamos nesse sufoco aqui, tudo lotado! Tem mais, estão espichando a Linha 1 pra juntar com o pedaço da 4 da Gávea em diante, e a Linha 4 original foi rebatizada de Linha 5!
Isso não é rede, é nó górdio! Agora querem fazer a 3, até São Gonçalo, será que sai?
Não entendeu? Complicado? Depois mando uns mapinhas pro senhor aí no céu, vai ajudar!




Tem mais ainda.
A Estação Gávea só vai ficar pronta depois da Olímpiada. Por quê? Ora, só pode ser para facilitar a vida de quem for à Barra para os Jogos, os visitantes! Ao morador, nada! Não duvido que tenha bilhete especial e horário fixado para pegar o Metrô, muita segurança, tudo civilizado ‘pra inglês ver’.

Guaratiba, Campo da Fé, Julho 2013.
Imagem: Conexão Jornalismo

Não vão deixar acontecer de novo a confusão que aconteceu na Jornada Mundial da Juventude. O Metrô não deu vazão, os jovens desesperados na rua, lembra, meu Sebá? Quando o representante do seu chefe esteve por aqui, o Papa Francisco, naquele mês de julho em que choveu à beça, foi lama pra todo lado?!

Bom, olha a tal Mobilidade funcionando, ó, o trem andou, já quase chegando na Estação Carioca!



Por falar em carioca, o carioca é crédulo mesmo, veja a Elogilda, tão boa, mas tão ingênua, achando que esse metrô-tripa é para a população, que todos os ônibus vão ter ar-condicionado, que esse BRT resolve… Pode ter resolvido lá nas cidades pequenas, mas aqui? Faça-me o favor! Isso é i-m-e-d-i-a-t-i-s-m-o, fazer obra rápida e dizer que é eficiente! Ora, Transporte é coisa séria, é assunto de Estado, não pode ser projeto só de um governo…
E o povo acredita!
Hummmmm… Será que é por isso que o símbolo dos 450 anos é daquele jeito? Cá pra nós, não espalha pra ninguém, que cara de bocó!

Ai, desculpe! Era para pensar em coisa boa… Não há de ser nada, tudo vai melhorar, com muita fé a gente chega lá, veja que pensamento bom, SanSebá! Leia mais

Artigo – A QUE SERVE O BRT?, de Ex-Blog





A análise abaixo foi publicada originalmente na Newsletter Ex-Blog  de 17/12/2014.


O tema Mobilidade Urbana tem estado presente há tempos em discussões de especialistas, seminários, nas páginas da mídia impressa e virtual, mas, principalmente, ao vivo, todos os dias e todas as horas na Cidade do Rio de Janeiro, problema sentido pela população indistintamente, seja na que usa o transporte público – ônibus, trens, Metrô – ou na que se locomove de carro – particular, táxis, vans – com evidente desvantagem para o primeiro grupo.

No artigo, considerações sobre a opção adotada recentemente na urbe carioca, que descartou, por exemplo, a Linha 6 Metrô, conforme projetos antigos para esse modal.

Boa leitura.

Urbe CaRioca

A QUE SERVE O BRT?


Ex- Blog do Cesar Maia

          
1. O governo federal tem priorizado e se associado aos investimentos de prefeituras nos BRTs – ônibus articulados correndo em canaletas/corredor. Belo Horizonte, Recife e Rio são exemplos. É um projeto polêmico, pois as estações não têm conexão com outras linhas, como ocorre no “ligeirinho” de Curitiba. São corredores lineares, sem conexão que atravessam bairros.
          
2. A travessia dos bairros divide os mesmos ao meio, repetindo os problemas históricos dos trens suburbanos no Rio de Janeiro. Isso afeta o comércio, desintegra as relações de vicindade e gera riscos de acidentes nas travessias. No Rio já são contados às dezenas estes acidentes, com outros veículos e com pessoas.
          
