Clube Flamengo – Afinal, quer ambos: Arena e Estádio

Notícias veiculadas pela grande mídia nos últimos anos mostram que o Clube  Flamengo quer construir um equipamento esportivo no terreno a ele cedido pelo Governo do Estado nos anos 1930. Os informes se alternam: ora o clube pretende erguer uma Arena de Basquete, ora um Estádio de Futebol. A capacidade também varia conforme a época da divulgação. Até o local escolhido já foi itinerante – Zona Sul, Zona Oeste e Zona Norte -agora aparentemente fixado no que é apelidado Campo da Gávea, embora o terreno fique na confluência dos bairros Leblon, Lagoa e Gávea (provável resquício de quando a cidade era dividida administrativamente em ‘Freguesias’, como as da Glória, Gávea e Lagoa, por exemplo).[...] Leia mais

O terreno no Flamengo – o empreendimento, as leis urbanísticas, e uma tese – parte 1

Conforme postagens anteriores neste Urbe CaRioca, no início do ano um terreno Próprio Estadual situado no Bairro do Flamengo foi vendido à iniciativa privada, no âmbito de um pacote oferecido – pelo governo – ao mercado imobiliário.

Do mesmo modo que o terreno do Segundo Batalhão da PM, na esquina das ruas São Clemente e Real Grandeza, o imóvel citado – com frente para as ruas Machado de Assis, Dois de Dezembro, Arno Konder e Beco do Pinheiro, onde funcionaram a garagem de bondes da antiga Cia. Ferro-Carril Jardim Botânico e a garagem de ônibus elétricos da extinta CTC – foi vendido com vistas à construção de um conjunto de edifícios.[...] Leia mais

Associação de Moradores do Jardim Botânico contra a desordem no Parque Lage, de Vinícius Monte Custódio

Em 1957, o Parque Lage foi tombado pelo IPHAN e, em 1976, foi adquirido pela União mediante desapropriação. Pelo Dec. Federal s/n de 25/04/1991, a União autorizou a cessão de uso gratuito do bem ao Estado do Rio de Janeiro pelo prazo de dez anos, prazo prorrogado por sucessivos atos administrativos do Governo Federal, para ser utilizado como sede da Escola de Artes Visuais – EAV da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.[...] Leia mais

Artigo: NÃO HÁ LUGAR PARA JOGADAS, de Sérgio Magalhães

O arquiteto, que foi Secretário Municipal de Habitação na Cidade do Rio de Janeiro e Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, traça um panorama sobre o quadro de violência que vivemos no país, questiona o papel do Estado – sua ausência, presença excessiva, e delegações indevidas – e aponta como tais desequilíbrios se refletem no planejamento do território e das cidades. Em suas palavras, o “germe da violência urbana de hoje está no modo como a questão urbana foi tratada desde meados do século passado. O país errou muito”. O artigo reproduzido abaixo foi publicado no jornal O Globo no último sábado, dia 24/03/2018.[...] Leia mais

O terreno no Flamengo: A mesmice piorada e um abaixo-assinado

“Esses projetos não foram adiante, lamentando-se apenas não ter prosperado a ideia de criar uma praça. Agora, recorre-se à mesmice de liberar outro empreendimento imobiliário em bairro saturado, enquanto algumas áreas remanescentes das desapropriações do Metrô, mais adequadas à ocupação, permanecem sub-utilizadas, e a Zona Portuária implora por habitação.” 

Trecho de Vendo o Rio, 2018 – o terreno da antiga Cia. Ferro-Carril Jardim Botânico (Urbe CaRioca, 10/01/2018).[...] Leia mais

Intervenção federal no Rio de Janeiro – análise de César Maia

VOLTA AMPLA DO POLICIAMENTO OSTENSIVO JUSTIFICARIA A INTERVENÇÃO NA SEGURANÇA DO RIO!

Discurso do Vereador Cesar Maia na Câmara Municipal do Rio em 21/02/2018.

1. A decisão tomada pelo Governo Federal de intervenção na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro foi uma decisão inevitável. Inevitável pelos erros sequenciais que as administrações anteriores, desde 2007 até os dias de hoje, adotaram na segurança pública: quando o então Secretário José Mariano Beltrame, responsável por essa situação, entra e decide concentrar as forças de segurança nas UPPs e basicamente eliminar o policiamento ostensivo.[...] Leia mais

PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL DO RIO DE JANEIRO EM SITUAÇÃO DE RISCO

O grupo S.O.S. Patrimônio, sempre atuante em defesa dos bens culturais construídos no Estado e no Município do Rio de Janeiro divulgou lista dos imóveis e mobiliário urbano que estão em situação de risco, que será entregue pelo Fórum Faz Cultura ao Ministro da Cultura no próximo mês de março.

O trabalho, em fase final de elaboração, é fruto de das denúncias e enquetes realizadas pelo grupo desde 2014. Nas próximas semanas a lista será atualizada pelo S.O.S. Patrimônio definindo-se a ordem de prioridade para o restauro ou providência cabível ao bom funcionamento e preservação dos bens relacionados, e novamente divulgada por este site.[...] Leia mais

De volta à Urbe CaRioca – Um Quadro e o Carnaval

Andréa Albuquerque G. Redondo

Depois de uma temporada fora do Rio de Janeiro devido a questões pessoais, volto à minha querida cidade natal.

Gostaria de não escrever sobre a violência crescente, assunto constante em todos os noticiários, sabido e conhecido aqui e além-mar. Mesmo envolvida com compromissos familiares, pude acompanhar os acontecimentos graças à magia da internet. Melhor evitasse. Dizem que “o que os olhos não veem o coração não sente”, verdade que, infelizmente, não esconde a verdade que massacra o carioca sem dó, psicológica e literalmente: perda de vidas sem distinção de gênero, idade, profissão, classe social – adultos, crianças, nenéns… O que nos resta além de rezar? Só medo, tal é a impotência diante de quadro que fica mais tenebroso a cada dia, o Retrato de Dorian Gray do Século XXI.[...] Leia mais

Antigo Museu do Índio – A degradação continua

O prédio do antigo Museu do Índio esteve na berlinda neste Urbe CaRioca em várias postagens desde 2012. Ameaçado de demolição pelo então governador do Estado do Rio de Janeiro, com a anuência do então prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, a decisão foi objeto de polêmica e inúmeras reações contrárias por parte de historiadores, preservacionistas, urbanistas, arquitetos, e da sociedade civil em geral, divulgadas nas redes sociais e pela grande imprensa.[...] Leia mais

Sobre o Maracanã que não existe mais

Na época da obra que mutilaria o antigo Estádio Jornalista Mário Filho, o conhecido Maracanã, ainda carinhosamente apelidado ‘Maraca’, este Urbe CaRioca manifestou-se insistentemente sobre o que considerava um enorme erro: modificar o gigante em sua essência, caracterizada principalmente pela enorme marquise em balanço que o distinguia.

O retrocesso das políticas de proteção ao patrimônio cultural, e o triste caso do Maracanã, estiveram em alguns posts, entre os quais:[...] Leia mais

PRINCIPAIS BENS HISTÓRICOS ABANDONADOS OU FECHADOS NO RIO DE JANEIRO, de Cláudio Prado de Mello

O arqueólogo e incansável defensor do patrimônio cultural elaborou trabalho detalhado, cujo título acima é autoexplicativo. Esperamos que o esforço seja recompensado com as providências do poder público em prol do resgate e manutenção de conjunto com tamanha importância para a memória urbana e histórica do Rio de Janeiro – Cidade e Estado.

Urbe CaRioca 

PRINCIPAIS BENS HISTÓRICOS ABANDONADOS OU FECHADOS NO RIO DE JANEIRO[...] Leia mais

MAIS METRÔ – ENTREVISTA ENG. WILLIAM DE AQUINO AO O GLOBO

Dando continuidade ao tema que ocupou a grande mídia e foi comentado neste blog em três postagens recentes, divulgamos aqui a entrevista do engenheiro William de Aquino, da Associação Nacional de Transportes Públicos-ANTP, concedida ao jornalista Guilherme Ramalho, do jornal O Globo, e publicada nas redes sociais.
 
Abaixo, o vídeo da entrevista e links para os posts citados.

METRÔ DO RIO DE JANEIRO – O GLOBO CONCORDA COM BLOG URBE CARIOCA

Linha 4 original – Concessionária Rio Barra S.A.
Editorial do jornal O Globo de hoje diz:
 
Ontem publicamos mais um dos muitos posts sobre o Metrô do Rio de Janeiro, assunto recorrente neste blog desde a sua criação, em abril/2012, época em que as obras de expansão da Linha 1 por Ipanema e Leblon, falsamente batizadas de Linha 4, ainda não haviam começado.

PEDIDO AO PREFEITO 10 – PRAÇAS EM BOTAFOGO, etc.

Desenho: Nelson Polzin, 2012

Este pedido do blog Urbe CaRioca é antigo. Nova gestão da Cidade do Rio de Janeiro, hora de relembrar.

Em várias postagens sugerimos que a Prefeitura observasse a carência de espaços livres para atividades de lazer e contemplação, ou seja, praças públicas, nos bairros de Botafogo e Humaitá.