3. Além disso, o corte das linhas de ônibus interbairros para garantir um alto IPK (índice de passageiros por km) e a ausência de integração para grande parte dos bairros gera um custo adicional para a conexão. E o tempo economizado durante o transporte linear é superado, em muito, pelas necessidades de conexões. Agregue-se os problemas que acarretam para os que vivem na periferia dos bairros, seja pela necessidade de conexão, seja pelo deslocamento a pé.
          
4. O projeto do BRT foi apresentado pela Federação de Transportes do Rio há mais de dez anos, no boletim semanal ou quinzenal que divulgava como publicidade nos jornais. O projeto, na época, não caminhou porque as empresas não deram solução para as conexões e para o acesso dos passageiros que moram afastados do corredor do BRT. O custo para as pessoas aumentava, assim como o tempo de deslocamento quando exigida conexão.
          
5. A questão que envolve essa decisão das empresas de ônibus leva em conta a insustentabilidade de um sistema que, só no Rio-capital, funciona com 9 mil ônibus. Os conflitos com os usuários, os problemas de trânsito, o transporte público como foco da imprensa e reclamação das pessoas, as pressões dos políticos, as convergências/divergência, com os três poderes…, levaram consultores das empresas de ônibus a projetar uma curva negativa crítica já em médio prazo.
         
6. Dessa forma, a proposta foi reduzir drasticamente o número de ônibus em circulação, minimizando as tradicionais relações políticas e aliviando as pressões sociais. Para isso, havia dois caminhos: o sistema se associar ao transporte sobre trilhos, ou criar um novo sistema em base às experiências de outras cidades. Dada a impossibilidade de associação ao Metrô/Trens pelos os investimentos requeridos e o funcionamento sob regime de concessão, adaptou-se a visão de Lerner. que chamou de Metrô Sobre Rodas.
          
7. Mas essa adaptação ocorreu com simplificação drástica e redução de investimentos. Daí saiu o BRT – um corredor linear desconectado. Com a redução do número de linhas de ônibus, o IPK cresceu imediatamente e assim o retorno do investimento. Na medida em que o sistema BRT é de controle eletrônico facilitado, as desconfianças sobre sonegação de informações e -por isso- também de tributos, simultaneamente, reduz a dependência anterior das empresas de ônibus aos políticos e aos poderes.
         

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PORTO MARAVILHA SEM PERIMETRAL/METRÔ/TÚNEIS/VLT e COM ENGARRAFAMENTO

Com documentários do Instituto FavelArte
uol
Do ponto de vista estético e de qualidade da paisagem carioca não há dúvidas de que o Elevado da Perimetral deveria ter sido demolido – até mesmo independentemente do projeto chamado Porto Maravilha. Entre outros aspectos como o possível prejuízo à mobilidade urbana, dúvidas quanto à absorção do tráfego, pelas demais vias, dos fluxos viários eliminados, as relações custo x benefício, ser ou não prioritário entre as muitas ações governamentais de que o Rio precisa envolveriam a análise técnica de especialistas e alguma subjetividade, este fator sempre presente em determinadas decisões políticas.

Jornal do Brasil on line
Se era o momento adequado, será uma
eterna indagação. Decidido está. A luz do
sol retornará. Tomara que as árvores
voltem. E cresçam rapidamente.

Urbe CaRioca


Vários desses aspectos foram questionados ao longo do processo que levou à demolição do viaduto, o que não mais cabe: o desaparecimento da obra gigantesca que começou a ser construída no final dos anos 1950 (primeiro trecho entre o Aeroporto Santos Dumont e a Candelária, no Centro) foi efetivado e está em fase final de conclusão.



Quanto a provocar a piora no já caótico trânsito do Rio de Janeiro, as previsões se confirmaram, sendo incompreensível a eliminação de uma via estrutural importante – embora fosse um monstrengo que colaborou para a degradação do ambiente urbano – antes que os sistemas que a substituiriam estivessem completos: a Via Binário, que já nasceu engarrafada e alaga em dias de chuva, os túneis não construídos, um VLT de primeiro mundo que vai até melhorar a assistência médica… Tudo funcionará em 2016, dizem os responsáveis!