Em VENDO O RIO, NO ESTADO – ESTUDO DE CASO: BOTAFOGO (03/07/2012)mostramos que as poucas áreas livres existentes são insuficientes e, por vezes em local inadequado. É o caso do Largo do Humaitá, nesgas verdes entre pistas de automóveis com tráfego intenso, possivelmente lugar agradável há mais de meio século quando Botafogo era ainda aprazível. =&1=&

LINHA 4 – BLOG METRÔ DO RIO ENTREVISTOU ATILIO FLEGNER

Desde que o blog Urbe CaRioca foi criado, repetimos à exaustão que o alardeado projeto da Linha 4 do Metrô – obra apresentada também como ‘legado olímpico’ – é, na verdade, a extensão da Linha 1 pelos bairros de Ipanema e Leblon até a Gávea. Na verdade, a Linha 4 deveria ligar o Centro à Gávea via Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico e Gávea, e, a partir da Estação Gávea, seguir em direção à Barra da Tijuca, conforme o traçado da Linha 4 verdadeira, o que teria trazido inúmeros benefícios para a mobilidade urbana da Cidade do Rio de Janeiro, compreendendo um legado real para os cariocas. =&0=&

O “NÃO-LEGADO” DO ESTÁDIO DE REMO DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS

As polêmicas que envolvem o Estádio de Remo da Lagoa já duram algumas décadas. A mais recente surgiu após a divulgação de um projeto para construir arquibancadas flutuantes sobre o espelho d’água da Lagoa Rodrigo de Freitas – Bem Cultural Tombado – diante de necessidade alegada devido às competições durante a realização dos Jogos Olímpicos. A proposta foi descartada, ao que consta, por falta de recursos.
Agradecemos a Alessandro Zelesco – ex-presidente da Federação de Remo do Estado do Rio de Janeiro – FRERJ (2007-2009) – pelo envio do artigo e das respectivas ilustrações, que relatam a história do Estádio de Remo e das modificações na destinação principal daquele equipamento esportivo ao longo do tempo.

Neste link pode ser conhecido o Projeto de Revitalização do Estádio de Remo da Lagoa elaborado pela FRERJ como contribuição ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, em 2009. Aqui estão links para outros artigos deste blog sobre a estrutura dita provisória construída sobre a segunda arquibancada há cerca de três anos, e que continua lá. =&3=&

No dia 22 de março passado, “Dia Mundial da Água”, o Movimento SOS_EstadiodeRemo participou do Debate Público promovido pelo vereador Renato Cinco sobre a ausência do prometido legado ambiental dos Jogos Olímpicos de 2016.

No caso do Estádio de Remo da Lagoa, o legado – ou “não-legado” – ambiental, esportivo e arquitetônico-paisagístico se confundem. Há uma necessidade premente de resgatar todos estes aspectos para que efetivamente haja ali um legado de valor. Trata-se de um equipamento esportivo público que desde sua inauguração vem sofrendo sucessivos ataques de quem mais deveria cuida-lo: o próprio poder público. O processo culminou com sua privatização em 1997 e consequente descaracterização arquitetônica, um verdadeiro crime de lesa-patrimônio.

O melhor legado para o Estádio seria a correção dos sucessivos erros históricos cometidos pelos gestores públicos. Por incrível que possa parecer, o futuro do Estádio de Remo está no resgate de seu passado.  

O equipamento foi projetado como um Centro Náutico, para uso diário em prol do desenvolvimento do remo e não apenas esporádico, ou mensal, para assistência de regatas – arquibancada. Durante sua construção, foi promulgada a Lei 905/1957, ainda em vigor, que destina o Estádio para uso da Federação de Remo. Portanto, é uma área pública afetada ao esporte, e nunca poderia ter sido privatizada para outros fins.

O projeto original do Estádio, de 1954, previa 14 boxes ou garagens de remo, que nunca foram construídas na sua totalidade. Após 20 anos sem garagem alguma, em 1974 foram construídas as oito garagens existentes, que há muito se mostram insuficientes para comportar a expansão do remo no local.[...] Leia mais

O MUSEU DO AMANHÃ CHEGOU À PRAÇA MAUÁ

Clique no link abaixo para saber como tudo se passou desde que seu primo-irmão Guggenheim, pretendente a ocupar o mesmo lugar, foi vetado. Urbe CaRioca: Guggenheim, Cidade da Música e Museu do Amanhã, dois pesos e duas medidas  No post Guggenheim, Cidade da Música e Museu do Amanhã, um Post.zitivo com ressalvas…
Crédito: Blog Panrotas, foto de Carla Lencastre
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